No exato momento em que escrevo, as listas de discussão do Fedora estão pipocando com uma questão que, volta e meia aparece: poderá o Fedora adotar o esquema de rolling release?
Já há algum tempo essa questão permaneceu martelando no meu cérebro porque, sob muitas formas, acredito que o atual modelo de desenvolvimento e distribuição adotado pelo Fedora perdeu o sentido. O maior impacto (e mais prático exemplo disso) foi a migração do Gnome 2.x para o Gnome 3.x. Como o Gnome 3.x ainda estava em estágios muito iniciais, o que normalmente se espera é que novos lançamentos do Gnome acabem por tornar o produto melhor e mais maduro, entretanto, usuários do Fedora acabam privados de grandes melhorias nos “pacotes base” porque, de acordo com a política de updares, nenhum pacote crítico pode ser atualizado para números de versão drasticamente diferentes, ou seja: você veria o Gnome 3.0.1 passar para 3.0.2, mas não o veria passar para 3.2. O motivo disso? (como aconteceu nas distros que, inadvertidamente atualizaram o python de 2.7 para 3.0).
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