Phantasmagoria, um game clássico.

Lembro-me com sau­dade dos bons tem­pos do Mega Drive, quando eu já sabia que ado­ravaCapa tec­no­lo­gia mas não fazia idéia do que era um com­pu­ta­dor. Ainda nessa época eu ima­gi­nava que um com­pu­ta­dor era uma máquina de res­pon­der per­gun­tas (podem rir) e se eu digi­tasse “quem des­co­briu o Bra­sil?” ele, pron­ta­mente, me res­pon­de­ria “Pedro Álva­res Cabral”. Eu, como todo mundo, com­prava aque­las revis­ti­nhas de mace­tes e rese­nhas de novos jogos e pas­sava horas babando sobre os lan­ça­men­tos, ava­li­ando grá­fi­cos e ima­gi­nando quando (quando, meu Deus!) eu teria opor­tu­ni­dade de expe­ri­men­tar uma dque­las maravilhas.

Era década de 90 (1995 para ser mais pre­ciso… não sou tão velho assim) e a revista inau­gu­rou uma seção de games para PC, estre­ando com o Phan­tas­ma­go­ria. Era um jogo de ter­ror, mas, dife­rente dos que eu ado­rava, esse era como um filme, com pes­soas reais e muito, muito sombrio.

O jogo me impres­si­o­nou a tal ponto que, vejam só, mais de dez anos depois, ainda me lem­bro do nome e da gra­fia como se tivesse sido ontem e, con­vém dizer, nunca tive a opor­tu­ni­dade de jogá-lo, mas tudo nele era impres­si­o­nante, inclu­sive o fato de ser dis­tri­buido em 7 CDs numa época em que o CD estava ape­nas come­çando a se popu­la­ri­zar e os games ainda lem­bra­vam mais os prmi­ti­vos jogos de nin­tendo 8 bits.

A pro­du­tora do Game foi a Sierra Online, que con­tra­tou a atriz Vic­to­ria Mor­sell (que ainda dá um caldo) paraVictoria Morsell - ainda dá um caldo pro­ta­go­ni­zar a aven­tura no papel da pobre Adri­enne Dela­ney que, com seu marido com­pra uma enorme e antiga man­são per­ten­cente a um mágico do fim do século XIX e que, para azar da moça, cos­tu­mava pra­ti­car magia negra no lugar e havia con­ju­rado um demô­nio… o resto, já ima­gi­na­mos… se por um lado algu­mas cenas são bem pavo­ro­sas, outras, pela canas­trice, dão uma tre­menda von­tade de rir, mas, são ossos do ofício.

Com um sucesso rela­ti­va­mente grande, o game cau­sou polê­mica na época, mos­trando cenas de vio­lên­cia, san­gue e até um estu­pro, foi banido da Aus­trá­lia e rene­gado por mui­tas gran­des lojas nos EUA.

Hoje em dia, é claro, jogos milha­res de vezes mais tec­no­ló­gi­cos e vio­len­tos foram pro­du­zi­dos, mas con­tra a forte impres­são que Phan­tas­ma­go­ria cau­sou em mim eles ainda são fichinha.

O game teve uma con­ti­nu­a­ção em 1996 devido às boas ven­das do pri­meiro Phan­tas­ma­go­ria, o Phan­tas­ma­go­ria 2: A Puzzle of Flesh, que foi um fra­casso de ven­das e desde então, nenhum outro jogo da série foi produzido.

Aliás, apro­vei­tando o ensejo, num futuro artigo vou falar de outro jogo que nunca exper­men­tei mas que, assim como o Phan­tas­ma­go­ria tam­bém me impres­si­o­nou muito: Myst.

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Requi­si­tos do Sistema:

DOS 5.0+, 486/24, 8MB RAM, 5MB no hard drive, SVGA (640x480, 256 colors), 2x CD-ROM, Placa de som Win­dows com­pa­ti­vel , Sound­Blas­ter & 100% com­pa­ti­bles, Pro Audio Spec­trum, Roland MT-32, Gene­ral Midi.

Para MA: Mac — 68040 33MHz+, Sys­tem 7.1x+, 8MB free RAM, 2x CD ROM (4x recom­men­ded), 256 color, 30MB HD space, Power Mac 601+ requi­res 16MB RAM for Power Mac native mode. Sup­ports: Mac Sound.

Rese­nha e mais screenshots

Down­load do Phan­tas­ma­go­ria 2

Veja as mor­tes das espo­sas do antigo dono da mansão

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