Monthly Archive for outubro, 2007

Halloween assustador com lobisomens

Como todo mundo sabe, o code­nome do novo Fedora, o Fedora 8, é Werewolf (Lobi­so­mem). Perdi o pro­cesso de esco­lha do code­nome, embora sem­pre ache muito diver­tido esse lance de escolher.

Ainda acho uma pena que só o pes­soal interno do Fedora Pro­ject pode votar na esco­lha e não o povo da comu­ni­dade, mas, vamos admi­tir, Werewolf é bem legal, não acham? Tam­bém gos­tei do code­nome do Fedora 7 (Moonshine) e não con­sigo dei­xar de ver uma liga­ção entre o bri­lho da lua e o lobisomem.

De qual­quer forma, ótimo (e assus­ta­dor) Hal­loween para todos.

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Nem lançamos o Fedora 8, mas já pensamos no Fedora 9

Pois é, para quem ape­nas usa o Fedora como sua dis­tri­bui­ção favo­rita, mui­tas vezes passa des­per­ce­bido quão fre­né­tico é o ritmo de desen­vol­vi­mento e das mudan­ças que ocor­rem nos bas­ti­do­res. As lis­tas de dis­cus­são pipo­cam com deli­be­ra­ções, bate-bocas, acor­dos e reu­niões nos canais do IRC… e tudo fica muito mais agi­tado fal­tando menos de dez dias para o lan­ça­mento da mais nova cria do pro­jeto Fedora, o Fedora 8, code­nome Werewolf.

Sim, é isso, tem Fedora novo che­gando na área e ele vem muito mais bonito e cheio de novi­da­des, no entanto, não é por isso que come­cei este post de hoje. Como nunca é cedo demais para pen­sar no futuro, a equipe já começa a se movi­men­tar para o Fedora 9. As equi­pes de tra­du­ção já estão a todo o vapor para o pró­ximo Fedora e os desen­vol­ve­do­res já anun­ci­a­ram que, muito pro­va­vel­mente, daqui a mais ou menos seis meses, o Fedora 9 vai incor­po­rar um novo assis­tente de con­fi­gu­ra­ção de vídeo para subs­ti­tuir o bom e velho system-config-display.

Este novo recurso, segundo eles, é uma fer­ra­menta que per­mite a mudança dos dis­po­si­ti­vos de vídeo como moni­to­res de CRT, LCDs, Plas­mas e outros, sem pre­ci­sar rei­ni­ciar o Ser­vi­dor X. O novo sis­tema seria base­ado na tec­no­lo­gia da exten­são RandR (Resize and Rotate), que per­mite apli­car mudan­ças drás­ti­cas às con­fi­gu­ra­ções de vídeo em tempo real.
Parece que vem coisa boa por aí, mas vamos apro­vei­tar o Fedora 8 que ainda nem chegou.

Quer saber mais?

  • http://en.wikipedia.org/wiki/XRandR
  • http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=NjE1NQ
  • http://keithp.com/~keithp/talks/randr/
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Quem é você no mundo Linux?

O Linux e o Soft­ware Livre em si fazem parte de um fenô­meno que só a inter­net é capaz de gerar; algo pare­cido com o para­doxo do infi­nito que diz que uma idéia bri­lhante pode ser um fra­casso ou que uma idéia idi­ota pode ser um sucesso estron­doso.
Pode-se dizer que o Linux é fruto desse fenô­meno. Não creio que foi com gran­des pre­ten­sões que Linus dis­po­ni­bi­li­zou o código fonte de seu ker­nel e nem que ele tinha pla­ne­jado algo nos mol­des de uma revo­lu­ção mun­dial, mas acon­te­ceu…
Um linu­xista, pelo menos um linu­xista de ver­dade, é uma cri­a­tura muito dife­rente, por mais pas­si­o­nais e dedi­ca­dos que sejam os usuá­rios de outros sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais. Acho que um linu­xista de ver­dade não con­se­gue usar seu sis­tema ope­ra­ci­o­nal sem que­rer fazer parte de tudo isso, já que o resul­tado final, o Linux em si, é fruto de tra­ba­lho de milhões de pes­soas que deram algo de seu tempo e que deci­di­ram em algum momento que pode­riam fazer algo para aju­dar no desen­vol­vi­mento do seu sis­tema ope­ra­ci­o­nal. Cria-se entre o linu­xista e seu Linux um tipo de apego, o mesmo apego que se tem a um time de fute­bol ou a um artista favo­rito e, que­rendo admi­tir ou não, uma fra­ção da sua vida será dedi­cada de alguma forma em bene­fí­cio do objeto de afeto.
A fama de anti­pá­tico o per­se­gue e é bas­tante comum ver res­pos­tas do tipo:

Siga estes sim­ples pas­sos:
1 – Vá até www.google.com.br
2 – Digite a sua per­gunta
3 – Pres­si­one ENTER ou cli­que no botão “pes­qui­sar”
4 – A sua res­posta estará logo no (aqui entra um número)º link.

Antes eu não enten­dia bem essa ati­tude, mas depois de tan­tos anos aprendi que um linu­xista de ver­dade sabe pro­cu­rar a infor­ma­ção que neces­sita e que é essa ver­sa­ti­li­dade e inde­pen­dên­cia que fazem dele um usuá­rio à parte. Dar a res­posta mas­ti­gada vai gerar uma rela­ção de depen­dên­cia que deve-se evi­tar… é a velha pará­bola de dar uma vara com linha e anzol em vez do peixe para os nova­tos.
Como em todo lugar, é claro, há os maus linu­xis­tas, que são o tipo de gente que para­sita o sis­tema, des­fru­tando do esforço de seus seme­lhan­tes e que guarda para si de maneira egoísta qual­quer dica ou infor­ma­ção que con­si­dera eleva-lo de alguma forma em com­pa­ra­ção aos demais. É esse tipo de gente que busca os fóruns em busca de res­pos­tas mas nunca res­ponde nada e nem retorna àque­les que dis­pen­sa­ram um pouco do seu tempo em ajuda-lo qual­quer agra­de­ci­mento. É esse tipo de gente que con­se­gue tirar seu sus­tendo do Linux como pro­fis­si­o­nais de infor­má­tica, mas não se impor­tam em usar no seu dia a dia o Win­dows pirata no note­book.
Para o linu­xista de ver­dade há um laço, mesmo que inco­en­ci­ente entre ele e as pes­soas que tam­bém cola­bo­ram para que cada coisa fun­ci­one e é claro, há a sen­sa­ção ótima de saber que você tam­bém par­ti­cipa de algo que se movi­menta, cresce e fru­ti­fica.
O papo pode pare­cer pie­gas, mas o linu­xista de ver­dade vive o “the linux way of life” que é algo sub­je­tivo demais para expli­car, mas existe defi­ni­ti­va­mente.
Para resu­mir, o linu­xista é, de fato, um “apai­xo­nado” pelo seu sis­tema ope­ra­ci­o­nal e sabe que em cada OK (ou cada FAIL) que apa­rece na tela há muito tra­ba­lho cole­tivo e que ele, se qui­ser, pode ser parte e atuar em vez de ser um mero espectador.

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