Como todo mundo sabe, o codenome do novo Fedora, o Fedora 8, é Werewolf (Lobisomem). Perdi o processo de escolha do codenome, embora sempre ache muito divertido esse lance de escolher.
Ainda acho uma pena que só o pessoal interno do Fedora Project pode votar na escolha e não o povo da comunidade, mas, vamos admitir, Werewolf é bem legal, não acham? Também gostei do codenome do Fedora 7 (Moonshine) e não consigo deixar de ver uma ligação entre o brilho da lua e o lobisomem.
De qualquer forma, ótimo (e assustador) Halloween para todos.

Pois é, para quem apenas usa o Fedora como sua distribuição favorita, muitas vezes passa despercebido quão frenético é o ritmo de desenvolvimento e das mudanças que ocorrem nos bastidores. As listas de discussão pipocam com deliberações, bate-bocas, acordos e reuniões nos canais do IRC… e tudo fica muito mais agitado faltando menos de dez dias para o lançamento da mais nova cria do projeto Fedora, o Fedora 8, codenome Werewolf.
Sim, é isso, tem Fedora novo chegando na área e ele vem muito mais bonito e cheio de novidades, no entanto, não é por isso que comecei este post de hoje. Como nunca é cedo demais para pensar no futuro, a equipe já começa a se movimentar para o Fedora 9. As equipes de tradução já estão a todo o vapor para o próximo Fedora e os desenvolvedores já anunciaram que,
muito provavelmente, daqui a mais ou menos seis meses, o Fedora 9 vai incorporar um novo assistente de configuração de vídeo para substituir o bom e velho system-config-display.
Este novo recurso, segundo eles, é uma ferramenta que permite a mudança dos dispositivos de vídeo como monitores de CRT, LCDs, Plasmas e outros, sem precisar reiniciar o Servidor X. O novo sistema seria baseado na tecnologia da extensão RandR (Resize and Rotate), que permite aplicar mudanças drásticas às configurações de vídeo em tempo real.
Parece que vem coisa boa por aí, mas vamos aproveitar o Fedora 8 que ainda nem chegou.
Quer saber mais?
- http://en.wikipedia.org/wiki/XRandR
- http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=NjE1NQ
- http://keithp.com/~keithp/talks/randr/
Publicado dia
9 de outubro de 2007 em
artigo.
O Linux e o Software Livre em si fazem parte de um fenômeno que só a internet é capaz de gerar; algo parecido com o paradoxo do infinito que diz que uma idéia brilhante pode ser um fracasso ou que uma idéia idiota pode ser um sucesso estrondoso.
Pode-se dizer que o Linux é fruto desse fenômeno. Não creio que foi com grandes pretensões que Linus disponibilizou o código fonte de seu kernel e nem que ele tinha planejado algo nos moldes de uma revolução mundial, mas aconteceu…
Um linuxista, pelo menos um linuxista de verdade, é uma criatura muito diferente, por mais passionais e dedicados que sejam os usuários de outros sistemas operacionais. Acho que um linuxista de verdade não consegue usar seu sistema operacional sem querer fazer parte de tudo isso, já que o resultado final, o Linux em si, é fruto de trabalho de milhões de pessoas que deram algo de seu tempo e que decidiram em algum momento que poderiam fazer algo para ajudar no desenvolvimento do seu sistema operacional. Cria-se entre o linuxista e seu Linux um tipo de apego, o mesmo apego que se tem a um time de futebol ou a um artista favorito e, querendo admitir ou não, uma fração da sua vida será dedicada de alguma forma em benefício do objeto de afeto.
A fama de antipático o persegue e é bastante comum ver respostas do tipo:
Siga estes simples passos:
1 – Vá até www.google.com.br
2 – Digite a sua pergunta
3 – Pressione ENTER ou clique no botão “pesquisar”
4 – A sua resposta estará logo no (aqui entra um número)º link.
Antes eu não entendia bem essa atitude, mas depois de tantos anos aprendi que um linuxista de verdade sabe procurar a informação que necessita e que é essa versatilidade e independência que fazem dele um usuário à parte. Dar a resposta mastigada vai gerar uma relação de dependência que deve-se evitar… é a velha parábola de dar uma vara com linha e anzol em vez do peixe para os novatos.
Como em todo lugar, é claro, há os maus linuxistas, que são o tipo de gente que parasita o sistema, desfrutando do esforço de seus semelhantes e que guarda para si de maneira egoísta qualquer dica ou informação que considera eleva-lo de alguma forma em comparação aos demais. É esse tipo de gente que busca os fóruns em busca de respostas mas nunca responde nada e nem retorna àqueles que dispensaram um pouco do seu tempo em ajuda-lo qualquer agradecimento. É esse tipo de gente que consegue tirar seu sustendo do Linux como profissionais de informática, mas não se importam em usar no seu dia a dia o Windows pirata no notebook.
Para o linuxista de verdade há um laço, mesmo que incoenciente entre ele e as pessoas que também colaboram para que cada coisa funcione e é claro, há a sensação ótima de saber que você também participa de algo que se movimenta, cresce e frutifica.
O papo pode parecer piegas, mas o linuxista de verdade vive o “the linux way of life” que é algo subjetivo demais para explicar, mas existe definitivamente.
Para resumir, o linuxista é, de fato, um “apaixonado” pelo seu sistema operacional e sabe que em cada OK (ou cada FAIL) que aparece na tela há muito trabalho coletivo e que ele, se quiser, pode ser parte e atuar em vez de ser um mero espectador.
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