Monthly Archive for novembro, 2007

Nós amamos o XMMS

É ver­dade que eu ando relapso com meu blog, mas tenho boas des­cul­pas para jus­ti­fi­car a ausên­cia prolongada:

  • Tra­ba­lho: muito, inter­mi­ná­vel, esta­fante, chato e inter­mi­ná­vel (sim, inter­mi­ná­vel duas vezes). Come­cei os estu­dos para o meu RHCE e estou ten­tando con­ci­cliar a minha facul­dade de Enge­nha­ria Quí­mica com meu livro de con­tos, as ati­vi­da­des de tra­du­ção do Fedora e os encar­gos de embai­xa­dor enquanto sou téc­nico de infor­má­tica na Pre­fei­tura Muni­ci­pal de Paracambi.
  • Falta de tempo: entre um lugar e outro, pen­sando na vida e só depois lem­brando do blog. :P
  • Pre­guiça: bem… melhor não falar nada aqui, pois qui­eto me defendo mais…

E já que o assunto é pre­guiça, que melhor tópico a abor­dar senão a volta do XMMS às para­das de sucesso, depois de 1211 dias sem ter nenhuma nova rele­ase? É isso mesmo! depois de 1211 dias na gela­deira, saiu a ver­são 1.2.11 do bom e velho XMMS.
Por que isso é tão impor­tante? O XMMS não é o player mais dinâ­mico, não vem com bil­bi­o­te­cas onde vc orga­niza seus arqui­vos, não tem inte­gra­ção com milha­res de recur­sos úteis (e inú­teis) da inter­net, ainda é feito em GTK 1 mas faz bem o que se pro­põe fazer: ele toca (e muito bem) vir­tu­al­mente qual­quer arquivo de áudio, numa inter­face que lem­bra o Winamp, sem fres­cu­ras, sem rodeio, sim­ples e direto.
Basi­ca­mente, quando todos os outros players falha­rem, o XMMS vai estar lá, fun­ci­o­nando e a impor­tân­cia dele é tão grande que a maior parte de sua his­tó­ria se con­funde com a his­tó­ria do pró­prio Linux.
Ele ainda é o favo­rito do pes­soal da velha guarda, da época em que para ins­ta­lar o Linux era pre­ciso dar boot atra­vés de um dis­quete, cone­xão à inter­net era con­se­guida via dis­ca­gem pela linha telefô­nica e assis­tir vídeo era feito atra­vés do XINE qua­dra­dão. O XMMS ainda se man­tém jovem e impres­si­o­nante, sem­pre leve, com a pos­si­bi­li­dade de usar skins das mais sim­ples às mais ela­bo­ra­das e uma tone­lada de plu­gins de melho­ra­mento de som.
Não sou da velha guarda, sou de 2002, quando o linux já não era mais tããããããão com­pli­cado (média guarda existe?), mas tam­bém sou fã desse player que con­ti­nua sendo o que­ri­di­nho de muita gente.

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