Monthly Archive for dezembro, 2007

Amarok para Windows: “só” 200 MB

Quem gosta de ouvir uma musi­qui­nha no PC e usa Linux, pro­va­vel­mente conhece o Ama­rok e quem conhece o Ama­rok, logo de cara nota que trata-se de um pro­duto supe­rior e, sem som­bra de dúvida, um dos melho­res players do mundo (não, não estou exagerando).

Já que Linux sig­ni­fica liber­dade, por que não por­tar o Ama­rok para Win­dows? A idéia, a prin­cí­pio por­reta, dei­xou muita gente ani­mada: ter o melhor player do mundo rodando sobre o Win­dows é algo como boi­co­tar a Micro­soft e seu impe­rio do mal de den­tro! Mas… (sem­pre tem um “mas”) o que nin­guém, nem os desen­vol­ve­do­res, tinham pen­sado é que por­tar o ama­rok para Win­dows não é tão sim­ples como recom­pi­lar o código fonte no Dev C++ e pronto. O Ama­rok usa as bibli­o­te­cas da famí­lia K, ou seja: é muito depen­dente do KDE e de suas bibli­o­te­cas e isso sig­ni­fica que se o povo do Win­dows qui­ser ter o Ama­rok rodando em seu sis­tema há duas pos­si­veis soluções:

  • Os pro­gra­ma­do­res reco­me­çam o Ama­rok “from scratch” e rees­cre­vem tudo só para fun­ci­o­nar no Win­dows (ouvi risa­das na platéia?).
  • Por­tar, junto com o Ama­rok, todas as bibli­o­te­cas e scripts neces­sá­rios para seu fun­ci­o­na­mento… coi­sas leves como KDE Base, Qt e Ruby que fazem doA­ma­rok tudo que ele é (ouvi cho­ros na platéia?).

Pois então, toda essa brin­ca­deira, com­pac­tada com o 7Zip, ficou em apro­xi­ma­da­mente 200 MB (antes de uns refi­na­men­tos era 270 MB, por isso não reclame) e eu fico pen­sando: vale à pena bai­xar 200 MB para ter um player de áudio funcionando?

Mais um pro­blema inte­res­sante é que o KDE 4 tam­bém vai ser por­tado para Win­dows (mas isso ainda demora, quer apos­tar?) e as equi­pes do Ama­rok e do KDE estão usando IDEs dife­ren­tes para com­pi­lar seus pro­je­tos, o KDE usa Visual Stu­dio 2005 e o Ama­rok usa Visual Stu­dio 2008 (são incom­pa­tí­veis). O pes­soal do Ama­rok está pen­sando em empa­co­tar inde­pen­den­te­mente as suas par­tes do KDE para garan­tir a com­pa­ti­bi­li­dade com o Ama­rok e isso vai sig­ni­fi­car que o Ama­rok vai sem­pre estar atra­sado em rela­ção aos lan­ça­men­tos do KDE, pois reem­pa­co­tar tudo não é moleza como parece.

Chega de más notí­cias? Ok, ok… a boa notí­cia é que des­ses 200 MB, só 2,36 MB são do Ama­rok; o resto são depen­dên­cias. :-)

Por fim, o pes­soal está lutando para redu­zir os 200 MB para 120 MB e tor­nar o tama­nho da ins­ta­la­ção mais razoá­vel (uns 35 MB de down­load com­pac­tado), mas adverte que cor­tar bibli­o­te­cas do KDE e dei­xar só o essen­cial para o Ama­rok pode sig­ni­fi­car que outras aolu­ca­ções da famí­lia K não irão fun­ci­o­nar. Ainda bem que uso Linux… ;-)

Ah, antes que me esqueça, o Ama­rok para Win­dows ainda está em fase alfa.

200 MB do seu disco vão embora:

  • 12488 kb — amarok
  • 75559 kb — kdebase
  • 33109 kb — kdelibs
  • 5155 kb — kdepimlibs
  • 134 kb — kdewin32
  • 158 kb — qimageblitz
  • 42188 kb — qt
  • 16984 kb — ruby
  • 1354 kb — soprano
  • 1336 kb — strigi
  • 352 kb — taglib
  • 21283 kb — win32libs

Fonte: Blog do Ama­rok

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Morte aos Trolls!!!

Recen­te­mente li um artigo no Mei­o­Bit a res­peito de uma jovem que se matou devido a uma ação dos Trolls da inter­net. Trolls são aque­les bader­nei­ros que che­gam cheios de má fé, sim­ples­mente para criar dis­cór­dia, pro­vo­car os outros e des­truir o máximo que pude­rem do empre­en­di­mento alheio. Lendo o artigo me lem­brei do quanto odeio essa gente e fico abis­mado me per­gun­tando o que leva um ser humano a agir de maneira tão imbe­cil.
Os trolls des­troem o con­teúdo da Wiki­pé­dia, mudando con­teúdo sério por pala­vrões, ofen­sas, arti­gos pro­po­si­ta­da­mente erra­dos e botam a per­der o esforço de pes­soas que con­tri­buí­ram de ver­dade, dando muito tra­ba­lho extra para os encar­re­ga­dos de vigiar o que acon­tece.
Nos fóruns, esses indi­ví­duos são os que não con­tri­buem com um post cri­ado por eles, mas sem­pre estão pre­sen­tes nos posts de outros para dis­cor­dar, iro­ni­zar e pro­vo­car dis­cus­sões.
O bani­mento dos trolls é sem­pre uma ques­tão deli­cada, pois coloca em xeque a “liber­dade de expres­são” tão acla­mada por todos (geral­mente sem nenhum conhe­ci­mento de causa).
Estou na inter­net há anos, desde o fim da década de 90 e conheço de longe as situ­a­ções em que um gra­cejo ou uma pia­di­nha mais ácida vem car­re­gada de inten­ções mal­do­sas… sou con­tra os trolls por­que acre­dito que a liber­dade é um pri­vi­lé­gio e acho que aque­les que não sabem aproveitá-la devem ser pri­va­dos dela. Trolls, SPAM­MERs e picha­do­res são cri­mi­no­sos que tor­nam a vida de muita gente mais com­pli­cada e repre­sen­tam um decrés­cimo em tudo que se deseja cons­truir.
A mai­o­ria dos trolls utiliza-se do mesmo argu­mento de que “têm o direito de se expres­sar” e que é algum tipo de here­sia privá-los do direito sagrado de impor­tu­nar seus seme­lhan­tes.
Como o número des­ses indi­ví­duos é tão grande, criou-se a cam­pa­nha “não ali­mente os trolls” que, basi­ca­mente manda igno­rar os bader­nei­ros, pois o que eles que­rem é a aten­ção. No entanto, sei que mui­tas vezes essa ati­tude pací­fica não é solu­ção para os trolls mais agres­si­vos e “medi­das mais higi­ê­ni­cas” fazem-se neces­sá­rias.
Por fim, fico ima­gi­nando a cri­a­tura man­dando para um milhão de con­ta­tos um e-mail com pro­pa­ganda de via­gra ou de aumen­tar o pênis ou ainda, um des­ses trolls engra­ça­di­nhos que podem falar a pala­vra errada para uma pes­soa mais sen­sí­vel no momento errado e pro­vo­car, na sua brin­ca­deira irres­pon­sá­vel, uma con­seqüên­cia mais grave.
Morte aos trolls e que todos eles sejam escor­ra­ça­dos até que não sobre mais nenhum para con­tar história.

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