By BoLOBOOLNE payday loans

Amarok para Windows: “só” 200 MB

by LonelySpooky

Quem gosta de ouvir uma musi­qui­nha no PC e usa Linux, pro­va­vel­mente conhece o Ama­rok e quem conhece o Ama­rok, logo de cara nota que trata-se de um pro­duto supe­rior e, sem som­bra de dúvida, um dos melho­res players do mundo (não, não estou exagerando).

Já que Linux sig­ni­fica liber­dade, por que não por­tar o Ama­rok para Win­dows? A idéia, a prin­cí­pio por­reta, dei­xou muita gente ani­mada: ter o melhor player do mundo rodando sobre o Win­dows é algo como boi­co­tar a Micro­soft e seu impe­rio do mal de den­tro! Mas… (sem­pre tem um “mas”) o que nin­guém, nem os desen­vol­ve­do­res, tinham pen­sado é que por­tar o ama­rok para Win­dows não é tão sim­ples como recom­pi­lar o código fonte no Dev C++ e pronto. O Ama­rok usa as bibli­o­te­cas da famí­lia K, ou seja: é muito depen­dente do KDE e de suas bibli­o­te­cas e isso sig­ni­fica que se o povo do Win­dows qui­ser ter o Ama­rok rodando em seu sis­tema há duas pos­si­veis soluções:

  • Os pro­gra­ma­do­res reco­me­çam o Ama­rok “from scratch” e rees­cre­vem tudo só para fun­ci­o­nar no Win­dows (ouvi risa­das na platéia?).
  • Por­tar, junto com o Ama­rok, todas as bibli­o­te­cas e scripts neces­sá­rios para seu fun­ci­o­na­mento… coi­sas leves como KDE Base, Qt e Ruby que fazem doA­ma­rok tudo que ele é (ouvi cho­ros na platéia?).

Pois então, toda essa brin­ca­deira, com­pac­tada com o 7Zip, ficou em apro­xi­ma­da­mente 200 MB (antes de uns refi­na­men­tos era 270 MB, por isso não reclame) e eu fico pen­sando: vale à pena bai­xar 200 MB para ter um player de áudio funcionando?

Mais um pro­blema inte­res­sante é que o KDE 4 tam­bém vai ser por­tado para Win­dows (mas isso ainda demora, quer apos­tar?) e as equi­pes do Ama­rok e do KDE estão usando IDEs dife­ren­tes para com­pi­lar seus pro­je­tos, o KDE usa Visual Stu­dio 2005 e o Ama­rok usa Visual Stu­dio 2008 (são incom­pa­tí­veis). O pes­soal do Ama­rok está pen­sando em empa­co­tar inde­pen­den­te­mente as suas par­tes do KDE para garan­tir a com­pa­ti­bi­li­dade com o Ama­rok e isso vai sig­ni­fi­car que o Ama­rok vai sem­pre estar atra­sado em rela­ção aos lan­ça­men­tos do KDE, pois reem­pa­co­tar tudo não é moleza como parece.

Chega de más notí­cias? Ok, ok… a boa notí­cia é que des­ses 200 MB, só 2,36 MB são do Ama­rok; o resto são depen­dên­cias. :-)

Por fim, o pes­soal está lutando para redu­zir os 200 MB para 120 MB e tor­nar o tama­nho da ins­ta­la­ção mais razoá­vel (uns 35 MB de down­load com­pac­tado), mas adverte que cor­tar bibli­o­te­cas do KDE e dei­xar só o essen­cial para o Ama­rok pode sig­ni­fi­car que outras aolu­ca­ções da famí­lia K não irão fun­ci­o­nar. Ainda bem que uso Linux… ;-)

Ah, antes que me esqueça, o Ama­rok para Win­dows ainda está em fase alfa.

200 MB do seu disco vão embora:

  • 12488 kb — amarok
  • 75559 kb — kdebase
  • 33109 kb — kdelibs
  • 5155 kb — kdepimlibs
  • 134 kb — kdewin32
  • 158 kb — qimageblitz
  • 42188 kb — qt
  • 16984 kb — ruby
  • 1354 kb — soprano
  • 1336 kb — strigi
  • 352 kb — taglib
  • 21283 kb — win32libs

Fonte: Blog do Ama­rok

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{ 8 comments… read them below or add one }

1 Mythus 26 de dezembro de 2007 às 12:54

Faz 9 anos que não ouço mp3 no win­dows. Acho que vou espe­rar mais 9 anos.

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2 isis 28 de dezembro de 2007 às 14:49

Se é pra fazer ports, que façam do kde inteiro pra win­dows.
Li uma máte­ria sobre como usar o OpenBox,mas é mto empenho…Eu com­pilo minhas coi­sas se preciso,mas tenho meus limites…

PS: como q vc foi parar no meu blog?

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3 Cleuby Castilho 4 de janeiro de 2008 às 7:21

Quem conhece o Ama­rok, não troca por nenhum outro player, vai ser legal ter o Ama­rok no Win­dows, mas, no Linux é melhor.

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4 promarcelo 4 de janeiro de 2008 às 8:48

Win­dows? O que é isso?

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5 lonelyspooky 4 de janeiro de 2008 às 9:05

Win­dows é um SO que inven­ta­ram pra aumen­tar a neces­si­dade de usar Linux. =)

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6 nic 4 de janeiro de 2008 às 9:24

O melhor Player de Mp3 no Win­dows é o Billy.
É tão bom mas tão bom que eu uso ele no Linux tam­bém via Wine. :P
Mesmo usando Wine é mais leve que Ama­rok..
Roda melhor no Linux do que no Win­dows o Billy.
Hehehe

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7 lonelyspooky 4 de janeiro de 2008 às 11:32

Uau! Black­box pra win? Sem­pre fui fã do Black­box.
Essa onda de por­tar as inter­fa­ces é meio duvi­dosa, não acham? De que adi­anta ter um KDE pra Win se ainda é o Win rodando por baixo? Se o pro­blema é ter a “buni­teza” do KDE é muito mais sim­ples criar um theme.
Um ponto nega­tivo pro linux (e acho que pros pro­gra­ma­do­res) é usar bobli­o­te­cas que são depen­den­tes de milha­res de coi­sas; por exem­plo: eu, que uso GNOME mas gosto do Ama­rok sou for­çado a, pra­ti­ca­mente, ter o KDE ins­ta­lado e isso só vai mudar se um dia fize­rem um Ama­rok em GTK. No Cygwin deve ser par­cido… milha­res de depen­dên­cias sem fim.

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8 cleberz 5 de janeiro de 2008 às 20:36

Cara, você falou das depen­dên­cias como algo ruim quando, no fim das con­tas, elas são algo muito bom.
Só pra começo de con­versa, se o X11, por exem­plo, não fosse quase que com­ple­ta­mente base­ado em bibli­o­te­cas com­par­ti­lha­das (sha­red objects, que são com­par­ti­lha­das com qual­quer pro­grama que rode sobre ele), alguns gigaby­tes de memó­ria não seria sequer “con­for­tá­vel”. Ima­gine se o Ama­rok não usasse as bibli­o­te­cas com­par­ti­lha­das do KDE! Você teria um pro­cesso gigan­tesco, só um pouco menor que usando bibli­o­te­cas com­par­ti­lha­das. Daí, bas­ta­ria apli­car o mesmo prin­cí­pio para qual­quer outro pro­gra­mi­nha do KDE que você use e pronto! Você passa a usar muito mais memó­ria.
Eu tam­bém fico, às vezes, de saco cheio com aque­las coi­sas tipo “libnaoseioque.so.X: no such file”, prin­ci­pal­mente usando Slackware, mas, seja como for, é melhor que ter biná­rios stan­da­lone que “pre­fe­rem” ser exe­cu­ta­dos um de cada vez.

Quanto à van­ta­gem de se ter, por exem­plo, o KDE rodando sobre o Win­dows, está no uso das apli­ca­ções base­a­das nas bibli­o­te­cas do KDE (por exem­plo… hum… o Ama­rok!). Já o Black­box, que é só o geren­ci­a­dor de jane­las. me parece que o lado bom seria o uso dos temas ori­gi­nais dele e coi­sas como asso­ci­a­ção de teclas inte­li­gente, por exem­plo. Ah, claro, e os múl­ti­plos desktops.

Quanto ao “Ama­rok em GTK”: puxa, seria bom se todos usas­sem aque­les wrap­pers, como wxWindows…

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