Todo mundo sabe que o mundo está em constante mudança. Hoje enquanto caminhava nas ruas com meu discreto mp4 dentro do bolso, não sei porque diabos me lembrei dos walkmen e fiquei imaginando que se um walkman aparecesse nos dias de hoje seria motivo de piada. A qualidade sonora era uma porcaria; muito dificilmente era possível aproveitar um efeito estéreo, muito menos os avançados recursos de som tridimensional que temos hoje. A mídia utilizada (fitas K-7) tinham uma capacidade de armazenamento horrível e a mais vendida era um modelo de 60 minutos de capacidade; por fim, tratava-se de um paralelepípedo mecânico que vinha com um prendedor de cinto e utilizava duas pilhas pequenas (AA). O walkman fez sucesso e nem faz tanto tempo assim e logo foi substituído por seu filhote mais moderno, o diskman, que usava CD mas que era igualmente pesado e grande.

As mudanças não só estão acontecendo, como vêm se acelerando e a tecnologia é a grande responsável. Posso apostar que as gerações futuras vão passar por mudanças dramáticas muito mais rápidas do que jamais passamos (e olha que já dá pra ficar boquiaberto).

Não é que eu seja um Darwinista roxo, mas quem não se adaptar vai desaparecer. Quando eu era criança, na época de ouro dos vídeo-games, a moda eram as revistinhas de macetes e resenhas sobre os lançamentos. Ter uma revista voltada aos gamers era fonte certa de um lucro razoável e haviam dezenas de opções de boas revistas na época, mas uma tal de internet acabou com a festa. Quem compraria uma revista se era possível ler as dicas, sem sair de casa, pela tela do computador? Como era de se esperar, as revistinhas de vídeo-game que não se adaptaram acabaram morrendo. Ainda devem existir algumas que subsistem de lucros (entenda-se prejuízos) capengas, mas os espertos foram para a internet.

E no começo da internet a febre eram os bate-papos. Década de 90, ainda lembro das salas do MSN Brasil onde eu passei algumas noites em claro… mas isso foi antes do MSN Messenger. As salas de bate-papos viraram sinônimo de coisa brega e a maioria acabou por falta de acessos.

Esse ano decidi abandonar os clientes de e-mail. Nada mais de Thunderbird e Evolution. Cansei de viver reclamando do Yahoo!, que não marca as mensagens das pastas que criei como POP3 e do GMail com seus piripaques na hora de baixar as mensagens. Deve ser um sinal de que é hora de colocar na cabeça que o Yahoo! Não marca todas as mensagens como POP3 porque ele mesmo é um cliente de e-mail eficiente e o GMail, que visualiza imagens e até mp3 sem precisar baixar nada, chegaram para mudar as coisas mais uma vez. Webmails com espaço infinito, compartilhamento, redirecionamento para celular… é a vida cada vez mais on-line e querer as coisas off-line deve parecer burrice.

Quais serão as próximas mudanças? Já começam a aparecer Sistemas Operacionais e softwares on-line, páginas em ajax totalmente ajustáveis e até a Microsoft percebendo que o Software Livre é o futuro. Quem sabe em alguns anos diremos: “lembra de quando o Windows era de código fechado?”.