Monthly Archive for março, 2008

Sossega com esse blog, hômi!!!!

Bem que eu tento, mas o blog não cola­bora… Acho que esse tema está melhor, não é? Algo mais leve e que fica melhor com o ajax…

A quan­ti­dade de temas buga­dos no Word­Press é capaz de encher o saco de um monge budista. Tomara que este fun­ci­one sem pro­ble­mas… hehehehe
:-D

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Pré-Upgrade: Fedora novo sem nenhum esforço

Já sei disso há algum tempo, mas relu­tei em pos­tar aqui por­que não havia nada certo. Agora é ofi­cial: nos­sas pre­ces foram aten­di­das e o Fedora 9 vai inau­gu­rar um recurso cha­mado Pré-Upgrade.
O Pré-Upgrade vem aten­der a uma das mai­o­res recla­ma­ções que um usuá­rio Fedora pode­ria ter… o mar­tí­rio de for­ma­tar a máquina a cada nova ver­são ou espe­rar 700 horas pela atu­a­li­za­ção dos paco­tes pelo DVD.
A idéia é bem sim­ples: de agora em diante, rodando uma ver­são mais antiga do Fedora (7 ou 8), basta ins­ta­lar o Pré-Upgrade e deci­dir para qual ver­são deseja atu­a­li­zar seu Fedora. O recurso não é nenhum fenô­meno de exclu­si­vi­dade. Que eu saiba as dis­tri­bui­ções Debian like já con­tam com o dist-upgrade há anos, mas dessa vez o dife­ren­cial está mesmo na faci­li­dade em se fazer isso: a inter­face grá­fica é sim­ples e per­mite que você con­ti­nue usando seu PC enquanto a atu­a­li­za­ção acon­tece e, no fim de tudo, ape­nas um reboot é neces­sá­rio para que todo o pro­cesso seja con­cluído.
O soft­ware, pes­soal, encontra-se 90% ter­mi­nado e vem em boa hora, pois o Fedora está cla­ra­mente ama­du­re­cendo. Con­fi­ram algu­mas ima­gens do fun­ci­o­na­mento logo abaixo:

Bem-vindoVersãoBaixandoAdquirindo imagensTerminado.

As minhas outras gran­des recla­ma­ções não depen­dem dire­ta­mente do Pro­jeto Fedora, mas vêm me inco­mo­dando faz tempo. O Fire­fox 2 junto com o Ope­nOf­fice con­some tanta memó­ria quanto um sis­tema ope­ra­ci­o­nal inteiro e até o GNOME, que tinha fama de ser leve, :’( já con­some mais memó­ria que o KDE.
Embora eu ame o Linux, alguns softwa­res nele são capa­zes de deto­nar sua memó­ria e mui­tas vezes meu com­pu­ta­dor “senta” com a lín­gua para fora por causa de seus míse­ros 512 MB de RAM DDR2. O GNOME, que eu bra­dava aos qua­tro ven­tos ser muito mais leve e rápido que o KDE já não é assim faz tempo e com a che­gada do KDE 4 isso ainda deve se tor­nar mais visí­vel, já que o KDE 4 con­some 39% menos memó­ria que seu ante­pas­sado 3.5.
O GNOME tem um desen­vol­vi­mento lento, por isso nem posso sonhar com uma ver­são mais rápida para breve… não sou um faná­tico por nenhum desk­top; uso GNOME por­que vejo nele mais orga­ni­za­ção e cla­reza, acho ideal para usuá­rios inex­pe­ri­en­tes já que ele não sobre­car­rega você com infor­ma­ções e ícones minús­cu­los. O KDE é boni­tão, tam­bém faz tudo e tem recur­sos inte­gra­dos que sem­pre me dei­xou com uma pon­ti­nha de inveja (pois usei KDE a vida toda e há uns três anos pas­sei para o GNOME) e agora, desi­lu­dido, vejo que o GNOME sem­pre fez exa­ta­mente aquilo que eu cri­ti­cava no KDE: comer memó­ria demais.
Para resu­mir, o Linux como um todo pre­cisa evo­luir ainda, espe­ci­al­mente no que diz res­peito aos softwa­res come­do­res de memó­ria RAM.

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Fedora 9, cada vez mais perto

Con­forme vai pas­sando o tempo, o Fedora 9 toma cada vez mais a cara de uma dis­tri­bui­ção final. Vem aí che­gando o Fedora 9 beta (dia 20 de março) e pelo que pude ver na ver­são alfa, as coi­sas vão ser muito boas nessa release.

O tema esco­lhido para o Fedora 9, base­ado em enxo­fre com aque­las pedri­nhas bran­cas é até boni­ti­nho… os tem­pos já foram pio­res. Quem não se lem­bra daque­las mal­di­tas bolhas esco­lhi­das como tema do Fedora Core 5? Pois, no Fedora 9 os papéis de parede vão con­ti­nuar mudando con­forme as horas o dia (ou você nunca repa­rou que eles mudam de cor sozi­nhos?) e a idéia está muito inte­res­sante com 4 momen­tos: nas­ces do sol, dia, pôr-do-sol e noite.

Nascer do solDiaPôr-do-solNoite

Já está pra­ti­ca­mente ter­mi­nada tam­bém a tela do RHGB (aquela que esconde o ter­mi­nal durante a ini­ci­a­li­za­ção), fal­tando ape­las colo­car a barra de pro­gresso em ama­relo (home­na­ge­ando o enxo­fre) e, segundo algu­mas suges­tões, colo­car cris­tais de enxo­fre perto do logo… que fixa­ção nes­ses cris­tais… :-(

RHGB F9

Por outro lado, além das idéias boas exis­tem uns caras que mere­cem levar uma surra,propondo uns temas tão ridí­cu­los que che­gam a ser cons­tran­ge­do­res, como essas por­ca­rias aí embaixo, cujo suges­tivo título é “freedom”:

Frredom 1Freedom 2Freedom 3Freedom 4
Da esquerda para a direita temos um gri­lhão se arre­ben­tando, preso no braço de alguém que sofre de ele­fan­tíase (pode ser um ET tam­bém), no segundo, uma cor­rente se par­tindo (hahaha) e no ter­ceiro, uma parede onde a cor­rente fica presa (aten­ção à jane­li­nha com o sol no estilo “pri­meira série” bri­lhando) e, para fechar com chave de ouro, uma cor­rente azul com um “estalo” azul (que gênio!).

Antes que per­gun­tem, o desig­ner do tema Fre­e­dom não foi a Prin­cesa Isa­bel.

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Finalmente: Revista Fedora Brasil #1

Depois de pouco menos que dois meses de tra­ba­lho duro, o Pro­jeto Fedora Bra­sil lan­çou a pri­meira edi­ção da Revista Fedora Bra­sil. A publi­ca­ção tem de tudo para ser uma das melho­res do país e não digo isso somente pelo grande esforço des­pren­dido, mas tam­bém pela grande qua­li­fi­ca­ção téc­nica da equipe.
Fiquei hon­rado quando recebi o con­vite para diri­gir a revista, o que nunca é uma tarefa fácil. David­son Paulo é o Edi­tor e tra­ba­lhar com ele é fácil por­que ele é o que eu clas­si­fi­ca­ria como “um chato”, no bom sen­tido, claro. Tra­ba­lhou no BrOf­fice Zine por tem­pos e já tem expe­ri­ên­cia. Isso foi vital na orga­ni­za­ção das coi­sas.
Érick Hen­ri­que tra­ba­lha com pra­ti­ca­mente qual­quer soft­ware que gere ima­gens e não faz dis­tin­ção quando se trata de arte grá­fica. Recen­te­mente diri­giu e orga­ni­zou no Tocan­tins uma ofi­cina de arte usando soft­ware livre e segundo me infor­ma­ram, foi um sucesso.
Hélio Fer­reira é o dia­gra­ma­dor e sur­pre­en­deu a todos com um exce­lente con­ceito de espaço e orga­ni­za­ção. Os layouts que ele ide­a­li­zou impres­si­o­na­ram até os ame­ri­ca­nos, que são crí­ti­cos fer­re­nhos dos tra­ba­lhos que são apre­sen­ta­dos a eles e isso tudo mesmo depois de alguns pro­ble­mas com as ver­sões do Scri­bus, que são incom­pa­tí­veis entre si.
Nas notí­cias, temos dois garim­pei­ros, Eunir Augusto, que acaba de se tor­nar embai­xa­dor do Fedora e cuida de uma comu­ni­dade sobre Joomla, além de dar uma força lá no Linux-Fedora.org. O Rodrigo Mene­zes, que é outro caxias, já deve ser conhe­cido de vocês por­que está sem­pre man­dando notí­cias para os sites que todos ado­ra­mos ler (Noti­cias Linux, Br-Linux..).
Os reda­to­res que par­ti­ci­pa­ram da pri­meira edi­ção estão no ramo e sabem muito bem do que falam em seus arti­gos. Túlio Macedo é espe­ci­a­lista em ges­tão (e em falar mal de tudo), por isso era o mais indi­cado para dar uma aná­lise impar­cial sobre o Fedora 8, Alis­son Aze­vedo tra­ba­lha com a equipe de empa­co­ta­mento do Fedora Pro­ject e vai nos ensi­nar a cada edi­ção como é o pro­ce­di­mento para fazer um pacote RPM de acordo com as nor­mas usa­das pela Red Hat/Fedora; Cris­ti­ano Fur­tado é famoso dos fóruns e do apoio aos usuá­rios deses­pe­ra­dos. Dá aula e é admi­nis­tra­dor de rede, falar de firewall para ele é coisa sim­ples :P . Ígor soa­res é o res­pon­sá­vel pelas tra­du­ções do fedora para o Por­tu­guês. Ele orga­niza todo mundo, dis­tri­bui tare­fas, dá bron­cas e vive pegando no meu pé (só por­que sou um tra­du­tor relapso… que injus­tiça!). David Bar­zi­lay da Red Hat fez a nossa press rele­ase e nos colo­cou em con­tato com o pes­soal da imprensa, o que aumen­tou muito a visi­bi­li­dade da nossa revista. Não vou per­der tempo falando de mim, mas nessa edi­ção vou pedir para para­rem de pra­ti­car arre­messo de dar­dos com as minhas fotos.
A parte boa de tra­ba­lhar com esses caras “enjo­a­dos” é que estão todos acos­tu­ma­dos com padrões altos. São pes­soas que estão habi­tu­a­das a ler bons arti­gos, que tra­ba­lham há anos com Linux e que não acei­tam resul­ta­dos “meia-boca” rela­ci­o­na­dos aos seus nomes.
A pri­meira edi­ção já é um sucesso. Os aces­sos foram mui­tos (e os elo­gios tam­bém). Para a segunda edi­ção esta­mos pla­ne­jando uma seção de games, uma seção de e-mails res­pon­di­dos, uma outra onde um dos téc­ni­cos ou RHCE da equipe res­ponde a uma dúvida dos usuá­rios, Fedora mul­ti­mí­dia, mos­trando o fedora como uma cen­tral de vídeo e áudio, sem­pre abor­dando pro­gra­mas inte­res­san­tes e o mais legal de tudo, que­re­mos que a comu­ni­dade nos envie suas maté­rias para que sejam ava­li­a­das e publi­ca­das.
Qual­quer um pode escre­ver e pro­por seu artigo para a segunda edi­ção. Tudo que a revista pre­cisa é que o artigo esteja escrito cor­re­ta­mente e que tenha rele­vân­cia para a publi­ca­ção.
Quem dese­jar enviar crí­ti­cas, suges­tões ou pro­pos­tas de maté­rias, basta man­dar um e-mail para revista(no-spam)projetofedora.org. É claro, seu e-mail pode ser publi­cado na pró­xima edi­ção. ;-)
Abra­ços a todos e obri­gado pela acei­ta­ção espan­tosa da revista.
Con­tri­buam que é bom, pessoal!

Baixe a pri­meira edição.

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Fedora x CentOS x Red Hat

Quem tra­ba­lha com infor­má­tica em algum momento da vida já ouviu falar ou usou uma des­sas três dis­tri­bui­ções. No entanto, algo que é meio obs­curo é a estreita rela­ção que as três dis­tros apre­sen­tam entre si (e esta rela­ção não é somente o fato de as três terem a pode­rosa Red Hat por trás) e como cada uma pode ser usada para fins bas­tante espe­cí­fi­cos. Então, se você nunca enten­deu qual das três esco­lher para o seu caso, este é o artigo certo.

Fedora:

O Fedora nas­ceu em 2003 como uma ini­ci­a­tiva da Red Hat. Nessa época, com o aque­ci­mento do mer­cado de soft­ware a Red Hat, que já mos­trava um cres­ci­mento espan­toso nos seus negó­cios, deci­diu concentrar-se defi­ni­ti­va­mente no mer­cado cor­po­ra­tivo e can­ce­lou a dis­tri­bui­ção gra­tuita do seu sis­tema ope­ra­ci­o­nal para a comu­ni­dade. O Red Hat 9 foi o último Red Hat grá­tis e ainda pode ser bai­xado AQUI, mas o fato é que eu, assim como mui­tas pes­soas, fiquei espe­rando o Red Hat 10 e ele nunca saiu. A Red Hat pas­sou a somente ven­der seu pro­duto… e não é que ela não ven­desse o Red Hat antes. A Red Hat foi a pio­neira em empa­co­tar um Linux e ofe­re­cer 100% de suporte aos seus cli­en­tes, mas o fato é que o fim do Red Hat grá­tis marca o nas­ci­mento do Fedora.

Fedora era o nome de uma pequena equipe de volun­tá­rios que par­ti­ci­pava cri­ando alguns paco­tes para o Red Hat e que, pos­te­ri­or­mente aca­bou sendo absor­vida pelo Fedora Pro­ject. Vale res­sal­tar que o Fedora não é o Red Hat e que o Pro­jeto Fedora é um pro­jeto com suas pró­prias metas e táti­cas de desen­vol­vi­mento, sendo, somente, patro­ci­nado pela Red Hat.

O Fedora tem como seu prin­ci­pal obje­tivo ser o pio­neiro em tec­no­lo­gia de soft­ware e tes­tar novas idéias. Basi­ca­mente, como usuá­rio Fedora, posso sem­pre afir­mar que tenho ins­ta­lado em meu com­pu­ta­dor a ver­são mais atual de uma imensa lista de softwa­res e, ainda mais, são gran­des as chan­ces de que um usuá­rio Fedora seja o pri­meiro a expe­ri­men­tar um novo soft­ware que as outras dis­tri­bui­ções podem levar de seis meses a um ano para poder experimentar.

Sem­pre há mui­tas atu­a­li­za­ções, tanto que não é raro fazer down­load de um Fedora e deparar-se com 600 MB de update (mas não se deses­pere, para isso a equipe lança os res­pins que são remas­te­ri­za­ções dos dis­cos com tudo atu­a­li­za­di­nho), no entanto, mui­tas atu­a­li­za­ções não sig­ni­fi­cam, neces­sa­ri­a­mente, que há mui­tos pro­ble­mas. As atu­a­li­za­ções refle­tem, em grande mai­o­ria, a pró­pria evo­lu­ção dos softwa­res ins­ta­la­dos e não sig­ni­fi­cam bugs, geralmente.

Esta­bi­li­dade:

A dis­tri­bui­ção é muito está­vel, mesmo com a grande quan­ti­dade de atu­a­li­za­ções e é raro ver um Fedora tra­vando ou pas­sando por um Ker­nel panic que não seja por motivo de alguma má con­fi­gu­ra­ção do pró­prio usuá­rio. Ainda vale o ponto sem­pre forte de que se trata de um linux e como todo Linux, o Fedora herda essa esta­bi­li­dade característica.

Fedora desktop/estação de trabalho/servidor:

Jus­ta­mente pelo fato de o Fedora sem­pre usar tudo que há de mais atual em soft­ware, ele se enqua­dra nas três cate­go­rias. Durante a ins­ta­la­ção, o usuá­rio pode sele­ci­o­nar per­fis que melhor se ajus­tem às suas neces­si­da­des e é fácil trans­for­mar uma ins­ta­la­ção “em branco” do Fedora num sis­tema mul­ti­mí­dia com apli­ca­ções de áudio, vídeo e gra­va­ção, assim como deixá-lo bonito, com efei­tos de cair o queixo ou mon­tar um ser­vi­dor com rígi­das polí­ti­cas de segu­rança (sem­pre res­sal­tando que os softwa­res serão os mais atu­ais possíveis).

Fedora como ser­vi­dor: uma má idéia?

Se você tem um sis­tema ope­ra­ci­o­nal para diver­são ou ape­nas para as tare­fas cor­ri­quei­ras da vida de um mero mor­tal, pro­va­vel­mente não se impor­tará em reins­ta­lar seu Fedora 7 para expe­ri­men­tar as novi­da­des no novo Fedora 8. O desen­vol­vi­mento é muito rápido e a cada 6 meses (mais ou menos) há um novo fedora sal­tando por aí. Você tam­bém não se impor­tará em saber que den­tro de apro­xi­ma­da­mente 13 meses aquele Fedora mais antigo dei­xará de rece­ber atu­a­li­za­ções e será des­con­ti­nu­ado os pla­nos do Fedora Pro­ject. Mas, se voc|ê é um admi­nis­tra­dor de rede ou se geren­cia um ser­vi­dor que vive em alta carga, sabe que “em time que está ganhando não se mexe”. Isso equi­vale a dizer que depois que seu ser­vi­dor esti­ver pronto, você rezará aos céus para nunca mais ter que mexer nele e a sim­ples idéia de saber que seu ser­vi­dor Fedora vai sair de linha den­tro de 13 meses pode ser desanimadora.

Não quero dizer que o fedora não vai ser um bom ser­vi­dor. A ver­dade é que ele vai ser um ótimo ser­vi­dor, no entanto, o rápido ciclo de atu­a­li­za­ções pode fazer do Fedora uma má esco­lha se você se impor­tar em ter que reins­ta­lar seu ser­vi­dor a cada 13 meses. Ainda tenho máqui­nas rodando Fedora 3 que nunca deram pro­blema, mas isso não sig­ni­fi­ca­ria que estou dis­posto a ter um sis­tema que dei­xou de rece­ber upda­tes. Lembre-se: “em time que está ganhando não se mexe” e é por essa máxima que ainda exis­tem ser­vi­do­res por aí rodando linux tão anti­gos que usam o velho ker­nel 2.2. Para resu­mir, se você não se importa em dei­xar de ser atu­a­li­zado a cada 13 meses, o Fedora será uma boa esco­lha. O que eu uso nos meus ser­vi­do­res? Uso Cen­tOS. =) Já vere­mos o motivo.

Cen­tOS:

Cen­tos sig­ni­fica Com­mu­nity ENTer­prise Ope­ra­ting Sys­tem e se você não o conhece deve­ria conhe­cer. A ver­dade é que nós, do Pro­jeto Fedora, ama­mos o Cen­tOS pois é pre­ciso admi­tir que eles são “os caras”. Cada Cen­tOS é uma cópia fiel do Red Hat Enter­prise Linux (RHEL) pago, reti­rando somente as logo­mar­cas e o nome Red Hat para não infrin­gir nenhuma licença de uso.

Uma vez que a Red Hat dis­po­ni­bi­liza seus códi­gos fon­tes, o que a comu­ni­dade Cen­tOS faz é compilá-los, dis­tri­buindo um RHEL grá­tis para qual­quer um que dese­jar usá-lo.

Cada Cen­tOS é 100% com­pa­tí­vel à sua con­tra­parte RHEL, isso sig­ni­fica que o Cen­tOS 5.1 é com­pa­tí­vel com o RHEL 5.1, assim como o 5.0 é 100% com­pa­tí­vel com o RHEL 5.0 e daí por diante.

A equipe Cen­tOS não perde tempo e tra­ba­lha de maneira muito com­pe­tente para man­ter o Cen­tOS sem­pre em sin­cro­nia com o RHEL, tanto que para cada atu­a­li­za­ção lan­çada para o RHEL, leva no máximo 72 horas para que a mesma esteja dis­po­ní­vel nos repo­si­tó­rios do CentOS.

Ao con­trá­rio do Fedora, o Cen­tOS não conta com o patro­cí­nio da Red Hat e é total­mente man­tido e patro­ci­nado por uma comu­ni­dade de pro­fis­si­o­nais e empre­sas volun­tá­rios que con­tri­buem com doa­ções ou com tra­ba­lho espe­ci­a­li­zado, tor­nando o Cen­tOS possível.

Esta­bi­li­dade:

Os softwa­res que vêm no Cen­tOS são tão está­veis quanto os softwa­res que vêm no RHEL. Ape­nas dizer isso já seria uma garan­tia de que o sis­tema é sólido e de que cada soft­ware, antes de ser colo­cado na dis­tri­bui­ção, foi tes­tado exaus­ti­va­mente para garan­tir a segu­rança e a fun­ci­o­na­li­dade. Isso, é claro, tam­bém sig­ni­fica que o Cen­tos não vem com os softwa­res mais atu­ais; em vez disso ele troca o cará­ter expe­ri­men­ta­dor do Fedora por um cará­ter conservador.

Cen­tOS desktop/estação de trabalho/servidor:

Assim como o Fedora, Cen­tOS tam­bém pode ser mudado sim­ples­mente escolhendo-se um per­fil durante a ins­ta­la­ção. Basta adi­ci­o­nar alguns pou­cos repo­si­tó­rios para tor­nar seu Cen­tOS, natu­ral­mente sério e rigo­roso, numa esta­ção de tra­ba­lho diver­tida e bonita. O Cen­tOS 5,1 é o equi­va­lente a um Fedora Core 6 muito está­vel e ele já vem pronto para ser um ser­vi­dor que fun­ci­one em pro­du­ção, neces­si­tando ape­nas ser con­fi­gu­rado de acordo com as neces­si­da­des do pro­fis­si­o­nal. Ao con­trá­rio do Fedora, o ciclo de vida do Cen­tOS é longo e cada ver­são recebe atu­a­li­za­ções por incrí­veis 7 anos. Isso sig­ni­fica que seu ser­vi­dor usando Cen­tOS 5 vai con­ti­nuar rece­bendo pat­ches e upda­tes até 2014. Se você é uma empresa média ou pequena e que não pode (ou quer) arcar com os cus­tos de um RHEL, mas deseja um sis­tema está­vel e de nível Enter­prise, Cen­tOS é a sua melhor esco­lha, mas, é claro, ao abrir mão de pagar pelo RHEL você tam­bém abre mão de ter uma empresa que lhe dê todo o suporte e passa a con­fiar na ajuda da comu­ni­dade Cen­tOS que dis­po­ni­bi­liza docu­men­ta­ção em sites e ajuda em fóruns.

O que a Red Hat pensa sobre o CentOS?

Embora a Red Hat não esteja ligada ao Cen­tOS de nenhuma forma, ela vê com bons olhos a ini­ci­a­tiva e chega a recomendá-lo em alguns casos. Eu só soube o que o Cen­tOS real­mente era quando come­cei a me pre­pa­rar para o Exame de RHCE e fui pro­cu­rar manei­ras de estu­dar o Red Hat Enter­prise Linux sem usar nada que fosse “pirata” ou ile­gal. Fiquei sur­preso ao ler que a pró­pria Red Hat reco­menda que pro­cu­rás­se­mos por dis­tri­bui­ções como o Cen­tOS para levar adi­ante os estu­dos sem ter que pagar os pre­ços de uma dis­tri­bui­ção enterprise.

Por fim, ainda falando sobre o Cen­tOS, se você tem uma empresa que usa Cen­tOS ou se você é um pro­fis­si­o­nal que pro­cura uma boa (e está­vel) solu­ção, con­si­dere con­tri­buir para a Comu­ni­dade Cen­tOS com doa­ções finan­cei­ras ou con­tra­tando ser­vi­do­res dedi­ca­dos. Isso é muito menos do que você paga­ria para usar o RHEL e vai garan­tir que o Cen­tOS terá uma vida longe (e prós­pera). Se qui­ser cola­bo­rar de alguma forma, veja como pro­ce­der AQUI.

Red Hat

A Red Hat come­çou suas ati­vi­da­des em 1995, com Bob Young e Mark Ewing. O Red Hat 1 teve o codi­nome Hal­loween e foi o pri­meiro passo dado por uma empresa que se tor­na­ria uma das mai­o­res do soft­ware livre no mundo. O nome Red Hat vem de uma his­tó­ria inte­res­sante: Mark Ewing gos­tava de usar um cha­péu ver­me­lho e sem­pre que era pro­cu­rado diziam para falar com o “cara do cha­péu ver­me­lho”. O nome veio naturalmente.

O sis­tema Red Hat pode ser adqui­rido gra­tui­ta­mente quando você baixa o Cen­tOS, mas o dife­ren­cial é o ser­viço. A Red Hat tem uma equipe com­posta por enge­nhei­ros e téc­ni­cos que pas­sam por tes­tes extre­ma­mente rigo­ro­sos durante a capa­ci­ta­ção. O exame para RHCE tem a dura­ção de 6 horas e é uma mis­tura de situ­a­ções teó­ri­cas e prá­ti­cas que coloca o pro­fis­si­o­nal em uma situ­a­ção de stress e pres­são, tudo para garan­tir que, depois de apro­vado, poderá pro­ver o melhor serviço.

O aten­di­mento é per­so­na­li­zado ao extremo e chega ao ponto de você, como cli­ente, poder pas­sar as suas espe­ci­fi­ca­ções de hard­ware para rece­ber um Red Hat com ker­nel recom­pi­lado espe­ci­al­mente para o seu uso.

O RHEL é um sis­tema ope­ra­ci­o­nal reco­men­dado para gran­des empre­sas que rodam apli­ca­ções vitais e não podem abrir mão de um suporte extre­ma­mente espe­ci­a­li­zado, 24 horas por dia. Os ser­vi­ços são caros (podendo ir de US$ 80 até alguns milha­res de dóla­res), mas a Red Hat tem como meta a exce­lên­cia nos ser­vi­ços que presta.

E então? Qual o seu per­fil? :)

Links Inte­res­san­tes

Pro­jeto Fedora

Cen­tOS BR

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Comam merda: bilhões de moscas não podem estar erradas! (postura MeioBit)

No começo eu até per­dia meu tempo aces­sando o site do Mei­o­Bit, mas foi bem pouco mesmo por­que logo ficou na cara que aquele lugar é um antro de desin­for­ma­ção onde um bando de retar­da­dos se junta para bater pal­mas a tudo que o senhor dono do site escreve.

Eu até gosto do estilo de escre­ver do Car­doso, dos seus reda­to­res lá ele é o que escreve melhor (por­que o resto ou usa copiar/colar ou fala um monte de merda num estilo pífio de texto) mas isso não torna seus arti­gos ten­den­ci­o­sos e cheios de má von­tade uma boa fonte de infor­ma­ção… aliás, no Mei­o­Bit, infor­ma­ção é a última das pre­o­cu­pa­ções, como vemos em bes­tei­ras do tipo Win­dows e .Net esma­gam a con­cor­rên­cia que veio de “fon­tes con­fiá­veis da Micro­soft” ou baba­qui­ces des­tru­ti­vas do tipo Dicas para *tards pas­sa­rem o tempo até o pró­ximo post polê­mico do Meio Bit. Mes é sem­pre assim, não é mesmo? O que não fal­tam são baba­cas para falar mal e nunca fazer nada para aju­dar… pobre Meiobit…

Se o Mei­o­Bit tem mui­tos aces­sos eu não sei nem quero saber, pagode e axé tam­bém vende muito e nem por isso é coisa boa.

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