Já sei disso há algum tempo, mas relutei em postar aqui porque não havia nada certo. Agora é oficial: nossas preces foram atendidas e o Fedora 9 vai inaugurar um recurso chamado Pré-Upgrade.
O Pré-Upgrade vem atender a uma das maiores reclamações que um usuário Fedora poderia ter… o martírio de formatar a máquina a cada nova versão ou esperar 700 horas pela atualização dos pacotes pelo DVD.
A idéia é bem simples: de agora em diante, rodando uma versão mais antiga do Fedora (7 ou 8), basta instalar o Pré-Upgrade e decidir para qual versão deseja atualizar seu Fedora. O recurso não é nenhum fenômeno de exclusividade. Que eu saiba as distribuições Debian like já contam com o dist-upgrade há anos, mas dessa vez o diferencial está mesmo na facilidade em se fazer isso: a interface gráfica é simples e permite que você continue usando seu PC enquanto a atualização acontece e, no fim de tudo, apenas um reboot é necessário para que todo o processo seja concluído.
O software, pessoal, encontra-se 90% terminado e vem em boa hora, pois o Fedora está claramente amadurecendo. Confiram algumas imagens do funcionamento logo abaixo:

Bem-vindoVersãoBaixandoAdquirindo imagensTerminado.

As minhas outras grandes reclamações não dependem diretamente do Projeto Fedora, mas vêm me incomodando faz tempo. O Firefox 2 junto com o OpenOffice consome tanta memória quanto um sistema operacional inteiro e até o GNOME, que tinha fama de ser leve, :’( já consome mais memória que o KDE.
Embora eu ame o Linux, alguns softwares nele são capazes de detonar sua memória e muitas vezes meu computador “senta” com a língua para fora por causa de seus míseros 512 MB de RAM DDR2. O GNOME, que eu bradava aos quatro ventos ser muito mais leve e rápido que o KDE já não é assim faz tempo e com a chegada do KDE 4 isso ainda deve se tornar mais visível, já que o KDE 4 consome 39% menos memória que seu antepassado 3.5.
O GNOME tem um desenvolvimento lento, por isso nem posso sonhar com uma versão mais rápida para breve… não sou um fanático por nenhum desktop; uso GNOME porque vejo nele mais organização e clareza, acho ideal para usuários inexperientes já que ele não sobrecarrega você com informações e ícones minúsculos. O KDE é bonitão, também faz tudo e tem recursos integrados que sempre me deixou com uma pontinha de inveja (pois usei KDE a vida toda e há uns três anos passei para o GNOME) e agora, desiludido, vejo que o GNOME sempre fez exatamente aquilo que eu criticava no KDE: comer memória demais.
Para resumir, o Linux como um todo precisa evoluir ainda, especialmente no que diz respeito aos softwares comedores de memória RAM.