Monthly Archive for abril, 2008

A primeira vez a gente nunca esquece

A pri­meira vez a gente nunca esquece… e sei que mui­tos per­ver­ti­dos incau­tos estão ima­gi­nando um monte de bes­tei­ras, mas não; estou me refe­rindo ao pri­meiro FISL.

Sei que é com certo atraso que venho abor­dar o assunto, mas, antes tarde do que nunca, como dizem por aí os oti­mis­tas. :-P

Antes de falar do FISL, essa tam­bém foi minha pri­meira via­gem de avião e eu, como milha­res de homens bem resol­vi­dos que sofrem de acro­fo­bia, estava mor­rendo de medo de voar. Fui sozi­nho enfren­tar meus temo­res, agar­rado aos bra­ços da pol­trona do avião numa demons­tra­ção de cora­gem que dei­xa­ria minha mãe orgu­lhosa. Pro­vei a comida do avião: uma barra de cereal de maçã com gosto de alpiste e um suco de laranja que de laranja só tinha a cor, foi assim que che­guei a Porto Ale­gre para o FISL.

Se por um lado des­co­bri que voar não era tão ruim, por outro tive a opor­tu­ni­dade de encon­trar velhos novos ami­gos, um pes­soal que me conhece há anos, tudo pelo mundo vir­tual, e que agora tive a opor­tu­ni­dade de conhe­cer pes­so­al­mente. Mais impres­si­o­nante foi ver que, que­brado o gelo ini­cial, logo as con­ver­sas pros­se­guiam ani­ma­das como sem­pre foram, como se todos fos­sem cole­gas de tra­ba­lho de longa data e como se a inti­mi­dade do grupo sem­pre tivesse sido pre­sente e real (des­pro­vida dos bits em men­sa­gei­ros ins­tan­tâ­neos) come­çando logo as já cos­tu­mei­ras saca­na­gens con­ver­sas de mesa de bar.

É claro que não tra­ta­mos só de almo­ços, pia­di­nhas e de “água ama­rela” como dis­se­ram lá; o evento foi imenso, quase 7500 par­ti­ci­pan­tes e o Fedora se saiu muito bem, como era de se espe­rar. A dis­tri­bui­ção de mídias gra­tui­tas ocor­ria quase o dia inteiro, onde o usuá­rio tam­bém pode­ria rea­li­zar o cadas­tro no nosso fórum e levar de brinde o suporte da comunidade.

Res­pon­der as per­gun­tas ao vivo é sem­pre muito diver­tido e o stand — sem­pre cheio – arran­java ainda um espa­ci­nho para que nos­sos usuá­rios trou­xes­sem os note­bo­oks caso pre­ci­sas­sem de uma ajudinha.

Num âmbito mais sério, a Red Hat estava lá, orgu­lhosa da sua cria, e per­ma­ne­ceu grande parte do tempo se diver­tindo no nosso stand enquanto reve­lou — para orgu­lho de todos — que o Bra­sil é um caso de sucesso sem igual no mundo, com embai­xa­do­res dedi­ca­dos e atu­an­tes. Basi­ca­mente, vie­ram ver como tra­ba­lha­mos, como inte­ra­gi­mos, para ten­tar repro­du­zir em outros paí­ses a mesma fór­mula que fun­ci­ona tão bem aqui em nos­sas ter­ras tupi­ni­quins para dis­se­mi­na­ção do Fedora.

Des­ses três dias trago, além de boas lem­bran­ças, a sen­sa­ção de que o Fedora (e o soft­ware livre em geral) estão ama­du­re­ci­dos, ami­za­des reno­va­das, uma gripe e orgu­lho por fazer parte disso tudo.

Todo o pessoal

P.S.: Ainda tenho medo de avião.

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Projeto Fedora assume novos rumos

É impres­si­o­nante como as coi­sas acon­te­cem e, even­tu­al­mente, quei­mam nossa lín­gua. Até bem pouco tempo, pos­tei aqui um pequeno artigo ques­ti­o­nando o papel da comu­ni­dade frente ao desen­vol­vi­mento do Linux e, como que por mágica, uma mudança impres­si­o­nante acon­te­ceu.
No dia 21 de abril desse ano (2008) o líder do pro­jeto Fedora, Paul W. Fri­elds anun­ciou que do Fedora 9 em diante o “Fedora Board” pas­sará a ser inte­grado por uma mai­o­ria de mem­bros da comu­ni­dade e uma mino­ria de indi­ca­dos pela Red Hat.
Ok, ok, se você não enten­deu o que isso sig­ni­fica, pode­mos dizer que o Fedora Board é como os “Cava­lei­ros da Távola Redonda”. São eles que deci­dem o que será feito de nosso que­rido Fedora e, de certo modo, são a hie­rar­quia mais alta den­tro do pro­jeto.
O Fedora Board passa a ser com­posto por 5 mem­bros elei­tos pela comu­ni­dade e 4 mem­bros indi­ca­dos pela Red Hat (antes eram 4 da comu­ni­dade e 5 da Red Hat), lem­brando que um deles, o líder do pro­jeto, tem poder de veto sobre todas as deci­sões.
Isso vem, na minha modesta opi­nião, a final­mente dar para a comu­ni­dade um pouco mais de (mere­cido) poder de deci­são sem pre­ci­sar fazer parte do corpo de enge­nhei­ros da Red Hat e sem ter que gal­gar altos degraus de patente como CEO de o que quer que seja.
Segundo Paul Fri­elds esse era o cami­nho óbvio a se tomar, posto que atu­al­mente, cerca de dois ter­ços dos paco­tes no Fedora são man­ti­dos por volun­tá­rios da comu­ni­dade e que a comu­ni­dade vem par­ti­ci­pando com com­pe­tên­cia em outras áreas.
O que dizer? Bem… acho que “para­béns a todos” é o mais indi­cado por­que o fedora é um tra­ba­lho exce­lente, com milha­res de adep­tos muito dedi­ca­dos e que o que mais espe­ra­mos é que cada vez mais a “voz da comu­ni­dade” não seja só uma dema­go­gia e sim uma rea­li­dade cada vez mais hmmm… real. :-)
A quem inte­res­sar possa, vou dei­xar na ínte­gra o e-mail com o anún­cio ofi­cial. Se você não saca nada de inglês ou se (como eu) sofre de pre­gui­cite aguda pode pas­sar batido por­que eu já resumi tudo antes.

Abra­ços

“Since the Fedora Board ori­gi­nally for­med in 2006, the Fedora Pro­ject has
chan­ged quite a bit. We now have about two-thirds of our pac­ka­ges
main­tai­ned by volun­teer com­mu­nity mem­bers. Our tech­ni­cal ste­e­ring
com­mit­tee, FESCo, is made up of a roughly even mix of volun­te­ers and Red
Hat employees. This com­mu­nity has deve­lo­ped and enfor­ced its own high
stan­dards and done it in an open and trans­pa­rent fashion in the best
tra­di­tion of open source.

And through all of these efforts, we’ve hel­ped build a com­mu­nity of
con­tri­bu­tors — not just peo­ple who *use* Fedora, but peo­ple who *give
back* to the open source ecosys­tem, and their fel­low human beings.

I’m very ple­a­sed to report that with the post-Fedora 9 elec­tion, the
Board com­po­si­tion will be a bet­ter reflec­tion of the stri­des our
com­mu­nity has made in self-organization and self-governance, and of our
healthy part­nership with Red Hat. Star­ting with this elec­tion, the
Board will move to a com­po­si­tion of five (5) community-elected seats and
four (4) Red Hat-appointed seats. This is an issue I’ve been advo­ca­ting
over the past cou­ple of weeks, and I’m deligh­ted to be able to make this
change fol­lowing my first rele­ase as Fedora Pro­ject Lea­der. I look at
this as a sig­ni­fi­cant step in the evo­lu­tion of the Board and Fedora’s
gover­nance overall.

The rest of the Board and I look forward to the elec­ti­ons, and to the
con­ti­nued oppor­tu­nity to serve everyone in the Fedora com­mu­nity. We
appre­ci­ate the sup­port and the trust you give us, and will always work
hard to earn it. Thanks for reading!


Paul W. Fri­elds http://paul.frields.org/
gpg fin­ger­print: 3DA6 A0AC 6D58 FEC4 0233 5906 ACDB C937 BD11 3717
http://redhat.com/ — — — — http://pfrields.fedorapeople.org/
irc.freenode.net: sticks­ter @ #fedora-docs, #fedora-devel, #fredlug”

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Linux: qual o verdadeiro papel da comunidade?

Desde sua cri­a­ção em 1991 o Linux mudou muito; dei­xou de ser um sonho para se tor­nar uma rea­li­dade cada vez mais pre­sente e aca­bou mos­trando que pode ser uma esco­lha muito ren­tá­vel para empre­sas com alguma mente aberta e empre­en­de­do­rismo. Mui­tas empre­sas inte­li­gen­tes per­ce­be­ram que abrir o código de seus pro­du­tos faci­lita o desen­vol­vi­mento porquê, ver­dade seja dita, não há nada como ter milha­res (ou até milhões) de pro­gra­ma­do­res tra­ba­lhando de graça para imple­men­tar melho­rias ao seu pro­duto. Isso tam­bém sig­ni­fica que desen­vol­ve­do­res de outros pro­du­tos terão a capa­ci­dade de aumen­tar a inte­ro­pe­ra­bi­li­dade com seus softwa­res e, no que diz res­peito ao seu soft­ware, é sem­pre bom que ele seja usado, citado ou mesmo usado como base para plug-ins de ter­cei­ros. Foi dessa forma que o cená­rio do Linux mudou bas­tante. Já não se tra­tava mais de uma excen­tri­ci­dade, o sis­tema vinha, cada vez mais, pare­cendo um bom negócio.

Mais que um bom negó­cio, uma coisa vinha ficando bem clara: desk­top não dá lucro. Isso, que o diga a Micro­soft, que chega a ter até 86% de sua base ins­ta­lada pirata em paí­ses como a China, e que tem núme­ros engra­ça­dos como “gas­tar mais com cus­tos telefô­ni­cos do que fatu­rar com ven­das do win­dows desk­top” (que não posso con­fir­mar se é ver­dade por­que li em um lugar e não achei a refe­rên­cia)… No entanto, o que importa é isso “desk­top não dá grana” e deve ser por esse motivo que o Linux está ainda tão atra­sado nesse meio, já que ao longo do tempo o cená­rio do Linux se trans­for­mou em um mer­cado cor­po­ra­tivo e como tal é domi­nado por empresas.

Sim, é isso… estu­dos recen­tes da “The Linux Foun­da­tion” evi­den­ciam o que muita gente já sabia: são as empre­sas que man­dam no desen­vol­vi­mento do Linux. Pelas esta­tís­ti­cas, há mais de 1000 pro­gra­ma­do­res dando duro em escre­ver o código do ker­nel e entre 70% e 95% des­ses desen­vol­ve­do­res são pagos para fazê-lo e mais de 70% des­sas con­tri­bui­ções são fei­tas por pro­gra­ma­do­res que tra­ba­lham em gran­des empre­sas. Pode ser por isso então que o Linux como Desk­top não alça vôo, visto que o mer­cado de Desk­tops vem em segundo plano para as gran­des empre­sas (dizem até que o Win­dows desk­top nunca foi o maior pro­ve­dor de lucro para a Micro­soft e que ela tem outros pro­du­tos que ven­dem bem mais).

O ponto aqui, no entanto, é o seguinte: onde entra a comu­ni­dade nisso, já que agora quem manda são as empre­sas? Suse, Man­driva, Red Hat, Cano­ni­cal, Mozilla, Sun… são todas gigan­tes (algu­mas mais que outras, claro), mas todas elas visando algo mais que con­tri­buir para a liber­dade do soft­ware (sen­ti­ram a iro­nia? :-) ). O Linux cres­ceu, e nunca cres­ceu tanto como cresce agora, mas o Linux comu­ni­tá­rio, aquele feito “pelo povo e para o povo” ainda existe?

Toma-se como exem­plo o desen­vol­vi­mento de uma dis­tro grande como o Fedora (que é ban­cado pela Red Hat), mas supo­nho que o pro­cesso todo seja muito seme­lhante para as outras. A grande mai­o­ria dos desen­vol­ve­do­res dire­tos são enge­nhei­ros con­tra­ta­dos e que fabri­cam a dis­tri­bui­ção de acordo com as metas esta­be­le­ci­das pelos dire­to­res. Não cabe a nós defi­nir a lista com codi­no­mes para os outros vota­rem, nós só vota­mos, mas não indi­ca­mos nenhum nome (no caso do Fedora). Isso, até bem pouco tempo, era um pri­vi­lé­gio exclu­sivo da Red Hat e agora é pri­vi­lé­gio dos desen­vol­ve­do­res. Nem embai­xa­do­res, nem dese­nhis­tas, nem escri­to­res e nenhum mem­bro da comu­ni­dade pode indi­car um codi­nome, nesse caso o pro­cesso é fechado.

Outro bom exem­plo é o GNOME. Quem usa conhece a inter­face spa­tial, que é aquela onde cada vez que você clica em uma pasta, uma nova janela se abre e a antiga per­ma­nece. Nunca na vida conheci uma pes­soa que gos­tasse da inter­face spa­tial e todo mundo sem­pre acaba mudando as opções para nave­gar no estilo “brow­ser” que abre todas as pas­tas na mesma janela. Segundo os desen­vol­ve­do­res, o modo spa­tial é melhor que o modo brow­ser por­que “traz a sen­sa­ção de uma mesa de ver­dade, com papéis espa­lha­dos e tudo”. Tam­bém acham óbvio que dando dois cli­ques com o botão do meio o modo spa­tial abre sem­pre na mesma janela (alguém sabia disso?). Mas o ponto é que se a comu­ni­dade não gosta do modo spa­tial, por­que ele vem por default? E por­que não muda­ram? Cer­ta­mente, só na cabeça de um desen­vol­ve­dor péro­las do tipo “todo mundo abre um ter­mi­nal e edita um arquivo no VI” podem fazer sentido.

Não digo é claro, que a comu­ni­dade não par­ti­cipa de nada; a comu­ni­dade tra­duz, dis­se­mina, reporta bugs (que nem sem­pre são bem aten­di­dos por algum desen­vol­ve­dor arro­gante que teima em dizer que o pro­blema não existe) e faz dese­nhos, mas não decide quais paco­tes quer usar, nem como quer que o sis­tema fun­ci­one. Como disse um sábio, as empre­sas dei­xam que use­mos o Linux delas.

Con­tri­buir mais pro­fun­da­mente não é fácil, todos sabe­mos. O grau de espe­ci­a­li­za­ção cresce de acordo com a pro­fun­di­dade do desen­vol­vi­mento. Já ima­gi­na­ram se todo estu­dante do pri­meiro semes­tre de com­pu­ta­ção qui­sesse adi­ci­o­nar seu código ao ker­nel? Ou se cada mole­que que faz uma cal­cu­la­dora em C++ deci­disse adi­ci­o­nar o “pro­grama” na árvore oficial?

Qual é, real­mente, o papel da comu­ni­dade nisso tudo? O que vocês acham a res­peito? Notem que aqui não estou falando de uma dis­tri­bui­ção espe­cí­fica; todas têm seus pro­ble­mas (Fedora, Suse, Ubuntu…). O ponto cru­cial é que o Linux está mudando e por detrás de um grande Linux está sem­pre uma grande empresa… isso não é coin­ci­dên­cia, posso apos­tar. :-)

Esta­tís­ti­cas do Kernel

  • O número de desen­vol­ve­do­res do Ker­nel tri­pli­cou nos últi­mos 3 anos.
  • Neste momento con­tri­buem com cada Ker­nel, mais de 1.000 pro­gra­ma­do­res pro­ce­den­tes de mais de 100 organizações.
  • Entre 70% e 95% des­tes desen­vol­ve­do­res rece­bem uma remu­ne­ra­ção econô­mica por seu tra­ba­lho (o que cai por terra o mito de que a maior parte dos pro­gra­ma­do­res de soft­ware livre não rece­bem nada pelo código que produzem).
  • Mais de 70% das con­tri­bui­ções ao Ker­nel são pro­ve­ni­en­tes de pro­gra­ma­do­res que tra­ba­lham em empre­sas como IBM, Intel, The Linux Foun­da­tion, MIPS Tech­no­logy, Novell e Red Hat.
  • Cada dia são adi­ci­o­na­das uma media de 3.621 linhas de código ao Kernel.
  • Um novo Ker­nel é libe­rado, em media, a cada 2,7 meses.
  • O tama­nho do Ker­nel tem cres­cido em 10% a cada ano desde 2005.
  • Nunca na his­to­ria da com­pu­ta­ção houve tan­tas empre­sas, orga­ni­za­ções, desen­vol­ve­do­res e usuá­rios tra­ba­lhando em um só pro­jeto de software.

Den­tre todos os deta­lhes cita­dos, dois cha­mam mais a aten­ção, o que se refere a por­cen­ta­gem de desen­vol­ve­do­res do Ker­nel que cobram por seu tra­ba­lho, e as empre­sas que pagam esses desen­vol­ve­do­res, sendo que as que mais con­tri­buem são:

  1. Red Hat (11.2%)
  2. Novell (8.9%)
  3. IBM (8.3%)
  4. Intel (4.1%)
  5. The Linux Foun­da­tion (3.5%)
  6. SGI (2.0%)
  7. MIPS Tech­no­logy (1.6%)
  8. Ora­cle (1.3%)
  9. Mon­ta­Vista (1.2%)
  10. Linu­tro­nix (1.0%)
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Mulher(es) no Fedora — Diana Fong

Uma coisa bem chata nesse mundo de infor­má­tico é que a quan­ti­dade de mulhe­res é pequena. Quando me apa­rece um tra­ba­lho já perco logo as espe­ran­ças de ter como com­pa­nhia uma bela modelo de lin­ge­rie que entende de python e que tam­bém acha perda de tempo con­ti­nuar o desen­vol­vi­mento do Kof­fice.
Ver­dade seja dita, uma mulher (bonita) des­car­rega o ambi­ente, torna os dias mais colo­ri­dos, ins­pira poe­tas, can­ci­o­nei­ros, pin­to­res e pro­gra­ma­do­res… (caiu uma lágrima aqui).
Os movi­men­tos femi­ni­nos de Soft­ware livre ainda são bem peque­ni­nih­nos, o que é uma pena e chega a ser até engra­çado por­que em qual­quer evento onde apa­rece uma cri­a­tura de saias (seja mulher ou sim­ples­mente um esco­cês) os nerds logo ficam em cima, cheios de von­tade de aju­dar a don­zela. Pro­cu­rem num fórum, sei que vão achar paté­tico tam­bém, mas vale umas risa­das.
No Fedora não é dife­rente… sobra homem por metro qua­drado, mas uma vez ou outra, no meio dessa macha­rada toda, apa­rece uma mulher (esfre­gando os olhos para ver se não é mira­gem). É o caso de Diana Fong.
A chi­ne­si­nha é con­tra­tada pela Red Hat para fazer alguns tra­ba­lhos grá­fi­cos. O cur­rí­culo dela é modesto: gra­du­ada na escola de dese­nho de Har­vard, mes­tre em mídia vir­tual e ambi­en­tes de pro­du­ção pelo colé­gio Wel­les­ley e bacha­rel em eco­no­mia e mul­ti­mí­dia.
Ela criou o visual do Fedora Core 5 que, para quem não se lem­bra, foi a pri­meira vez que o Fedora teve um visual pró­prio com logo e tema exclu­si­vos… (eu não gos­tei daque­las bolhas, diga-se de pas­sa­gem :-P ).
O Fedora 6 tam­bém foi dela, com o tema DNA… bem melhor, mais som­brio e menos mulher­zi­nha lembra-se?
Atu­al­mente ela está mais ligada na parte de web­de­sign, mas ainda faz alguns papéis de parede para o Fedora… alguns que con­si­dero bons, outros diga­mos… artís­ti­cos demais pro meu gosto, mas o que importa é que a menina é boa. (sem tro­ca­di­lhos). Todas as pági­nas do fedo­ra­pro­ject são cria dela e, diga-se de pas­sa­gem, estão bem melho­res.
Além dos tra­ba­lhos para o Fedora, ela fez o design quase todo do OLPC, incluindo a inter­face e o visual do hard­ware. Esco­lheu as cores, os mate­ri­ais, a dis­po­si­ção de cada deta­lhe… é tudo dela.

Para quem qui­ser conhe­cer mais o tra­ba­lho dela é bem sim­ples; a menina tem um monte de pági­nas por aí, gosta muito de tirar fotos e tem um flog gigan­tesco. Para ver o port­fó­lio dela é só cli­car aqui. Para ir fuçar no flog é aqui e para ver a página dela no Fedora Pro­ject é aqui.

Logo logo, ainda seguindo essa tri­lha, vamos falar aqui do embri­o­ná­rio pro­jeto Fedora Women, um esforço do Pro­jeto Fedora para o público feminino.

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