Monthly Archive for junho, 2008

Meu primeiro RPM oficial

Eu adoro quí­mica… é claro, o fato de eu não ir nas aulas não sig­ni­fica que eu não goste e nem que seja ruim nisso. Quí­mica é inte­res­sante por­que atrai as mulhe­res, geral­mente mode­los de biquini ávidas por um homem que saiba como uma liga­ção de Van der Waals afeta o equi­lí­brio de uma solu­ção orgânica.

Infe­liz­mente, no Linux, os bons pro­gra­mas para quem tra­ba­lha com quí­mica e pre­cisa dese­nhar estru­tu­ras são coisa rara. O Fedora vem com o XDraw­Chem, que é muito bom, mas um pouco indó­cil de usar e que gera estru­tu­ras feias, muito finas e de apa­rên­cia ama­dora. Des­co­bri o motivo esses dias: o soft­ware está aban­do­nado desde novem­bro de 2005… forte pena, por­que tinha de tudo pra ser uma boa. Tam­bém tem o ChemS­ketch, que é para Win­dows (Fre­eware com limi­ta­ções e Sha­reware) mas que roda bem com WINE… eu che­guei na idade de me sen­tir des­con­for­tá­vel quando uso pro­gra­mas de Win­dows, mesmo que sejam Fre­ewa­res no WINE e achava um absurdo não ter nada bom para Linux que fosse nativo e ainda em desenvolvimento.

O que eu fiz? Pes­qui­sei e achei um monte de por­ca­rias. Pro­je­tos que pare­cem fei­tos por mole­ques do ensino médio que aca­ba­ram de fazer o pri­meiro “Hello World!” e acham que sabem pro­gra­mar e já triste e des­con­so­lado esbar­rei no BkChem.

Escrito em python, o pro­grama me sur­pre­en­deu pela faci­li­dade de uso e peça beleza das estru­tu­ras gera­das. Ele tem suporte a plu­gins (o que sig­ni­fica que pode ser exten­dido), gera PDFs, PNGs, ODFs SVGs e mais um monte de for­ma­tos, sem con­tar com a total inte­gra­ção à àrea de trans­fe­rên­cia do ambiente.

Minha pri­meira ati­tude foi tes­tar. A segunda foi escre­ver para o time de desen­vol­vi­mento e pedir que aban­do­nas­sem o XDraw­Chem para dar lugar ao BkChem e que, claro, alguém empa­co­tasse o bicho pra gente usar. :-) A res­posta deles: “Obri­gado por se inte­res­sar; cai den­tro por­que o filho é teu!’.

Aca­bei topando e o pacote está pronto. O Fedora segre nor­mas bem rigo­ro­sas de empa­co­ta­mento; cada passo é pro­to­co­lado e, depois do pacote pronto, um vete­rano vai exa­mi­nar tudo para pro­cu­rar por falhas de pro­ce­di­mento ou erros de empacotamento.

Já tes­tei o RPM e ele fun­ci­ona… minhas cobaias tam­bém não recla­ma­ra­maté aqui e só me falta um dos anti­gos revi­sar o pacote. Se tudo der certo,logo pode­rão digi­tar “yum ins­tall bkchem” e ter um exce­lente pro­grama de dese­nho químico.

Só pra saber, essa molé­cula de mor­fina aí eu fiz pra tes­tar o pro­grama. Legal, né? :-D

Quanto a mim, con­ti­nuo arran­jando sarna pra me coçar na espe­rança de que as con­tri­bui­ções ao SL tra­gam fama, for­tuna, mulhe­res, car­ros e iates. =)

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Ícones da Revista Fedora Brasil

Embora eu seja for­mado em dse­nho, minha praia nunca foi o dese­nho digi­tal, pri­meiro, pela minha falta de dis­po­si­ção para com­prar uma mesa digi­ta­li­za­dora  segundo por­que dese­nhar com mouse é uma peni­tên­cia digna dos infer­nos de Dante.

Ícones devem seguir alguns prin­cí­pios bási­cos, como por exem­plo: pas­sar o máximo de infor­ma­ção da maneira mais sim­ples pos­sí­vel, ter uni­for­mi­dade (sem pare­cer que cada ícone foi feito por um estilo dife­rente), não ter bar­rei­ras idi­o­má­ti­cas (um chi­nês deve ser capaz de enten­der seu sig­ni­fi­cado) e ter uma lógica de cons­tru­ção que pode ser repro­du­zida por qual­quer um.

No caso dos ícones da revista, isso come­çou de brin­ca­deira e aca­bou virando passa-tempo. Como acho isso uma coisa legal, resolvi dis­po­ni­bi­li­zar aqui os fon­tes dos ícones e o esquema de como reproduzi-los:

  • A paleta de cores é Tango
  • Cada ícone tem no máximo 3 cores (de pre­fe­rên­cia 2)
  • Somente uma figura por ícone
  • Cada figura deve eco­no­mi­zar nos detalhes

Se qui­ser adi­ci­o­nar seus pró­prios ícones, esteja à von­tade e esteja à von­tade tam­bém para usá-los onde bem enten­der. Apro­veita que é FREE. :-D

BAIXE O SVG

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Quer otimizar seus RPMs? Faça um novo.

A grande van­ta­gem de usar paco­tes tipo RPM ou Deb é jus­ta­mente não ter que recom­pi­lar os pro­gra­mas a par­tir dos códi­gos fonte. É claro, vez ou outra um pacote RPM nos dá dor de cabeça e recom­pi­lar acaba sendo uma boa opção.

Os pro­ble­mas come­çam quando você recom­pila o pro­grama, ins­tala e deixa o sis­tema cheio de lixo, pois o Fedora tra­ba­lha com RPM e, é claro, não pode geren­ciar pro­gra­mas que sejam dife­ren­tes do seu sis­tema de paco­tes. Basi­ca­mente, isso equi­vale a dizer qiue quando você ins­tala um pro­grama que não é RPM, o banco de dados do Fedora nem fica sabendo que ele existe e ele não será atu­a­li­zado pelo YUM, nem geren­ci­ado pelo RPM. Por isso existe o pri­meiro man­da­mento das dis­tri­bui­ções: “Não ins­ta­la­rás um tipo de pacote dife­rente ao do seu sis­tema!” (pois pode dar merda).

O que fazer então? Você pode fazer seu pró­prio RPM, assim con­ti­nua res­pei­tando o pri­meiro man­da­mento e acaba fazendo o pro­grama oti­mi­zado para o SEU PC… seria algo assim: com um RPM pronto você está com­prando roupa de liqui­da­ção (todo mundo tem uma, o tama­nho é sem­pre M e tem cheiro de naf­ta­lina), fazendo seu pró­prio RPM é como ir num alfai­ate (a roupa é sob medida, feita espe­ci­al­mente para você e ape­nas tem o incon­ve­ni­ente de você ser pal­me­ado por uma bixinha).

Recom­pi­lar um RPM vale à pena então, quando:

  • Você sabe con­ser­tar aquele pro­blema que os desen­vol­ve­do­res não consertam
  • Quando o pro­grama é pesado demais e você pre­cisa deses­pe­ra­da­mente torná-lo mais rápido (nem que seja um pouco)
  • Quando você ouve vozes e as vozes man­dam você fazer isso por­que pode ser divertido
  • Quando você é um nerd para­nóico que quer ter cada bit do seu sis­tema pró­ximo da perfeição

Vamos então à receita.

Pri­meiro, vamos criar nosso ambi­ente de desen­vol­vi­mento. para isso basta ins­ta­lar alguns pacotes:

# yum install rpmdevtools yum-utils rpmdev-setuptree ncurses-devel

Um ponto que muita gente des­co­nhece é que fazer um RPM sendo root é uma bre­cha de segu­rança, pois o pacote resul­tante pode­ria vio­lar os cri­té­rios de per­mis­são. Para isso, cri­a­re­mos o usuá­rio “mockbuild”

# addu­ser mockbuild

# pas­swd mockbuild

O pró­ximo passo é criar as pas­tas de cons­tru­ção e gerar a macro que per­mite ao seu usuá­rio mor­tal gerar RPMs:

$ cd ~
$ mkdir -p rpmbuild/{SRPMS,RPMS,SPECS,BUILD,SOURCES}
$ echo "%_topdir %(echo $HOME)/rpmbuild" > .rpmmacros

Todos os RPMs do Fedora têm seu código fonte (SRPM) dis­po­ní­vel e o pró­prio YUM pode baixá-los:

$ yumdownloader updates-source --source <nome_do_pacote>

A ins­ta­la­ção desse SRPM pode ser feita com o usuá­rio comum e ele vai para den­tro das pas­tas de cri­a­ção de RPMs que aca­ba­mos de criar:

$ rpm –ivh <nome_do_pacote>.src.rpm

Den­tro da pasta rpm­build tem as pas­tas SRPMS, RPMS, SPECS, BUILD, SOURCES e o que devine como nosso RPM vai ser cri­ado é o arquivo .spec, den­tro da pasta SPECS. Se ape­nas qui­ser recom­pi­lar, basta ir na pasta SPECS e exe­cu­tar o comando:

$ rpm­build –ba <nome_do_arquivo>.spec

Todo o pro­cesso é auto­ma­ti­zado e gera os novos RPMs. Se você pre­tende mudar algo, edite o seu arquivo .spec (não vou entrar em deta­lhes por preguiça).

Basi­ca­mente é isso. =)

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Red Hat anuncia o Red Hat Enterprise Linux 5.2

“Atu­a­li­za­ções da nova ver­são tra­zem amplo suporte para hard­ware e qua­li­dade supe­rior, com­bi­na­dos com novas fea­tu­res e melho­rias em áreas como vir­tu­a­li­za­ção, desktop,rede, arma­ze­na­mento & clus­te­ring e segurança.

A Red Hat anun­cia a dis­po­ni­bi­li­dade do Red Hat Enter­prise Linux 5.2. Com esta última atu­a­li­za­ção, os cli­en­tes vão obter grande retorno em seus inves­ti­men­tos de TI com novas capa­ci­da­des de suporte de hard­ware, novas tec­no­lo­gias de soft­ware e mui­tas melho­rias em qua­li­dade. E o ambi­ente de apli­ca­ções cer­ti­fi­ca­das de todas as ver­sões do Red Hat Enter­prise Linux mos­tra que os cli­en­tes apro­vei­tam as novas atu­a­li­za­ções sem pre­ci­sar cer­ti­fi­car nova­mente suas aplicações.

O Red Hat Enter­prise Linux 5.2 traz capa­ci­da­des avan­ça­das em seis prin­ci­pais áreas, como vir­tu­a­li­za­ção, desk­top, segu­rança, clus­te­ring, rede e suporte de hard­ware. Agora é pos­sí­vel con­tar com vir­tu­a­li­za­ção de sis­te­mas enor­mes com até 64 CPUs e 512GB de memó­ria. A nova ver­são inclui tam­bém suporte de vir­tu­a­li­za­ção para arqui­te­tu­ras base­a­das em NUMA, assim como melho­rias em segu­rança, per­for­mance, geren­ci­a­mento e robus­tez. O suporte de escala de freqüên­cia da CPU para ambi­en­tes vir­tu­a­li­za­dos tam­bém per­mite redu­ção do con­sumo de energia.

O Red Hat Enter­prise Linux 5.2 inclui tam­bém melho­rias para várias arqui­te­tu­ras de hard­ware, cobrindo x86/x86-64, Ita­nium, IBM POWER e S/390, melho­rando o desem­pe­nho, o con­sumo de ener­gia, a esca­la­bi­li­dade e o geren­ci­a­mento. Por exem­plo: suporte para a tec­no­lo­gia Dyna­mic Acce­le­ra­tion da Intel per­mite eco­no­mia de ener­gia des­li­gando núcleos de CPUs ina­ti­vos, e pro­por­ci­ona ganhos de per­for­mance, blo­que­ando núcleos ocu­pa­dos em níveis segu­ros de tem­pe­ra­tura. Outras melho­rias para hard­ware incluem atu­a­li­za­ções de dis­po­si­ti­vos de dri­ves exten­sos, cobrindo arma­ze­na­mento, rede e dis­po­si­ti­vos grá­fi­cos e cer­ti­fi­ca­ção para o novo sis­tema Cell Blade da IBM.”

Fonte: http://br-linux.org/2008/red-hat-anuncia-o-red-hat-enterprise-linux-52/

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A beleza da simplicidade

Nunca fui do tipo de per­der horas e horas per­so­na­li­zando meu desk­top… pas­sei dessa fase faz alguns anos, ainda na época do KDE 3.1, quando me pre­o­cu­pava em esco­lher ícones e papéis de parede. Depois, quem sabe por­que a vida veio ficando um pouco mais cor­rida, lar­guei de mão. Não raro, meu desk­top, depois de 6 meses estava ainda com aquele visual “Cle­ar­lo­oks” padrão do Red Hat/Fedora/CentOS e che­gava a hora de for­ma­tar para um novo Fedora. (sim, eu for­mato a cada nova versão)

Tam­bém nunca fui fã do Beryl/Compiz (Fusion agora), mas até gos­tava dos efei­tos (con­ve­nha­mos, é de dei­xar boqui­a­berto), mas de pra­ti­ci­dade muito duvidosa…

Foi hoje, então, que pas­sei alguns minu­tos mexendo nisso. Fiz umas com­bi­na­ções feias, outras que (para um quase cego como eu) eram um ter­ror na hora de enxer­gar mas que, pro­va­vel­mente, algum maso­quista jura­ria que usa… o tédio faz maravilhas…

Com­ple­ta­mente sem impor­tân­cia, ape­nas pra puxar assunto com vocês, dei­xei meu GNOME assim:

Mini­ma­lista e boni­ti­nho. Pra quem gos­tou, deixo as partes:

A expli­ca­ção psi­co­ló­gica para eu per­der tempo com isso é que estou com pneu­mo­nia e não sei se morro disso ou de tédio… :-(

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