Coisas idiotas que você preferiria (não) saber sobre o Fedora

Podem me chamar de masoquista (ou de sádico, dependendo do ponto de vista), mas, diferente de um bando de pessoas tapados que travam guerras para provar que suas distribuições são perfeitas, mais bonitas e mais simples que as outras eu, mesmo amando o Fedora, sou obrigado a dar o braço a torcer de que ainda temos muito a melhorar e é por isso que estou escrevendo esse post intitulado “Coisas idiotas que você preferiria (não) saber sobre o Fedora”, apenas para descontrair. Senão vejamos:

Uma difícil decisão

Por acaso você já reparou que até o Fedora 9 o ilustre “quase” desconhecido OpenOffice.org Draw vinha instalado mas não aparecia em nenhum menu? Se não reparou estou refrescando sua memória; a suite OpenOffice.org vinha inteirinha na sua instalação (Math, Writer, Calc, Draw e Impress... não, o Base não vinha e nem vem por padrão), mas o Draw e o Math não tinham entradas no menu. Para usá-los, era preciso criar a entrada “no braço” ou chamar via terminal. O motivo para o pobre Draw ser marginalizado desse jeito foi porque era muito difícil definir “exatamente” o que ele fazia. Afinal, o que diabos ele é? Um programa de escritório ou de desenho? Por sua natureza “ambígua”, duvidosa e metrossexual, o Draw (assim como o Math) foram deixados de fora dos menus... Writer: processador de textos, Calc: planilha eletrônica, Draw:... bem... hum... vamos passar para o próximo programa? Relaxe! Depois de alguma conversa, agora ele vem nos menus.

O bug que não morre

O que você me diria se eu lhe falasse sobre um bug lendário que acompanha o Fedora desde o Firefox 1.5.0.1 e que esse bug chegou incólume até o Firefox 3? Mentira? Pois dê uma olhada AQUI. O bug não só existe como quase fez meu amigo Lauro apanhar da patroa em casa. O problema é a incapacidade do Firefox imprimir um fragmento de qualquer página. Imprime a página toda, mas não um fragmento.

O bug afeta o SeaMonkey também, assim como da última vez que olhei, estava no CentOS. Isso me faz lembrar aqueles programas que o pessoal faz em php juntando código ruim de todos os lados e no fim acaba dando m*rda pra alguém (provavelmente pra mim).

Quando consertarem o bug acho que vou até sentir falta...

Fonte fechada para um sistema aberto

A fonte usada no logo “fedora” é a Bryant2 (levemente modificada) que, ironicamente, é paga e não livre (óbvio, né?). Ela foi escolhida e paga pela Red Hat porque se encaixava melhor dentro daquilo que a equipe de marketing esperava de uma fonte para a marca “fedora”. Muita gente ficou magoada com isso (lembro na época da escolha), mas o fato é que o uso da marca “fedora” como qualquer marca famosa e vinculada a uma empresa, está seriamente restrita por diversas normas e com a fonte não é diferente. A fonte pode ser usada no logo sem restrições, mas ela NÃO é disponibilizada gratuitamente (custa entre US$ 50 e US$ 350 dependendo do uso). O que as pessoas estão permitidas a usar são apenas 6 letras F-E-D-O-R-A, vetorizadas e distribuidas dentro dos padrões de cores pelo Projeto Fedora.

Embora seja engraçado ver isso, convém explicar que “fedora” é uma marca registrada da Red Hat e que, como dona da marca a Red Hat não pode e não deve permitir que sua marca seja descaracterizada de nenhuma forma. A identidade visual do Fedora é única e deve permanecer assim pois qualquer associação, direta ou indireta à marca fedora deve preencher os requisitos. Se usou outra fonte, então não é fedora. Se mudou a cor do logo, então é genérico e não oficial e por aí vai.

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About the Author

Embaixador, empacotador e tradutor do Projeto Fedora, atualmente ocupa o cargo de Diretor de Softwares na Prefeitura de Paracambi (RJ). É graduando em engenharia química pela UFRRJ, escritor e desenhista.