Desde que o Linux existe, nas cabeças e corações de toda a comunidade figura o ideal de um mundo 100% livre, onde as pessoas, finalmente, entenderão os benefícios do Open Source, instituições públicas e empresas 100% legalizadas e plenamente funcionais com o pinguim e os sistemas proprietários, cada vez mais acuados, começam a mudar suas posturas de negócio.
A realidade, no entanto, é um pouco mais cruel. O fenômeno do software livre acabou se deparando com uma barreira antiga e que está acostumada a levar à extinção muitos ramos promissores de negócios: a pirataria.
Esperava-se que nos (assim chamados) países de terceiro mundo o Linux seria um importante ator na igualização digital. Todos imaginavam nossas terras cheias de computadores vestidos de Debian, Mandrake, Suse e Red Hat (Ubuntu não existia), mas aqui, para nós no Brasil, na Índia, em Taiwan, na China e na maior parte do mundo, o software proprietário também é quase de graça e nesse caso, a escolha é bem óbvia.

Apesar da realidade não ser tão bonita quanto gostaríamos, a migração, assim como a evangelização, são possíveis e um fator determinante, mas que é o ponto fraco da comunidade Linux, é o tato e a sutileza na hora do convencimento e da implantação.
Linuxistas são vistos como arrogantes (mesmo entre os próprios Linuxistas) já que muitas vezes um técnico ou um programador está fora da realidade do usuário e escapa-lhe ver “o outro lado da moeda”.
Depois de alguns anos, cheguei à conclusão de que o desconhecimento e o preconceito do usuário, aliados à preguiça de aprender algo novo são problemas que devem ser vencidos gradativamente. Por quantas e quantas vezes, ao ver que eu estava instalando Linux em sua estação, o usuário, com olhos suplicantes, perguntava: “não pode instalar o XP?”. Por isso comecei este artigo e espero que seja de alguma valia para quem lida sempre com essa realidade.
1 – Linux é bom; Windows é ruim! Minha distribuição é a melhor; as outras fedem!
Esta postura idiota apenas contribui para a má fama do Linux frente aos leigos. Em vez de perder tempo falando mal do sistema dos outros, concentre seus esforços em mostrar como o seu sistema é bom. O usuário, na verdade, não se importa com o sistema operacional. Num mundo perfeito as pessoas nem ouviriam falar em Windows e Linux, apenas se preocupariam em viver enquanto o computador faz o que deveria fazer. Você fazer longos discursos inflamados à Stallman para quem, simplesmente, não se importa é perda de tempo. Em vez de meter o pau, mostre que a solução livre funciona e não seja egoísta: deixe bem claro que tem Linux para todos os gostos. Se o usuário não gostar do Fedora, tem o Ubuntu, o Mandriva, o openSuse... e um deles, certamente vai agradá-lo.
2 – Você TEM que usar!
Toda mudança é traumática e fica ainda pior quando é brusca e forçada. Empurrar o Linux goela abaixo apenas vai aumentar a repulsa pelo sistema. Uma boa solução para isso é começar a substituir os softwares proprietários pelas soluções livres gradativamente. Troque o MS Office pelo OpenOffice, o Internet Explorer pelo Firefox, o Outlook pelo Thunderbird ou Evolution e comece migrando sua própria máquina. Tudo que é novo leva tempo, por isso, deixe que vejam você usando. Sempre vai haver alguma conversa sobre vírus ou outro tipo de malware e esta é sua chance de dizer que se sente seguro quanto a isso porque Linux não pega vírus.
Tomo como exemplo de caso meu irmão, que é o típico usuário: música, vídeo, MSN e muitos downloads. O computador tinha um dual boot onde eu mantinha o Fedora e o XP usando uma conexão wireless que caía constantemente. Meu irmão ficava intrigado ao ver que minha conexão nunca caía e que, além de tudo, também eu podia ver vídeos, navegar e usar MSN. Foi pensando somente no próprio benefício que ele começou a usar o Linux e hoje em dia já entendeu que pode gravar DVDs com o K3b, bater papo com o aMSN, ouvir músicas com o Amarok e ver vídeos no Kaffeine (player favorito dele).
Não mandei que ele migrasse e nem arranquei o Windows, ele viu e percebeu que funciona.
Meu próprio movimento de migração foi gradativo. Antes, era 90% do disco pro Win e 10% pro Línux, depois 50% pra cada. Em pouco tempo 90% do disco tinha Linux e, finalmente, 100%.
3 – Seja cruel!
Aquele Win XP da contabilidade, finalmente deu seu último suspiro... Vá dar uma olhada, mexa nuns fios, coce o cavanhaque e, de chapéu na mão, dispare: “infelizmente, não há muito que possamos fazer... se pelo menos fosse software original...”.
Mas, falando sério, não tenha receio de mostrar para o usuário que o software dele não tem nenhum tipo de suporte devido à natureza piratesca. É como vender seu voto: uma vez que você votou por dinheiro, nem pense em exigir saúde, educação e impostos mais justos. O compromisso do político com você termina no momento em que o dinheiro muda de dono. Com o software pirata é assim também: você usa, mas não tem o direito de reclamar. Formate e sempre alfinete.
4 – Convença o seu chefe.
A cara feia do chefe vale mais que mil palavras. Se a chefia concordar com a migração você estará com a faca e o queijo na mão.
Na hora de convencer seu chefe, lembre-se: não interessam os bonitos ideais da FSF, o que ele quer são resultados e benefícios e na hora de expô-los, seja realista. Nem tudo são flores no mundo Linux. Diga ao seu chefe que, com Linux, será possível ter mais controle sobre as máquinas, automatizar tarefas vitais como backups diários, parar de se preocupar com vírus e gozar de uma segurança um pouco (ou muito) maior, mas não se esqueça dos pontos negativos que são a curva de aprendizado – a produtividade dos funcionários vai cair durante um tempo, mas logo volta a crescer – será preciso parar alguns setores por alguns dias para a implementação, dar treinamento aos funcionários e descartar hardwares incompatíveis. Mostre que isso não é uma despesa e sim um investimento e, por último, mas não menos importante, fale sobre a tranqüilidade de parar de usar software pirata, estar 100% legalizado e poder bradar isso aos quatro ventos. Tenha tudo escrito, documentado e apresente um caso de sucesso, como o do MPE de Tocantins, onde a galera deu show.
5 – Padronize tudo.
Padronização é a palavra chave. Tendo o aval do chefe padronize o máximo de coisas que puder. Não tente trabalhar com várias distros ao mesmo tempo pois cada uma é diferente em algum ponto e isso pode ser ruim. Se tudo for padronizado, significa que tudo poderá, também, ser documentado e até um macaco poderá realizar tarefas no caso de você ir fazer um transplante de coração ou cair de avião na Cordilheira dos Andes.
Numa situação ideal seu chefe diria com a mão em seu ombro “Meu filho, isso é o que estávamos precisando por aqui! Um jovem com garra! Pode fazer o que for preciso... e tome aqui um aumento!”. Se for possível, padronize também o seu hardware. Jogue fora todo o lixo tecnológico e troque por hardware de confiança, que você sabe ser compatível e encontrará as peças de olhos fechados. Entenda que esse gasto vai ser compensado no futuro da seguinte forma: se todas as máquinas forem dual core de 2,4 Ghz e elas funcionarem bem, significa que vão funcionar bem indefinidamente e dependendo das condições e do cuidado do usuário, podem ter uma loooonga vida.
O pior inferno na minha vida é pegar o Linux e ter que instalá-lo em hardware bizarro. Uma placa de rede KTL em um P233 de 2 MB de vídeo usando uma maldita impressora matricial da década de 70. São horas ou talvez dias de trabalho estressante onde a relação custo/benefício é desfavorável.
6 – Faça aos poucos, mas faça.
Ao contrário do que pode parecer, migrar não é como numa installfest onde você vai, alegremente e de máquina em máquina fazendo o show da formatação. É preciso fazer backups com todo o cuidado, agendar sua ida ao local para que a equipe se estruture de modo a não sofrer muito com a situação atípica e estar preparado para responder a eventuais perguntas. Ao responder tranqüilize-os, diga que vai ser uma boa mudança e que o suporte vai estar á disposição para esclarecimentos e helpdesk.
7 – Não abra concessões.
Mesmo que aquela menina linda de olhos verdes e minissaia lhe peça, não abra concessões na hora de instalar os softwares. “Tem como colocar Windows na minha máquina?”. A resposta é não!Se você fizer pra um, vai ter que fazer pra todos e quem cede um pouco cede muito.
Se você tiver tudo sob controle, mesmo em situações de crise a resolução não vai ser muito dolorosa. Quando você estruturar tudo para funcionar em Mandriva, por exemplo, aquele espertinho que gosta de usar Knoppix não deve ter permissão para instalá-lo e isso deve ficar bem claro. Você é o técnico e o usuário só USA. Ele não decide nada.
8 – Não tenha vergonha do WINE
Busque sempre a solução livre antes de tudo mas, em último caso, apele pro WINE. Se aquele programa essencial não existe para Linux isso pode justificar uma não migração. Faça testes e experimente o WINE, que está muito maduro e consegue resultados espantosos.
No funcionalismo público, por exemplo, é comum softwares que só existem para Windows serem usados para transferência de dados. Antes de migrar, esteja certo de cobrir cada centímetro de terreno. Você vai estar lutando contra a má vontade do usuário também e qualquer coisa fora do normal será pretexto para reclamação.
9 – Migrou? Prepare os calmantes.
Pode ser que não aconteça, mas é bastante improvável... o telefone vai tocar e vai tocar muito. Bote uma música suave tocando no ambiente, pinturas em tons pastéis nas paredes e providencie uma bela janela com paisagem, senão você vai acabar matando alguém. =)
Logo após a migração começa o movimento anti-migração. O propósito deles é tornar sua vida tão miserável que você nunca mais vai querer ver um pingüim na sua frente, por isso, prepare-se e tenha em mente o item 7. Com o tempo as pessoas se acostumam e logo vão usar o Linux como se sempre tivessem usado. Você vai se deparar com todos os tipos de problemas: pessoas realmente confusas buscando ajuda, pessoas que sabem, mas fizeram alguma besteira e pessoas cheias de má vontade, que vão telefonar para perguntar imbecilidades do tipo “como se clica no menu?”.
Afirmações do tipo “eu não vou usar isso”, “eu odeio o Linux” e “vou falar com o chefe” podem acontecer. Lembre-se do item 7.
10 – Chantagem emocional
Depois de migrar, aí sim, use toda a sua dialética. Fale de como é bonito o movimento de software livre, emocione-se, faça valer a sua veia teatral de modo que as pessoas se sintam tão mal por usar software pirata que até em suas casas vão querer Linux.
Estou exagerando? Garanto que não. De tanto eu falar meus amigos e parentes já começam a migrar aos poucos – e sem eu nem tocar no assunto deles migrarem.
Isso acontece porque eu sempre comento sobre a relação pirataria/furto, sobre as dores de cabeça de sempre ter que crackear os programas (cada vez mais inteligentes) e digo que, no futuro, crackear um software vai ser tanta encheção de saco que acaba valendo comprar o original ou usar o software livre.
Enfim, o convencimento das pessoas não se faz pela força. Infelizmente, nem a maioria da comunidade Linux está preparada para evangelizá-lo e acaba contribuindo inversamente no processo.
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Meus parabéns, Henrique. Excelente texto!!!
O Anderson Menezes e o pessoal do Ministério Público do Tocantins “deram show”. Realmente, não há outro termo para descrever o trabalho desenvolvido por lá.
Um forte abraço.
Ótimo post Lonely
Reflete perfeitamente as situações mais comuns num processo migratório de software proprietário para software livre.
Já passei por muitas destas situações enquanto administrador de redes. Vlw
Henrique.
Seu texto é muito bom e bem humorado. Parabéns, eu mesmo passei por várias situações semelhantes às que vc descreveu.
Só queria te dar uma dica. Seria legal desenvolver sua alegada relação pirataria/roubo, dando uma olhada no Ronaldo Lemos e no Lawrence Lessig. Velho, é muito legal…
Abração
Excelente texto. Se todos tivéssemos essa consciência desde o início da popularização do Linux, hoje talvez não travaríamos essas “batalhas”.
Guardei para consulta. Parabéns.
Parabéns Henrique, vc colocou bem as palavras, principalmente quanto a pirataria.
”… se pelo menos fosse software original…”
É difícil hoje vc encontrar e dar suporte a uma estação de trabalho na iniciativa privada (estou sendo otimista aqui!) plenamente original.
Mas me diga aí, vc já se deparou com algum caso onde precisaria migra não somente os pacotes de escritório mas também sistemas de informação?
Nesse caso acho um pouco difícil o WINE ajudar.
Valeu,
Gilberto
Ótimo texto. Persuasivo sem ser chato. Me fez descobrir qual a razão do meu fracasso em migrar para o linux. A culpa foi minha, não dele.
Bom: o nome é Nilton, linuxusers.
Tive o WINDOWS XP paralelo no meu PC, e tomei uma atitude radical;removi o windows e intalei( eu mesmo)o GNU/LINUX( FEDORA CORE 8). Não sou nenhum especialista no assunto, e acho facil usar o linux. Nunca gostei do WINDOWS e me deu todo tipo de problema, inclusive a famigerada “tela
azul”. Estou adorando o GNU/LINUX.Não uso antivirus, não desfragmento disco e nem faço limpeza de disco. No exato monento em que estava produzindo este texto ouvia uma musica maravilhosa no meu tocador MP3 RHYTMBOX.FELICIDADES PRA TODOS.….…FUUUUUI
Quase, perfeito… achei fantástico teu artigo, acho que deveria mandar para o BR-Linux, acredito que esse artigo é a cara do augusto campos, bem humorado e bem escrito, com situações realistas e meios de “contorno”.
Eu digo Quase, é porque sou a favor da pirataria, ainda acho os softwares como o Windows e o Office muito caros, ou cd’s de músicas que custam R$40 R$60 reais, que pouco pagam o artista e muito ganham as gravadoras. Acredito que no futuro a pirataria não será mais necessária devido a um amadurecimento nos modelos de negócios. Já viu o Gilberto Gil, ele disponibilizou suas músicas pela CC. Tem uma banda Curitibana que fez seu disco em pendrive, e por ai adiante. Eu sei que posso ser crucificado por isso, mas acho que foi um pouquinho infeliz no tópico 3. Quero deixar claro, mais uma vez, que essa é minha idéia e não quero nem pretendo impor meu pensamento (“Nada ortodoxo?) aos leitores desse tópico.
Já uso Linux há alguns anos, a estabilidade e segurança do sistema são incontestáveis, porém a cultura Microsoft tem raízes profundas, o Bill Gates é um excelente empresário e um gênio do marketing, a Empresa continuará usando de todas as armas para impedir o avanço de qualquer outro sistema operacional e preservar o seu império, infelizmente veremos este monopólio vingar por muitos anos, devido a acomodação por parte dos usuários e o jogo de interesses pessoais dos administradores das empresas. Mas com o Open Source existe uma luz no fim do túnel.
De fato, o SL ainda tem muito que amadurecer e acho que o dia vai chegar. O dia, no caso, seria quando o SL for tão bom ou melhor que o proprietário e, simplesmente, só vai pagar quem realmente quiser pagar.
Não sou dos que criticam o Bill, muita gente pode não gostar, mas gosto dele e, francamente, acho o Linus um babaca. A pessoa Linus Torvalds tem o mesmo espírito de porco que esses desenvolvedores cegos que acham que sabem tudo.
Pode ser ingenuidade minha, mas acho que o modelo proprietário está em declínio e que as empresas fechadas vão ter que aprender a ganhar dinheiro com SL.
postei algo parecido com o seu post. vou relacionar ele no meu post blz.
postei no blog Tecnlogia comentada, dá uma olhada. http://tribunadonorte.com.br/blog/tecnologiacomentada/
titulo do post: Porque trocar o linux pelo windows?
Cara muito bom o seu texto. Os exemplos que voce citou sao perfeitos. Na parte em que voce falou dos 50% 60%.…..tambem aconteceu comigo!!!!
Vou imprimir o seu texto e entregar para muitos amigos!!!!!
Bom saber que o pessoal se identifica e se anima. Obrigado
Antes de mais nada Parabéns, seu texto é limpo e objetivo, sou usuário linux desde 2000 e já sofri inúmeras indagações “isso presta, vale a pena, se presta por que eu so conheço você que sua” e por ai vai, sabemos que, e como você mesmo afirmou “nem tudo são flores”, mas para um belo jardim os espinhos são essenciais, principalmente quando protegem a verdadeira beleza.
Mas parando com toda essa filosofia, o processo de migração deve ser realmente assim; o ser humano é coberto de paradigmas, e so conseguimos mudar quando percebemos que o novo é tão bom quanto o que já usamos. Hoje em dia eu não trabalho mais com tecnologia, sou da época do Jurassic Park, mas em meu escritório todo é livre e roda Debian, purinho purinho. Parabéns e continue com este mesmo entusiasmo.
Cara, gostei mesmo do teu artigo, excelente.
Pra mim ñ foi tão difícil a migração.
Uso o linux a 5 meses, já ñ uso mais o windows, e nesse periodo aprendi mais acerca de informática do q em 15 anos no windows.
Tenho varios amigos q ja migraram para o linux, alguns tem a mesma distro q eu. Outros usam outras distros, nenhum deles acha o linux assim tão dificil.
Com eles eu segui pelo mesmo “caminho” q vc está indicando nesse seu arquivo, e graças a Deus todos os q eu indiquei o linux, estão se adaptando muito bem
Vlw mesmo pelo excelente arquivo
Cara, isso foi excelente.
Ótimo blog, por sinal! Chegando em casa eu te coloco na lista de favoritos no Nebulosa
Parabéns, muito bom o seu artigo! Gostaria apenas de salientar que não acho correto uilizar como argumento de convencimento o fato de “não existir vírus para linux”. Na verdade, é mais correto dizer que existem pouquíssimos malwares (este termo é mais abrangente), e que ainda assim, o esquema de segurança do SO diminui em muito o poder destrutivo de eventuais malwares que venham a se instalar na máquina.
Como sempre falo: Temos que parar de falar mal das outras distros: “é tudo linux !”. Temos que parar de falar mal da Micro.…: “e respeitar o direito (livre) do usuário”. Parabéns pelo texto.
http://br-linux.org/2008/comparativo-mandriva-x-opensuse/?xmostratodos#comment-14188
Está de parabéns esse texto. Vou apresentá-lo às pessoas com quem venho fazendo propaganda subliminar do Linux prá ver se elas se tocam e mudam de uma vez.
Porque de fato: quando a gente não maltrata o software proprietário mas apenas mostra o que tem de legal no livre as coisas andam muito mais rápido e de forma suave.
Primeiramente quero dizer que seu texto é muito bom. Mesmo sendo tão bem humorado ele fala de algo importante e sério. Parabéns!
Faz uns dois anos que usei linux pela primeira vez (Kurumin 5) e desde então venho aprendendo mais e mais sobre o sistema e sobre o Software Livre. Não sou formado na área, mas gosto muito de informática e principalmente, hoje, de linux.
Ainda não migrei completamente, mas hoje procuro fazer muita coisa no linux e em um futuro (não muito distante, espero) migrar completamente. E se depender da evolução das aplicações Open Source, isso não deve demorar muito, pois vejo que elas têm amadurecido bastante nestes dois anos em que acompanho o pingüim.
Concordo com seu texto, é melhor uma compação seguida de “inveja” do usuário para que queria usar alguma distro que seja apresentada, por enquanto estou causando inveja a alguns usuários para se interessarem por este sistema (openSuse), e espero convencer algumas pessoas só com o KDE 4.1
Muito bacana o texto,mas…
Antes de qualquer migração tem que avaliar direitinho se vale a pena ou não.Pois nem sempre o Software Livre te dará um custo/benefício favorável.
Minha irmã usa linux desde o primeiro contato com o computador, há 4 anos atras, que eu instalei e dei de presente. Semanas atras, troquei o hardware e instalei o windows, ela nao gostou, disse: “nossa, que windows ruim! volta com o linux!”. Me pegou de surpresa, quase morri de alegria.… aaa se todas fossem assim! Linux instalado novamente!
Haha Mas pq vc colocou windows no PC, rapaz? Tava zangado com ela?
Acontece que ela sempre pedia pra instalar o windows, pq as amigas usam o windows… instalei e ela disse que as amigas são doidas de usar “esse negócio difícil”. Ela achou um absurdo clicar em Iniciar para Desligar.. ahahah!
Muito bom! É gratificante ver na prática a “experiência” falar. Meus parabéns!
Ih, me senti mal agora…
Uso Linux há um ano e meio, comecei no Kurumin 7, e agora percebo o quanto acabei contribuindo para que os meus parentes e amigos sentissem raiva (ou ódio?) do Linux. Afinal, tente-lhes empurrar goela abaixo e me dei mal (ou quem se deu mal foram eles… hehehe).
Meu tio, por exemplo, que tem um estúdio e usa o SoudFourge e vários outros programas. Ele simplesmente acha ilógico eu continuar usando o Linux, e agora sei que a culpa é toda minha.
No meu estado (MT) há um certo movimento anti-linux, pois o sistema tem muita má fama por parte dos usuários, principalmente dos que jogam no PC. É comum cenas de “Tentei instalar o Half-Life (o CS tá proibido…) e não consegui…” e alguns exemplos que você mesmo deu no seu artigo.
Muito bom o post. Mostra bem a realidade.
Prometo ser mais sutil de hoje em diante…
Ah, me desculpe pelo coment longo…
Belissimo texto.
Muito bom, tento fazer isso em casa e um dia eu consigo.
vou postar no meu blog.
Abraços!
Excelente artigo. Ainda me considero iniciante no Linux, onde estou desde outubro do ano passado. Usei várias distros e me fixei no Ubuntu. Estou muito satisfeito e,sempre que posso, tento evangelizar amigos, parentes e conhecidos em prol do sistema, pelo simples fato de que sou contra a pirataria e de estar convencido de que o Linux é muito melhor.
qual o solução de IM que vc recomenda para substituir o msn?
Uso muito para conferencias usando audio e video e o amsn não tem esta feature
O dMSN é o que mais se aproxima:
http://linux-fedora.org/wiki/index.php?title=MSN_Mercury
Esse é um tuto que escrevi faz um tempo, porque muita gente gosta dele, mas pouca gente consegue instalar por causa do java.
Henrique!
Como foi bom ler este seu artigo! Estou em plena fase inicial de transição, na minha empresa, para o Linux. Não sou da infra e por isso me ofereci para ministrar palestras sobre o assunto. Já estou preparando o material necessário, e foi neste momento que seu artigo chegou.
Muitas coisas que pensei antes de fazer minha primeira apresentação para a diretoria estão escritas aqui. E estou levando para a palestra muito de todas essas tônicas que você citou.
Na verdade sou apenas um entusiasta, que se permitiu instalar o Ubuntu no próprio notebook e usar o Windows virtualizado *apenas* porque era necessário no ambiente do cliente. Hoje, 3 colegas de trabalho já estão utilizando o Ubuntu, e agora, a empresa está começando a se preparar para isso.
Agradeço a você por essa colaboração vinda em tão boa hora.
Sucesso pra ti, e aquele abraço!
muito bom o texto, parabéns!
realmente, tem muita gente que diz que as outras distros são lixo ou que windows é mais lixo ainda…
eu procuro sempre ser o mais imparcial possível (se bem que às vezes não tem como, porque o Windows tem uns bugs que dão uma raaaiva hehehe)
vou arquivar no meu del.icio.us
Texto muito interessante! Felizmente seguindo alguns dos passos citados já consegui convencer algumas pessoas a usar o Linux em seus notebooks e computadores desktops. A questão da adoção do software livre é realmente uma questão de demonstrar os benefícios, não somente financeiros ou legais (considerando que no Brasil, são poucos os que pagam pra ter software proprietário) mas também de superioridade técnica. Pessoas que formatavam seus computadores 3x por ano agora já passam de 2 anos sem ter que fazê-lo e elogiando o sistema. Isso acontece comigo e realmente é uma das coisas mais motivantes em continuar carregando a bandeira do software livre.
Muito bom o post. Ótimo guia de argumentos pró tux.
Excelente artigo, Parabéns, uso linux a mais de 5 anos, e com certeza, foi uns dos melhores artigos que já li disponível na net.
Abraço
Meu cunhado fez a migração na casa dele, ele já vinha dizendo que ia instalar linux nos computadores da casa.
Chegou o dia e ele instalou o ubuntu no notebook da minha sobrinha, no desktop da casa e no notebook dele. Só escapou o notebook da minha irmã, por que é da empresa que ela trabalha.
Conclusões:
Meu cunhado não teve dificuldades com o Ubuntu por que ele trabalha com isso.
Minha irmã também.
Minha sobrinha que tinha 11 anos na época não teve muitos traumas, ela tinha poucos conhecimentos em informática, estranhou um pouco no início mas agora é só alegria.
Depois disso cheguei a seguinte conclusão:
Quem é leigo em informática tem uma maior facilidade em aprender o Linux.
Disse tudo Wagner. Acabou-se o tempo em que a desculpa de que “linux é difícil” colava. Agora existe um comodismo nas pessoas, uma preguiça.
Minha mãe nunca tinha mexido em Windows e, depois de usar Linux, quando foi mexer no XP, achou complicado e ainda não conseguiu a acreditar em como era chato (no XP) fazer uma coisa que ela sempre fazia no Linux.
Muito maneiro! Comentando sobre a falta de vírus do Linux, um primo meu pediu para migrar. Mas como ele é um fanático por jogos, não tive como fazer isso… Espero que a situação dos jogos melhore rápido!
Caro colega, estou começando um blog hoje e adorei esse artigo, pois compartilho boa parte de suas dificuldades e opiniões. Gostaria de reproduzir esse artigo no meu blog devidamente creditado, é claro.
Caso você permita, por favor me avise via e-mail.
Desde já agradeço pela atenção.
ANGER
Cara. Parabéns pelo texto, muito bom mesmo.
Quase fiquei emocionado aqui !! hehe
um abraço.
Bom faço minhas as palavras de elogios ao seu texto, ja vi uma migração e eh muito complicado mesmo, uso linux desde 2002, comecei como vc dual boot. acho q foi do mesmo jeito e na época nao conseguia fazer funcionar o meu SUPER MODEM HSP56 e outros modems q conseguia, bom nessa luta passei dois árduos anos para fazer um MODEM funcinar… desde esse dia soh uso linux no meu pc e o WINDOWS numa VM, meu laboratorio de teste.Logo partilho da mesma o pinião quando sou abordado sobre ql o MELHOR WINDOWS E LINUX, digo-lhes que o melhor é aquele que o usuario domina que o linux tem as suas vantagens de desvantagem e isso fica a cargo de quem quer experimentar, ate gravo LIVECDS, rsrsrs…rs e por finalizar ainda bem que vc nao eh um dos xiitas, pois eh uma arrogancia… que nem eu suporto.
[]‘s e continue o bom trabalho.