A difícil arte da migração: como fazer amigos e influenciar pessoas

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Desde que o Linux existe, nas cabeças e corações de toda a comunidade figura o ideal de um mundo 100% livre, onde as pessoas, finalmente, entenderão os benefícios do Open Source, instituições públicas e empresas 100% legalizadas e plenamente funcionais com o pinguim e os sistemas proprietários, cada vez mais acuados, começam a mudar suas posturas de negócio.

A realidade, no entanto, é um pouco mais cruel. O fenômeno do software livre acabou se deparando com uma barreira antiga e que está acostumada a levar à extinção muitos ramos promissores de negócios: a pirataria.

Esperava-se que nos (assim chamados) países de terceiro mundo o Linux seria um importante ator na igualização digital. Todos imaginavam nossas terras cheias de computadores vestidos de Debian, Mandrake, Suse e Red Hat (Ubuntu não existia), mas aqui, para nós no Brasil, na Índia, em Taiwan, na China e na maior parte do mundo, o software proprietário também é quase de graça e nesse caso, a escolha é bem óbvia.

Apesar da realidade não ser tão bonita quanto gostaríamos, a migração, assim como a evangelização, são possíveis e um fator determinante, mas que é o ponto fraco da comunidade Linux, é o tato e a sutileza na hora do convencimento e da implantação.

Linuxistas são vistos como arrogantes (mesmo entre os próprios Linuxistas) já que muitas vezes um técnico ou um programador está fora da realidade do usuário e escapa-lhe ver “o outro lado da moeda”.

Depois de alguns anos, cheguei à conclusão de que o desconhecimento e o preconceito do usuário, aliados à preguiça de aprender algo novo são problemas que devem ser vencidos gradativamente. Por quantas e quantas vezes, ao ver que eu estava instalando Linux em sua estação, o usuário, com olhos suplicantes, perguntava: “não pode instalar o XP?”. Por isso comecei este artigo e espero que seja de alguma valia para quem lida sempre com essa realidade.

1 – Linux é bom; Windows é ruim! Minha distribuição é a melhor; as outras fedem!

Esta postura idiota apenas contribui para a má fama do Linux frente aos leigos. Em vez de perder tempo falando mal do sistema dos outros, concentre seus esforços em mostrar como o seu sistema é bom. O usuário, na verdade, não se importa com o sistema operacional. Num mundo perfeito as pessoas nem ouviriam falar em Windows e Linux, apenas se preocupariam em viver enquanto o computador faz o que deveria fazer. Você fazer longos discursos inflamados à Stallman para quem, simplesmente, não se importa é perda de tempo. Em vez de meter o pau, mostre que a solução livre funciona e não seja egoísta: deixe bem claro que tem Linux para todos os gostos. Se o usuário não gostar do Fedora, tem o Ubuntu, o Mandriva, o openSuse... e um deles, certamente vai agradá-lo.

2 – Você TEM que usar!

Toda mudança é traumática e fica ainda pior quando é brusca e forçada. Empurrar o Linux goela abaixo apenas vai aumentar a repulsa pelo sistema. Uma boa solução para isso é começar a substituir os softwares proprietários pelas soluções livres gradativamente. Troque o MS Office pelo OpenOffice, o Internet Explorer pelo Firefox, o Outlook pelo Thunderbird ou Evolution e comece migrando sua própria máquina. Tudo que é novo leva tempo, por isso, deixe que vejam você usando. Sempre vai haver alguma conversa sobre vírus ou outro tipo de malware e esta é sua chance de dizer que se sente seguro quanto a isso porque Linux não pega vírus.

Tomo como exemplo de caso meu irmão, que é o típico usuário: música, vídeo, MSN e muitos downloads. O computador tinha um dual boot onde eu mantinha o Fedora e o XP usando uma conexão wireless que caía constantemente. Meu irmão ficava intrigado ao ver que minha conexão nunca caía e que, além de tudo, também eu podia ver vídeos, navegar e usar MSN. Foi pensando somente no próprio benefício que ele começou a usar o Linux e hoje em dia já entendeu que pode gravar DVDs com o K3b, bater papo com o aMSN, ouvir músicas com o Amarok e ver vídeos no Kaffeine (player favorito dele).

Não mandei que ele migrasse e nem arranquei o Windows, ele viu e percebeu que funciona.

Meu próprio movimento de migração foi gradativo. Antes, era 90% do disco pro Win e 10% pro Línux, depois 50% pra cada. Em pouco tempo 90% do disco tinha Linux e, finalmente, 100%.

3 – Seja cruel!

Aquele Win XP da contabilidade, finalmente deu seu último suspiro... Vá dar uma olhada, mexa nuns fios, coce o cavanhaque e, de chapéu na mão, dispare: “infelizmente, não há muito que possamos fazer... se pelo menos fosse software original...”.

Mas, falando sério, não tenha receio de mostrar para o usuário que o software dele não tem nenhum tipo de suporte devido à natureza piratesca. É como vender seu voto: uma vez que você votou por dinheiro, nem pense em exigir saúde, educação e impostos mais justos. O compromisso do político com você termina no momento em que o dinheiro muda de dono. Com o software pirata é assim também: você usa, mas não tem o direito de reclamar. Formate e sempre alfinete.

4 – Convença o seu chefe.

A cara feia do chefe vale mais que mil palavras. Se a chefia concordar com a migração você estará com a faca e o queijo na mão.

Na hora de convencer seu chefe, lembre-se: não interessam os bonitos ideais da FSF, o que ele quer são resultados e benefícios e na hora de expô-los, seja realista. Nem tudo são flores no mundo Linux. Diga ao seu chefe que, com Linux, será possível ter mais controle sobre as máquinas, automatizar tarefas vitais como backups diários, parar de se preocupar com vírus e gozar de uma segurança um pouco (ou muito) maior, mas não se esqueça dos pontos negativos que são a curva de aprendizado – a produtividade dos funcionários vai cair durante um tempo, mas logo volta a crescer – será preciso parar alguns setores por alguns dias para a implementação, dar treinamento aos funcionários e descartar hardwares incompatíveis. Mostre que isso não é uma despesa e sim um investimento e, por último, mas não menos importante, fale sobre a tranqüilidade de parar de usar software pirata, estar 100% legalizado e poder bradar isso aos quatro ventos. Tenha tudo escrito, documentado e apresente um caso de sucesso, como o do MPE de Tocantins, onde a galera deu show.

5 – Padronize tudo.

Padronização é a palavra chave. Tendo o aval do chefe padronize o máximo de coisas que puder. Não tente trabalhar com várias distros ao mesmo tempo pois cada uma é diferente em algum ponto e isso pode ser ruim. Se tudo for padronizado, significa que tudo poderá, também, ser documentado e até um macaco poderá realizar tarefas no caso de você ir fazer um transplante de coração ou cair de avião na Cordilheira dos Andes.

Numa situação ideal seu chefe diria com a mão em seu ombro “Meu filho, isso é o que estávamos precisando por aqui! Um jovem com garra! Pode fazer o que for preciso... e tome aqui um aumento!”. Se for possível, padronize também o seu hardware. Jogue fora todo o lixo tecnológico e troque por hardware de confiança, que você sabe ser compatível e encontrará as peças de olhos fechados. Entenda que esse gasto vai ser compensado no futuro da seguinte forma: se todas as máquinas forem dual core de 2,4 Ghz e elas funcionarem bem, significa que vão funcionar bem indefinidamente e dependendo das condições e do cuidado do usuário, podem ter uma loooonga vida.

O pior inferno na minha vida é pegar o Linux e ter que instalá-lo em hardware bizarro. Uma placa de rede KTL em um P233 de 2 MB de vídeo usando uma maldita impressora matricial da década de 70. São horas ou talvez dias de trabalho estressante onde a relação custo/benefício é desfavorável.

6 – Faça aos poucos, mas faça.

Ao contrário do que pode parecer, migrar não é como numa installfest onde você vai, alegremente e de máquina em máquina fazendo o show da formatação. É preciso fazer backups com todo o cuidado, agendar sua ida ao local para que a equipe se estruture de modo a não sofrer muito com a situação atípica e estar preparado para responder a eventuais perguntas. Ao responder tranqüilize-os, diga que vai ser uma boa mudança e que o suporte vai estar á disposição para esclarecimentos e helpdesk.

7 – Não abra concessões.

Mesmo que aquela menina linda de olhos verdes e minissaia lhe peça, não abra concessões na hora de instalar os softwares. “Tem como colocar Windows na minha máquina?”. A resposta é não!Se você fizer pra um, vai ter que fazer pra todos e quem cede um pouco cede muito.

Se você tiver tudo sob controle, mesmo em situações de crise a resolução não vai ser muito dolorosa. Quando você estruturar tudo para funcionar em Mandriva, por exemplo, aquele espertinho que gosta de usar Knoppix não deve ter permissão para instalá-lo e isso deve ficar bem claro. Você é o técnico e o usuário só USA. Ele não decide nada.

8 – Não tenha vergonha do WINE

Busque sempre a solução livre antes de tudo mas, em último caso, apele pro WINE. Se aquele programa essencial não existe para Linux isso pode justificar uma não migração. Faça testes e experimente o WINE, que está muito maduro e consegue resultados espantosos.

No funcionalismo público, por exemplo, é comum softwares que só existem para Windows serem usados para transferência de dados. Antes de migrar, esteja certo de cobrir cada centímetro de terreno. Você vai estar lutando contra a má vontade do usuário também e qualquer coisa fora do normal será pretexto para reclamação.

9 – Migrou? Prepare os calmantes.

Pode ser que não aconteça, mas é bastante improvável... o telefone vai tocar e vai tocar muito. Bote uma música suave tocando no ambiente, pinturas em tons pastéis nas paredes e providencie uma bela janela com paisagem, senão você vai acabar matando alguém. =)

Logo após a migração começa o movimento anti-migração. O propósito deles é tornar sua vida tão miserável que você nunca mais vai querer ver um pingüim na sua frente, por isso, prepare-se e tenha em mente o item 7. Com o tempo as pessoas se acostumam e logo vão usar o Linux como se sempre tivessem usado. Você vai se deparar com todos os tipos de problemas: pessoas realmente confusas buscando ajuda, pessoas que sabem, mas fizeram alguma besteira e pessoas cheias de má vontade, que vão telefonar para perguntar imbecilidades do tipo “como se clica no menu?”.

Afirmações do tipo “eu não vou usar isso”, “eu odeio o Linux” e “vou falar com o chefe” podem acontecer. Lembre-se do item 7.

10 – Chantagem emocional

Depois de migrar, aí sim, use toda a sua dialética. Fale de como é bonito o movimento de software livre, emocione-se, faça valer a sua veia teatral de modo que as pessoas se sintam tão mal por usar software pirata que até em suas casas vão querer Linux.

Estou exagerando? Garanto que não. De tanto eu falar meus amigos e parentes já começam a migrar aos poucos – e sem eu nem tocar no assunto deles migrarem.

Isso acontece porque eu sempre comento sobre a relação pirataria/furto, sobre as dores de cabeça de sempre ter que crackear os programas (cada vez mais inteligentes) e digo que, no futuro, crackear um software vai ser tanta encheção de saco que acaba valendo comprar o original ou usar o software livre.


Enfim, o convencimento das pessoas não se faz pela força. Infelizmente, nem a maioria da comunidade Linux está preparada para evangelizá-lo e acaba contribuindo inversamente no processo.

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43 Responses to “A difícil arte da migração: como fazer amigos e influenciar pessoas”


  • Meus para­béns, Hen­ri­que. Exce­lente texto!!!

    O Ander­son Mene­zes e o pes­soal do Minis­té­rio Público do Tocan­tins “deram show”. Real­mente, não há outro termo para des­cre­ver o tra­ba­lho desen­vol­vido por lá.

    Um forte abraço.

  • Ótimo post Lonely

    Reflete per­fei­ta­mente as situ­a­ções mais comuns num pro­cesso migra­tó­rio de soft­ware pro­pri­e­tá­rio para soft­ware livre.
    Já pas­sei por mui­tas des­tas situ­a­ções enquanto admi­nis­tra­dor de redes. Vlw

  • Hen­ri­que.

    Seu texto é muito bom e bem humo­rado. Para­béns, eu mesmo pas­sei por várias situ­a­ções seme­lhan­tes às que vc des­cre­veu.
    Só que­ria te dar uma dica. Seria legal desen­vol­ver sua ale­gada rela­ção pirataria/roubo, dando uma olhada no Ronaldo Lemos e no Lawrence Les­sig. Velho, é muito legal…

    Abra­ção

  • Exce­lente texto. Se todos tivés­se­mos essa cons­ci­ên­cia desde o iní­cio da popu­la­ri­za­ção do Linux, hoje tal­vez não tra­va­ría­mos essas “bata­lhas”.
    Guar­dei para con­sulta. Parabéns.

  • Para­béns Hen­ri­que, vc colo­cou bem as pala­vras, prin­ci­pal­mente quanto a pira­ta­ria.
    ”… se pelo menos fosse soft­ware ori­gi­nal…”
    É difí­cil hoje vc encon­trar e dar suporte a uma esta­ção de tra­ba­lho na ini­ci­a­tiva pri­vada (estou sendo oti­mista aqui!) ple­na­mente ori­gi­nal.
    Mas me diga aí, vc já se depa­rou com algum caso onde pre­ci­sa­ria migra não somente os paco­tes de escri­tó­rio mas tam­bém sis­te­mas de infor­ma­ção?
    Nesse caso acho um pouco difí­cil o WINE aju­dar.
    Valeu,

    Gil­berto

  • Ótimo texto. Per­su­a­sivo sem ser chato. Me fez des­co­brir qual a razão do meu fra­casso em migrar para o linux. A culpa foi minha, não dele.

  • Bom: o nome é Nil­ton, linu­xu­sers.
    Tive o WINDOWS XP para­lelo no meu PC, e tomei uma ati­tude radical;removi o win­dows e inta­lei( eu mesmo)o GNU/LINUX( FEDORA CORE 8). Não sou nenhum espe­ci­a­lista no assunto, e acho facil usar o linux. Nunca gos­tei do WINDOWS e me deu todo tipo de pro­blema, inclu­sive a fami­ge­rada “tela
    azul”. Estou ado­rando o GNU/LINUX.Não uso anti­vi­rus, não des­frag­mento disco e nem faço lim­peza de disco. No exato monento em que estava pro­du­zindo este texto ouvia uma musica mara­vi­lhosa no meu toca­dor MP3 RHYTMBOX.FELICIDADES PRA TODOS.….…FUUUUUI

  • Quase, per­feito… achei fan­tás­tico teu artigo, acho que deve­ria man­dar para o BR-Linux, acre­dito que esse artigo é a cara do augusto cam­pos, bem humo­rado e bem escrito, com situ­a­ções rea­lis­tas e meios de “contorno”.

    Eu digo Quase, é por­que sou a favor da pira­ta­ria, ainda acho os softwa­res como o Win­dows e o Office muito caros, ou cd’s de músi­cas que cus­tam R$40 R$60 reais, que pouco pagam o artista e muito ganham as gra­va­do­ras. Acre­dito que no futuro a pira­ta­ria não será mais neces­sá­ria devido a um ama­du­re­ci­mento nos mode­los de negó­cios. Já viu o Gil­berto Gil, ele dis­po­ni­bi­li­zou suas músi­cas pela CC. Tem uma banda Curi­ti­bana que fez seu disco em pen­drive, e por ai adi­ante. Eu sei que posso ser cru­ci­fi­cado por isso, mas acho que foi um pou­qui­nho infe­liz no tópico 3. Quero dei­xar claro, mais uma vez, que essa é minha idéia e não quero nem pre­tendo impor meu pen­sa­mento (“Nada orto­doxo?) aos lei­to­res desse tópico.

  • Já uso Linux há alguns anos, a esta­bi­li­dade e segu­rança do sis­tema são incon­tes­tá­veis, porém a cul­tura Micro­soft tem raí­zes pro­fun­das, o Bill Gates é um exce­lente empre­sá­rio e um gênio do mar­ke­ting, a Empresa con­ti­nu­ará usando de todas as armas para impe­dir o avanço de qual­quer outro sis­tema ope­ra­ci­o­nal e pre­ser­var o seu impé­rio, infe­liz­mente vere­mos este mono­pó­lio vin­gar por mui­tos anos, devido a aco­mo­da­ção por parte dos usuá­rios e o jogo de inte­res­ses pes­so­ais dos admi­nis­tra­do­res das empre­sas. Mas com o Open Source existe uma luz no fim do túnel.

  • De fato, o SL ainda tem muito que ama­du­re­cer e acho que o dia vai che­gar. O dia, no caso, seria quando o SL for tão bom ou melhor que o pro­pri­e­tá­rio e, sim­ples­mente, só vai pagar quem real­mente qui­ser pagar.
    Não sou dos que cri­ti­cam o Bill, muita gente pode não gos­tar, mas gosto dele e, fran­ca­mente, acho o Linus um babaca. A pes­soa Linus Tor­valds tem o mesmo espí­rito de porco que esses desen­vol­ve­do­res cegos que acham que sabem tudo.
    Pode ser inge­nui­dade minha, mas acho que o modelo pro­pri­e­tá­rio está em declí­nio e que as empre­sas fecha­das vão ter que apren­der a ganhar dinheiro com SL.

  • pos­tei algo pare­cido com o seu post. vou rela­ci­o­nar ele no meu post blz.
    pos­tei no blog Tecn­lo­gia comen­tada, dá uma olhada. http://tribunadonorte.com.br/blog/tecnologiacomentada/
    titulo do post: Por­que tro­car o linux pelo windows?

  • Cara muito bom o seu texto. Os exem­plos que voce citou sao per­fei­tos. Na parte em que voce falou dos 50% 60%.…..tambem acon­te­ceu comigo!!!!
    Vou impri­mir o seu texto e entre­gar para mui­tos amigos!!!!!

  • Bom saber que o pes­soal se iden­ti­fica e se anima. Obrigado

  • Antes de mais nada Para­béns, seu texto é limpo e obje­tivo, sou usuá­rio linux desde 2000 e já sofri inú­me­ras inda­ga­ções “isso presta, vale a pena, se presta por que eu so conheço você que sua” e por ai vai, sabe­mos que, e como você mesmo afir­mou “nem tudo são flo­res”, mas para um belo jar­dim os espi­nhos são essen­ci­ais, prin­ci­pal­mente quando pro­te­gem a ver­da­deira beleza.

    Mas parando com toda essa filo­so­fia, o pro­cesso de migra­ção deve ser real­mente assim; o ser humano é coberto de para­dig­mas, e so con­se­gui­mos mudar quando per­ce­be­mos que o novo é tão bom quanto o que já usa­mos. Hoje em dia eu não tra­ba­lho mais com tec­no­lo­gia, sou da época do Juras­sic Park, mas em meu escri­tó­rio todo é livre e roda Debian, puri­nho puri­nho. Para­béns e con­ti­nue com este mesmo entusiasmo.

  • Cara, gos­tei mesmo do teu artigo, exce­lente.
    Pra mim ñ foi tão difí­cil a migra­ção.
    Uso o linux a 5 meses, já ñ uso mais o win­dows, e nesse peri­odo aprendi mais acerca de infor­má­tica do q em 15 anos no win­dows.
    Tenho varios ami­gos q ja migra­ram para o linux, alguns tem a mesma dis­tro q eu. Outros usam outras dis­tros, nenhum deles acha o linux assim tão difi­cil.
    Com eles eu segui pelo mesmo “cami­nho” q vc está indi­cando nesse seu arquivo, e gra­ças a Deus todos os q eu indi­quei o linux, estão se adap­tando muito bem

    Vlw mesmo pelo exce­lente arquivo

  • Cara, isso foi exce­lente.
    Ótimo blog, por sinal! Che­gando em casa eu te coloco na lista de favo­ri­tos no Nebu­losa ;)

  • Para­béns, muito bom o seu artigo! Gos­ta­ria ape­nas de sali­en­tar que não acho cor­reto uili­zar como argu­mento de con­ven­ci­mento o fato de “não exis­tir vírus para linux”. Na ver­dade, é mais cor­reto dizer que exis­tem pouquís­si­mos malwa­res (este termo é mais abran­gente), e que ainda assim, o esquema de segu­rança do SO dimi­nui em muito o poder des­tru­tivo de even­tu­ais malwa­res que venham a se ins­ta­lar na máquina.

  • Como sem­pre falo: Temos que parar de falar mal das outras dis­tros: “é tudo linux !”. Temos que parar de falar mal da Micro.…: “e res­pei­tar o direito (livre) do usuá­rio”. Para­béns pelo texto.
    http://br-linux.org/2008/comparativo-mandriva-x-opensuse/?xmostratodos#comment-14188

  • Está de para­béns esse texto. Vou apresentá-lo às pes­soas com quem venho fazendo pro­pa­ganda subli­mi­nar do Linux prá ver se elas se tocam e mudam de uma vez. :D
    Por­que de fato: quando a gente não mal­trata o soft­ware pro­pri­e­tá­rio mas ape­nas mos­tra o que tem de legal no livre as coi­sas andam muito mais rápido e de forma suave.

  • Pri­mei­ra­mente quero dizer que seu texto é muito bom. Mesmo sendo tão bem humo­rado ele fala de algo impor­tante e sério. Parabéns!

    Faz uns dois anos que usei linux pela pri­meira vez (Kuru­min 5) e desde então venho apren­dendo mais e mais sobre o sis­tema e sobre o Soft­ware Livre. Não sou for­mado na área, mas gosto muito de infor­má­tica e prin­ci­pal­mente, hoje, de linux.

    Ainda não migrei com­ple­ta­mente, mas hoje pro­curo fazer muita coisa no linux e em um futuro (não muito dis­tante, espero) migrar com­ple­ta­mente. E se depen­der da evo­lu­ção das apli­ca­ções Open Source, isso não deve demo­rar muito, pois vejo que elas têm ama­du­re­cido bas­tante nes­tes dois anos em que acom­pa­nho o pingüim.

  • Con­cordo com seu texto, é melhor uma com­pa­ção seguida de “inveja” do usuá­rio para que que­ria usar alguma dis­tro que seja apre­sen­tada, por enquanto estou cau­sando inveja a alguns usuá­rios para se inte­res­sa­rem por este sis­tema (open­Suse), e espero con­ven­cer algu­mas pes­soas só com o KDE 4.1

  • Muito bacana o texto,mas…
    Antes de qual­quer migra­ção tem que ava­liar direi­ti­nho se vale a pena ou não.Pois nem sem­pre o Soft­ware Livre te dará um custo/benefício favorável.

  • Minha irmã usa linux desde o pri­meiro con­tato com o com­pu­ta­dor, há 4 anos atras, que eu ins­ta­lei e dei de pre­sente. Sema­nas atras, tro­quei o hard­ware e ins­ta­lei o win­dows, ela nao gos­tou, disse: “nossa, que win­dows ruim! volta com o linux!”. Me pegou de sur­presa, quase morri de ale­gria.… aaa se todas fos­sem assim! Linux ins­ta­lado novamente!

  • Haha Mas pq vc colo­cou win­dows no PC, rapaz? Tava zan­gado com ela?

  • Acon­tece que ela sem­pre pedia pra ins­ta­lar o win­dows, pq as ami­gas usam o win­dows… ins­ta­lei e ela disse que as ami­gas são doi­das de usar “esse negó­cio difí­cil”. Ela achou um absurdo cli­car em Ini­ciar para Des­li­gar.. ahahah!

  • :-) Minha mãe esco­lheu Linux e, mais ainda, pre­fe­riu GNOME. =) O cúmulo da sim­pli­ci­dade o GNOME, ótimo pra iniciantes.

  • Muito bom! É gra­ti­fi­cante ver na prá­tica a “expe­ri­ên­cia” falar. Meus parabéns!

  • Ih, me senti mal agora…

    Uso Linux há um ano e meio, come­cei no Kuru­min 7, e agora per­cebo o quanto aca­bei con­tri­buindo para que os meus paren­tes e ami­gos sen­tis­sem raiva (ou ódio?) do Linux. Afi­nal, tente-lhes empur­rar goela abaixo e me dei mal (ou quem se deu mal foram eles… hehehe).
    Meu tio, por exem­plo, que tem um estú­dio e usa o Soud­Fourge e vários outros pro­gra­mas. Ele sim­ples­mente acha iló­gico eu con­ti­nuar usando o Linux, e agora sei que a culpa é toda minha.

    No meu estado (MT) há um certo movi­mento anti-linux, pois o sis­tema tem muita má fama por parte dos usuá­rios, prin­ci­pal­mente dos que jogam no PC. É comum cenas de “Ten­tei ins­ta­lar o Half-Life (o CS tá proi­bido…) e não con­se­gui…” e alguns exem­plos que você mesmo deu no seu artigo.

    Muito bom o post. Mos­tra bem a rea­li­dade.
    Pro­meto ser mais sutil de hoje em diante…

    Ah, me des­culpe pelo coment longo…

  • Belis­simo texto.
    Muito bom, tento fazer isso em casa e um dia eu con­sigo.
    vou pos­tar no meu blog.
    Abraços!

  • Exce­lente artigo. Ainda me con­si­dero ini­ci­ante no Linux, onde estou desde outu­bro do ano pas­sado. Usei várias dis­tros e me fixei no Ubuntu. Estou muito satis­feito e,sempre que posso, tento evan­ge­li­zar ami­gos, paren­tes e conhe­ci­dos em prol do sis­tema, pelo sim­ples fato de que sou con­tra a pira­ta­ria e de estar con­ven­cido de que o Linux é muito melhor.

  • qual o solu­ção de IM que vc reco­menda para subs­ti­tuir o msn?

    Uso muito para con­fe­ren­cias usando audio e video e o amsn não tem esta feature

  • O dMSN é o que mais se apro­xima:
    http://linux-fedora.org/wiki/index.php?title=MSN_Mercury
    Esse é um tuto que escrevi faz um tempo, por­que muita gente gosta dele, mas pouca gente con­se­gue ins­ta­lar por causa do java.

  • Hen­ri­que!
    Como foi bom ler este seu artigo! Estou em plena fase ini­cial de tran­si­ção, na minha empresa, para o Linux. Não sou da infra e por isso me ofe­reci para minis­trar pales­tras sobre o assunto. Já estou pre­pa­rando o mate­rial neces­sá­rio, e foi neste momento que seu artigo chegou.

    Mui­tas coi­sas que pen­sei antes de fazer minha pri­meira apre­sen­ta­ção para a dire­to­ria estão escri­tas aqui. E estou levando para a pales­tra muito de todas essas tôni­cas que você citou.

    Na ver­dade sou ape­nas um entu­si­asta, que se per­mi­tiu ins­ta­lar o Ubuntu no pró­prio note­book e usar o Win­dows vir­tu­a­li­zado *ape­nas* por­que era neces­sá­rio no ambi­ente do cli­ente. Hoje, 3 cole­gas de tra­ba­lho já estão uti­li­zando o Ubuntu, e agora, a empresa está come­çando a se pre­pa­rar para isso.

    Agra­deço a você por essa cola­bo­ra­ção vinda em tão boa hora.

    Sucesso pra ti, e aquele abraço!

  • muito bom o texto, para­béns!
    real­mente, tem muita gente que diz que as outras dis­tros são lixo ou que win­dows é mais lixo ainda…
    eu pro­curo sem­pre ser o mais impar­cial pos­sí­vel (se bem que às vezes não tem como, por­que o Win­dows tem uns bugs que dão uma raa­aiva hehehe)

    vou arqui­var no meu del.icio.us :P

  • Texto muito inte­res­sante! Feliz­mente seguindo alguns dos pas­sos cita­dos já con­se­gui con­ven­cer algu­mas pes­soas a usar o Linux em seus note­bo­oks e com­pu­ta­do­res desk­tops. A ques­tão da ado­ção do soft­ware livre é real­mente uma ques­tão de demons­trar os bene­fí­cios, não somente finan­cei­ros ou legais (con­si­de­rando que no Bra­sil, são pou­cos os que pagam pra ter soft­ware pro­pri­e­tá­rio) mas tam­bém de supe­ri­o­ri­dade téc­nica. Pes­soas que for­ma­ta­vam seus com­pu­ta­do­res 3x por ano agora já pas­sam de 2 anos sem ter que fazê-lo e elo­gi­ando o sis­tema. Isso acon­tece comigo e real­mente é uma das coi­sas mais moti­van­tes em con­ti­nuar car­re­gando a ban­deira do soft­ware livre.

  • Muito bom o post. Ótimo guia de argu­men­tos pró tux.

  • Exce­lente artigo, Para­béns, uso linux a mais de 5 anos, e com cer­teza, foi uns dos melho­res arti­gos que já li dis­po­ní­vel na net.

    Abraço

  • Meu cunhado fez a migra­ção na casa dele, ele já vinha dizendo que ia ins­ta­lar linux nos com­pu­ta­do­res da casa.
    Che­gou o dia e ele ins­ta­lou o ubuntu no note­book da minha sobri­nha, no desk­top da casa e no note­book dele. Só esca­pou o note­book da minha irmã, por que é da empresa que ela trabalha.

    Con­clu­sões:

    Meu cunhado não teve difi­cul­da­des com o Ubuntu por que ele tra­ba­lha com isso.

    Minha irmã também.

    Minha sobri­nha que tinha 11 anos na época não teve mui­tos trau­mas, ela tinha pou­cos conhe­ci­men­tos em infor­má­tica, estra­nhou um pouco no iní­cio mas agora é só alegria.

    Depois disso che­guei a seguinte con­clu­são:
    Quem é leigo em infor­má­tica tem uma maior faci­li­dade em apren­der o Linux.

  • Disse tudo Wag­ner. Acabou-se o tempo em que a des­culpa de que “linux é difí­cil” colava. Agora existe um como­dismo nas pes­soas, uma pre­guiça.
    Minha mãe nunca tinha mexido em Win­dows e, depois de usar Linux, quando foi mexer no XP, achou com­pli­cado e ainda não con­se­guiu a acre­di­tar em como era chato (no XP) fazer uma coisa que ela sem­pre fazia no Linux.

  • Muito maneiro! Comen­tando sobre a falta de vírus do Linux, um primo meu pediu para migrar. Mas como ele é um faná­tico por jogos, não tive como fazer isso… Espero que a situ­a­ção dos jogos melhore rápido!

  • Caro colega, estou come­çando um blog hoje e ado­rei esse artigo, pois com­par­ti­lho boa parte de suas difi­cul­da­des e opi­niões. Gos­ta­ria de repro­du­zir esse artigo no meu blog devi­da­mente cre­di­tado, é claro.
    Caso você per­mita, por favor me avise via e-mail.
    Desde já agra­deço pela aten­ção.
    ANGER

  • Cara. Para­béns pelo texto, muito bom mesmo.
    Quase fiquei emo­ci­o­nado aqui !! hehe

    um abraço.

  • Bom faço minhas as pala­vras de elo­gios ao seu texto, ja vi uma migra­ção e eh muito com­pli­cado mesmo, uso linux desde 2002, come­cei como vc dual boot. acho q foi do mesmo jeito e na época nao con­se­guia fazer fun­ci­o­nar o meu SUPER MODEM HSP56 e outros modems q con­se­guia, bom nessa luta pas­sei dois árduos anos para fazer um MODEM fun­ci­nar… desde esse dia soh uso linux no meu pc e o WINDOWS numa VM, meu labo­ra­to­rio de teste.Logo par­ti­lho da mesma o pinião quando sou abor­dado sobre ql o MELHOR WINDOWS E LINUX, digo-lhes que o melhor é aquele que o usu­a­rio domina que o linux tem as suas van­ta­gens de des­van­ta­gem e isso fica a cargo de quem quer expe­ri­men­tar, ate gravo LIVECDS, rsrsrs…rs e por fina­li­zar ainda bem que vc nao eh um dos xii­tas, pois eh uma arro­gan­cia… que nem eu suporto.

    []‘s e con­ti­nue o bom trabalho.

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