Monthly Archive for agosto, 2008

Como funciona? — Entradas nos menus

menusVamos ao pri­meiro artigo da série infi­nita “Como fun­ci­ona?”, que deve agra­dar aos mais curi­o­sos e pode, mais cedo ou mais tarde, aca­bar ser­vindo para algo em algum momento.
Lembro-me de uma época em que mui­tos apli­ca­ti­vos ins­ta­la­dos no GNOME não gera­vam uma entrada nos menus do KDE e vice-versa. Era uma coisa chata que acon­te­cia por falta de padro­ni­za­ção em um pequeno deta­lhe: a cri­a­ção de entrada nos menus. Hoje em dia isso rara­mente acon­tece já que GNOME e KDE ado­tam um esquema muito seme­lhante para gerar tais entra­das e, basi­ca­mente, o que fun­ci­ona para um tam­bém vai fun­ci­o­nar para o outro. Con­ti­nua valendo tam­bém a máxima de que a solu­ção mais sim­ples é, mui­tas vezes a melhor.
Cada soft­ware que opera com inter­face grá­fica, para gerar uma entrada no menu, neces­sita de um arquivo com exten­são .desk­top e é esse arquivo que diz onde e como a apli­ca­ção será aberta, assim como con­tém as des­cri­ções e comen­tá­rios sobre o soft­ware quando você passa o pon­teiro do mouse por cima e vê um pequeno pop-up expli­ca­tivo.
A sin­taxe é bem sim­ples e mesmo os menos expe­ri­en­tes enten­dem logo o fun­ci­o­na­mento do arquivo: o sis­tema ope­ra­ci­o­nal busca na pasta /usr/share/applications pelo arquivo .desk­top cor­res­pon­dente ao soft­ware e usa seus parâ­me­tros para gerar a entrada no menu.
Vejam o arquivo .desk­top do pidgin:

[Desktop Entry]
Encoding=UTF-8
Name=Internet Messenger
Name[ar]=مرسال الإنترنت بِدْجِن
Name[es]=Cliente de mensajería de Internet Pidgin
Name[fr]=Messagerie internet Pidgin
Name[ja]=Pidgin インターネット・メッセンジャー
(...)
Name[pt_BR]=Mensageiro da Internet Pidgin
Exec=pidgin
Icon=pidgin
StartupNotify=true
Terminal=false
Type=Application
Categories=Network;InstantMessaging;X-Red-Hat-Base;
X-Desktop-File-Install-Version=0.15

Todo arquivo .desk­top começa com [Desk­top Entry] , a ordem da entrada dos parâ­me­tros não importa mas é impor­tante saber que os arqui­vos .desk­top são case sen­si­tive e pid­gin é dife­rente de Pid­gin.
Encoding=UTF-8 diz que a entrada no menu é codi­fi­cada em UTF-8, isso é um padrão.
Name=Internet Mes­sen­ger é o nome que apa­rece na entrada de menu no idi­oma gené­rico padrão (inglês sem­pre), mas caso seu idi­oma nativo esteja dis­po­ní­vel, o arquivo é inte­li­gente o bas­tante para ter uma lista de tra­du­ções que se ajus­tam ao idi­oma do sis­tema.
Exec=pidgin é o nome do exe­cu­tá­vel. Se você digi­tar pid­gin no ter­mi­nal ele será aberto, então, aqui você ensina à entrada no menu como abrir o exe­cu­tá­vel.
Icon=pidgin diz ao menu qual ícone usar. Ele pro­cura den­tro da pasta /usr/share/pixmaps e cria um vín­culo entre o arquivo .desk­top e o ícone esco­lhido. Tam­bém é pos­sí­vel digi­tar o cami­nho com­pleto ao ícone, como por exem­plo Icon=/usr/share/pixmaps/pidgin.png, mas a forma sim­ples é pre­fe­rí­vel. Quando escre­ve­mos Icon=pidgin o sis­tema já sabe que deve pro­cu­rar den­tro da pasta pix­maps pelo arquivo cor­res­pon­dente com exten­são .PNG e, caso não encon­tre, pro­cura por .SVG e, final­mente, .XPM. Inte­res­san­te­mente, o pró­prio arquivo .desk­top assume a apa­rên­cia do ícone ao qual se refere.
StartupNotify=true diz que o sis­tema deve noti­fi­car ao usuá­rio da aber­tura do apli­ca­tivo. Uma ampu­lhe­ti­nha que gira ou algo pare­cido.
Type=Application dis­pensa comen­tá­rios.
Categories=Network;InstantMessaging;X-Red-Hat-Base; diz exa­ta­mente onde seu ícone vai entrar. Games, Escri­tó­rio, Inter­net: é aqui onde isso é defi­nido e a exis­tên­cia ou não de um sub­menu depende do seu sis­tema. Alguns usam o sub­menu Ins­tant­Mes­sa­ging, mas o Fedora não usa. Observe os “;” que sepa­ram as categorias.

Quer saber mais detalhes?


No pró­ximo capí­tulo, como fun­ci­ona o GRUB?

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Dramas da vida real: trabalhar com informática

Os cha­tos estão em todos os luga­res e espe­ci­al­mente quem tra­ba­lha com infor­má­tica tem um con­tato mais “íntimo” com este tipo de gente.
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Você se deu bem…

Não existe hora, nem lugar, nem oca­sião que impeça um chato de se apro­xi­mar do cara que “mexe com com­pu­ta­dor”. Ima­gine a cena: a festa esta rolando, luzes estro­bos­có­pi­cas pis­cam, o pan­ca­dão techno está comendo solto e você repara aquela loira olhando para você. Pro­va­vel­mente, olha para ver se não está olhando pro cara atrás de você, mas não! É para você mesmo! Ela se apro­xima, você sorri e aí ela diz:
– Você mexe com com­pu­ta­dor?
No começo, você pensa: a pobre­zi­nha está só puxando assunto. =) Ela con­ti­nua o papo:
– Esses dias eu fui ligar meu com­pu­ta­dor e ele come­çou a exi­bir a men­sa­gem “falta NTLDR.dll” o que você acha que pode ser?
Bro­xante, não?

Lar, doce lar…

Mas o pro­blema vai mais além: os cha­tos mar­cam a hora em que você chega em casa do tra­ba­lho; não ligam para o fato de você ter pas­sado o dia aten­dendo a outros cha­tos, tele­fo­nam, batem pal­mas no por­tão, tocam a cam­pai­nha e sem­pre come­çam a con­versa com “deixa eu te per­gun­tar…”.
Vamos à dra­ma­ti­za­ção: você che­gou depois de 12 horas de tele­fone tocando e o chefe falando que pre­cisa enviar um rela­tó­rio para ontem, pegou um ônibus lotado na volta pra casa e, gra­ças à tec­no­lo­gia, um imbe­cil ligou o celular/mp3 player tocando a “Dança do Créu” à sua direita enquanto outro, à sua esquerda, escuta a banda Calypso. O engar­ra­fa­mento vai longe e uma tar­ta­ruga acaba de pas­sar o seu ônibus. Em casa, você se joga no sofá e alguém toca a cam­pai­nha. Quando sua mulher atende, lá vem o chato sor­ri­dente:
– Ô rapaz! Tá can­sado?
Você vira os olhos e começa a espu­mar pela boca.
– Vem cá… deixa eu te per­gun­tar uma coisa… quando você liga o PC e ele começa a api­tar o que pode ser?
Você res­munga umas expli­ca­ções e ele coça o queixo:
– Tem como você ir lá em casa olhar?
Cenas de vio­lên­cia lhe pas­sam pela cabeça. =)

Come depois, vai…

Fun­da­men­tal­mente um chato sem­pre con­se­gue se supe­rar, pode ter cer­teza de que o sim­ples fato de você estar almo­çando ou ter sido atro­pe­lado por uma jamanta não implica nenhum impe­di­mento. Quando dá 12:30 (sim, você já per­deu 30 minu­tos do seu almoço) final­mente se senta para almo­çar; garfo e faca na mão, espeta a carne e faz um corte sucu­lento num naco. Leva-o à boca e antes da pri­meira mor­dida, batem à porta:
– Dá licença? — apa­rece uma cabeça den­tro da sala.
Você devolve o pedaço de carne ao prato.
– Está almo­çando?
Você olha para o reló­gio para ter cer­teza de que não estava vendo as horas erra­das. Não, real­mente, são 12:31, hora de almoço em mui­tos paí­ses, inclu­sive no Bra­sil. O garfo e a faca nas suas mãos tam­bém seriam uma boa dica e se isso não bas­tasse, a cena de você, con­ge­lado, com a boca aberta e o garfo cheio de comida sus­penso no ar já ser­vi­riam para res­pon­der a per­gunta.
– Pode vir na minha sala olhar meu com­pu­ta­dor? — per­gunta o chato.
Pro­va­vel­mente você, num acesso de fúria, arre­messa a faca que fica cra­vada na porta, acertei?

O que fazer?

Enfim, eles esta­rão em todos os luga­res: fune­rais, fes­ti­nhas, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casi­nha de sapê e o que nos resta deve ser ou rir, ou cho­rar, ou com­prar um rifle, uma caixa de ros­qui­nhas e subir em uma torre. ;-)

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Lançado o eMule 0.49b… mas quem se importa?

Faz tempo que o eMule (assim como seus pares) virou uma inu­ti­li­dade das grandes.

Faça uma expe­ri­ên­cia: bus­que por qual­quer termo den­tro do eMule, pode ser uma coisa sim­ples como “linux” e observe os resul­ta­dos que ele retorna. De 10.000 res­pos­tas, 7.000 são “get the best XxX linux videos” ou “XXX Linux porn.exe”, 2.999 resul­ta­dos são por­ca­rias que algum imbe­cil reno­meou só de saca­na­gem (você baixa uma insus­peita ima­gem ISO, queima o DVD e quando vai ver o que tem den­tro se depara com o clás­sico “2 girls 1 cup em alta defi­ni­ção”… ah, falta 1 resul­tado ainda? Bem… esse resul­tado é o que você real­mente pro­cura, mas ele só tem um usuá­rio seme­ando: Moha­med, um pas­tor de cabras do Afe­ga­nis­tão que liga o PC uma vez a cada 6 meses… vai esperar?

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Windows x Linux: quem está vencendo?

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Desde cri­ança sem­pre gos­tei de núme­ros e con­forme fui ama­du­re­cendo, entendi que os núme­ros, em cer­tas oca­siões, mos­tram mais que mil ima­gens. Isso acaba sendo muito impor­tante porquê, para nós, envol­vi­dos com o Soft­ware Livre e o Linux de um modo geral, é muito difí­cil con­fron­tar nossa visão do mundo com a rea­li­dade. Será que o Linux está cres­cendo? Será que a domi­na­ção mun­dial é imi­nente e certa tanto quanto esta­mos acos­tu­ma­dos a pen­sar?
Escre­ver este artigo foi muito inte­res­sante e me mos­trou alguns pon­tos que eu des­co­nhe­cia: enten­der (ou ten­tar enten­der) de uma forma mais impar­cial o mundo, o mer­cado e, é claro, a con­di­ção do soft­ware livre.

Quem está crescendo?

pizzaA coleta dos dados seria muito com­pli­cada, pois as fon­tes são diver­sas e uma aná­lise esta­tís­tica con­fiá­vel impli­ca­ria obter os dados de diver­sas cam­pos amos­trais para, só então, ter um resul­tado. Por aqui fica­re­mos com dados for­ne­ci­dos pelo Fedora Pro­ject (já que uso Fedora) e pelo Goo­gle.
O Win­dows con­ti­nua a man­dar na web quando se leva em conta as ocor­rên­cias da pala­vra no bus­ca­dor do Goo­gle. São nada menos que 1.530.000.000 de resul­ta­dos para o sis­tema da Micro­soft con­tra os 563.000.000 do Linux e 68.100.000 do MacOS.
Se por um lado esses núme­ros mos­tram que o termo “Win­dows” ainda é o que mais ocorre na web, ele tam­bém reflete cla­ra­mente o grau de inte­resse em deter­mi­nado assunto. Vale res­sal­tar que, de certa forma, a rela­ção entre o inte­resse e a base ins­ta­lada é dire­ta­mente pro­por­ci­o­nal e por isso as ocor­rên­cias de busca no Goo­gle podem ser um bom termô­me­tro para medir o que os usuá­rios estão pen­sando atu­al­mente, assim como pode mos­trar o que eles que­rem saber.
Os pró­xi­mos dados tanto podem ser um con­solo quanto um fardo. Ape­sar da grande par­ti­ci­pa­ção, o Win­dows não cres­ceu desde 2004. As sutis vari­a­ções ao longo do grá­fico são irre­le­van­tes já que há cla­ra­mente uma ten­dên­cia de esta­bi­li­dade no inte­resse do público acerca do sis­tema da Micro­soft, como pode­mos acom­pa­nhar a seguir:

Decrescimento e estabilização da palavra "Windows" ao longo dos anos
Nessa “esta­bi­li­dade”, não estou falando da esta­bi­li­dade do sis­tema ope­ra­ci­o­nal, claro, mas sim da ten­dên­cia de que, na média, depois de uma ligeira queda em 2005 o grá­fico tende a uma linha reta hori­zon­tal, o que sig­ni­fica que de um modo geral, as vari­a­ções são míni­mas e as bus­cas pelo termo “Win­dows” não muda­ram, sem cres­ci­men­tos, nem que­das. Ou seja: o pes­soal não está cada dia mais “vidrado” em Win­dows; a quan­ti­dade de segui­do­res (por assim dizer) vem se man­tendo cons­tante.
O lado ruim para nós, pingüins, é que o inte­resse pelo termo “Linux” vem decaindo, como pode­mos ver no grá­fico seguinte:

Decrescimento do termo "linux" ao longo dos anos
O fenô­meno pode dever-se a vários fato­res. Deve­mos levar em conta que os grá­fi­cos gera­dos pelo Goo­gle Trends referem-se uni­ca­mente às bus­cas efe­tu­a­das pelo bus­ca­dor Goo­gle e que, como tal, é feito na maior parte por usuá­rios nor­mais e sem a pre­ten­ção de par­ti­ci­par de nenhum artigo sobre esta­tís­tica. =). O Linux que é mais popu­lar em empre­sas e ins­ti­tui­ções (sem con­tar entre os nerds) que pro­cu­ram um sis­tema livre, barato e con­fiá­vel, ainda não caiu no gosto do povão. Tam­bém há, no grá­fico do Linux, uma ten­dên­cia que começa em 2007 e que vem se fir­mando ao longo de 2008: o grá­fico  parece estabilizar-se em uma linha reta hori­zon­tal depois de anos de queda suces­siva e isso sig­ni­fica
com­pa­ra­ti­va­mente, que os grá­fi­cos de Win­dows (azul) e Linux (laranja) são muito pare­ci­dos; vêm man­tendo sem­pre a mesma dis­tân­cia, ambos cami­nham para uma esta­bi­li­dade apa­rente e isso pode sig­ni­fi­car que, num cená­rio glo­bal o usuá­rio (que é quem inte­ressa) já não está mais que­rendo saber “qual” o seu sis­tema ope­ra­ci­o­nal e sim se ele fun­ci­ona. Ou seja: quem está cres­cendo? Ninguém!

Windows e Linux iguais

Quan­tos Linu­xis­tas Existem?

O site The Linux Coun­ter extra­pola que entre 0,2% e 5% de todos os usuá­rios Linux este­jam regis­tra­dos no seu sis­tema, logo a esti­ma­tiva é de que haja no mínimo 2.830.720 usuá­rios e no máximo 70.768.000, sendo que a média de 29.000.000 é a mais provável.

Ainda nos grá­fi­cos do Linux Coun­ter (o pri­meiro dos dois peque­nos grá­fi­cos ali embaixo), per­ce­be­mos que o cres­ci­mento no uso do Linux pelos usuá­rios nor­mais pas­sou por um aumento ace­le­rado e que chega agora a um ponto de cal­ma­ria. Entre 2002 e 2004, um momento de grande popu­la­ri­za­ção do Linux, a curva ascen­dente é muito acen­tu­ada. Foi nessa fase que o Linux come­çou a gal­gar com mais segu­rança a pre­fe­rên­cia de um público menos espe­ci­a­li­zado e dava sinais de ser uma boa opção tam­bém como desk­top. Além disso, um outro grá­fico, tam­bém do The Linux Coun­ter (o segundo dos dois grá­fi­cos) mos­tra as res­pos­tas dadas à per­gunta “quando você come­çou a usar Linux?” e revela que os vete­ra­nos do começo da década de 90 são um artigo raro.

Quantidade de usuários LinuxAno de início no Linux

Já, se você fica ima­gi­nando qual a dis­tri­bui­ção Linux que des­perta mais inte­resse 1, a lista pode reser­var algu­mas sur­pre­sas. O site espe­ci­a­li­zado Dis­troWatch tem um ran­king  per­ma­nente onde fica o score das dis­tros com maior número de hits e a novi­dade fica por conta do PCLi­nu­xOS, que vem subindo e encontra-se em segundo lugar, acima das gigan­tes Open­Suse, Man­driva, Fedora, Debian e Slackware… Nunca usei PCLi­nu­xOS, não li nada a res­peito tam­bém, mas bonito ele é (e tomara que não seja uma des­sas dis­tri­bui­ções “boni­ti­nhas, mas ordi­ná­rias” de fundo de quintal).

  1. Ubuntu
  2. PCLinuxOS
  3. openSUSE
  4. Fedora
  5. Mint
  6. Mandriva
  7. Debian
  8. Sabayon
  9. Damn Small
  10. Dreamlinux
  11. FreeBSD
  12. MEPIS
  13. CentOS
  14. Kubuntu
  15. Slackware
  16. Gentoo
  17. KNOPPIX
  18. Puppy
  19. Zenwalk
  20. Arch
  21. Slax

Com­ple­men­tando nosso pas­seio, se toma­mos o Fedora como base, alguns dados esta­tís­ti­cos inte­res­san­tes tam­bém podem ser cita­dos, como:
Há regis­tro de apro­xi­ma­da­mente 2,2 milhões de ins­ta­la­ções  únicas do Fedora 8 depois de 6 meses de vida.
Em março de 2008 o site www.fedoraproject.org teve mais de 830.000 visi­tas; esse é o segundo maior número de aces­sos, per­dendo ape­nas para a data do rele­ase do F8, quando che­gou a 1,1 milhão de aces­sos em um dia.
Exis­tem apro­xi­ma­da­mente 2.000 pes­soas com uma conta no Fedora Pro­ject e 75% des­sas pes­soas não per­ten­cem à Red Hat.
O Fedora 9 tem apro­xi­ma­da­mente 2.200 con­tri­bui­do­res dire­tos no seu desen­vol­vi­mento.
Exis­tem apro­xi­ma­da­mente 5.500 paco­tes fonte RPM no Fedora e des­tes, 65% são man­ti­dos por volun­tá­rios que não são da Red Hat.
Um mapa de aces­sos revela que os Esta­dos Uni­dos e a Europa são os mai­o­res usuá­rios de Fedora no mundo, mas que o Bra­sil, espe­ci­al­mente na região sul, tam­bém tem uma boa representatividade.

Mapa de densidade de uso do Fedora 8
Os dados esta­tís­ti­cos cole­ta­dos pelo Fedora Pro­ject vêm se tor­nando cada vez mais pre­ci­sos tam­bém com a ajuda do SMOLT, que é um pro­gra­mi­nha de cata­lo­ga­ção de per­fis de máquina que envia os dados ao Fedora Pro­ject. Sim, pois se você não sabia (e nunca viu ou pres­tou aten­ção ao pro­cesso de ins­ta­la­ção), durante o First Boot, a inter­face do SMOLT apa­rece com seus dados de hard­ware e con­fi­gu­ra­ções de soft­ware, pedindo per­mis­são para enviar os dados ao Pro­jeto.
Usar o SMOLT ajuda bas­tante os desen­vol­ve­do­res, pois ele dá uma idéia muito con­cisa de qual o per­fil de hard­ware mais comum e quais os pró­xi­mos itens a serem adi­ci­o­na­dos numa rele­ase pos­te­rior, de modo a garan­tir que uma quan­ti­dade maior de peças seja bem supor­tada pela dis­tro. Duvida? Pois veja lá:  98,1 % dos usuá­rios usam o seu Fedora no modo grá­fico (run­le­vel 5) e só 1,8% no modo texto (run­le­vel 3); 54,2% dos Fedo­ras está em inglês e 2,2% está em por­tu­guês bra­si­leiro e o ker­nel mais usado é o 2.6.23.1–42.fc8 com 39,9% do total.

Linux e Linux: quem está ganhando?

Por fim, tratando-se da dis­puta entre as gran­des dis­tros nas bus­cas do Goo­gle a coisa fica bem inte­res­sante em dois casos.
Pri­meiro, é evi­dente a grande popu­la­ri­dade do Ubuntu medi­ante os usuá­rios e já sabe­mos há tem­pos que ele tem a maior base ins­ta­lada. Seu foco no usuá­rio de pri­meira via­gem dá resul­tado e isso apa­rece aqui (Ubuntu em laranja e Fedora em Azul):

Ubuntu(laranla) x Fedora (azul)

O Ubuntu vem cres­cendo, mas o seu índice de cres­ci­mento tende a estacionar-se, como mos­tra em mea­dos de 2007 e iní­cio de 2008. Tal­vez devido ao fim do efeito “Oh! Ubuntu é legal!”.
O outro caso inte­res­sante é a grande seme­lhança entre as bus­cas fei­tas pelo termo Debian (laranja) e pelo termo Fedora (azul):

Fedora(azul) x Debian (laranja)
Os grá­fi­cos ficam pra­ti­ca­mente empa­ta­dos e apre­sen­tam ten­dên­cias muito pare­ci­das, numa taxa des­cen­dente suave que tende a esta­bi­li­dade con­forme passa o tempo.
Ter­mi­nando, ape­nas a título de curi­o­si­dade, deixo mais algu­mas com­pa­ra­ções entre dis­tros grandes:

Fedora (azul) x openSuse (laranja)

Fedora (azul) x Open­Suse (laranja)

Fedora (azul) x Mandriva (laranja)

Fedora (azul) x Man­driva (laranja)

Fedora (azul) x Slackware (laranja)

Fedora (azul) x Slackware (laranja)

Para ter­mi­nar nossa aná­lise, uma ques­tão intri­gante (quase um fenô­meno) pode ser levan­tada: sabe­mos que a venda de com­pu­ta­do­res vem cres­cendo inin­ter­rup­ta­mente nos últi­mos anos; isso é fato, pois ter um com­pu­ta­dor nunca foi tão fácil quanto é hoje. A quan­ti­dade de pes­soas com acesso à inter­net vem cres­cendo, embora ainda seja uma rea­li­dade difí­cil em cer­tos luga­res, a conec­ti­vi­dade hoje alcança mais rápido uma quan­ti­dade maior de pes­soas. Por outro lado, nenhum dos nos­sos grá­fi­cos ante­ri­o­res con­diz com essa rea­li­dade; pelo cres­ci­mento das ven­tas e da conec­ti­vi­dade, tanto Win­dows quanto Linux deve­riam expe­ri­men­tar cres­ci­mento (afi­nal, não é pos­sí­vel que toda essa gente com­pre com­pu­ta­do­res para deixá-los sem sis­tema ope­ra­ci­o­nal, certo?). Por que então, já que o número de PCs por habi­tante aumen­tou, os grá­fi­cos mos­tram decai­mento de inte­resse pelos sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais?
Aex­pli­ca­ção exata não existe; o que se tem é ape­nas a espe­cu­la­ção de duas pos­si­bi­li­da­des:
Os sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais estão mais com­ple­tos e fun­ci­o­nando melhor: dessa forma menos usuá­rios bus­cam por ajuda e por isso os grá­fi­cos do Goo­gle Trends des­pen­cam, ou
Encon­trar ajuda ficou mais fácil: com o cres­ci­mento da web, fica mais sim­ples achar aquilo que se pro­cura — sites, fóruns, chats, blogs — e por isso a quan­ti­dade de bus­cas dimi­nui. Em vez de pro­cu­rar 10 vezes, por um deter­mi­nado assunto, procura-se 3 ou 4 e os grá­fi­cos caem.
É dessa forma que a esta­tís­tica nos mos­tra que esse ramo de infor­má­tica é esqui­sito e nem sem­pre o que se espera realmente É.

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  1. Essa lista é bas­tante variá­vel
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E o codinome do Fedora 10 é…

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Saiu o resul­tado da vota­ção para o codi­nome do Fedora 10, mesmo depois de uma série de pro­ble­mas jurí­di­cos 1. Um tanto quanto frus­trante para mim por­que não sou gringo e esses grin­gos pare­cem não pen­sar globalmente.

Sou con­tra esco­lher­mos nomes como “Ama­zon Forest” ou “Arara” por­que é regi­o­nal demais (sim o pro­jeto daqui sonha com nomes bra­si­lei­ros na distro).

O nome esco­lhido foi Cam­bridge, então o Fedora 10 será o Fedora 10 (Cam­bridge). :-)

A vota­ção foi da seguinte forma: você dava pon­tos que iam de 1 a 9 para cada pro­posta de codi­nome. Eis o resultado:

1. 	Cambridge	1547
===
2.	Nile		1503
3.	Farnsworth	1435
4.	Water		1408
5.	Nitrate		1295
6.	Whiskey Run	1281
7.	Mississippi	1145
8.	Saltpetre	1076
9.	Terror		953

Leia o anún­cio AQUI.

Rela­ções entre os codi­no­mes ele­gí­veis e o nome Sulphur

  • Sulphur é uma cidade dos EUA, assim como Cam­bridge é uma cidade dos EUA. Cam­bridge tam­bém seria o codi­nome do Red Hat 10, que nunca foi lan­çado e aca­bou se tor­nando o Fedora Core 1 (Yar­row). Logo, O Fedora 10 quer fazer uma home­na­gem ao Red hat 10.
  • Sulphur é o nome de um rio, Assim como Nilo (Nile) é o nome de um rio.
  • Sulphur (enxo­fre) pro­duz uma chama azul (blue flame), (Peter) Farnsworth é o pro­du­tor do Blue Flame.
  • Sulphur (enxo­fre) é um com­po­nente essen­cial de todas as célu­las vivas; Water (água) é um com­po­nente essen­cial de todas as célu­las vivas.
  • Sulphur (enxo­fre) é um com­po­nente da pól­vora, Nitrate (nitrato) é um com­po­nente da pólvora.
  • Sulphur é uma cidade em Clarke County, Indi­ana; Whis­key Run é uma cidade em Clarke County, Indiana.
  • Sulphur é um lugar do Mis­sis­sippi, assim como Mis­sis­sippi é um lugar do Mis­sis­sippi. (dãããããã). Na ver­dade Sulphur é um lugar da Loui­si­ana e Lui­si­ana é um lugar do Mississippi.
  • Sulphur é a gra­fia bri­tâ­nica de uma pala­vra; Salt­pe­tre é a gra­fia bri­tâ­nica de uma palavra.
  • Sulphur é o nome de uma mon­ta­nha; Ter­ror é o nome de uma montanha.

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  1. Os codi­no­mes são esco­lhi­dos pelos desen­vol­ve­do­res num brains­torm onde diver­sos codi­no­mes são suge­ri­dos. Após isso, o depar­ta­mento legal da Red Hat ini­cia a pes­quisa para saber quais codi­no­mes são livres para uso e, dessa vez, somente 11 nomes esta­vam legal­mente plau­sí­veis.
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