Para as pessoas que pretendem começar no mundo linix ou simplesmente se aprimorar no uso do sistema, a Faculdade Simonsen está abrindo ao público os seus cursos de Linux.
As turmas desse período serão de Introdução ao Linux (1º módulo, com duração de 4 sábados) e Shell Script (3º módulo, com duração de 8 sábados).
Os cursos não são dependentes entre si, os laboratórios de aulas rodam Fedora e todas as aulas contam com material para leitura gratuito.
Apesar de ser um curso com alto grau de especialização e certificação ao fim das aulas, os preços são simbólicos.
Para mais informações, envie um email para pos@simonsen.br ou ligue para (21)2406–6450.
Monthly Archive for outubro, 2008
Desenvolvedores são criaturas estranhas. Têm uma visão particular do mundo e dos sistemas que produzem. Acabam, por isso, sofrendo de alguma estreiteza de visão e acabam ficando longe do gosto do usuário final porque, simplesmente, estão muito longe dessa realidade.
Muito vem sendo falado nas listas do Fedora sobre como “melhor atender” nossos usuários finais e algumas medidas estão sendo tomadas nesse sentido, por exemplo:
- RPM Forge: A união dos principais repositórios de pacotes RPM com conteúdo que não é 100% Open Source. Drivers, codecs, games, tudo em um só lugar. O RPM Forge já é realidade e pode ser conferido AQUI. Por enquanto, apenas para Red Hat e CentOS, mas em breve para Fedora.
- Um tipo de Fedora-SAC no IRC, onde os usuários podem acessar e interagir com os desenvolvedores do Fedora em tempo real. Já existem vários canais para isso, até mesmo em português, mas a intenção é tornar isso mais popular entre as pessoas.
- Adição do /usr/local/sbin:/usr/sbin:/sbin ao PATH, para que usuários normais consigam executar comandos como ifconfig, lspci, lsusb sem a necessidade de se tornarem root. Muitos desinformados chegavam a achar que o Fedora não tinha esses comandos.
- Integração ao Bugzilla: Os usuários não precisarão mais ir ao Bugzilla reportar erros, isso poderá ser feito pelo “Save to Bugzilla” que gera e envia o “report” automaticamente à equipe de triagem de bugs do Fedora.
- CNR: Isso é só especulação, mas muito tem se falado em criar um site onde é possível instalar softwares com um clique, nos moldes do conhecido CNR.
Enquanto isso, nos bastidores, uma acalorada discussão sobre aumentar o tempo de vida do Fedora vem acontecendo e não é que o pessoal queira aumentar o tempo de lançamento para mais que 6 em 6 meses, mas sim imaginar maneiras de dar mais vida a cada release, ampliando os atuais 13 meses de suporte para um número maior.
Deixo aqui um convite aos leitores: como podemos melhorar o Fedora? Dê sua opinião. As idéias apresentadas aqui serão levadas ao Projeto Fedora Brasil e ao Fedora Project. Mas, claro, não adianta sugerir que o Fedora dê suporte nativo a MP3 ou a outros softwares proprietários. Isso não vai acontecer. O que, realmente, lhe desagrada no Fedora? Desabafe aqui e vamos atrás dos desenvolvedores em busca de respostas.
(Evitem o trolling, ok?)
Com algum atraso (como sempre) venho expressar toda a minha simpatia e contentamento ao povo lá da FEUC (Fundação Educacional Unificada Campograndense) pela calorosa acolhida e interesse na palestra sobre SO Linux.
Foi tão divertido e descontraído o assunto que acabamos chegando a quase duas horas de conversa com perguntas inteligentes e respostas… bem… respostas minhas.
De todos os embaixadores acho que sou o que palestra menos (por falta de tempo e sobra de projetos), mas sempre que vou, lembro de como é legal esse tipo de contato humano.
* Quem quiser ver todas as fotos am alta definição basta clicar AQUI
* Quem estiver interessado na apresentação feita com o Impress pode baixá-la AQUI.
Como cheguei a comentar antes, o blog agora encontra-se confortavelmente hospedado no DreamHost e o plano era o seguinte:
* Fazer backup dos arquivos;
* Fazer backup do banco de dados;
* Mudar o DNS
* Subir tudo pro DreamHost
Fácil em teoria, se não fosse o fato de que o backup do banco de dados deu uns 7 MB compactado e 65 MB descompactado.
Podem rir da minha “ingnorança” em banco de dados, mas passei o diabo, já que o PHPMyAdmin tem algumas limitações. Meu computador, que usei para dividir o backup em 2 partes, sofreu. Permaneci pensando com meus botões: ” cara, computador para processar uma grande quantidade de dados tem que ser muito poderoso! O meu Dual Core com 1,5 GB de RAM tá morrendo.”.
Só para constar, 60 MB equivalem a 62.914.560 caracteres ASCII, ou 503.316.480 bits, que podem representar 2.516.582.400 volts em pulsos elétricos. 1
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- Cada bit pode valer 1 ou 0, que são, na verdade, pulsos elétricos. O pulso equivalente a 1 mede 5 volts e o equivalente a 0 mede 0 volts ↩
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Eu já havia reparado antes e muito provavelmente você também percebeu que o bom e velho xorg.conf vinha perdendo importância dentro das configurações dos sistemas operacionais baseados em Linux. Não tenho intimidade o suficiente para falar das outras distros, mas sei que o Fedora caminha para a morte do xorg.conf.
O assunto me ressurgiu com o lançamento do Fedora 10 beta e a estranheza de muitas pessoas quanto à ausência do arquivinho clássico, mas, de fato, o xorg.conf já não é mais tão necessário desde o Fedora 6. Ele ainda era usado por algumas aplicações mais retrógradas só que, num contexto geral, vinha sendo considerado inútil e será descartado no Fedora 10 (ou, pelo menos, é o que os desenvolvedores querem muito fazer).
Não é necessário se assustar, já que isso não é nenhuma revolução maluca. Bem pelo contrário, hoje em dia já temos servidores específicos para cuidar da maioria dos periféricos. Em vez de ler do xorg.conf qual o tipo de teclado e mouse, por exemplo, o Fedora pega essas informações diretamente do Daemon HAL e usa refinamentos feitos pelas suas ferramentas system-config. De fato, se você deletar o seu xorg.conf seu sistema deve funcionar normalmente (não, não estou dizendo pra você fazer isso e se fizer e der problema não venha choramingar, eu disse DEVE).
Enfim, segundo um dos maiores entendidos em X do esquadrão de desenvolvimento do Fedora, Adam “Ajax” Jackson, a heurística usada pelo Fedora já é inteligente o bastante para dispensar o xorg.conf e abrir caminho para que novas tecnologias possam fazer melhor aquilo que uma tecnologia antiga fazia.
O X, é claro, continua sendo o servidor gráfico padrão do Linux, apenas mais focado, por assim dizer em fazer aquilo que deveria fazer, auxiliado agora pelo XrandR.
UPDATE:
Fiz um teste. Desativei o meu xorg.conf renomeando-o para xorg.conf.teste e reiniciei o servidor X para ver o que acontecia. O X subiu normalmente, com as resoluções de tela inalteradas, mas o meu layout de teclado se perdeu, mudando de ABNT2 para USA. Reconfigurei com o system-config-keyboard (sistema > preferências > hardware > teclado), apaguei o layout USA e coloquei o ABNT2. Tudo voltou a funcionar.

E o xorg.conf? Continua desativado.
Todo mundo já sabe, mas está no ar o Fedora 10 beta.
Ajude-nos a testar essa nova versão e faezr com que o Fedora 10 chegue cada vez melhor em sua casa.
Baixe AQUI


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