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[ratings] Eu já havia reparado antes e muito provavelmente você também percebeu que o bom e velho xorg.conf vinha perdendo importância dentro das configurações dos sistemas operacionais baseados em Linux. Não tenho intimidade o suficiente para falar das outras distros, mas sei que o Fedora caminha para a morte do xorg.conf.
O assunto me ressurgiu com o lançamento do Fedora 10 beta e a estranheza de muitas pessoas quanto à ausência do arquivinho clássico, mas, de fato, o xorg.conf já não é mais tão necessário desde o Fedora 6. Ele ainda era usado por algumas aplicações mais retrógradas só que, num contexto geral, vinha sendo considerado inútil e será descartado no Fedora 10 (ou, pelo menos, é o que os desenvolvedores querem muito fazer).
Não é necessário se assustar, já que isso não é nenhuma revolução maluca. Bem pelo contrário, hoje em dia já temos servidores específicos para cuidar da maioria dos periféricos. Em vez de ler do xorg.conf qual o tipo de teclado e mouse, por exemplo, o Fedora pega essas informações diretamente do Daemon HAL e usa refinamentos feitos pelas suas ferramentas system-config. De fato, se você deletar o seu xorg.conf seu sistema deve funcionar normalmente (não, não estou dizendo pra você fazer isso e se fizer e der problema não venha choramingar, eu disse DEVE).
Enfim, segundo um dos maiores entendidos em X do esquadrão de desenvolvimento do Fedora, Adam “Ajax” Jackson, a heurística usada pelo Fedora já é inteligente o bastante para dispensar o xorg.conf e abrir caminho para que novas tecnologias possam fazer melhor aquilo que uma tecnologia antiga fazia.
O X, é claro, continua sendo o servidor gráfico padrão do Linux, apenas mais focado, por assim dizer em fazer aquilo que deveria fazer, auxiliado agora pelo XrandR.
UPDATE:
Fiz um teste. Desativei o meu xorg.conf renomeando-o para xorg.conf.teste e reiniciei o servidor X para ver o que acontecia. O X subiu normalmente, com as resoluções de tela inalteradas, mas o meu layout de teclado se perdeu, mudando de ABNT2 para USA. Reconfigurei com o system-config-keyboard (sistema > preferências > hardware > teclado), apaguei o layout USA e coloquei o ABNT2. Tudo voltou a funcionar.

E o xorg.conf? Continua desativado.

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É muito natural a pergunta que surge: “como vou passar os meus parâmetros manualmente, quando necessário?”. Essa pergunta também surgiu na discussão sobre o fim do xorg.conf e a resposta é simples:
Os parãmetros passados manualmente vão direto aos responsáveis pelo periférico, como no exemplo abaixo:
system-config-display –noui –set-driver=nvidia
teste
E esses dado estão disponíveis em outros arquivos textos? Podem ser manipulados desta forma (como texto) em outros arquivos? Sei não, o xorg.conf, a meu ver tinha uma vantagem, sabia-se que as configurações estavam todas ali, bastava ter o conhecimento necessário e usar um editor de texto simples que podia-se ter acesso a eles.As vantagens de se excluí-lo, pelo jeito, devem ser maiores. Quais são elas?
Cara, sei não…
Ontem mesmo fui instalar o Fedora 9 numa maquina virtual do Virtualbox e o live CD já me veio numa resolução muito maior que o meu monitor (meu monitor é um syncmaster 753 DFX de 17′ e aceita 1280x1024) dificultando o uso do liveCD. Bom, cliquei no icone pra instalar no HD… ele abriu o wizard de instalação mas devido a resolução eu nao conseguia ver os botoes next, OK, Cancel e etc… entao tinha que ir na base do TAB -> ENTER ou TAB, TAB -> ENTER… depois de muito tempo consegui instalar e pra minha surpresa após o boot a resolução que veio foi a mesma de antes: algo como 1600 x 1200 (sei la). Mas aí ao menos eu consegui chamar o console, editar o xorg.conf e mudar a resolução para 1024x768 e após o logoff funcionou beleza. Se nao tivesse o xorg.conf eu não tenho certeza se conseguiria resolver essa situação…
Apenas uma dica: atraves da tecla ALT é possivel arrastar uma tela clicando em qualquer parte da mesma…
Valeu..
Vivendo e aprendendo !!!
JPayne
Como configurar manualmente resolução, taxa de freqüência de atualização e outros?
Acredito que um modo de boot com driver VESA e resolução baixa deve resolver a maioria dos problemas da transição.
Agora, creio eu, o Fedora deve popularizar os novos meios de configurar as coisas. parece que os desenvolvedores estão com a grande presunção de “quem usar fedora não precisará mais do modo texto, a menos que queira” e todos sabemos que isso não é verdade, já que algo sempre pode dar errado.
Nesse exemplo aqui
temos um exemplo. Torço para que funcione porque se o xorg.conf vem sendo tão redundante como parece, a tendência dele é mesmo sumir. Apenas, quem sabe, seja cedo demais pra isso.
Dei uma “olhada” nos possíveis locais de configuração do teclado e achei aqui:
/etc/sysconfig/keyboard
Eu nao utilizo fedora, mas acho tao legal o fato deu abrir um arquivo escrever lah o que eu quero salvar, sair e reiniciar o serviço e ver que tudo funcionou como mandei. Poder fazer backup dessa configuracao ou ate mesmo passar por email para um colega dah uma olhada.
Mas a flexibilidade do linux eh tao grande que nos permite ate isso. abrir mao da simplicidade e clareza. Nao gosto de coisas muito embutidas ou via wizard (que nem sempre funcionam)
Só um detalhe, como foi escrito aqui parece que foi o fedora que fez isto, na verdade isto se deu devido a divisão do X em vários modulos para facilitar o desenvolvimento, e como o autor aqui comentou o arquivos de configuração do X no caso o xorg.conf foi perdendo a sua importância dando esta a outros arquivos de configuração e o que poderia ser detectado usando IA agora é como por exemplo as taxas de atualização de imagens. Um grande salto tb foi o HAL como foi citado pelo colega, ele é capaz de detectar e ativar vários dispositivos como teclados, mouses, pendrivers, impressoras entre outros dispositivos. Mas um detalhe não foi o fedora que invetou foi o pessoal do Xorg que modularizou o negocio.
100% certo. Nós apenas usaremos primeiro (como sempre haha).
Essa mudança no X, caso bem aceirta, deve afetar todas as distros e com o advento do XRandR o X já não precisa mais se preocupar com configurações secundárias nem precisa ser reiniciado para mudar a resolução da tela. Coisas legais desse tipo.
Fazer o que! E um caminho natural que as distribuições estão tomando, em breve teremos “somente” o modo grafico no Fedora e o texto em distribuições enterprise como o CentOS
quero ver ter que configurar um drive de touch screen pra ver.
Então é mais um motivo para não trocar os boas e velhas distribuições que não tentam colocar o linux na caixa XD.
Adoro modo texto… modo gráfico mesmo só se for realmente necessário e para aplicaçoes especificas.
Legal a primeira vez que usei este recurso foi com o Gentoo 2008.1 usando o Xorg 7.1 ainda quando o gentoo nao estava estavel, uma coisa interessante de se falar tb, o debian sid, base do ubuntu, usa apenas configurações básicas no xorg.conf para manter compatibilidade com equipamentos mais antigos. Parabens ao pessoal do Fedora que esta antenado nas mudanças e tipo assim o xrandr ta ai a muito tempo lembro dele quando usava slackware 10.1
Não vamos tratar isto como um flammer ok LonelySpooky.
Quem tiver problemas com a resolução incorreta pode tentar usar o atalho padrão do Xorg para aumentar ou diminuir a resolução
para aumentar: CTRL,ALT,’+‘
para diminuir: CTRL,ALT,’-’
é muito util, principalmente nas horas que o monitor fica fora de frequência ou que resolução não suportada
Atualmente, o Xorg é o grande responsável por possibilitar a utilização de vários monitores (multimonitor). Com o fim do Xorg, será possível continuarmos a utilizar desses recursos?
Como ficará as configurações do Compiz e placas de vídeo com parâmetros especiais???
Eu nao gostei, prefiro o bom e velho xorg.cong de volta…
Ja passei maus bocados tentando botar uma resolução wide (1280x720) em um monitor da samsung, no Big Linux 4, que usa base ubuntu 8.
Alterei de tudo que era jeito e as minhas alterações nao surtiam efeito(e o cliente do lado). No fim consegui mas foi um parto.
E quanto ao touchpad? Na versao 9 do Fedora tínhamos que instalar uma versao alternativa do synaptics ou entao acrescentar algumas linhas no xorg.conf para que o mesmo funcionasse. Estou rodando o Fedora 10 snap2 em uma VM (Virtualbox) e ao sei como habilitar o touchpad, que, por enquanto veio desabilitado de novo!
Um abraço.
PS.: Desculpe a falta de til, mas meu teclado, ao contrário do que ocorreu na vers~ao 9 do fedora parace que exigirá uma ediçao manual do arquivo /usr/share/X11/xkb/symbols/latam (é latino americano).
Cara!!! Não tem base não! O Tapping de meu touch pad, sem mais nem menos, parou de fuuncionar de novo! Tentei editar o xorg.conf, acrescentando algumas linhas p/ o synaptics, não resolveu. Tentei reinstalar o danado, tb não… o que será que está acontecendo? Tava bom demais pra ser verdade… tô de novo as voltas com bugs chatos do Fedora!!!
Oi,
Nessa linha de raciocinio, que comando seria necessário para voltar a visualizar o cursor do mouse, o mesmo sumiu no Fedora 10, era visivel no Fedora 9.
Obrigado.
Pessoal, tenho um notebook HP 6530b que no Fedora 10 não funciona o som nos altofalantes, só nos fones, e após ter se atualizado, trocou o modelo do meu teclado e agora, sempre que ligo o computador, tenho que ajustar o modelo através do system-config-keyboard. Tenho notado que estão indo muito rápido para inovar, estragando as que são boas. Esta tal atualização automática PackageKit é um saco, pois após reiniciar, tudo muda para pior. Em servidores ainda estou instalando o FC7, os mais recentes não funcionam tão bem os serviços como Named, Dhcpd,… que antes funcionavam. Algo que realmente melhorou foi o NetworkManager e o Automount. Infelizmente o projeto Fedora está parecendo os produtos MS, bonitinhos e cheios de inovações, porem inúteis e cheias de bugs. Assim fica difícil popularizar o Linux.