Você está pronto para o Amarok? Eu sei que não estou, ou, de fato, talvez o Amarok não esteja pronto para mim.
Mesmo sendo um feliz usuário do GNOME, porque perder tempo com outros players, já que o Amarok é, indiscutivelmente o melhor, mesmo sendo da família KDE? Passei os últimos meses ansioso para ver as novidades que o Amarok 2 traria. Vi e ouvi promessas de um software revolucionário que seria capaz de elevar o, já excelente, Amarok a um nível ainda maior de usabilidade e satisfação dos usuários.
Quando saiu o Fedora 10, instalar de volta meus codecs e escutar umas músicas enquanto avaliava o sistema foi uma das minhas primeiras providências e para meu susto, lá estava ele, o Amarok 2 em toda a sua glória. As decepções começaram logo: não gostei da interface. A biblioteca no canto esquerdo, as músicas recentes no meio e a playlist no canto esquerdo, tudo apoiado na filosofia “você é cego” que o KDE e o Ruindows Vista teimam em esfregar na nossa cara, com botões gigantes e um enorme desperdício de espaço.
Logo que comecei a usar me senti desconfortável, a nítida sensação que tinha era a de estar usando um produto tão experimental que classificá-lo de “alfa” seria bondade; parece que a equipe do Amarok tentou simplificar as coisas mas esqueceu que simplificar não é cortar recursos e sim encontrar novas maneiras de fazer com que os recursos sejam melhor aproveitados. Foram incapazes de colocar lá perto da playlist os botões de “embaralhar” e “repetir”, sendo que isso, francamente, até os players mais mal feitos do mundo têm.
Eu tenho o hábito de implicar com as coisas, faz tempo que não suporto mais o KDE e aquela confusão de menus, pensei, por isso, que o fato de estar odiando o novo Amarok era fruto da minha implicância, mas constatei entre os amigos que a desaprovação foi geral e mesmo os puxa-sacos que conheço deram uma torcidinha de nariz antes de tapar o sol com a peneira: “realmente erraram em algumas coisas… mas vai melhorar”.
Parei com o Amarok porque ele está feio, com uma interface burra, instável e teima em pipocar os primeiros segundos de todas as músicas que toco. Vou ter que me contentar com o player Exaile, do GNOME. Ele não é tão elegante quanto o Amarok era, nem tão completo, mas funciona, tem biblioteca que permite múltiplas pastas, busca letras e infos da Wikipédia.
Só me resta perguntar, caro leitor: Are you ready to Amarok?

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Com certeza estou… Para o Amarok 1.4.
O amarok 2 realmente não me interessou, mas eu não testei a versão final, só as Alpha
é open Source, baixa o fonte e altera você mesmo.
Discurso velho esse Renato. Você acha que os programadores do Amarok são todos voluntários? Eu contribuo com código naquilo que posso, se soubesse e me interessasse por Qt até contribuiria pra fazer mais um desses milhares de forks que surgem por aí, mas não sei nada de Qt e a velha desculpa do “faça você já que está reclamando” é bordão velho pra deixar as coisas como estão.
Que discurso???? o que tem a ver se os programadores são voluntários ou não??? vc não gostou??? pega o código fonte e altera o que achar necessário, já fiz isso várias vezes com o Banshee, não precisa ser fork, faça pra vc e se achar útil distribua.
Se for pra não poder alterar, de que vale ser Open Source?
Eu sou um usuário que gosto dos softwares sempre de forma mais simples, tanto para não haver desperdício de hardware com fírulas “bonitinhas” quanto pelo simples fato de “simples ser melhor”
por essas e outras que eu uso o VLC (Mac, Windows e GNU/Linux), simples, prático e funcional
VLC é fera, só não uso ele pq ele não toca MIDI (pelo menos no windows)
Renato, embora eu tenha entendido o conceito do que você disse, acho que você sabe quão impraticável isso é no caso do Amarok que é muito complexo e dependente do KDE.
A solução existe: usar o Amarok 1.4, que continua sendo o máximo, mas é meio bizarro ver uma aplicação premiada se tornando numa coisa mal planejada que parece ter sido feita por um bando de adolescentes que ficam colocando tudo o que acham “maneiro”.
Tens razão, existem projetos onde prevalecem o gosto pessoal dos responsáveis (que nem sempre tem Bom Gosto), concordo com que o Rodrigo escreveu, simples, funcional e sem firula, vide o Media Player Classic ou o VLC.
Estou gostando bastante do Listen. Simples, mas como maiores recursos que o VLC, por exemplo, feito em python, que considero uma ótima linguagem e com uma intreface que me agrada bastante. Não consegui me adaptar a interface do Amarok (mesmo o 1.4), prefiro a forma de trabalhar dos players do Gnome (Listen, banshe e Rythmbox), o Exaile, embora feito para o Gnome, copia a interface do Amarok 1.4 e tb não me agrada…
Nunca gostei do Amarok, sempre usei o Rhythmbox.
Eu concordo contigo, ou o usuário é cego ou ficará cego.
Esta questão de players é mesmo gôsto de cada um. Eu não troco o rhytmbox por player nenhum…sei que ele não é tão completo como todos os outros, mas é com ele que me dou bem.Para as coisas que eu preciso fazer com os meus arquivos mp3, ele me basta.
O bacana do open source é isso, a diversidade.
Eu curto muito o Amarok, mas, está versão fico um lixo mesmo, eu uso o Audacious, não tem biblioteca, nada, mas, pelo menos toca e tem vários plugins que gosto, fora ele eu uso o Banshee.
Engraçado que também fiquei curioso, mas quando fui testar…
Prefiro ficar com meu xmms mesmo!
Cara,
Eu usava KDE e Amarok 1.4 quando fiquei sabendo da versão 2. Fiquei muito entusiasmado na época, mas depois que larguei openSUSE + KDE + Amarok para OS X + iTunes e Ubuntu + GNOME + Rythmbox, nunca mais quis saber deles. Até acompanhei o lançamento do Amarok e achei a interface… digamos… estranha…
Contudo, acredito no time de desenvolvimento do programa e acho que futuras versões serão melhores, conseguindo recuperar grande parte do prestígio que o software perdeu nesta transição. Acho que é algo como o que aconteceu (ou está acontecendo) com o KDE4.
[]!
KDE 4, Amarok 2… A equipe de KDE errou feio, mas está corrigindo com o KDE 4.2, o que será feito no Amarok 4.1 ou 4.2?
Amarok 1.4 é feio
Amarok 2.0 é muito bonito
No 2.0 eu não gostei somente de:
1 — Não achei o equalizador (tem?)
2 — A lista de reprodução antiga é bem melhor (ela era no estilo da lista de reprodução do Real Player para Windows)
3 — Ele tem problemas para gerenciar CD com vários artistas
4 — Alguns bugs fatais (isso é normal em programas recém-lançados)
5 — Não sei como fazer uma biblioteca com o banco de dados MySQL (também não sei se é possível nessa versão)
Os desenvolvedores removeram muitos recursos, o 1.4 tem excesso e o 2.0 falta. Fora isso ele está MUITO BOM (mas a versão 1.4 é EXCELENTE, apesar de ter recursos excessivos)
Eu ainda uso 1,4, coloquei tudos os meus cds e vinis no pc há uns anos, quase 10 anos e até agora funciona perfeito, tudo com letra e capa. Pra mim se funciona não saio correndo para mudar. Pena que não tem o lyrcs igual ao jetaudio 7 do windows.