O último post do ano

by LonelySpooky

Como post de ano novo eu gos­ta­ria de dei­xar um desa­bafo. O Linux é um fenô­meno mara­vi­lhoso, mas tra­ba­lhar com isso de soft­ware livre e comu­ni­dade livre tem seu lado frus­trante e depri­mente também.

Um dos moti­vos pelos quais aban­do­nei os fóruns (e isso já faz muito tempo), foi cons­ta­tar que ali, nos fóruns, está refle­tido o com­por­ta­mento gene­ra­li­zado dos usuá­rios. Embora quase todas as per­gun­tas tenham uma res­posta (basta usar o meca­nismo de busca) os tópi­cos infi­ni­tos de “como se ins­tala isso ou aquilo” sem­pre vol­tam à tona. Falta a cor­di­a­li­dade de retor­nar um “obrigado“a todos aque­les que se deram ao tra­ba­lho de ten­tar aju­dar e, mui­tas vezes, depois de con­se­guir o que quer, o usuá­rio nunca mais volta.

A comu­ni­dade é inca­paz de res­pon­der a uma enquete, de repor­tar um erro e ainda assim exige que seu sis­tema fun­ci­one per­fei­ta­mente, assu­mindo mui­tas vezes a já conhe­cida pos­tura de “essa por­ca­ria de Linux não funciona”.

Eu não sei se essa pos­tura para­si­tá­ria é algo cul­tu­ral do nosso país, onde o barato é ganhar muito sem fazer nada, mas com o pas­sar dos anos começo a enten­der o motivo que levou gran­des nomes a se afas­ta­rem mais do con­tato direto dos usuá­rios para se dedi­ca­rem a algo mais pro­du­tivo e menos decepcionante.

Entendo bem que a mai­o­ria dos usuá­rios quer somente usar seu sis­tema, em paz, no acon­chego do lar e sem ter que se pre­o­cu­par com ques­tões bobas como softwa­res e hardwa­res. No futuro, creio eu, isso de soft­ware e hard­ware vai ser trans­pa­rente ao usuá­rio; o ponto aqui é que há pes­soas de menos se envol­vendo e pseudo linu­xis­tas demais recla­mando, fazendo ruído e dando as costas.

A rea­li­dade é que toda a comu­ni­dade Linux no Bra­sil está apoi­ada nos ombros de pou­cas pes­soas; o tra­ba­lho a ser feito é imenso e o retorno das horas de dedi­ca­ção varia de acordo com os níveis de hormô­nios de cada um: às vezes tudo parece valer a pena, às vezes não.

De qual­quer forma, a minha pro­messa para o pró­ximo ano é ser mais come­dido e menos obce­cado; pas­sar menos tempo em frente ao com­pu­ta­dor e ir lá fora ver o tempo mais vezes.

Feliz ano novo a todos.

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1 zezim 27 de dezembro de 2008 às 14:06

Assino em baixo!
Eu par­ti­ci­pava ati­va­mente do Viva O Linux e sem­pre via essa pre­guiça de pro­cu­rar! Eram coi­sas tão sim­ples que uma sim­ples busca no Goo­gle resol­via o pro­blema. Além disso, sem­pre tinham uns caras (trolls) que fica­vam enchendo o saco. Aí você man­dava um artigo ou script e vinham comen­tá­rios dizendo que aquilo era um lixo, que você não sabia nada de Linux…
Não é legal gene­ra­li­zar. Há muita gente boa ali! Há pes­soas que retor­nam para agra­de­cer, que reco­nhe­cem que você não ganha dinheiro para aju­dar, mas o faz por pra­zer!
Tam­bém não acho que seja só um pro­blema do Bra­sil. É fato que recla­mar e per­gun­tar sem pes­qui­sar é muito mais fácil e infe­liz­mente a mai­o­ria das pes­soas leva isso ao pé da letra…
De qual­quer forma, esse lance de ano novo é legal, para revi­go­rar as nos­sas for­ças! Sem­pre fica aquela espe­rança de que o ano novo será melhor! Sem­pre tem aquela inje­ção de ânimo que nos per­mite come­çar tudo de novo e fazer melhor! Ano que vem será ótimo, cara! Como diriam os tri­ba­lis­tas: Pé em Deus e Fé na Tábua! Vai dar tudo certo!
Um abraço e feliz 2009!!!

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2 Paulino Michelazzo 28 de dezembro de 2008 às 3:48

Hen­ri­que,
Sim, a cul­tura para­si­tá­ria é regra em nosso país e vem desde o “acha­mento” do Bra­sil pelos por­tu­gue­ses. Infe­liz­mente nosso DNA é podre. Se você acha que estou exa­ge­rando, me diga uma única ex-colônia por­tu­guesa que deu certo, umi­nha só.

Então tra­ze­mos desde os pri­mór­dios o ranço que depois foi muito bem nome­ado (infe­liz­mente para quem o fez) de “Lei de Gér­son”; é aquela onde se leva van­ta­gem em tudo. Ao con­trá­rio do que pode ima­gi­nar, ela é como um vírus que se espa­lha por toda a soci­e­dade e o soft­ware livre não pode­ria ficar de fora.

O que você vê atu­a­lemnte eu já per­cebi há anos atrás e da mesma forma que você, dei­xei de lado as para­si­tas para cui­dar “do meu”. A rup­tura foi tão grande que até mesmo de SO e hard­ware eu tro­quei (hoje uso Mac) para não pas­sar pelas coi­sas que pas­sei nova­mente. A minha con­cep­ção de liber­dade é muito maior que um sim­ples soft­ware; passa prin­ci­pal­mente pela tole­rân­cia a diver­si­vi­dade, coisa que pouco existe na comu­ni­dade brasileira.

Alguns podem até dizer que esta é uma visão bem mes­qui­nha mas eu sim­ples­mente deito e durmo tran­qui­la­mente. Quando posso fazer, faço, quando não posso, desculpe-me mas não posso.

Não se pegue pre­o­cu­pado com o que podem falar ou não de você ou de seu tra­ba­lho. Tenha cer­teza que vão falar por­que é o que mais sabem fazer. Deixe para lá e faça aquilo que tem von­tade somente e que lhe deixe bem. Se alguém qui­ser usar/ajudar, ótimo, caso con­trá­rio, feliz con­sigo mesmo estará.

Um ótimo 2009, dife­rente, para você.

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3 Sérgio Mandrake 29 de dezembro de 2008 às 14:56

Faço suas pala­vras a miha.

A um tempo eu resolvi con­tro­lar meu tempo, hora pra acor­dar, para ler e estu­dar, e hora para tra­ba­lhar, depois de fazer isso, faço o que dese­jar, seja no pc ou seja lá fora, eu gosto de sair. Assim como eu tento tomar coca-cola ape­nas aos domingo, eu tento sair ao domin­gos, nas horas vagas que não envolve meu tra­ba­lho e nem pas­sar tempo.

Agora, sobre a comu­ni­dade Linux, eu estou sem­pre lendo fóruns de Linux, PHP, Tec­no­lo­gia, Filo­so­fia, Hos­tó­ria… Tudo, mais isso é ape­nas das 9h às 13h. Visito fre­quen­ti­mente os sites dos meu favo­ri­tos, não todo dia, mas visito, e cada infor­ma­ção que recebo e posso dizer obri­gado eu digo, a cada um que posso aju­dar, eu ajudo e mui­tas vezes me dizem obri­gado, ainda mas no IRC, que lá sou um novato, mas ajudo muito e faço com que as pes­soas me com­pre­enda, se estou ocu­pado eu digo, aguarde que ajudo já, é assim que faço.

É isso, um feliz ano novo a todos e para­béns pelo post, pois isso colo­car nos­sas mente a debater.

Abraço, Sér­gio Mandrake.

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4 Djavan 29 de dezembro de 2008 às 16:24

“De qual­quer forma, a minha pro­messa para o pró­ximo ano é ser mais come­dido e menos obce­cado; pas­sar menos tempo em frente ao com­pu­ta­dor e ir lá fora ver o tempo mais vezes.”

Isso é muito bom. Con­si­dero que todo con­tri­bui­dor deva fazer isso, con­si­de­rando con­tri­buir quando ape­nas sen­tir pra­zer. Frus­tra­ção é um sen­ti­mento nor­mal, que acre­dito eu, já foi sen­tido pela grande mai­o­ria das pes­soas ati­vas de nos­sas comu­ni­da­des. Há sim, os que sem­pre sugam, mas há aque­les que com elo­gios e comen­tá­rios, nos moti­vam a con­ti­nuar no cami­nho. Espero que as cha­te­a­ções não supe­rem o seu entu­si­asmo com o SL.
Abraço

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5 Gun'ss 3 de março de 2009 às 20:47

edu­ca­ção… come­cei no linux faz uns 2 meses, as vezes tenho dúvi­das, e peço ajuda sim, mas sem­pre vem um por favor, obri­gado, e sem­pre volto pra ler notí­cias…
vi um caso de uma pes­soa ligando para o “tecnico”(amigo meu) dizendo que seu PC estava com defeito, quando o cara che­gou na casa da pes­soa, viu que a infe­liz estava usando o mouse com o pé…

você acha que deve­mos espe­rar muito disso? acho que não

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