By BoLOBOOLNE payday loans

Quando chega a hora de morrer…

by LonelySpooky

Em infor­má­tica, todo mundo já ouviu falar e conhece pro­je­tos que tem grande lon­ge­vi­dade e que pros­pe­ra­ram, cres­cendo em impor­tân­cia e 30982-portatil-olpccon­quista de público. Nin­guém nega, por exem­plo, o aspecto clás­sico de um Slackware ou toda a tra­di­ção que há por trás de um Mplayer. São softwa­res que estão aí há anos (e que não tem a menor inten­ção de parar tão cedo).

Por outro lado, na contra-mão dos pro­je­tos que alçam voo temos aque­les que mesmo depois de um grande esforço e mui­tos anos de ten­ta­ti­vas, não con­se­guem decolar.

Esse assunto me sur­giu semana pas­sada quando li uma maté­ria que falava sobre a redu­ção pela metade da equipe de tra­ba­lho do OLPC. Ini­ciei uma dis­cus­são na lista de mar­ke­ting do Fedora falando jus­ta­mente sobre isso: OLPC.

Segue a men­sa­gem abaixo:

Aqui deixo minha opi­nião: O OLPC não deu e nem vai dar em nada.

Quando foi ide­a­li­zado a idéia era boa, mas hoje em dia virou assunto redun­dante, pro­messa que nin­guém mais acre­dita e des­per­dí­cio de tempo e recursos.

Para tudo tem um tempo nessa vida, o OLPC vem ras­te­jando há anos para con­se­guir virar um pro­jeto sério; atu­al­mente me lem­bra o disco do Guns’n Roses “Chi­nese Demo­cracy”, foram 17 anos para ser lan­çado, gran­des dis­cur­sos, gran­des pro­mes­sas, mas quando o álbum saiu, pare­cia exa­ta­mente aquilo que era: um álbum que parece ter vindo da década de 90 em pleno século XXI. Pobre Guns’n Roses… Pobre OLPC… Tomara que alguém com bom senso sejá sábio o bas­tante para des­li­gar os apa­re­lhos e dei­xar que ele des­canse em paz logo.

P.S.: Bem diz a minha avó: “o que começa errado ter­mina errado”. Melhor seria dei­xar disso de OLPC e come­çar um pro­jeto novo agora que o OLPC já virou mais-do-mesmo.”

A ques­tão por trás disso tudo e que ficou mar­te­lando na minha cabeça por um tempo foi “o que fazer quando chega a hora de mor­rer?” e “será que é fácil ter o dis­cer­ni­mento neces­sá­rio para encer­rar um projeto?”.

Mesmo que o assunto possa pare­cer meio bizarro (e é mesmo), para muito pro­je­tos chega um dia em que é pre­ciso parar, ava­liar a rela­ção custo/benefício e deci­dir se che­gou a hora de encer­rar os tra­ba­lhos ou se vale a pena con­ti­nuar, espe­rando por aquela deci­são que muda tudo no último momento. Quem se lem­bra do Lin­dows , que pro­me­tia rodar apli­ca­ti­vos Linux e Win­dows nati­va­mente e sem dis­tin­ção? (con­su­mindo rios de dinheiro em ten­ta­ti­vas frus­tra­das), ou do velho player Soni­que, que deu vexame até na hora do adeus?

A deci­são não é fácil. Tam­bém já tive pro­je­tos que me con­su­mi­ram as noi­tes lutando con­tra a tei­mo­sia de con­ti­nuar e o bom senso de “lar­gar mão” e ir fazer outras coi­sas. Até deci­dir pelo fim do pro­jeto você passa pelo modelo de Kübler-Ross, mais conhe­cido como “Os 5 está­gios de morrer”:

Nega­ção:

Nesse momento você vê que o tempo pas­sou, que deze­nas ou cen­te­nas de horas de tra­ba­lho foram gas­tas mas, ainda assim, o pro­jeto não andou. A sua rea­ção nesse pri­meiro ins­tante é dar um sor­riso e dizer “Está tudo bem. O pro­jeto logo deslancha!”.

Cólera (Raiva):

Pode levar muito tempo entre o pri­meiro está­gio e o segundo. Pro­va­vel­mente numa madru­gada, depois de fumar o quinto cigarro em menos de uma hora, cabe­los des­gre­nha­dos e barba por fazer você amal­di­çoa a hora em que come­çou esse pro­jeto, manda pro inferno todos os seus col­gas de equipe, joga o moni­tor no chão, que­bra todos os móveis do escritório…

Nego­ci­a­ção:

Você já sabe que todas as suas pro­mes­sas não pode­rão ser cum­pri­das em tempo. É hora de cor­rer atrás dos che­fes e expli­car que vai haver atra­sos, pro­va­vel­mente algu­mas mudan­ças para tor­nar o pro­jeto mais sim­ples, quem sabe demi­tir aquele cara que está “empa­cando” o trabalho.

Depres­são:

Aqui você já acha que não adi­anta mais. Acorda cada dia mais tarde e já não pega no pro­jeto por­que, afi­nal de con­tas, “não vai adi­an­tar em nada ficar se pre­o­cu­pando com isso”.

Acei­ta­ção:

Enfim, você reúne a equipe e publica um texto sim­pá­tico (quem sabe até com alguma ani­ma­ção?). Diz que foi ótimo ter tra­ba­lhado no pro­jeto, mas as coi­sas muda­ram e o pro­jeto vai ser des­con­ti­nu­ado para dar lugar a outros trabalhos.

Vale a pena lem­brar, que nem todos che­gam a essa con­clu­são; alguns gas­tam milhões de dóla­res até se con­ven­cer de que as coi­sas estão indo de mal a pior, outros se arras­tam por anos e anos com pro­mes­sas nas quais nin­guém mais acre­dita e outros sim­ples­mente somem.

Fica o melhor exem­plo do Car­los Mori­moto. Embora o Kuru­min fosse uma dis­tro muito amada era redun­dante e con­su­mia muito tempo O fim do pro­jeto foi motivo de tris­teza, mas per­fei­ta­mente com­pre­en­sí­vel. Quem sabe, o pes­soal do OLPC devesse seguir o exem­plo, apro­vei­tar que a ide­o­lo­gia do pro­jeto gerou bons fru­tos, mas acei­tar que o OLPC em si já per­deu o bonde há muito tempo.

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1 Rafael Gomes 18 de janeiro de 2009 às 11:53

Filhote, atu­al­mente está for­çando a barra demais hein? :P Pri­meiro foi o Twit­ter e agora o OLPC?

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2 LonelySpooky 18 de janeiro de 2009 às 16:47

Defina “for­çando a barra”?
For­çando a barra é dis­cor­dar? Você, sin­ce­ra­mente, acha que o OLPC vai adi­ante? Olha, olha, daqui a pouco vai me dizer que foi o pró­prio Noel que trouxe seus prsen­tes, heim, Rafa! hahaha

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3 Rafael Gomes 18 de janeiro de 2009 às 19:00

Ohhhh fiote! Eu ape­nas acho que estás pas­sando por sua fase rebelde sem causa! :D

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4 LonelySpooky 18 de janeiro de 2009 às 19:24

Hahaha
Per­gunte pro Teseu se sou rebelde sem causa (ele vai dizer que sim, mas só pra pegar no meu pé).

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5 Rafael Gomes 18 de janeiro de 2009 às 23:48

“ma ma ma pa pa pa, Como vou ama­du­re­cer sem ter com que me rebe­lar?…” A música do Ultraje diz tudo… :D

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6 Robson Mendonça 20 de janeiro de 2009 às 15:00

Olá amigo,
creio que fal­tam dados em seu argu­mento, que pode­riam tor­nar ele mais coeso e rea­lista. O pro­jeto da OLPC deu sim mui­tos fru­tos, e como uma orga­ni­za­ção sem fins lucra­ti­vos que é, ela cum­priu o seu papel ao plan­tar uma nova idéia no mundo, caso con­trá­rio, sem ela não tería­mos os net­bo­oks eeepc, mobo, e asse­me­lha­dos.
Já a demis­são de metade dos fun­ci­o­ná­rios da OLPC se dá pela falên­cia de seu maior patro­ci­na­dor, e tam­bém pelo corte de várias fon­tes de doa­ções, devido a crise mun­dial.
Outro ponto que tam­bém é válido citar, é que a OLPC deci­diu abrir mão da res­pon­sa­bi­li­dade do desen­vol­vi­mento do Sugar, e focar no que de fato é mais impor­tante, pro­mo­ver mudan­ças de ges­tão e do modelo de ensino nas esco­las e não desen­vol­vi­mento de hard­ware e soft­ware.
Acre­dito que fal­tou se infor­mar um pouco mais, para poder reco­nhe­cer as reais ações por trás do pro­jeto, antes de sen­ten­ciar a orga­ni­za­ção ao fecha­mento.
Falow!

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7 LonelySpooky 20 de janeiro de 2009 às 15:07

Olá, Rob­son
Embora eu tenha usado o OLPC como UM dos exem­plos ele não é o foco do artigo. Assim como você eu tam­bém acho que o que o pro­jeto OLPC fez foi cata­li­sar todos os outros pro­je­tos (que deram certo) que tinham o mesmo obje­tivo. Embora eu, par­ti­cu­lar­mente, não creia que o OLPC vai sair da mesa de pla­ne­ja­mento.
O OLPC pade­ceu, pelo que me parece, do mal de todo pro­jeto que quer ser muito “Open” e que não tem uma lide­rança forte. É muita fala­ção pra pouca ação, mas isso é comum no Open Source.

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8 Robson Mendonça 20 de janeiro de 2009 às 15:43

Devo con­cor­dar con­tigo nesse ponto, hehehe

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9 Rafael Almeida 27 de janeiro de 2009 às 15:53

Pra que uma cri­ança quer um note­book? Quem iria gas­tar dinheiro com isso?

Na minha opi­nião deve­riam ser desk­tops nas esco­las, não 1 note­book por criança.

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10 Robson Mendonça 28 de janeiro de 2009 às 13:14

É, tem gente boi­ando no assunto. Exis­tem vários anos de pes­quisa e dinheiro inves­tido pelo governo que com­pro­vam que labo­ra­tó­rio com desk­tops na escola não gera impacto no modelo de ensino. Quando dis­po­ni­bi­li­za­mos desk­tops em uma escola, uma mesma turma con­se­gue utilizá-lo somente 1 vezes por mês por um período de 1 hora.
Isso é com­ple­ta­mente inviá­vel para o desen­vol­vi­mento de qual­quer tra­ba­lho em sala de aula.
Por este motivo o modelo de um com­pu­ta­dor por aluno é melhor.
Outro fato tam­bém, se fosse o caso de colo­car um desk­top por aluno, os gas­tos com ins­ta­la­ção de rede elé­trica e de inter­net pode­riam alcan­çar 100% do valor dos com­pu­ta­do­res.
Esse não é o tipo de deci­são que se toma de ontem pra hoje, é um um assunto que vem sendo pen­sado desde 1969, mas somente agora é visto como necessidade.

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11 LonelySpooky 29 de janeiro de 2009 às 11:39

@Nbrazuca
Acho que todo mundo, de certa forma, deve algo ao Kuru­mun. Quem nunca teve a vida salva por ele que atire a pri­meira pedra. =)
O kuru­min che­gou a um ponto onde raras pessoas/empresas/softwares che­gam: o ponto da mis­são cum­prida.
Sobre o OLPC, sim, real­mente o movi­mento que ele ini­ciou mudou a forma como se pen­sava nos com­pu­ta­do­res por­tá­teis e de baixo custo; foi uma pena que a idéia genial estava em mãos inca­pa­zes. Para nossa sorte, as men­tes capa­zes em outras empre­sas fize­ram a idéia vin­gar. ;-)

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