Sim, sim, pessoal, eu também sou código fechado. Recentemente li no site do meu amigo Max Raven (se não me engano) uma matéria que expressava muito bem um efeito colateral dessa coisa de “deixar livre” tudo aquilo que produzimos. Dizia o artigo que empresas australianas estavam indo ao Flickr buscar fotos de meninas bonitinhas para usar em suas campanhas publicitárias, mas (sempre tem um mas) buscava somente as fotos licenciadas sob Creative Commons que permitisse o uso irrestrito das fotos. As tais empresas valendo-se da política livre (que está muito na moda) economizavam alguns dígitos com as modelos e ainda tinham o amparo legal que justificasse essa atitude.
É por essas e outras que as minhas fotos no Flickr são todas com “todos os diretos reservados”, assim como os meus textos no Recanto das Letras. Não quero dizer que eu tenha talento para, por exemplo, ser roubado pela National Geographic nas minhas fotos, mas acredito que aproveitar-se do talento alheio para benefício financeiro próprio é uma atitude assaz baixa, até mesmo para uma empresa.
Essa calhordagem é muito mais comum do que se pode pensar. Usar o nome GPL em vão é uma velha tática para atrair trouxas sedentos pela promessa de uma solução livre e barata para seus problemas.
Ano passado a Prefeitura onde trabalho iniciou um processo de abolição da escravatura e decidiu usar soluções livres em tantas áreas quantas fossem possíveis. Descobrimos um software chamado i-Educar que era licenciado pela GPL e fomos atrás. Primeiro de tudo, a enorme dificuldade para chegar aos códigos fonte do software já demonstravam a “boa fé” da tal empresa por trás da solução. Quando, finalmente chegamos ao código fonte, tratava-se de uma versão muito mais antiga que a versão corrente e, por fim, diversos arquivos do tal código fonte haviam sido excluídos e outros renomeados com sugestivos nomes como xxx.php. Os manuais de instalação, precários, repletos de hiatos e totalmente desencontrados com o código fonte que foi alterado pelo pessoal da Cobra (segundo os desenvolvedores do tal i-Educar).
Não continuamos correndo atrás da solução, enfim, pois depois de trocar inúmeros e-mails, participar de chats e listas de discussão ofereceram-me o suporte para instalar o i-Educar, afinal, se eu não consegui fazer funcionar era preciso o suporte (entenderam a jogada?) que custava (não me lembro bem), R$ 3.000 ou 10.000.
Mais importante nisso tudo é que a imagem do software livre ficou queimada e conforme palavras do superintendente na época: “esse negócio de software livre é picaretagem!”. O que poderia dizer em defesa do software livre eu disse, mas ele não pareceu acreditar muito.
Depois que desistimos do i-Educar (isso faz um quase ano) nunca mais procurei saber como anda o software — e nem me interessa para ser sincero — mas eles foram um caso clássico de uma postura comum: aproveitar-se do “Livre” para distorcer o conceito em benefício próprio.
como coisa de maluco e de nerds sem namorada, isolados da sociedade, mas agora a internet virou a maior pracinha do mundo (moro em cidade pequena, aqui ainda temos pracinhas). Meus professores passam e-mails, meu pai tem Orkut, e mesmo aqueles dotados de menor QI usam o computador como parte de sua vida social. Antigamente um computador inspirava medo e respeito naqueles que tinham o privilégio de ver uma máquina dessas de perto, hoje em dia a sua irmãzinha te manda rapar fora do PC porque ela está cheia de recados não respondidos no Orkut.
Já faz bastante tempo que comecei esse blog. Particularmente, no início eu não acreditava que iria chegar muito longe com isso de blog porque não tenho muita paciência para atividades a longo prazo (um bônus da TDAH que me atormenta) e nunca fui de perder meu tempo com Orkut, Facebook e Twitter, embora tenha essa besteirada toda nas minhas identidades virtuais. Acho que o blog acabou dando certo porque embora seja bem divertido, nas minhas fases de “saco cheio” eu posso simplesmente deixá-lo mofando e, sem o mínimo pudor, não postar durante semanas.
Pois é, pessoal, como ninguém é perfeito somos obrigados a pedir que todos os que baixaram as versões F11-Beta-x86_64-Live-KDE.iso comecem novamente a baixar as imagens do zero. Devido a um engano, as versões 64 bits foram compostas com pacotes de 32 bits. As imagens já foram recriadas e agora estão OK. Se você baixou as imagens dos códigos fonte esse aviso também serve para você.
Em 12 de agosto de 2008 o Projeto Fedora passou pelo que, provavelmente, foi o momento de maior tensão desde que as atividades foram iniciadas em 2003. Tornou-se público o fato de que um de nossos servidores foi comprometido por um invasor e que tal invasor poderia ter acessado os softwares responsáveis pela assinatura dos pacotes RPM fornecidos pelo Fedora, o que lhe permitiria assinar pacotes fraudulentos, criando um versão Linux dos vírus e cavalos de troia.





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