By BoLOBOOLNE payday loans

Sete boas práticas para ser um “computeiro” civilizado

by LonelySpooky

Dia des­ses me peguei pen­sando sobre como as coi­sas mudam rápido. Até pouco tempo, não faz dez anos sequer, a vida na inter­net era vista etiquettecomo coisa de maluco e de nerds sem namo­rada, iso­la­dos da soci­e­dade, mas agora a inter­net virou a maior pra­ci­nha do mundo (moro em cidade pequena, aqui ainda temos pra­ci­nhas). Meus pro­fes­so­res pas­sam e-mails, meu pai tem Orkut, e mesmo aque­les dota­dos de menor QI usam o com­pu­ta­dor como parte de sua vida social. Anti­ga­mente um com­pu­ta­dor ins­pi­rava medo e res­peito naque­les que tinham o pri­vi­lé­gio de ver uma máquina des­sas de perto, hoje em dia a sua irmã­zi­nha te manda rapar fora do PC por­que ela está cheia de reca­dos não res­pon­di­dos no Orkut.

Não, caro lei­tor, isso que você está lendo não são as refle­xões de um homem velho fazendo o balanço do fim da vida (tenho 30 anos). As mudan­ças todas acon­te­ce­ram muito rápido: em menos de 20 anos sal­ta­mos de pri­ma­tas assis­ti­do­res de TV e lei­to­res de jor­nal impresso para inter­nau­tas com celu­la­res que enviam fotos, tocam música e pos­si­bi­li­tam que você seja encon­trado onde quer que esteja a qual­quer hora do dia (nem tudo é per­feito). Agora, nessa fase em que os com­pu­ta­do­res já foram incor­po­ra­dos ao nosso meio de vida resta-me per­gun­tar: você sabe par­ti­ci­par desse novo mundo sem ser um egoísta, mal edu­cado ou um chato? Pois apro­vei­tei essa pequena folga para escre­ver uma lista de 7 coi­sas que con­si­dero impor­tan­tes na rela­ção digi­tal de hoje em dia.

1 — Passe adiante

O tor­rent nos pos­si­bi­li­tou uma maneira muito inte­li­gente de com­par­ti­lhar arqui­vos: quanto mais pes­soas fazendo down­lo­ads, mais rápido o down­load fica, mas é uma prá­tica comum que as pes­soas des­li­guem o tor­rent logo depois de con­se­gui­rem o que que­rem. A melhor prá­tica nesse caso é ficar de olho na sua “pro­por­ção de com­par­ti­lha­mento”. Seja legal e passe o arquivo adi­ante, espere para des­li­gar o tor­rent só depois de ter pas­sado para outras pes­soas um valor igual ou maior que 100% daquele que você baixou.

2 — Não ignore o adsense (não é nenhuma indireta)

Se você gosta daquele site e está sem­pre lá, por­que não cli­car no adsense? Não se esqueça de que algum bom sama­ri­tano fez o site que você tanto gosta sem pedir nada (ou quase nada) em troca. Cli­car num adsense demora ape­nas 2 segun­dos e vai con­tri­buir com ape­nas 0,00001% para aquela sua ten­di­nite. O dono do site vai ficar con­tente de rece­ber aquele tro­qui­nho do Goo­gle, você vai ficar con­tente por­que um blo­gueiro com grana é um blo­gueiro que escreve mais e o Goo­gle vai ficar mais feliz enquanto dá uma risada dia­bó­lica e esfrega as mãos…

3 — Escreva em português

Se vai botar as mãos no teclado faça um favor a si mesmo: escreva direito. Se não é bom em por­tu­guês, escreva antes no seu edi­tor de texto e passe o cor­re­tor orto­grá­fico. Quem manda um texto cheio de erros gros­sei­ros fica com ima­gem de **burro**, igno­rante e essas duas qua­li­da­des, con­se­quen­te­mente, são logo asso­ci­a­das à incompetência.

Nin­guém vai que­rer que você seja um Machado de Assis na hora de escre­ver seu texto, mas pes­so­al­mente, quando vejo um texto assim, escrito com uma gra­má­tica de doer os olhos, sem espa­ços entre a pon­tu­a­ção ou naquele migu­xês mal­dito pro­curo logo dele­tar e ir tomar um café. Se qui­ser ser levado a sério escreva direito.

4 — Seja educado

Ainda exis­tem algu­mas pes­soas que têm difi­cul­dade de enten­der que a inter­net tornou-se um meio de con­ví­vio social como outro qual­quer e que a pala­vra escrita tam­bém tem o poder de ofen­der e magoar. A dica é: aja como agi­ria se a pes­soa esti­vesse perto de você. Se vai sair, avise; se não quer ser inco­mo­dado mude o sta­tus do MSN; se vai res­pon­der alguém num fórum não faça bai­xa­ria. Aqui eu sou adepto do BAN. Encheu o saco, rodou.

5 — Agradeça

OK, você ganhou algo. Como é que se diz?

Pode pare­cer bes­teira, mas um “obri­gado” faz a dife­rença entre você ter von­tade de con­ti­nuar um tra­ba­lho ou que­rer terminá-lo man­dando todos para aquele lugar. Veja, por exem­plo, o pes­soal que faz legen­das de séries na inter­net. Sejam lá quem forem, eles fazem a legenda, sin­cro­ni­zam, revi­sam e enco­dam tudo em menos de 24 horas. Depois, alguém se encar­rega de fazer o upload de 140 ~ 200 MB e então dis­para por aí o aviso de que a série XY está disponível.

Pra ter ideia, a série House M.D está com delay de ape­nas um dia em rela­ção aos EUA.

Você já agra­de­ceu alguma vez enquanto bai­xava a sua série favorita?

6 — NADA DE ESCREVER EM CAIXA ALTA

Escre­ver em caixa alta é quando VOCÊ ESCREVE EM MAIÚSCULAS e, fran­ca­mente, isso causa uma tre­menda má impres­são. No tra­ba­lho já recu­sei pedi­dos envi­a­dos ao meu e-mail por causa da caixa alta. A maior parte das vezes, o tipo de gente que escreve em caixa alta é de gente sem noção, que gosta de apa­re­cer mas que acaba sofrendo o efeito inverso, jus­ta­mente por ser “sem noção”. Você fica pen­sando “que tipo de pro­fis­si­o­nal manda um e-mail desses?”.

7 — Volun­ta­ri­ado tam­bém é compromisso

O povo ouve muito falar em soft­ware livre, em par­ti­ci­par, em con­tri­buir, mas quando a porca torce o rabo a mai­o­ria das pes­soas pula fora. Isso acon­tece em todos os seto­res e ver­ten­tes “free” do mundo open source. Ocorre nas equi­pes de tra­du­ção, ocorre entre os embai­xa­do­res do Fedora, ocorre na Revista Fedora Bra­sil e, com cer­teza, tam­bém nos outros luga­res que acei­tem con­tri­bui­do­res. As pes­soas con­fun­dem volun­ta­ri­ado com des­com­pro­misso, mas é jus­ta­mente o con­trá­rio. Se você se com­pro­me­teu a aju­dar um pro­jeto “open” as pes­soas esta­rão con­tando com você e no caso de um “desa­pa­re­ci­mento” ou de come­çar a inven­tar des­cul­pas sem fim para rea­li­zar a sua tarefa a ima­gem que fica ante o grupo é de que você é uma fraude. Se acon­te­cer um impre­visto e não puder arcar com sua par­ti­ci­pa­ção nos pro­je­tos, deixe um aviso. Isso vai per­mi­tir que o pro­jeto se rees­tru­ture, pre­serva a sua ima­gem e lhe dei­xará as por­tas sem­pre aber­tas no futuro.

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1 Sérgio Berlotto 29 de abril de 2009 às 15:23

Cara, meus para­béns pelo post.
Muito bom este texto !
É isto mesmo que penso, con­cordo com você !

uma grande abraço…

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2 Victor Bogado 1 de maio de 2009 às 13:43

Cli­car no adsense para “aju­dar” o blo­gueiro é che­a­ting e o goo­gle tem poli­ti­cas para desa­ti­var con­tas que apa­re­cem como “che­a­ters”. Eu acon­se­lha­ria ao con­tra­rio, não cli­que nos ads a não ser que eles real­mente lhe interessem.

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3 LonelySpooky 1 de maio de 2009 às 14:04

Sim, é che­a­ting quando o blo­gueiro pede que você cli­que e o obri­gue a cli­car, mas no con­texto apre­sen­tado você clica por­que gosta do site e não por obrigação.

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4 Debora Martins 2 de maio de 2009 às 9:04

Olá, gos­tei muito do seu texto, con­cordo com vários pon­tos da sua lista, é real­mente chato quando as pes­soas não se com­por­tam edu­ca­da­mente na rede. :)

Abra­ços

Deh Mar­tins

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