Sinceramente, dessa vez não procurei saber muito do processo de criação da arte para o Fedora 11. Na maior parte das releases eu achava legal observar o desenvolvimento dos conceitos, mas no F11 isso foi diferente. Devo isso, em grande parte à falta de tempo que me assola ultimamente mas, para ser franco, não acho que perdi muito dessa vez.
Há muita gente dentro do Projeto que acha a arte do Fedora conservadora por demais. Particularmente, gosto da arte do Mandriva, que é bonita e de muito bom gosto e ainda espero para o futuro uma grande melhora na qualidade de nossa arte (quando não pecarmos mais por conservadorismo).
Enfim, negligenciei mesmo a arte dessa vez: só agora tive curiosidade em olhar o papel de parede. Tá certo que em toda release eu reclamo, digo que está feio e que pode melhorar, mas o papel de parede do F11 é o que menos gostei até agora.
Originalmente haveria um leão rugindo imponentemente no canto direito. No entanto a figura era muito chamativa e acabava por poluir o Desktop. A decisão (certa na minha opinião) foi tirar o bicho mas, com o tempo curto o elemento retirado não foi substituído.
Ficou, claramente, faltando algo nesse papel de parede.
Papel de parede King 1280x1024 (sem o leão)
Papel de parede King 2560 x 1024 (com o leão)
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Design é uma coisa que o Projeto Fedora deveria “copiar” (no bom sentido) das outras distribuições como o Ubuntu e o Mandriva só para citar alguns, eles dão mais atenção a parte da maquiagem, porque eu prefiro o Fedora a o Ubuntu (embora o 9.04 tenha me agradado bastante) mas se o Fedora tivesse um maior trato para a aparencia ou incluisse algum aplicativo que ajudasse a mudar a cara do Desktop com certeza o Fedora seria mais aceito do que já. No queisito facilidade de uso o fedora tem o “Easy Life” e o Ubuntu tem o “Ubuntu Perfeito” scritps de configuração automática que ajudam muito tornando as duas distros um instale e use sem complicações. Completando não é por Wallpaper que eu deixarei o Fedora.
Foi uma escolha ruim retirar o leão. Seria melhor mudar o nome da distribuição. O Fedora poderia fazer como o Ubuntu, e seguir um padrão de nomes e arte de desktop. Isso permitiria que os usuários se identificassem mais com a distribuição. Do jeito que está, é suficientemente aleatório para dificultar a criação de uma relação afetiva entre usuário e distribuição. Na minha opinião, o Fedora poderia utilizar nomes derivados de elementos químicos, por exemplo. E a arte seria baseada no nome. Seria legal. Poderia ser também nomes científicos de animais. Qualquer coisa, menos essa história de votação entre nomes quaisquer.
Uso fedora desde sua versão 5, nunca (na minha opniao) deixou a desejar na parte grafica, como o colega Claudio falou “a relação afetiva” para com a distribuição é importante para sua continuidade. Tanto é que mesmo testando todas as versões de outras distribuições que são lançadas, não consigo ver nas outras o que eu tenho com o fedora, servidor robusto, desktop amigável, facilidade na instalação e manuntenção. O único ponto que me deixa com a pulga atrás da orelha as vezes, não é nem o fato do codinome não seguir um certo padrão, e sim, a proximidade das versões, acho que uma por ano seria o ideal, do 9 até o 12 foi muito rápido, poderiam apenas compor atualizações significativas, não sendo estritamente necessário mudar a versão. Mas mesmo assim não abro mão dessa distribuição, pela qual me apaixonei desde o momento que a vi. (Antes não tinha preferencia, so gostava de Linux…rs) Abraço a todos e Viva o Linux!!!!
Paulo, entendo bem o que você diz. Apesar de ser o primeiro a admitir que há outras distros muito boas, jamais me passa pela cabeça deixar de usar o Fedora.
O ciclo muito curto é uma faca de dois gumes. Pra ser bastante sincero, sei que enche o saco uma release a cada seis meses, mas o fato é que os Linux de graça (e bons) todos têm por trás uma grande empresa que espera algo em troca: pessoas usando e testando coisas para precisarem de suporte ou que comprem versões pagas. Todas são assim. Mesmo sabendo disso, ainda acho que o Fedora chega mais perto daquilo que procuro no meu Linux.