Um assunto que já até virou piada nas listas de discussão de desenvolvimento do Fedora é o aumento do ciclo de vida de cada uma das nossas releases, mas dessa vez, graças aos esforços hercúleos e à paciência de Jeroen van Meeuwen existe grande possibilidade de que, a partir do Fedora 12 haja um acréscimo de longevidade na distro favorita dos Fedorans.
Sem querer puxar sardinha para o meu lado, mas acho o Fedora uma distro excelente para configurar servidores. As tecnologias disponibilizadas pelo Projeto estão repletas das facilidades que só um pensamento atualíssimo pode dar. Estamos falando de usar a versão mais recente do MySQL, com justamente aquela feature super legal que você precisa e que vai testar com empolgação, mas... você usaria um Fedora para montar seu servidor, mesmo sabendo que dentro de 13 meses ele será considerado morto pelo Projeto Fedora e deixará de receber updates?
Administradores mais relaxados dirão que não há problema nisso (eu mesmo ainda tenho máquinas rodando Fedora Core 3 e que nunca me deram problema), mas alguns administradores, que lidam com dados sigilosos e “apetitosos” para hackers mal intencionados não podem deixar de sentir calafrios só de imaginar suas máquinas desatualizadas em contato com a grande rede.
É por isso que, particularmente, sempre achei um grande desperdício ter o Fedora com todo esse potencial e não poder usá-lo em servidores que correm grande risco de invasão. A melhor alternativa é o excelente CentOS/Red Hat EL com seus 7 anos de suporte, mas o CentOS mais atual (5.3) é o equivalente ao nosso Fedora Core 6 e para nós, que usamos o Fedora 11, sempre fica alguma sensação de perda. Como diz meu amigo Igor Soares, “o Fedora de hoje é o Red Hat de amanhã”.
E porque o Projeto Fedora trabalha assim? Um fedora a cada seis meses e um ciclo de vida de 13 meses para cada release?
Bem, isso está diretamente relacionado com o motivo de ser do Fedora: mover-se rápido conforme as tecnologias vão surgindo e mostrar para a Red Hat o que há de melhor para adicionar ao seu produto de nível enterprise, o RHEL. Com isso em mente, o tempo de vida de cada Fedora é bastante curto porque, a rigor, não existe motivo para continuar se preocupando com uma release já testada, aprimorada e substituída por outra mais recente. Unindo-se a isso o fato de que cada mantenedor precisa cuidar de seus pacotes para cada um dos Fedoras “ativos”, a quantidade limitada de pessoal e a grande demanda de infra-estrutura é fácil perceber o porquê de um ciclo tão curto.
Mas, é como disse antes: um Fedora tem certas qualidades que o CentOS/RHEL ainda não tem e muita gente (inclusive eu), continua pedindo por um Fedora mais longevo sempre que a oportunidade surge.
No dia 4 de julho Jeroen van Meeuwen ressuscitou o assunto e veio com mais que palavras; já havia proposto o “extended life time” como uma feature para o Fedora 12 e trazia bons e pacientes argumentos para quase todas as dificuldades técnicas apresentadas. Como resultado de todo o trabalho o Fedora Board (a liderança do Projeto) começou a considerar seriamente a possibilidade de manter as atualizações de segurança por mais algum tempo.
O que resta saber agora é se haverá voluntários o suficiente para tornar o ELT uma coisa praticável e decidir quanto mais de tempo será adicionado à vida do Fedora. Ouvi falar em adicionar 6 meses, mas torço por um suporte de 2 anos. Sou um otimista.
Segue em anexo a discussão do tópico e vou ficar aqui fazendo figa: 2 anos! 2 anos! 2 anos!
Feature proposal: Extended Life Cycle Support (182)Popularity: 1% [?]
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Seria uma boa tem mais suporte de atualização de segurança para pessoas que não queiram instalar uma nova versão do fedora que surge com invações por que tem pessoas tem acham certas invoações não uteis para ela e um direito delas mais depois de um certo tempo são obrigadas por que em minha opinião quem não acompanha as invoções fica pra trás depois de um tempo , des que não atrapalhe a inovações do fedora concordo plenamente