Minha primeira experiência com o Haiku (OpenBeOS)

Alguns devem ter percebido que estou “revisitando” alguns textos antigos aqui no blog. Bem, isso faz parte de algumas mudanças que pretendo fazer para tornar o blog mais atrativo e variado.

Minha primeira atitude foi revisar e atualizar uma série que comecei mas nunca cheguei a terminar sobre sistemas operacionais em dez partes. Ontem repostei o texto sobre o BeOS, desde o começo do desenvolvimento até a sua morte e o surgimento do Haiku, que é uma versão atual e opensource do finado SO.

Baixei o Haiku e instalei aqui na minha máquina virtual, mas não esperava que a experiência fosse tão marcante. Por isso, decidi compartilhar com vocês minhas impressões. Vamos lá?

A imagem ISO vem compactada no formato ZIP, são apenas 164,4 MB para baixar e, descompactado, vai a 379,9 MB. Mesmo com a minha conexão de 300 K levou pouco mais de uma hora e meia baixando.

Meio receoso, dei o boot na imagem pela máquina virtual, mas tudo correu bem. A primeira tela é bastante simpática e pouco depois leva para uma caixa oferecendo a possibilidade de instalar ou rodar live. Instalei.

Ao contrário do que estamos acostumados, o Haiku não particiona automaticamente durante a instalação; ele detecta não haver partição, mas não toma nenhuma providência. Cabe a você ir no particionador (que não é muito intuitivo), selecionar os espaços e os formatos, aplicar e depois voltar para a instalação.

Feito isso, o resto é tranquilo e rápido. Apenas dez minutos depois o Haiku está rodando e o boot leva apenas 15 segundos.

A parte “marcante” que mencionei foi sentir o mesmo que sentia no começo da minha vida linuxer. A emoção de instalar um outro SO e explorá-lo, ir tateando no escuro e vendo novidades. Sessão nostalgia...

Na VM o dispositivo de rede não foi reconhecido, por isso não pude testar a internet e nem experimentar o BeZilla Browser (um remake do Firefox), mas rodei pelo sistema inteiro admirando similaridades e diferenças entre Linux, Windows e Haiku. O BeOS é uma parte da história e quando você se dá conta de que está ali, acessando um SO totalmente diferente, é impossível não pensar em como nossos horizontes ficam restritos com o passar do tempo.

Não pretendo fazer do Haiku o meu sistema operacional, mas graças e ele eu pude sentir, novamente, a empolgação da descoberta que já não tinha mais nos GNOMEs e KDEs da vida. Pra fechar, seixo algumas screenshots que tirei e vídeos mostrando um pouco da Silicon Graphics dos Pobres, como era chamado.

Visão geral

Abrindo 26 aplicativos ao mesmo tempo

Colocando o Haiku sob Stress

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2 Responses to “Minha primeira experiência com o Haiku (OpenBeOS)”


  • A aná­lize foi muito espar­tana, mas valeu pelo inte­resse…
    Fico tor­cendo pelo Haiku melho­rar cada vez mais e des­lan­char de vez no desen­vol­vi­mento de apli­ca­ti­vos e ports para ele.

    O BeOS foi um dos pri­mei­ros sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais não micro­soft que ins­ta­lei na minha máquina e só não usei por mais tempo por causa da falta de suporte a win­mo­dems na época. O mesmo acon­te­ceu com o linux, porém a curi­o­si­dade de uti­li­zar o modo-texto do linux me fez utilizá-lo até o sur­gi­mento do Kuru­min que me fez lar­gar o win­dows de vez.

    A comu­ni­dade bug-br é bas­tante forte aqui e lá fora. Fica meu para­béns para os desen­vol­ve­do­res do haiku e feli­ci­da­des para o Bug-br com o sur­gi­mento do Haiku.

    T+

  • Olá, Éder­son, obri­gado pelos comen­tá­rios.
    De fato, a aná­lise foi muito econô­mica, mas eu jamais ousa­ria escre­ver algo mais pro­fundo sob pena de cair no pedan­tismo. Suas opi­niões, por outro lado, dão o tom exato que o artigo mere­cia para con­se­guir algum tem­pero: impres­sões de um antigo fã.
    Espero que volte sempre.

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