O dilema shakespeareano do Songbird no Fedora: ser ou não ser?

Faz muito tempo que o Amarok é meu player padrão de músicas, mas o cenário de bons players livres mudou bastante desde que o Amarok iniciou a carreira. Passamos de pouquíssimas opções para algumas que são, diga-se de passagem, muito boas, como no caso do Songbird.

O player que usa a engine do Firefox (mas não é da Mozilla Foundation) e que tem como maior charme a possibilidade de instalar toneladas de plug-ins vem conquistando sua legião de fãs, contudo, vem ficando de fora do Fedora há anos.

O problema aqui é que a maneira como muitos softwares são programados acaba dificultando ou inviabilizando sua inclusão nas distros. No caso do Songbird, uma política extremamente amadora de desenvolvimento termina por infernizar a vida de empacotadores e times de correção de bugs: ele vem com sua própria versão do Gstreamer e ignora a versão do sistema.

Se começarmos a empacotar softwares assim, logo estaremos imitando o Windows, onde cada software pode ter sua própria versão da biblioteca X e, até, sobrescrevê-la.

Nas políticas de desenvolvimento e empacotamento do Fedora, uma das primeiras diretrizes é sempre usar os recursos do sistema, por isso, quando o Software “Fulano” vem com seu próprio Gstreamer, esse Gstreamer é deletado. Em outras palavras, quando o software tem dependências, elas devem ser satisfeitas pelo sistema SEMPRE.

O Problema: Songbird aceita apenas a sua própria versão do Gstreamer, patcheada para suas necessidades específicas.

A consequência: o Songbird vai permanecer de fora do Fedora até que isso possa ser corrigido ou até que os desenvolvedores originais mudem a maneira de desenvolvê-lo.

Apesar disso, é possível usar o Songbird sem maiores danos ao sistema e, por isso, resolvi disponibilizar aqui os RPMs que estão sendo submetidos (pelo David Halik) à aprovação da equipe de desenvolvimento do Fedora; eles funcionam bem, apenas ainda não ficaram do jeito que o Projeto Fedora exige para os repos oficiais (estou usando agora).

Enfim, aproveitem:

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4 Responses to “O dilema shakespeareano do Songbird no Fedora: ser ou não ser?”


  • Eu acho pru­dente essa ati­tude do Fedora. Evi­tar que o sis­tema seja con­su­mido por softwa­res mal desen­vol­vi­dos, mesmo para uma fer­ra­menta que tem um resul­tado final bem inte­res­sante para seus usuários.

    Eu uso o Song­bird, porém até o momento não sabia o por­que que não já estava no Fedora. Agora sei! :D

  • Aliás, digo que essa é uma maneira ama­dora de desen­vol­ver, mas vejo do ponto de vista das difi­cul­da­des gera­das para o empacotamento.Quando o ups­tream pensa somente no pacote tar.gz e esquece que muita gente vai que­rer um RPM ou DEB a con­fu­são está formada.

  • Ola Hen­ri­que

    Eu uso o rythm­box e gosto banstante!

    Para se com­pa­rar diver­sas apli­ca­ções tem de se abor­dar os pon­tos fra­cos e for­tes de cada uma, e sim­ples­mente fizeste uma abor­gem genérica.

    Con­cordo ple­na­mente com Rafael Gomes, há pro­gra­ma­do­res tra­pa­lhões e há outros que desen­vol­vem código limpo, logo a poli­tica do Fedora deve con­ti­nuar a ser seguida!

    Cum­prs
    Manuel Benedito

    • Cer­tos pro­to­co­los ado­ta­dos pelo Fedora são muito bem jus­ti­fi­ca­dos e, embora aca­bem afe­tando o con­forto dos usuá­rios, são indis­pen­sá­veis para uma dis­tri­bui­ção de nível profissional.

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