
Faz muito tempo que o Amarok é meu player padrão de músicas, mas o cenário de bons players livres mudou bastante desde que o Amarok iniciou a carreira. Passamos de pouquíssimas opções para algumas que são, diga-se de passagem, muito boas, como no caso do Songbird.
O player que usa a engine do Firefox (mas não é da Mozilla Foundation) e que tem como maior charme a possibilidade de instalar toneladas de plug-ins vem conquistando sua legião de fãs, contudo, vem ficando de fora do Fedora há anos.
O problema aqui é que a maneira como muitos softwares são programados acaba dificultando ou inviabilizando sua inclusão nas distros. No caso do Songbird, uma política extremamente amadora de desenvolvimento termina por infernizar a vida de empacotadores e times de correção de bugs: ele vem com sua própria versão do Gstreamer e ignora a versão do sistema.
Se começarmos a empacotar softwares assim, logo estaremos imitando o Windows, onde cada software pode ter sua própria versão da biblioteca X e, até, sobrescrevê-la.
Nas políticas de desenvolvimento e empacotamento do Fedora, uma das primeiras diretrizes é sempre usar os recursos do sistema, por isso, quando o Software “Fulano” vem com seu próprio Gstreamer, esse Gstreamer é deletado. Em outras palavras, quando o software tem dependências, elas devem ser satisfeitas pelo sistema SEMPRE.
O Problema: Songbird aceita apenas a sua própria versão do Gstreamer, patcheada para suas necessidades específicas.
A consequência: o Songbird vai permanecer de fora do Fedora até que isso possa ser corrigido ou até que os desenvolvedores originais mudem a maneira de desenvolvê-lo.
Apesar disso, é possível usar o Songbird sem maiores danos ao sistema e, por isso, resolvi disponibilizar aqui os RPMs que estão sendo submetidos (pelo David Halik) à aprovação da equipe de desenvolvimento do Fedora; eles funcionam bem, apenas ainda não ficaram do jeito que o Projeto Fedora exige para os repos oficiais (estou usando agora).
Enfim, aproveitem:

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Eu acho prudente essa atitude do Fedora. Evitar que o sistema seja consumido por softwares mal desenvolvidos, mesmo para uma ferramenta que tem um resultado final bem interessante para seus usuários.
Eu uso o Songbird, porém até o momento não sabia o porque que não já estava no Fedora. Agora sei!
Aliás, digo que essa é uma maneira amadora de desenvolver, mas vejo do ponto de vista das dificuldades geradas para o empacotamento.Quando o upstream pensa somente no pacote tar.gz e esquece que muita gente vai querer um RPM ou DEB a confusão está formada.
Ola Henrique
Eu uso o rythmbox e gosto banstante!
Para se comparar diversas aplicações tem de se abordar os pontos fracos e fortes de cada uma, e simplesmente fizeste uma aborgem genérica.
Concordo plenamente com Rafael Gomes, há programadores trapalhões e há outros que desenvolvem código limpo, logo a politica do Fedora deve continuar a ser seguida!
Cumprs
Manuel Benedito
Certos protocolos adotados pelo Fedora são muito bem justificados e, embora acabem afetando o conforto dos usuários, são indispensáveis para uma distribuição de nível profissional.