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De tempos em tempos o Projeto Fedora se agita devido a algum acontecimento que leva a intenso debate e até a alguns ânimos exaltados no calor da discussão. O mais recente tópico, que afeta diversos aspectos da distro e atinge fortemente o usuário final é a “estabilidade” do Fedora.
Toda a discussão foi catalisada por uma reunião onde o FESCo mostrou-se inclinado a não mais permitir que mantenedores de pacotes enviassem softwares diretamente para o repositório “stable”.
Nesse ponto, alguma explicação torna-se necessária: quando você é mantenedor de um software, logo após enviá-lo para os repositórios, a sua responsabilidade é usar o software Bodhi para classificar esse pacote como uma “melhoria”, uma “correção de bug” ou uma “atualização de segurança”, além de, claro, decidir se o pacote é estável ou se vai ficar algumas semanas de molho no “testing”. Muitos mantenedores, entretanto, por não manterem pacotes críticos, costumam enviar os pacotes diretamente para o repositório “stable” (eu mesmo já o fiz diversas vezes e, como meus pacotes não são críticos, só mando para testing quando a versão é alfa ou beta).
A inclinação do FESCo gerou uma thread de quase 500 mensagens e diversos desdobramentos, muitos deles extremamente delicados, como o bom senso dos empacotadores, a arbitrariedade das decisões e, claro, se usar sempre os softwares mais modernos é mesmo o compromisso do Fedora.
De fato, comecei este post na intenção de focar este ponto: qual Fedora você prefere? Um Fedora mais conservador ou um Fedora mais ousado?
Tenha em mente que um Fedora mais conservador vai usar softwares que passaram por um período mais longo de testes mas que isso também significa que será preciso esperar até o próximo Fedora para usar aquele KDE novo e que mesmo atualizações menores podem levar semanas. Por outro lado, um Fedora que sempre está na crista da onda continuaria a fornecer as versões mais recentes do KDE e de outros softwares, mesmo sabendo que a natureza inovativa traz diversos riscos de estabilidade.
O que eu, particularmente, sugeri foi que incentivássemos nossos usuários a ativarem o repositório “testing” como uma opção de pós-instalação, algo do tipo “escolha seu perfil: inovador ou conservador”.
Esta discussão pode e vai, de fato, estabelecer como o Fedora será muito em breve.
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Na minha opinião, o Fedora está muito bem do jeito que está, com relação ao que você abordou. Um dos principais motivos de eu gostar dessa distro é porque sempre permite o usuário ter os softwares mais atualizados em seu PC (apesar que o Firefox 3.6 ainda não chegou.. ). Pode ficar um tempo no testing, mas que não demore muito.
Faz exatos 1 mês que o Firefox 3.6 está no Ekaaty Linux. São faço idéia porque o Fedora ainda não o colocou em seus repositórios.
Oi, Tosta. Parece que o F11 e F12 vão ficar sem Firefox 3.6. A explicação para isso foram incompatibilidades com algumas das dependências. Pelo visto o xulrunner e o SQLite correm o risco de quebrar outras aplicações. (Claro que eu também queria o Firefox novo)
Opa Lonely. Eu tô usando ele aqui no Ekaaty 4, cópia do Fedora 11 como dizem por aí, e tá funcionando legal. Tô escrevendo dele afinal
Desde o release que tô usando e não quebrou dependência nenhuma. O detalhe é
que o xulrunner foi compilado sem suporte às libs do Gnome. Se quiser o pacote… só pedir.
Agradeço, mas, de fato, tem um jeito de instalar ele nos outros fedoras: yum –enablerepo=rawhide update firefox.
Funcionou, mas com certa instabilidade. Acabei voltando pro 3.5 mesmo.
Ola Henrique
Se demorar mais um pouco não há crise!
Quem quiser pacotes o que não falta é sites por aí. Uns mais confiáveis, outros menos …
Cumprs
Manuel Benedito
A “ousadia” é o diferencial do Fedora, isso meio que vai matar o geist da distro. Ele é bem estável pra uma distro bleeding-edge, talvez o trabalho de mantê-lo assim tenha levado a essa discussão.
E o slogan, como ficaria? “Freedom/Friends/Features/Last”?
Essa discussão tomou um vulto tão grande porque, depois da decisão do FESCo, apareceram diversos updates que exigiram regressões no Fedora. Exemplo? KDE com diversos aplicativos quebrando e o NetworkManager.
No caso KDE, precisamos admitir, trata-se de um software assumidamente experimental e que, nas suas versões ais recentes, fica bastante instável.
Sempre arrumando um jeito de falar mal do KDE, mesmo qdo fala bem. Vc é incorrigível.
Não vejo isso na versão 4.4.1. É a melhor versão que vi nos últimos anos e não deu um crash sequer em nenhuma das minhas 3 máquinas. O que pode estar quebrando é algum patch que o empacotador aplicou nele. Como compilei o meu próprio…
Toda essa instabilidade, dizem, foi gerada pelo Akonadi que ainda está em estágios muito iniciais de desenvolvimento.
Prefiro o fedora mais ousado, já temos bastantes distribuições estáveis(como debian e slackware).
[]‘s
Acredito q a ousadia do Fedora sempre custou um pouco em termos de estabilidade, voltar atrás nisso ñ ganhará muitos usuários, mas pode perder muitos.
O Ubuntu, por exemplo (Linux para crianças), tem fama de fácil pra usuário final, pq alguém usaria Fedora no lugar de Ubuntu se ñ vai ficar mais fácil, apenas mais lento?
A discussão é boa e tomara q fique ainda maior, gostava qdo o slogan tinha ‘voz’, até q poderia passar a ser verdade, agora q ñ tá mais lá.
Fedora = inovação
Ubuntu = facilidate
Debian = establidade
Slackware = se vire para fazer
Eu sou adepto de um Fedora ousado! O meu baptismo no Linux foi com o Fedora e desde o início gostei dessa de uma distro sempre na vanguarda. Para mim a ousadia é sinónimo de resultados inovadores e isso é bom tanto para os desenvolvedores quanto para nós os utilizadores finais pois os problemas nos levam a conhecer mais o nosso sistema e aprendemos muito mais. Aliás, para mim o espírito Linux é ousadia! um Linuxer é um ousado que quer experimentar, falhar, acertar, aprender e inovar!
Ola Henrique
Estou a ver que este tema gera muitos comentários!
E aguardei para deixer mais um comentário meu!
Julgo que existe uma confusão nos conceitos.
Quando os utilizadores querem ousadia (julgo que querem dizer: criatividade, novas soluções, faciilidade, rapidez, graficos apelativos, melhores aplicações e úteis, modularidade, etc …).
Isso é possivel desde que mantenham a estabilidade do sistema com uma programação “limpa”, verificando as tais regras impostas pela distribuição!
Se querem “destruir” o sistema Fedora, então, a ousadia é dispensada!
Estou a ver que se mantem a tendência de 2/3 (ousadia) contra 1/3!
Cumprs
Manuel Benedito
É verdade, Manuel. Esta mesma tendência pôde ser verificada na enquete em inglês.
Um grande problema que vejo é que, muitas vezes, um bug nem é culpa do Fedora, ou do Ubuntu, ou do Mandriva, mas, sim, do upstream. Diversas vezes os desenvolvedores do Samba (como exemplo) lançam uma versão bugada que as distribuições apenas empacotam.
Aqui temos dois fatores a considerar:
1 — Seria bom deixar esse pacote (o Samba no nosso exemplo) por mais algum tempo em testes, para que seja possível dizer “opa! esse software está bugado!”.
2 — O número 1 seria inútil porque pouquíssimos usuários, de fato, deixam habilitados os repositórios de teste; na atual situação, o máximo que se consegue é deixar o pacote parado e pegando mofo porque o “feedback” é pouco.
Lembro-me da época do KDE 4.0. O Fedora, como sempre é atualizado rapidamente, incorporou o novo KDE4.0 assim que lançou, mesmo que a própria equipe do KDE dizer que não era recomendado fazê-lo. o resultado foi que houve muitos bugs que não foram corrigidos e esses bugs foram junto com o Fedora. Só estou querendo dizer que essa agilidade em disponibilizar as atualizações pode ser ruim. Portanto, acho que deveria ficar um tempinho em teste antes de ficar “stable”
Já repassei os resultados adiante para o Projeto Fedora e nossas estatísticas serão juntadas às estatísticas dos gringos.
Quer quer versão recente, tem a opção de usar o Archlinux.
Está sempre com a mais recente e não tenho ouvido comentário de instabilidade pelos seus usuários. O Fedora, deveria ser uma opção para usuários que optam por estabilidade média.
Abraços!
Já temos muitas distribuilções conservadoras o melhor é manter o fedora na onda da inovação …