By BoLOBOOLNE payday loans

Quanto (realmente) seu Linux é atualizado ou desatualizado?

by LonelySpooky

Todos os afic­ci­o­na­dos por infor­má­tica têm uma coisa em comum: o comi­chão, a urti­cá­ria da van­guarda. São pes­soas ávidas por tes­tar o novo, por ver o que novas ver­sões dos softwa­res favo­ri­tos vão tra­zer e por estar com­ple­ta­mente up-to-date em seus softwa­res favoritos.

Se você é desse tipo, deve­ria estar fami­li­a­ri­zado com dois ter­mos impor­tan­tes: ups­tream e downs­tream. A tra­du­ção lite­ral de ambos é, res­pec­ti­va­mente, “rio acima” e “rio abaixo”, mas no nosso con­texto, “ups­tream” são os desen­vol­ve­do­res ori­gi­nais e “downs­tream” são aque­les que dis­tri­buem os softwa­res em seus produtos.

Se um exem­plo prá­tico torna isso mais fácil de enten­der, basta pen­sar no Mozilla Fire­fox, que é desen­vol­vido pela Fun­da­ção Mozilla (ups­tream) e dis­tri­buído por diver­sas outras dis­tros (Fedora, Ubuntu, Man­driva, open­SUSE, Gen­too, Arch, Red Hat, Slackware, Fun­too, Sabayon etc etc etc…), essas dis­tros são o downstream.

Ape­sar do que as dis­tros mais revo­lu­ci­o­ná­rias dizem, manter-se atu­a­li­zado não é tarefa fácil e diver­sos linux, seguindo o velho ditado de que “em time que está ganhando não se mexe” evi­tam alte­rar de forma muito drás­tica seus softwa­res base.

O risco de man­ter tudo sem­pre atu­a­li­za­dís­simo, se você pensa cla­ra­mente, é estra­gar a dis­tri­bui­ção toda, já que alguns softwa­res evo­luem mais rápido e outros mais deva­gar, só que, mesmo assim, mui­tos softwa­res depen­dem de outros para fun­ci­o­nar. Se, por exem­plo, usa­mos o gstreamer-0.10.31–1 e o totem-2.32.0–1, seria muito peri­goso atu­a­li­zar para uma ver­são 0.12.31–1 (que inven­tei ape­nas para esse exem­plo) do Gstre­a­mer, sob pena de que­brar o Totem e diver­sos outros softwa­res (que evo­luem deva­gar) e que depen­dem dele (do Gstreamer).

É por isso, Gafa­nhoto, que se você vive se gabando aos qua­tro ven­tos que seu Linux está “na crista da onda”, tal­vez devesse conhe­cer o pro­jeto Open Source Watershed, que se dedica a estu­dar a rela­ção entre Downs­tream e Ups­tream (mais espe­ci­fi­ca­mente, como anda a sin­cro­nia entre ambos).

É pos­sí­vel, dessa forma, ver exa­ta­mente quão defa­sado é seu linux pre­fe­rido em rela­ção às fon­tes ori­gi­nais de softwares.

Os mais “up-to-date” são o Arch Linux e o Debian (haha!).

Pia­di­nhas à parte, é real­mente muito inte­res­sante ver em banco de dados como o soft­ware livre se move depressa e quão grande é a difi­cul­dade de acom­pa­nhar esse dinamismo.

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{ 10 comments… read them below or add one }

1 Elder Marco 27 de janeiro de 2011 às 13:17

Houve uma época em que eu me pre­o­cu­pava com com softwa­res atu­a­li­za­dos, mas depois de tanto fazer atu­a­li­za­ções e isso pra­ti­ca­mente não mudar nada na minha vida, decidi desen­ca­nar. Está muito bom assim mesmo.

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2 Manuel 27 de janeiro de 2011 às 19:15

Ola Hen­ri­que

Trata-se de um artigo inte­res­sante, e pelo que li o Fedora irá melho­rar dras­ti­ca­mente, tendo menos código obso­leto de 70% para 45%, ou será que per­cebi mal?

Se per­cebi bem, não esta­mos em pre­sença de um qua­dro dema­si­ado bem pintado!

Cum­prs
Manuel Benedito

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3 LonelySpooky 27 de janeiro de 2011 às 22:33

Disse tudo, meu amigo lusi­tano. Eu tam­bém não sabia que o Fedora (e as outras dis­tros) já nas­cia tão defasado.

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4 Fêla 28 de janeiro de 2011 às 9:50

Olá Lonely!

Não entendi direito o cal­culo da por­cen­ta­gem.
Acre­dito que o Debian, por exem­plo, deva ter alguns paco­tes a mais que o Arch, por isso a dife­rença tão grande nos valo­res.
Usando o pen­sa­mento de que cada dis­tro tem núme­ros dife­ren­tes de paco­tes, não cabe aqui a cri­a­ção de um rank.

Será que eu estou errado?

Exce­lente seu site, para­béns pelo con­teúdo.
Abraços

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5 LonelySpooky 28 de janeiro de 2011 às 10:02

O rank usa 20 paco­tes con­si­de­ra­dos “indis­pen­sá­veis” para as distros.

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6 LonelySpooky 28 de janeiro de 2011 às 10:03

Aliás, no site deles tem uma expli­ca­ção muito legal de como com­pa­ram as ver­sões. Vale a pena dar uma olhada.

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7 Vinícius Alves Hax 28 de janeiro de 2011 às 12:27

Bem legal esse site, não conhecia.

Para­béns por tra­zer algo novo e interessante.

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8 Sérgio 28 de janeiro de 2011 às 21:10

O bom do Arch é que além de ser muito atu­a­li­zado é muito está­vel tam­bém.
Ótimo post..

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9 André Gondim 29 de janeiro de 2011 às 22:42

É algo com­pli­cado e é bom saber que há o Ubuntu e o Fedora na lista sem­pre atu­a­li­zada e ambas não sendo rol­ling release.

Abraço!! ;)

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10 José Lopes 2 de fevereiro de 2011 às 20:22

Vale lem­brar que o Debian é reco­nhe­ci­da­mente con­ser­va­dor com rela­ção a novas ver­sões. Como eles mes­mos dizem, só lan­çam quando esti­ver pronto — ou algo do tipo.

É inte­res­sante se man­ter atu­a­li­zado não só para apro­vei­tar mais fun­ções, mas por ques­tões de segu­rança. Mas mui­tos softwa­res — e incluo dis­tros neste comen­tá­rio — lan­çam novas ver­sões sem parar de dar suporte a ver­sões antigas.

Veja o Python por exem­plo: já está na ver­são 3 há alguns anos, mas só há pouco tempo anun­ci­a­ram o fim do suporte à ver­são 2.x. Então eu posso ter a ver­são mais nova da série 2 de Python e estar atu­a­li­zado, embora eu deva ter de migrar para a série 3 em algum ponto se qui­ser me man­ter assim.

Um grande ponto a se con­si­de­rar é que mudar de ver­sões majo­ri­tá­rias cos­tuma dar muita dor de cabeça, por conta da perda de com­pa­ti­bi­li­dade com ver­sões ante­ri­o­res. Aí fica o dilema: mudar ou não mudar? Por isso, mui­tas vezes, usar as ver­sões mais novas de paco­tes leva tempo.

Muito bom o tema e o texto.
Abraço.

P.S.: Ainda no exem­plo do Python, acre­dito que todas as dis­tri­bui­ções ainda venham com a série 2 pré-instalada, o que deve cor­ro­bo­rar para estes resul­ta­dos. É que sim­ples­mente tan­tas e tan­tas apli­ca­ções são incom­pa­tí­veis com Py3K, que torna-se inviá­vel fazer a troca agora.

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