Eu não sou nem nunca fui um usuário do MacOS, para ser bem sincero, só coloquei as mãos numa versão desatualizada faz alguns anos, mas lembro de ler sobre um comportamento dos softwares instalados no sistema da Apple que achei muito interessante: os softwares universais, que funcionam tanto em 32 quanto em 64 bits e com as devidas características.
É claro que isso não é nenhuma mágica; trata-se de um instalador com arquivos de ambas as compilações e, por isso mesmo, mais inchado que seus similares monoarquitetura.
Debateu-se, muito brevemente, nas listas do Projeto Fedora, sobre a implantação de um RPM universal, multiarquitetura, mas os planos foram logo deixados de lado justamente por causa dos “quilinhos a mais” (kilobytes, sacaram? Hahaha). Enfim…
O que eu não sabia é que, embora a ideia de um RPM universal tenha sido abandonada, a ideia de um Fedora Universal permaneceu viva e, quem diria, foi tomando forma nos bastidores até reaparecer como cria de Jan Kratochvil e, o que é melhor, completamente funcional, até onde se sabe.
O novo formato consiste num Fedora maior — Live-DVD com 4,7 GB e DVD de Instalação com 6.9 GB – capaz de detectar se sua máquina é 32 ou 64 bits e instalar a arquitetura “adequada”. Você, é claro, pode pular essa detecção automática e selecionar qual arquitetura deseja.
As conversas (leia aqui em inglês) atuais giram em torno de fazer esse formato um padrão para o Fedora 16, mas, cá entre nós, acredito que o pessoal que oficializa os formatos ainda não vai chegar a tanto. Eu acredito, contudo, já no Fedora 16, ver uma opção bem clara de baixar o Fedora Universal e, quem sabe, lá pelo Fedora 17 ou Fedora 18 ele vire a imagem ISO oficial e preferível.
DOWNLOADS:
- Fedora 15 Multiarquitetura CHECKSUM (128)
- Fedora 15 Install Multiarquitetura (161)
- Fedora 15 Desktop Multiarquitetura (155)

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Muito legal !
muito show! eu gostaria dessa idéia sendo posta em prática!
Prefiro a versão mais enxuta, dado que a internet brasileira não é lá grandes coisas. Não é como se a gente não soubesse qual a arquitetura dos nossos computadores, né?
É interessante, sem dúvida, mas o problema é que o download vai ficar muito grande. Quem se disporia a baixar uma distro live que ocupa um DVD inteiro ou a baixar o equivalente a um DVD dual layer para o instalador? Os usuários mais avançados sabem a arquitetura de seu computador e não vão precisar disso.
Não acredito que a iniciativa está voltada para usuários que não sabem qual a arquitetura de seus PCs, vejo mais como uma forma de oferecer uma ferramenta mais completa para quem costuma instalar muitos PCs. O pessoal que faz manutenção sempre se depara com uma situação onde ter o máximo de ferramentas é desejável.
Para as minhas atuais condições de conexão, baixar uma imagem para dual layer é um pouco demais, mas, como disse o Ian Liu aí em cima, a conectividade no Brasil nunca serviu de parâmetro pra nada.
Tenho uma dúvida na questão do YUM.
Será que, nesse caso, existindo apenas um rpm multiarquitetura, o presto não poderia se encarregar de baixar um delta voltado para a arquitetura em uso?
Exemplo: O usuario manda o yum instalar o gimp. So existiria UM pacote rpm, contendo as informações 32 e 64 bits (multiarquitetura). Aí o plugin presto se encarregaria de baixar o delta na versão do sistema instalado no PC do usuário.
Será que o delta é capaz de lidar com essa situação?
Arllen, fiquei te devendo uma resposta… foi mal, mas antes tarde do que nunca, rapaz.
Infelizmente, o RPM multi nunca saiu da imaginação dos desenvolvedores. Se ele existisse, acredito que o seu processo funcionaria, já que não tem necessidade de baixar um RPM grande quando eu só vou precisar, digamos, do delta para gimp 64 bits.
Estou usando o Fedora 15 64 bits c/ KDE há algumas semanas, ele está ótimo, mas o idioma das apps está meio bagunćado. Algumas coisas em pt-BR outras em pt e ainda outras em en-US. Alguma dica para organizar isso? Já tentei mudar o idioma e continuou na mesma. Será que é algum bug ou faltou traduzir algumas coisas mesmo?
Lauro, embora eu não seja um usuário do KDE posso dizer o seguinte: quando um software não está traduzido ou apenas parcialmente traduzido, na maioria dos casos, a culpa é dos desenvolvedores oficiais. Para que a tradução aconteça ele, o upstream, precisa disponibilizar seus arquivos traduzíveis no Transifex, que ´a interface de tradução. Ainda há muitos softwares de fora e quando isso acontece o Projeto Fedora empacota o software do jeito que ele é disponibilizado.