Tempo de mudança: começa o Fedora 10

Maio 13th, 2008

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Não, você não leu errado. Faltando apenas alguns minutos para o lançamento do Fedora 9 (Sulphur) - 11:00 AM -, o Projeto Fedora já está com as oficinas prontas e acaba de iniciar a preparação para o próximo Fedora, a ser lançado em novembro.

Mais do que uma simples release, o novo Fedora 10 será um marco para o projeto, que mudou drasticamente ao longo de seus cinco anos de vida.

Com a mudança, todos os usuários de versões de teste do Fedora 9 (rawhide) serão afetados. Rawhide é o nome dado aos Fedoras em teste e com o lançamento do Fedora 9 o novo rawhide é agora o Fedora 10, portanto, se você pretende continuar a usar o Fedora 9 (Rawhide), precisa mudar os repositórios do seu YUM, caso contrário, pacotes do Fedora 10 começarão a ser instalados nas próximas atualizações.

O que se sabe de concreto sobre o Fedora 10 é que muita coisa vai mudar. Há boatos de que o codinome será obtido de uma forma totalmente nova em vez do popular quebra-cabeça usado até então. Há rumores, também, de que o velho e conhecido logo vai ser reformulado para algo mais moderno e de que a numeração dos Fedoras, logo depois do 10, vai mudar para algo mais simples, como X1, X2, X3… mas isso são apenas conversas nos corredores do projeto.

Enfim, na noite de ontem o líder do Projeto, Paul Frields enviou um longo e-mail, parabenizando os membros do Projeto pelo trabalho com o Fedora 9, comentou sobre a grande felicidade de estar à frente do Projeto agora no Fedora 9 e da emoção em ser o responsável pelo Fedora 10, que será um marco.

Deixo aqui o e-mail na íntegra e desejo a todos uma boa experiência com o Fedora 9 (Sulphur).

Bons downloads, pessoal.


Hello Fedora community — I wanted to take the occasion of my first
release as Fedora Project Leader to say a few — OK, not so few — words
to everyone about what this release means to me, and what I hope you see
in it too.

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Já tem Fedora 9 na área

Maio 9th, 2008

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Acabou a espera! Baixe agora mesmo o Fedora 9 (Sulphur)

AQUI

e aproveite.

Um novo jeito de VER as buscas na web: Viewzi

Maio 7th, 2008

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Enquanto o Google cresce impiedosamente e engole tudo (e todos) à sua volta, enquanto o bom e velho Yahoo! sente as primeiras dores da agonia e enquanto a Microsoft acorda gritando de medo no meio da noite diante de um cenário que lhe parece desfavorável, ainda existem os pequenos e corajosos desconhecidos que ousam planejar suas próprias soluções contra os três gigantes que dominam o mercado da web.

Estou falando do novo site de buscas Viewzi… pois é, a esta altura do campeonato eis que surge mais um site de buscas… Para ser sincero, não levei fé quando ouvi falar na “novidade”; o mercado das buscas já está meio que consolidado e sabemos muito bem quem leva vantagem. Fiz cadastro para ser beta tester do Viewzi - pois o uso ainda é vedado ao público – e nem liguei muito se seria ou não chamado. Pois para minha surpresa, fui chamado e me lembrei então que esse papo de “mercado consolidado” não existe (que o diga o Yahoo!, ex primeiro lugar na web) e que é sempre bom saber que tem gente tentando reinventar a roda por aí… nunca se sabe quando vão descobrir a turbina a jato, não é mesmo?

O que tem de legal no Viewzi é justamente aquilo que o nome dá a entender: o visual. Ele não inova em algoritmos, não busca resultados miraculosos e nem se diz melhor que o Google. Na verdade, o Viewzi (sem nenhuma vergonha) apenas agrega os resultados dos buscadores mais famosos (Google, Yahoo, MSN…), mas não é só isso, antes que vossa senhoria pare de ler e comece a praguejar aos céus, apresso-me em dizer que vale à pena dar uma olhada. Ele organiza o conteúdo de uma forma totalmente visual, permitindo que o usuário escolha (como mostrado nessa foto aí em cima) a maneira como (e de onde) deseja visualizar os resultados:

  • Web Screenshot: Onde os resultados são mostrados como screenshots bem legais, deslizantes no sentido horizontal e muito nítidas, além, é claro, de serem resultados muito relevantes.
  • Video 3x View: Com resultados do BlinkX, Veoh e YouTube, todos organizados na tela em três fileiras horizontais deslizantes. Os vídeos mostram flashes de seu próprio conteúdo em thumbails, alguns em looping antes de serem clicados e abertos pelo usuário.
  • Basic Photo View: Imagens agregadas do Flyckr e do Riya, arrumadas como numa matriz am linhas e colunas.
  • Simple Text View: As tradicionais exibições em texto, com um thumbnail do lado esquerdo, um link principal e um pequeno preview do conteúdo em texto… isso já vimos.
  • 4 Sources View: com resultados combinados do Yahoo, Google, MSN e Ask, todos empilhados por relevância.
  • Tech Crunch: Resultados obtidos do site Tech Crunch.
  • Reuters News View: Notícias adquiridas da Reuters, com artigos como se fossem notícias de jornal. Aparece um resumo funcional e logo abaixo o tradicional “Read more”.
  • Everyday Shopping View: agregando os principais sites de compras, Amazon, Ebay, Target, Wal-Mart… tudo de maneira visual, como sempre.
  • The Weather View: obviamente com resultados de buscas sobre clima atualmente limitadas aos Estados Unidos.
  • Amazon Book View: Busca de livros no Amazon, muito detalhada, com preços, sinopses, classificação e disponibilidade.
  • Mp3 Search View: Esse é um dos meus favoritos. Mp3 são encontradas, classificadas por relevância e com um player inteligente embutido podem tem execução instantânea. Reparem que o nome da trilha é a própria barra de progresso de execução e que vai mudando de cor conforme a música toca.
  • Celebrity Photo View: Um buscador de fotos chique. Os resultados são exibidos com decorações estilo “foto”, jogados aleatoriamente sobre a tela como se fossem fotografias espalhadas ao longo de uma mesa. Flutuando o mouse sobre alguma delas, esta ganha foco e se destaca.

Essa abordagem visual de trabalhar, todos sentimos, é uma tendência futurista, a web, os softwares, a TV, tudo caminha para uma interatividade maior, mais visual e menos verbal… quem sabe estamos vendo nascer no Viewzi o Google de amanhã? Bem… nunca se sabe… Embora ele demore um pouco mais para compilar os resultados, vale à pena pelo bom gosto e organização. No final das contas, experimentar a nova alternativa é viável, nem que seja por diversão. Se o Google tem que se preocupar, isso é outra história…

Curioso? Veja o vídeo.

<a href="http://youtube.com/watch?v=VROPRHf8Sv8">http://youtube.com/watch?v=VROPRHf8Sv8</a>

P.S.: Buscando pelo termo “Fedora” o Google achou 39.200.000 ocorrências, contra 73.600.000 do Yahoo! :-O e 14.300.000 miseráveis ocorrências pelo MSN Search

P.P.S.: Antes que alguém se insinue, sim, estou tentando voltar a usar KDE… tudo culpa do GNOME-comedor-de-memória-RAM

A primeira vez a gente nunca esquece

Abril 25th, 2008

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A primeira vez a gente nunca esquece… e sei que muitos pervertidos incautos estão imaginando um monte de besteiras, mas não; estou me referindo ao primeiro FISL.

Sei que é com certo atraso que venho abordar o assunto, mas, antes tarde do que nunca, como dizem por aí os otimistas. :-P

Antes de falar do FISL, essa também foi minha primeira viagem de avião e eu, como milhares de homens bem resolvidos que sofrem de acrofobia, estava morrendo de medo de voar. Fui sozinho enfrentar meus temores, agarrado aos braços da poltrona do avião numa demonstração de coragem que deixaria minha mãe orgulhosa. Provei a comida do avião: uma barra de cereal de maçã com gosto de alpiste e um suco de laranja que de laranja só tinha a cor, foi assim que cheguei a Porto Alegre para o FISL.

Se por um lado descobri que voar não era tão ruim, por outro tive a oportunidade de encontrar velhos novos amigos, um pessoal que me conhece há anos, tudo pelo mundo virtual, e que agora tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Mais impressionante foi ver que, quebrado o gelo inicial, logo as conversas prosseguiam animadas como sempre foram, como se todos fossem colegas de trabalho de longa data e como se a intimidade do grupo sempre tivesse sido presente e real (desprovida dos bits em mensageiros instantâneos) começando logo as já costumeiras sacanagens conversas de mesa de bar.

É claro que não tratamos só de almoços, piadinhas e de “água amarela” como disseram lá; o evento foi imenso, quase 7500 participantes e o Fedora se saiu muito bem, como era de se esperar. A distribuição de mídias gratuitas ocorria quase o dia inteiro, onde o usuário também poderia realizar o cadastro no nosso fórum e levar de brinde o suporte da comunidade.

Responder as perguntas ao vivo é sempre muito divertido e o stand - sempre cheio – arranjava ainda um espacinho para que nossos usuários trouxessem os notebooks caso precisassem de uma ajudinha.

Num âmbito mais sério, a Red Hat estava lá, orgulhosa da sua cria, e permaneceu grande parte do tempo se divertindo no nosso stand enquanto revelou - para orgulho de todos - que o Brasil é um caso de sucesso sem igual no mundo, com embaixadores dedicados e atuantes. Basicamente, vieram ver como trabalhamos, como interagimos, para tentar reproduzir em outros países a mesma fórmula que funciona tão bem aqui em nossas terras tupiniquins para disseminação do Fedora.

Desses três dias trago, além de boas lembranças, a sensação de que o Fedora (e o software livre em geral) estão amadurecidos, amizades renovadas, uma gripe e orgulho por fazer parte disso tudo.

Todo o pessoal

P.S.: Ainda tenho medo de avião.

Projeto Fedora assume novos rumos

Abril 24th, 2008

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É impressionante como as coisas acontecem e, eventualmente, queimam nossa língua. Até bem pouco tempo, postei aqui um pequeno artigo questionando o papel da comunidade frente ao desenvolvimento do Linux e, como que por mágica, uma mudança impressionante aconteceu.
No dia 21 de abril desse ano (2008) o líder do projeto Fedora, Paul W. Frields anunciou que do Fedora 9 em diante o “Fedora Board” passará a ser integrado por uma maioria de membros da comunidade e uma minoria de indicados pela Red Hat.
Ok, ok, se você não entendeu o que isso significa, podemos dizer que o Fedora Board é como os “Cavaleiros da Távola Redonda”. São eles que decidem o que será feito de nosso querido Fedora e, de certo modo, são a hierarquia mais alta dentro do projeto.
O Fedora Board passa a ser composto por 5 membros eleitos pela comunidade e 4 membros indicados pela Red Hat (antes eram 4 da comunidade e 5 da Red Hat), lembrando que um deles, o líder do projeto, tem poder de veto sobre todas as decisões.
Isso vem, na minha modesta opinião, a finalmente dar para a comunidade um pouco mais de (merecido) poder de decisão sem precisar fazer parte do corpo de engenheiros da Red Hat e sem ter que galgar altos degraus de patente como CEO de o que quer que seja.
Segundo Paul Frields esse era o caminho óbvio a se tomar, posto que atualmente, cerca de dois terços dos pacotes no Fedora são mantidos por voluntários da comunidade e que a comunidade vem participando com competência em outras áreas.
O que dizer? Bem… acho que “parabéns a todos” é o mais indicado porque o fedora é um trabalho excelente, com milhares de adeptos muito dedicados e que o que mais esperamos é que cada vez mais a “voz da comunidade” não seja só uma demagogia e sim uma realidade cada vez mais hmmm… real. :-)
A quem interessar possa, vou deixar na íntegra o e-mail com o anúncio oficial. Se você não saca nada de inglês ou se (como eu) sofre de preguicite aguda pode passar batido porque eu já resumi tudo antes.

Abraços

“Since the Fedora Board originally formed in 2006, the Fedora Project has
changed quite a bit. We now have about two-thirds of our packages
maintained by volunteer community members. Our technical steering
committee, FESCo, is made up of a roughly even mix of volunteers and Red
Hat employees. This community has developed and enforced its own high
standards and done it in an open and transparent fashion in the best
tradition of open source.

And through all of these efforts, we’ve helped build a community of
contributors — not just people who *use* Fedora, but people who *give
back* to the open source ecosystem, and their fellow human beings.

I’m very pleased to report that with the post-Fedora 9 election, the
Board composition will be a better reflection of the strides our
community has made in self-organization and self-governance, and of our
healthy partnership with Red Hat. Starting with this election, the
Board will move to a composition of five (5) community-elected seats and
four (4) Red Hat-appointed seats. This is an issue I’ve been advocating
over the past couple of weeks, and I’m delighted to be able to make this
change following my first release as Fedora Project Leader. I look at
this as a significant step in the evolution of the Board and Fedora’s
governance overall.

The rest of the Board and I look forward to the elections, and to the
continued opportunity to serve everyone in the Fedora community. We
appreciate the support and the trust you give us, and will always work
hard to earn it. Thanks for reading!


Paul W. Frields http://paul.frields.org/
gpg fingerprint: 3DA6 A0AC 6D58 FEC4 0233 5906 ACDB C937 BD11 3717
http://redhat.com/ - - - - http://pfrields.fedorapeople.org/
irc.freenode.net: stickster @ #fedora-docs, #fedora-devel, #fredlug”

Linux: qual o verdadeiro papel da comunidade?

Abril 11th, 2008

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Desde sua criação em 1991 o Linux mudou muito; deixou de ser um sonho para se tornar uma realidade cada vez mais presente e acabou mostrando que pode ser uma escolha muito rentável para empresas com alguma mente aberta e empreendedorismo. Muitas empresas inteligentes perceberam que abrir o código de seus produtos facilita o desenvolvimento porquê, verdade seja dita, não há nada como ter milhares (ou até milhões) de programadores trabalhando de graça para implementar melhorias ao seu produto. Isso também significa que desenvolvedores de outros produtos terão a capacidade de aumentar a interoperabilidade com seus softwares e, no que diz respeito ao seu software, é sempre bom que ele seja usado, citado ou mesmo usado como base para plug-ins de terceiros. Foi dessa forma que o cenário do Linux mudou bastante. Já não se tratava mais de uma excentricidade, o sistema vinha, cada vez mais, parecendo um bom negócio.

Mais que um bom negócio, uma coisa vinha ficando bem clara: desktop não dá lucro. Isso, que o diga a Microsoft, que chega a ter até 86% de sua base instalada pirata em países como a China, e que tem números engraçados como “gastar mais com custos telefônicos do que faturar com vendas do windows desktop” (que não posso confirmar se é verdade porque li em um lugar e não achei a referência)… No entanto, o que importa é isso “desktop não dá grana” e deve ser por esse motivo que o Linux está ainda tão atrasado nesse meio, já que ao longo do tempo o cenário do Linux se transformou em um mercado corporativo e como tal é dominado por empresas.

Sim, é isso… estudos recentes da “The Linux Foundation” evidenciam o que muita gente já sabia: são as empresas que mandam no desenvolvimento do Linux. Pelas estatísticas, há mais de 1000 programadores dando duro em escrever o código do kernel e entre 70% e 95% desses desenvolvedores são pagos para fazê-lo e mais de 70% dessas contribuições são feitas por programadores que trabalham em grandes empresas. Pode ser por isso então que o Linux como Desktop não alça vôo, visto que o mercado de Desktops vem em segundo plano para as grandes empresas (dizem até que o Windows desktop nunca foi o maior provedor de lucro para a Microsoft e que ela tem outros produtos que vendem bem mais).

O ponto aqui, no entanto, é o seguinte: onde entra a comunidade nisso, já que agora quem manda são as empresas? Suse, Mandriva, Red Hat, Canonical, Mozilla, Sun… são todas gigantes (algumas mais que outras, claro), mas todas elas visando algo mais que contribuir para a liberdade do software (sentiram a ironia? :-) ). O Linux cresceu, e nunca cresceu tanto como cresce agora, mas o Linux comunitário, aquele feito “pelo povo e para o povo” ainda existe?

Toma-se como exemplo o desenvolvimento de uma distro grande como o Fedora (que é bancado pela Red Hat), mas suponho que o processo todo seja muito semelhante para as outras. A grande maioria dos desenvolvedores diretos são engenheiros contratados e que fabricam a distribuição de acordo com as metas estabelecidas pelos diretores. Não cabe a nós definir a lista com codinomes para os outros votarem, nós só votamos, mas não indicamos nenhum nome (no caso do Fedora). Isso, até bem pouco tempo, era um privilégio exclusivo da Red Hat e agora é privilégio dos desenvolvedores. Nem embaixadores, nem desenhistas, nem escritores e nenhum membro da comunidade pode indicar um codinome, nesse caso o processo é fechado.

Outro bom exemplo é o GNOME. Quem usa conhece a interface spatial, que é aquela onde cada vez que você clica em uma pasta, uma nova janela se abre e a antiga permanece. Nunca na vida conheci uma pessoa que gostasse da interface spatial e todo mundo sempre acaba mudando as opções para navegar no estilo “browser” que abre todas as pastas na mesma janela. Segundo os desenvolvedores, o modo spatial é melhor que o modo browser porque “traz a sensação de uma mesa de verdade, com papéis espalhados e tudo”. Também acham óbvio que dando dois cliques com o botão do meio o modo spatial abre sempre na mesma janela (alguém sabia disso?). Mas o ponto é que se a comunidade não gosta do modo spatial, porque ele vem por default? E porque não mudaram? Certamente, só na cabeça de um desenvolvedor pérolas do tipo “todo mundo abre um terminal e edita um arquivo no VI” podem fazer sentido.

Não digo é claro, que a comunidade não participa de nada; a comunidade traduz, dissemina, reporta bugs (que nem sempre são bem atendidos por algum desenvolvedor arrogante que teima em dizer que o problema não existe) e faz desenhos, mas não decide quais pacotes quer usar, nem como quer que o sistema funcione. Como disse um sábio, as empresas deixam que usemos o Linux delas.

Contribuir mais profundamente não é fácil, todos sabemos. O grau de especialização cresce de acordo com a profundidade do desenvolvimento. Já imaginaram se todo estudante do primeiro semestre de computação quisesse adicionar seu código ao kernel? Ou se cada moleque que faz uma calculadora em C++ decidisse adicionar o “programa” na árvore oficial?

Qual é, realmente, o papel da comunidade nisso tudo? O que vocês acham a respeito? Notem que aqui não estou falando de uma distribuição específica; todas têm seus problemas (Fedora, Suse, Ubuntu…). O ponto crucial é que o Linux está mudando e por detrás de um grande Linux está sempre uma grande empresa… isso não é coincidência, posso apostar. :-)

Estatísticas do Kernel

  • O número de desenvolvedores do Kernel triplicou nos últimos 3 anos.
  • Neste momento contribuem com cada Kernel, mais de 1.000 programadores procedentes de mais de 100 organizações.
  • Entre 70% e 95% destes desenvolvedores recebem uma remuneração econômica por seu trabalho (o que cai por terra o mito de que a maior parte dos programadores de software livre não recebem nada pelo código que produzem).
  • Mais de 70% das contribuições ao Kernel são provenientes de programadores que trabalham em empresas como IBM, Intel, The Linux Foundation, MIPS Technology, Novell e Red Hat.
  • Cada dia são adicionadas uma media de 3.621 linhas de código ao Kernel.
  • Um novo Kernel é liberado, em media, a cada 2,7 meses.
  • O tamanho do Kernel tem crescido em 10% a cada ano desde 2005.
  • Nunca na historia da computação houve tantas empresas, organizações, desenvolvedores e usuários trabalhando em um só projeto de software.

Dentre todos os detalhes citados, dois chamam mais a atenção, o que se refere a porcentagem de desenvolvedores do Kernel que cobram por seu trabalho, e as empresas que pagam esses desenvolvedores, sendo que as que mais contribuem são:

  1. Red Hat (11.2%)
  2. Novell (8.9%)
  3. IBM (8.3%)
  4. Intel (4.1%)
  5. The Linux Foundation (3.5%)
  6. SGI (2.0%)
  7. MIPS Technology (1.6%)
  8. Oracle (1.3%)
  9. MontaVista (1.2%)
  10. Linutronix (1.0%)

Mulher(es) no Fedora - Diana Fong

Abril 5th, 2008

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Uma coisa bem chata nesse mundo de informático é que a quantidade de mulheres é pequena. Quando me aparece um trabalho já perco logo as esperanças de ter como companhia uma bela modelo de lingerie que entende de python e que também acha perda de tempo continuar o desenvolvimento do Koffice.
Verdade seja dita, uma mulher (bonita) descarrega o ambiente, torna os dias mais coloridos, inspira poetas, cancioneiros, pintores e programadores… (caiu uma lágrima aqui).
Os movimentos femininos de Software livre ainda são bem pequeninihnos, o que é uma pena e chega a ser até engraçado porque em qualquer evento onde aparece uma criatura de saias (seja mulher ou simplesmente um escocês) os nerds logo ficam em cima, cheios de vontade de ajudar a donzela. Procurem num fórum, sei que vão achar patético também, mas vale umas risadas.
No Fedora não é diferente… sobra homem por metro quadrado, mas uma vez ou outra, no meio dessa macharada toda, aparece uma mulher (esfregando os olhos para ver se não é miragem). É o caso de Diana Fong.
A chinesinha é contratada pela Red Hat para fazer alguns trabalhos gráficos. O currículo dela é modesto: graduada na escola de desenho de Harvard, mestre em mídia virtual e ambientes de produção pelo colégio Wellesley e bacharel em economia e multimídia.
Ela criou o visual do Fedora Core 5 que, para quem não se lembra, foi a primeira vez que o Fedora teve um visual próprio com logo e tema exclusivos… (eu não gostei daquelas bolhas, diga-se de passagem :-P).
O Fedora 6 também foi dela, com o tema DNA… bem melhor, mais sombrio e menos mulherzinha lembra-se?
Atualmente ela está mais ligada na parte de webdesign, mas ainda faz alguns papéis de parede para o Fedora… alguns que considero bons, outros digamos… artísticos demais pro meu gosto, mas o que importa é que a menina é boa. (sem trocadilhos). Todas as páginas do fedoraproject são cria dela e, diga-se de passagem, estão bem melhores.
Além dos trabalhos para o Fedora, ela fez o design quase todo do OLPC, incluindo a interface e o visual do hardware. Escolheu as cores, os materiais, a disposição de cada detalhe… é tudo dela.

Para quem quiser conhecer mais o trabalho dela é bem simples; a menina tem um monte de páginas por aí, gosta muito de tirar fotos e tem um flog gigantesco. Para ver o portfólio dela é só clicar aqui. Para ir fuçar no flog é aqui e para ver a página dela no Fedora Project é aqui.

Logo logo, ainda seguindo essa trilha, vamos falar aqui do embrionário projeto Fedora Women, um esforço do Projeto Fedora para o público feminino.

Sossega com esse blog, hômi!!!!

Março 17th, 2008

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Bem que eu tento, mas o blog não colabora… Acho que esse tema está melhor, não é? Algo mais leve e que fica melhor com o ajax…

A quantidade de temas bugados no WordPress é capaz de encher o saco de um monge budista. Tomara que este funcione sem problemas… hehehehe

:-D

Pré-Upgrade: Fedora novo sem nenhum esforço

Março 17th, 2008

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Já sei disso há algum tempo, mas relutei em postar aqui porque não havia nada certo. Agora é oficial: nossas preces foram atendidas e o Fedora 9 vai inaugurar um recurso chamado Pré-Upgrade.
O Pré-Upgrade vem atender a uma das maiores reclamações que um usuário Fedora poderia ter… o martírio de formatar a máquina a cada nova versão ou esperar 700 horas pela atualização dos pacotes pelo DVD.
A idéia é bem simples: de agora em diante, rodando uma versão mais antiga do Fedora (7 ou 8), basta instalar o Pré-Upgrade e decidir para qual versão deseja atualizar seu Fedora. O recurso não é nenhum fenômeno de exclusividade. Que eu saiba as distribuições Debian like já contam com o dist-upgrade há anos, mas dessa vez o diferencial está mesmo na facilidade em se fazer isso: a interface gráfica é simples e permite que você continue usando seu PC enquanto a atualização acontece e, no fim de tudo, apenas um reboot é necessário para que todo o processo seja concluído.
O software, pessoal, encontra-se 90% terminado e vem em boa hora, pois o Fedora está claramente amadurecendo. Confiram algumas imagens do funcionamento logo abaixo:

Bem-vindoVersãoBaixandoAdquirindo imagensTerminado.

As minhas outras grandes reclamações não dependem diretamente do Projeto Fedora, mas vêm me incomodando faz tempo. O Firefox 2 junto com o OpenOffice consome tanta memória quanto um sistema operacional inteiro e até o GNOME, que tinha fama de ser leve, :’( já consome mais memória que o KDE.
Embora eu ame o Linux, alguns softwares nele são capazes de detonar sua memória e muitas vezes meu computador “senta” com a língua para fora por causa de seus míseros 512 MB de RAM DDR2. O GNOME, que eu bradava aos quatro ventos ser muito mais leve e rápido que o KDE já não é assim faz tempo e com a chegada do KDE 4 isso ainda deve se tornar mais visível, já que o KDE 4 consome 39% menos memória que seu antepassado 3.5.
O GNOME tem um desenvolvimento lento, por isso nem posso sonhar com uma versão mais rápida para breve… não sou um fanático por nenhum desktop; uso GNOME porque vejo nele mais organização e clareza, acho ideal para usuários inexperientes já que ele não sobrecarrega você com informações e ícones minúsculos. O KDE é bonitão, também faz tudo e tem recursos integrados que sempre me deixou com uma pontinha de inveja (pois usei KDE a vida toda e há uns três anos passei para o GNOME) e agora, desiludido, vejo que o GNOME sempre fez exatamente aquilo que eu criticava no KDE: comer memória demais.
Para resumir, o Linux como um todo precisa evoluir ainda, especialmente no que diz respeito aos softwares comedores de memória RAM.

Fedora 9, cada vez mais perto

Março 16th, 2008

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Conforme vai passando o tempo, o Fedora 9 toma cada vez mais a cara de uma distribuição final. Vem aí chegando o Fedora 9 beta (dia 20 de março) e pelo que pude ver na versão alfa, as coisas vão ser muito boas nessa release.

O tema escolhido para o Fedora 9, baseado em enxofre com aquelas pedrinhas brancas é até bonitinho… os tempos já foram piores. Quem não se lembra daquelas malditas bolhas escolhidas como tema do Fedora Core 5? Pois, no Fedora 9 os papéis de parede vão continuar mudando conforme as horas o dia (ou você nunca reparou que eles mudam de cor sozinhos?) e a idéia está muito interessante com 4 momentos: nasces do sol, dia, pôr-do-sol e noite.

Nascer do solDiaPôr-do-solNoite

Já está praticamente terminada também a tela do RHGB (aquela que esconde o terminal durante a inicialização), faltando apelas colocar a barra de progresso em amarelo (homenageando o enxofre) e, segundo algumas sugestões, colocar cristais de enxofre perto do logo… que fixação nesses cristais… :-(

RHGB F9

Por outro lado, além das idéias boas existem uns caras que merecem levar uma surra,propondo uns temas tão ridículos que chegam a ser constrangedores, como essas porcarias aí embaixo, cujo sugestivo título é “freedom”:

Frredom 1Freedom 2Freedom 3Freedom 4
Da esquerda para a direita temos um grilhão se arrebentando, preso no braço de alguém que sofre de elefantíase (pode ser um ET também), no segundo, uma corrente se partindo (hahaha) e no terceiro, uma parede onde a corrente fica presa (atenção à janelinha com o sol no estilo “primeira série” brilhando) e, para fechar com chave de ouro, uma corrente azul com um “estalo” azul (que gênio!).

Antes que perguntem, o designer do tema Freedom não foi a Princesa Isabel.