A primeira vez a gente nunca esquece… e sei que muitos pervertidos incautos estão imaginando um monte de besteiras, mas não; estou me referindo ao primeiro FISL.

Sei que é com certo atraso que venho abordar o assunto, mas, antes tarde do que nunca, como dizem por aí os otimistas. :-P

Antes de falar do FISL, essa também foi minha primeira viagem de avião e eu, como milhares de homens bem resolvidos que sofrem de acrofobia, estava morrendo de medo de voar. Fui sozinho enfrentar meus temores, agarrado aos braços da poltrona do avião numa demonstração de coragem que deixaria minha mãe orgulhosa. Provei a comida do avião: uma barra de cereal de maçã com gosto de alpiste e um suco de laranja que de laranja só tinha a cor, foi assim que cheguei a Porto Alegre para o FISL.

Se por um lado descobri que voar não era tão ruim, por outro tive a oportunidade de encontrar velhos novos amigos, um pessoal que me conhece há anos, tudo pelo mundo virtual, e que agora tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Mais impressionante foi ver que, quebrado o gelo inicial, logo as conversas prosseguiam animadas como sempre foram, como se todos fossem colegas de trabalho de longa data e como se a intimidade do grupo sempre tivesse sido presente e real (desprovida dos bits em mensageiros instantâneos) começando logo as já costumeiras sacanagens conversas de mesa de bar.

É claro que não tratamos só de almoços, piadinhas e de “água amarela” como disseram lá; o evento foi imenso, quase 7500 participantes e o Fedora se saiu muito bem, como era de se esperar. A distribuição de mídias gratuitas ocorria quase o dia inteiro, onde o usuário também poderia realizar o cadastro no nosso fórum e levar de brinde o suporte da comunidade.

Responder as perguntas ao vivo é sempre muito divertido e o stand - sempre cheio – arranjava ainda um espacinho para que nossos usuários trouxessem os notebooks caso precisassem de uma ajudinha.

Num âmbito mais sério, a Red Hat estava lá, orgulhosa da sua cria, e permaneceu grande parte do tempo se divertindo no nosso stand enquanto revelou - para orgulho de todos - que o Brasil é um caso de sucesso sem igual no mundo, com embaixadores dedicados e atuantes. Basicamente, vieram ver como trabalhamos, como interagimos, para tentar reproduzir em outros países a mesma fórmula que funciona tão bem aqui em nossas terras tupiniquins para disseminação do Fedora.

Desses três dias trago, além de boas lembranças, a sensação de que o Fedora (e o software livre em geral) estão amadurecidos, amizades renovadas, uma gripe e orgulho por fazer parte disso tudo.

Todo o pessoal

P.S.: Ainda tenho medo de avião.

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