Archive for the 'análise' Category

Minha primeira experiência com o Haiku (OpenBeOS)

Alguns devem ter per­ce­bido que estou “revi­si­tando” alguns tex­tos anti­gos aqui no blog. Bem, isso faz parte de algu­mas mudan­ças que pre­tendo fazer para tor­nar o blog mais atra­tivo e variado.

Minha pri­meira ati­tude foi revi­sar e atu­a­li­zar uma série que come­cei mas nunca che­guei a ter­mi­nar sobre sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais em dez par­tes. Ontem repos­tei o texto sobre o BeOS, desde o começo do desen­vol­vi­mento até a sua morte e o sur­gi­mento do Haiku, que é uma ver­são atual e open­source do finado SO.

Bai­xei o Haiku e ins­ta­lei aqui na minha máquina vir­tual, mas não espe­rava que a expe­ri­ên­cia fosse tão mar­cante. Por isso, decidi com­par­ti­lhar com vocês minhas impres­sões. Vamos lá?

A ima­gem ISO vem com­pac­tada no for­mato ZIP, são ape­nas 164,4 MB para bai­xar e, des­com­pac­tado, vai a 379,9 MB. Mesmo com a minha cone­xão de 300 K levou pouco mais de uma hora e meia baixando.

Meio rece­oso, dei o boot na ima­gem pela máquina vir­tual, mas tudo cor­reu bem. A pri­meira tela é bas­tante sim­pá­tica e pouco depois leva para uma caixa ofe­re­cendo a pos­si­bi­li­dade de ins­ta­lar ou rodar live. Instalei.

Ao con­trá­rio do que esta­mos acos­tu­ma­dos, o Haiku não par­ti­ci­ona auto­ma­ti­ca­mente durante a ins­ta­la­ção; ele detecta não haver par­ti­ção, mas não toma nenhuma pro­vi­dên­cia. Cabe a você ir no par­ti­ci­o­na­dor (que não é muito intui­tivo), sele­ci­o­nar os espa­ços e os for­ma­tos, apli­car e depois vol­tar para a instalação.

Feito isso, o resto é tran­quilo e rápido. Ape­nas dez minu­tos depois o Haiku está rodando e o boot leva ape­nas 15 segundos.

A parte “mar­cante” que men­ci­o­nei foi sen­tir o mesmo que sen­tia no começo da minha vida linu­xer. A emo­ção de ins­ta­lar um outro SO e explorá-lo, ir tate­ando no escuro e vendo novi­da­des. Ses­são nostalgia…

Na VM o dis­po­si­tivo de rede não foi reco­nhe­cido, por isso não pude tes­tar a inter­net e nem expe­ri­men­tar o BeZilla Brow­ser (um remake do Fire­fox), mas rodei pelo sis­tema inteiro admi­rando simi­la­ri­da­des e dife­ren­ças entre Linux, Win­dows e Haiku. O BeOS é uma parte da his­tó­ria e quando você se dá conta de que está ali, aces­sando um SO total­mente dife­rente, é impos­sí­vel não pen­sar em como nos­sos hori­zon­tes ficam res­tri­tos com o pas­sar do tempo.

Não pre­tendo fazer do Haiku o meu sis­tema ope­ra­ci­o­nal, mas gra­ças e ele eu pude sen­tir, nova­mente, a empol­ga­ção da des­co­berta que já não tinha mais nos GNO­MEs e KDEs da vida. Pra fechar, seixo algu­mas scre­enshots que tirei e vídeos mos­trando um pouco da Sili­con Graphics dos Pobres, como era chamado.

Visão geral

Abrindo 26 apli­ca­ti­vos ao mesmo tempo

Colo­cando o Haiku sob Stress

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Uma TI mais verde (e equivocada)

Está na moda a cons­ci­ên­cia eco­ló­gica e, seguindo essa ten­dên­cia, as pala­vras “boas” da vez são (anote aí): verde, eco­no­mia, pla­neta, árvore e doa­ção. Se você usar qual­quer uma des­sas pala­vras nos seus pro­je­tos – não importa quão imbe­cil ele seja – as pes­soas serão obri­ga­das a aplaudi-lo, afi­nal, o que vale é a inten­ção! Ou será que não vale?

Embora eu seja a favor das ati­tu­des eco­ló­gi­cas, o mais cho­cante na nova gera­ção de abra­ça­do­res de árvo­res e natu­re­bas é a quan­ti­dade de desin­for­ma­ção que essa gente tem. Árvo­res são boas, mas a babo­seira ambi­en­ta­lista de agora trata cada árvore como uma limpa e efi­ci­ente fábrica de ar puro… é como se cada semente fosse um tan­que de oxi­gê­nio em poten­cial, espe­rando para cres­cer e jogar na atmos­fera o pre­ci­oso O2.

Será que nin­guém se lem­bra das aulas de bio­lo­gia no ensino médio? Árvo­res são cri­a­tu­ras vivas como qual­quer ani­mal e res­pi­ram, assim como você e eu, oxi­gê­nio, exa­lando CO2. Acon­tece que no pro­cesso de fotos­sín­tese as plan­tas usam a luz como cata­li­sa­dor num pro­cesso fotoquí­mico que envolve CO2. Logo, de noite, quando não há luz do sol para fotos­sin­te­ti­zar a gli­cose, as plan­tas com­pe­tem conosco pelo mesmo O2. Para resu­mir, a planta faz duas coi­sas: res­pira como nós e faz fotos­sín­tese (observe bem que o ponto chave aqui é o pre­fixo FOTO), por­tanto, sem luz, sem pro­du­ção de oxi­gê­nio e a planta con­ti­nua, assim como nós, res­pi­rando O2.

Há tam­bém alguns estu­dos “geni­ais” que suge­rem replan­tar flo­res­tas com euca­lipto por­que cres­cem rápido e são gran­des. Ima­gine replan­tar a flo­resta amazô­nica com euca­lip­tos? Melhor seria adi­ci­o­nar mais uma pala­vra ao dici­o­ná­rio des­sas pes­soas: bio­di­ver­si­dade.

Entre­tanto, estou diva­gando. Se por um lado não acre­dito nessa ladai­nha de plante um “tan­que de oxi­gê­nio”, acre­dito que árvo­res aju­dam na regu­la­ção da tem­pe­ra­tura, na manu­ten­ção da fer­ti­li­dade do solo, no embe­le­za­mento das cida­des e na sus­ten­ta­ção de um bioma vari­ado, por isso achei legal falar sobre o pro­jeto eco4planet.

O eco4planet é um bus­ca­dor (que, na ver­dade usa o Goo­gle cus­to­mi­zado), mas que pro­mete plan­tar uma árvore a cada 50.000 bus­cas rea­li­za­das pelo seu sis­tema. A tela, como não pode­ria dei­xar de ser é preta, para “eco­no­mi­zar ener­gia”. Sim! O eco4planet é feito por bra­si­lei­ros e, a prin­cí­pio, vai plan­tar as árvo­res em Ribei­rão Preto (SP). Se os caras forem inte­li­gen­tes, tem tudo para dar certo (só espero que não saiam plan­tando euca­lip­tos a torto e a direito).

Se for fazer uma busca pela net, dê uma chance aos caras. Cada árvore plan­tada faz pose para uma foto que você pode ver aqui.

eco

P. S.:

Ape­nas mais duas obser­va­ções (já que estou com a mão na massa):

  1. Se você usa moni­to­res LCD pode usar uma tela mais negra que a alma do Steve Bal­mer e não vai fazer eco­no­mia nenhuma. Isso de telas escu­ras eco­no­mi­za­rem ener­gia só fun­ci­ona nos velhos CRT1.
  2. Quer ver me dei­xar puto e vir falar das “emis­sões de car­bono”, “car­bono zero”… Car­bono é um ele­mento quí­mico da tabela perió­dica que é SÓLIDO à tem­pe­ra­tura ambi­ente (gra­fite, dia­mante…). Car­bono e dió­xido de car­bono são duas coi­sas muito diferentes.
  1. http://googleblog.blogspot.com/2007/08/is-black-new-green.html
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Um game quase poético: Odin Sphere

Faz muito tempo que não falo aqui sobre jogos, mas, nem por isso parei de jogar e de me diver­tir com meu Plays­ta­tion 2. Games para PC nunca me atraí­ram muito, mas sem­pre tive a sorte de ter algum bom con­sole conec­tado à TV da sala.

Fiz uma pausa e vim aqui falar sobre o exce­lente Odin Sphere da Vanillaware/Atlus, um RPG lan­çado em 2007 e que, diziam, era o último grande game para PS2.

Este jogo me con­quis­tou por diver­sos moti­vos e o prin­ci­pal deles é a nar­ra­tiva belis­si­ma­mente desen­vol­vida pelo dire­tor George Kami­tani. Segundo ele mesmo, a inten­ção era fazer um jogo que seguisse uma veia sha­kes­pe­a­ri­ana, repleto de diá­lo­gos dig­nos de um (bom) livro, com lin­gua­jar moderno e, mesmo assim, ele­gante. Logo nas pri­mei­ras linhas nota-se algo a mais durante os diá­lo­gos. Os tex­tos, quase como poe­sias, são decla­ma­dos por uma dubla­gem exce­lente, de inglês claro, bem mar­cado e bonito.

Não se pre­o­cupe se você não gosta de ler; o jogo tem um fundo de mito­lo­gia nór­dica mis­tu­rada a outros ele­men­tos que tor­nam a trama atra­ente tam­bém para aque­les que gos­tam de par­tir logo para a por­rada, mas a graça, na minha opi­nião, é des­fru­tar mesmo a história.

São 5 per­so­na­gens, cada um de um livro e você pre­cisa pas­sar pelos 5 livros para com­ple­tar a jor­nada. As vidas de cada um dos 5 são conec­ta­das por­que, sendo de raças dife­ren­tes e no meio de uma guerra, cada um deles luta para garan­tir a sobre­vi­vên­cia de seu povo. Dessa forma, jogando, você tem a opor­tu­ni­dade de obser­var a trama sob todos os pon­tos de vista, o de quem ataca, o de quem é ata­cado, o de quem vence, o de quem é ven­cido e se pega refle­tindo que não há, real­mente, bons ou maus; ape­nas há povos lutando para alcan­çar um fim. Nas opções do jogo existe uma time­line que mos­tra como cada evento estava conectado.

Grá­fi­cos em 2D super colo­ri­dos e com tra­ços boni­tos, mas esti­li­za­dos, lem­brando pin­tu­ras em aqua­rela per­mi­tem que você se deixe levar pelas luzes e deta­lhes em cada cená­rio. Você vai enfren­tar espec­tros de lava na terra do fogo, ietis rai­vo­sos nas mon­ta­nhas gela­das e atra­ves­sar netherworld, o sub­mundo dos mor­tos em meio a espí­ri­tos ran­co­ro­sos e cheios de cinismo, tudo isso empu­nhado a sua Scypher, que é uma arma for­jada a par­tir das joias rou­ba­das dire­ta­mente dos domí­nios da morte (legal, não?). Enquanto luta, as músi­cas orques­tra­das, com­po­si­ções da pro­du­tora de som Basis­cape dão um bom suporte para com­ple­tar a trama, mas, sin­ce­ra­mente, pode­riam ser melho­res, pois ficam meio repe­ti­ti­vas se você pres­tar atenção.

Não se trata de um jogo fácil: cer­tos mes­tres che­gam mesmo a irri­tar se por acaso forem enfren­ta­dos sem a pre­pa­ra­ção ade­quada, con­tudo, não chega a ser um jogo extre­ma­mente longo, podendo ser ter­mi­nado em menos de 15 horas com algum esforço.

A maior recla­ma­ção, sin­ce­ra­mente, é téc­nica, pois, na hora em que a tela fica repleta de raios, explo­sões e mons­tros vora­zes o hard­ware do PS2 começa a pipo­car para o odi­ado efeito slow­down… se você não for esperto acaba mor­rendo para ter que come­çar o cená­rio de novo.

O game é, ape­sar desse defei­ti­nho, uma ver­da­deira obra de arte, repleto de bom gosto, bem feito e muito inte­res­sante, ghe­gando a garan­tir um 8.8 no score da IGN.

Minha reco­men­da­ção? Se você não jogou, jogue, pois este é um jogo memorável.

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As pessoas preferem GNOME?

Se você é um fã do KDE, amigo lei­tor, pode achar o título bas­tante pro­vo­ca­tivo e injusto, mas até eu me sur­pre­endi com deter­mi­na­dos dados que pude reu­nir durante os últi­mos meses e que me ale­gro em com­par­ti­lhar aqui no meu blog.

No iní­cio de 2009 a Pre­fei­tura da cidade de Para­cambi (RJ), onde tra­ba­lho come­çou a ensaiar os pri­mei­ros pas­sos para a “dança da migra­ção” rumo ao soft­ware livre. O assunto “migra­ção” em si é bas­tante conhe­cido e a inter­net está coa­lhada de links con­tando casos e dicas para quem tem uma empresa e pre­tende migrar; aliás, aqui mesmo escrevi um post sobre o assunto onde resu­mia um pouco daquilo que aprendi com o tempo em diver­sas situações.

Como estou che­fi­ando a migra­ção e isso, con­se­quen­te­mente, coloca o meu tra­seiro na reta, estu­dei com cui­dado as dis­tros que iría­mos usar e o nosso público alvo. O medo em usar Fedora era jus­ta­mente o curto período de vida: ficar sem upda­tes depois de 13 meses é mesmo um argu­mento muito forte con­tra a apli­ca­ção prá­tica do Fedora, mas, em desk­tops, isso é quase irre­le­vante já que as máqui­nas ficam den­tro de uma rede pro­te­gida por firewalls.

Nos ser­vi­do­res, Fedora nem pen­sar! Se por um lado o desk­top pode muito bem viver sem atu­a­li­za­ções um ser­vi­dor não pode se dar a esse luxo; por esse motivo, Fedora nos ser­vi­do­res é impra­ti­cá­vel e esco­lhe­mos o Cen­tOS. Cri­a­re­mos um repo­si­tó­rio para os nos­sos Fedo­ras e todas as atu­a­li­za­ções que dese­jar­mos serão con­tro­la­das por ali. A dobra­di­nha CentOS/Fedora foi esco­lhida jus­ta­mente pela faci­li­dade de inte­gra­ção e, em segundo lugar, pela fami­li­a­ri­dade que já tenho.

O ponto fun­da­men­tal aqui, entre­tanto, foram as pes­soas. Era pre­ciso estu­dar os usuá­rios para deter­mi­nar em qual per­fil se enqua­dra­vam e ten­tar, dessa maneira, redu­zir a curva de apren­di­zado no máximo possível.

Minha pri­meira dúvida foi: GNOME ou KDE? Embora eu seja usuá­rio GNOME e tenha sido um dos que joga­ram pedras no KDE 4.0, admito que o KDE 4.2 está exce­lente, bonito e fun­ci­o­nal. A melhor saída me pare­ceu a pes­quisa de campo. Duas máqui­nas de hard­ware seme­lhante, uma com KDE e outra com GNOME e as pes­soas, depois de dois dias, diriam qual gos­ta­ram mais.

Ten­tei influ­en­ciar o mínimo pos­sí­vel, por exem­plo, jamais dizendo que uso GNOME e sem dar nenhum trei­na­mento: a expe­ri­ên­cia deve­ria ser o mais crua pos­sí­vel com o usuá­rio sozi­nho e usando seu pró­prio cére­bro para encon­trar e exe­cu­tar as coisas.

Ao con­trá­rio do que eu ima­gi­nava, ape­nas 1/3 dos usuá­rios pre­fe­riu o KDE e os outros 2/3, que esco­lhe­ram GNOME, ale­ga­ram que o KDE é bas­tante con­fuso, com espe­cial ênfase no menu.

A mai­o­ria deu sinais de que não explora o desk­top e que ficam foca­dos ape­nas na tríade office/MSN/internet, sem inte­resse em coi­sas como beleza, plas­moids ou efei­tos de tran­si­ção. Na ver­dade, os mui­tos adi­ti­vos do KDE. 4.2 foram con­si­de­ra­dos um obs­tá­culo para suas neces­si­da­des simples.

A expli­ca­ção dada pelos usuá­rios era que o GNOME é mais “sim­ples” mas tam­bém repa­rei que a mai­o­ria fez uma coisa inte­res­sante: pega­ram a barra supe­rior do GNOME e a colo­ca­ram na parte de baixo, ficando com duas bar­ras infe­ri­o­res. A solu­ção esco­lhida foi desen­vol­ver um tema sim­ples para GNOME que se pare­cesse com o Win­dows XP: uma barra infe­rior azul, ícones no estilo do Luna e papel de parede com uma pai­sa­gem de gra­mado verde.

O fato é que a mai­o­ria dos usuá­rios sequer se importa com o sis­tema ope­ra­ci­o­nal que estão usando por­que tem uma visão afu­ni­lada do desk­top, ou seja, quando abrem um apli­ca­tivo o res­tante do desk­top “desaparece”.

A migra­ção vai ser gra­da­tiva e, pelo menos assim espero, suave e sem trau­mas. O pri­meiro setor migrado deu um resul­tado melhor do que o espe­rado não regis­trando nenhuma cha­mada para suporte ao nosso GNOME-XP até agora (4 semanas).

  • Total de pes­soas pes­qui­sa­das: 50 aproximadamente.
  • Dura­ção da pes­quisa: Pouco mais que 1 mês
  • Faixa etá­ria: 23 a 60 anos
  • Os usuá­rios que pre­fe­ri­ram KDE: eram em mai­o­ria pes­soas mais jovens e com mais desen­vol­tura diante do teclado.
  • Os usuá­rios que pre­fe­ri­ram GNOME: abran­giam quase todas as pes­soas de mais idade ou que, nor­mal­mente, não esta­vam inte­res­sa­das em ter mais inti­mi­dade com o computador.
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Nova funcionalidade do YUM e o 100º post no blog

Como voltar no tempo?Já faz bas­tante tempo que come­cei esse blog. Par­ti­cu­lar­mente, no iní­cio eu não acre­di­tava que iria che­gar muito longe com isso de blog por­que não tenho muita paci­ên­cia para ati­vi­da­des a longo prazo (um bônus da TDAH que me ator­menta) e nunca fui de per­der meu tempo com Orkut, Face­book e Twit­ter, embora tenha essa bes­tei­rada toda nas minhas iden­ti­da­des vir­tu­ais. Acho que o blog aca­bou dando certo por­que embora seja bem diver­tido, nas minhas fases de “saco cheio” eu posso sim­ples­mente deixá-lo mofando e, sem o mínimo pudor, não pos­tar durante semanas.

Pois toda essa babo­seira me ocor­reu, caro lei­tor, por­que esse post é o post número 100 e eu quis saber por ante­ce­dên­cia qual seria o assunto do cen­té­simo post. Que­ria algo legal e inte­res­sante; um texto iné­dito do jeito que gosto de fazer, mas tudo isso é cir­cuns­tan­cial, o cen­té­simo post vem como vir e esse aqui vai falar sobre o YUM.

Aca­bei de saber que o YUM 3.2.22–2 no Fedora 11 vai tra­zer um recurso muito inte­res­sante, o “yum downgrade”.

Seja­mos sin­ce­ros: quan­tas vezes você atu­a­li­zou um soft­ware só para des­co­brir que ele não fun­ci­o­nava? Aí,vinha toda aquela tarefa chata de fazer o down­grade à unha (um porre!). Com o advento dessa fun­ção passa a ser pos­sí­vel fazer down­grade sem (muito) sofri­mento: basta digitar

# yum down­grade foo

E o soft­ware foo será ins­ta­lado em sua ver­são ime­di­a­ta­mente ante­rior, ou, se você pre­fe­rir, pode digi­tar para qual ver­são gos­ta­ria de descer:

# yum down­grade foo-0.1–1

No entanto, como o geren­ci­a­dor de depen­dên­cias do YUM ainda não sabe como tra­tar os down­gra­des, ape­nas o pacote foo será desa­tu­a­li­zado e as depen­dên­cias con­ti­nu­a­rão into­ca­das. Desse modo, até que a fun­ci­o­na­li­dade ama­du­reça mais um pouco, se for pre­ciso desa­tu­a­li­zar um pacote e todas as suas depen­dên­cias, você deverá digi­tar o nome do pacote a fazer down­grade seguido das dependências.

Vale lem­brar que essa fun­ci­o­na­li­dade ainda é recente e vai evo­luir muito, por isso, pre­ci­sa­mos ser pacientes.

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Você está pronto para o Amarok?

amarokredimensionadoVocê está pronto para o Ama­rok? Eu sei que não estou, ou, de fato, tal­vez o Ama­rok não esteja pronto para mim.

Mesmo sendo um feliz usuá­rio do GNOME, por­que per­der tempo com outros players, já que o Ama­rok é, indis­cu­ti­vel­mente o melhor, mesmo sendo da famí­lia KDE? Pas­sei os últi­mos meses ansi­oso para ver as novi­da­des que o Ama­rok 2 tra­ria. Vi e ouvi pro­mes­sas de um soft­ware revo­lu­ci­o­ná­rio que seria capaz de ele­var o, já exce­lente, Ama­rok a um nível ainda maior de usa­bi­li­dade e satis­fa­ção dos usuários.

Quando saiu o Fedora 10, ins­ta­lar de volta meus codecs e escu­tar umas músi­cas enquanto ava­li­ava o sis­tema foi uma das minhas pri­mei­ras pro­vi­dên­cias e para meu susto, lá estava ele, o Ama­rok 2 em toda a sua gló­ria. As decep­ções come­ça­ram logo: não gos­tei da inter­face. A bibli­o­teca no canto esquerdo, as músi­cas recen­tes no meio e a play­list no canto esquerdo, tudo apoi­ado na filo­so­fia “você é cego” que o KDE e o Ruin­dows Vista tei­mam em esfre­gar na nossa cara, com botões gigan­tes e um enorme des­per­dí­cio de espaço.

Logo que come­cei a usar me senti des­con­for­tá­vel, a nítida sen­sa­ção que tinha era a de estar usando um pro­duto tão expe­ri­men­tal que classificá-lo de “alfa” seria bon­dade; parece que a equipe do Ama­rok ten­tou sim­pli­fi­car as coi­sas mas esque­ceu que sim­pli­fi­car não é cor­tar recur­sos e sim encon­trar novas manei­ras de fazer com que os recur­sos sejam melhor apro­vei­ta­dos. Foram inca­pa­zes de colo­car lá perto da play­list os botões de “emba­ra­lhar” e “repe­tir”, sendo que isso, fran­ca­mente, até os players mais mal fei­tos do mundo têm.

Eu tenho o hábito de impli­car com as coi­sas, faz tempo que não suporto mais o KDE e aquela con­fu­são de menus, pen­sei, por isso, que o fato de estar odi­ando o novo Ama­rok era fruto da minha impli­cân­cia, mas cons­ta­tei entre os ami­gos que a desa­pro­va­ção foi geral e mesmo os puxa-sacos que conheço deram uma tor­ci­di­nha de nariz antes de tapar o sol com a peneira: “real­mente erra­ram em algu­mas coi­sas… mas vai melhorar”.

Parei com o Ama­rok por­que ele está feio, com uma inter­face burra, ins­tá­vel e teima em pipo­car os pri­mei­ros segun­dos de todas as músi­cas que toco. Vou ter que me con­ten­tar com o player Exaile, do GNOME. Ele não é tão ele­gante quanto o Ama­rok era, nem tão com­pleto, mas fun­ci­ona, tem bibli­o­teca que per­mite múl­ti­plas pas­tas, busca letras e infos da Wikipédia.

Só me resta per­gun­tar, caro lei­tor: Are you ready to Amarok?

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O apocalipse, o bug do milênio e o futuro

apocalipseEm pra­ti­ca­mente todas as cul­tu­ras existe o con­ceito de “fim dos dias”, um momento em que a huma­ni­dade — como a conhe­ce­mos — che­gará ao fim por inter­mé­dio de algum evento catas­tró­fico e de con­seqüên­cias ter­rí­veis. O sen­ti­mento de fim, embora sem­pre evi­te­mos pen­sar nele dire­ta­mente, está pre­sente no nosso sub­cons­ci­ente e povoa o ima­gi­ná­rio do homem desde que aban­do­na­mos as caver­nas e nos aven­tu­ra­mos mundo afora.

Ten­tar pre­ver a che­gada do fim tam­bém tem fas­ci­nado e feito estre­me­cer as pes­soas ao longo dos sécu­los. Diver­sas datas apo­ca­líp­ti­cas já foram decre­ta­das por reli­gi­o­sos, mís­ti­cos, mági­cos, pen­sa­do­res e adi­vi­nhos. Sem citar os casos medi­e­vais, onde pra­ti­ca­mente toda data com um sig­ni­fi­cado popu­lar era pre­texto para o fim do mundo.

A civi­li­za­ção evo­luiu, mas o medo, que é um sen­ti­mento ins­tin­tivo, não faz dis­tin­ção de tec­no­lo­gia ou de era. Já em 1910, quando os seres huma­nos come­ça­vam a gozar de con­si­de­rá­veis faci­li­da­des tra­zi­das pela tec­no­lo­gia, o mesmo medo pri­mi­tivo tomava conta de popu­la­ções intei­ras: o pla­neta Terra pas­sa­ria exa­ta­mente pelo ras­tro do cometa Hal­ley e os gases vene­no­sos flu­tu­ando pela atmos­fera iriam pôr fim à exis­tên­cia de qual­quer coisa que res­pi­rasse. Houve uma explo­são na venda de más­ca­ras que pro­me­tiam fil­trar o ar e mais uma vez apren­de­mos que, em tem­pos de crise, sem­pre é pos­sí­vel fatu­rar alto, mesmo que seja em cima da igno­rân­cia alheia.

O fim do mundo tam­bém estava pre­visto para o ano de 1999 e o pró­ximo, segundo os pes­si­mis­tas, vai ser em 2012… Se você esti­ver lendo esse artigo em 2013, é claro, sig­ni­fica que o mundo con­ti­nua firme e forte (com uma ou outra guer­ri­nha, doen­ças, desi­gual­dade social e sogras, mas con­ti­nua inteiro).

Atu­al­mente as nos­sas mai­o­res pre­o­cu­pa­ções têm pouco a ver com maus espí­ri­tos e ras­tros de cometa. Vive­mos num mundo quase total­mente infor­ma­ti­zado mas tive­mos o “nosso” pri­meiro fim do mundo anun­ci­ado para 1999, quando a ame­aça cha­mada “Bug do Milê­nio” mos­trou que o mundo infor­ma­ti­zado tem um cal­ca­nhar de Aquiles.

O nosso cal­ca­nhar de Aqui­les vinha de um pro­blema her­dado de códi­gos mais anti­gos e que aca­bam pas­sando des­per­ce­bi­dos ao longo dos anos sim­ples­mente por­que mesmo os códi­gos mais anti­gos podem fun­ci­o­nar bem, até que as limi­ta­ções da época em que foram escri­tos come­çam a se trans­for­mar em pro­ble­mas para os dias de hoje.

Os pro­gra­ma­do­res de anti­ga­mente pre­ci­sa­vam lidar com o pro­blema de falta de memó­ria e, de fato, cada byte eco­no­mi­zado pode­ria sig­ni­fi­car uma grande eco­no­mia ou, inclu­sive, se o soft­ware pode­ria ou não ser pro­du­zido. Cada letra (ou número) exi­bido na tela sig­ni­fi­cava 1 byte de gasto; exi­bir uma data como 22 02 1960 que­ria dizer 8 bytes de memó­ria a menos e a solu­ção mais óbvia era cor­tar o “19” do ano, trans­for­mando a data em 22 02 60.

A solu­ção não levava em conta que os códi­gos escri­tos sob esse con­ceito “econô­mico” pode­riam sobre­vi­ver pelos pró­xi­mos 40 anos e che­gar ao dia 31 de dezem­bro de 99.

Basi­ca­mente, sur­giu o risco de que sis­te­mas vitais usando os anos com dois dígi­tos, depois do dia 31/12/99 zeras­sem os reló­gios de volta ao dia 1º de janeiro de 1900.

Con­seqüen­te­mente, taxas ban­cá­rias com 100 anos de juros seriam emi­ti­das, pas­sa­gens aéreas teriam 100 anos de atra­sos e diver­sos softwa­res depen­den­tes de calen­dá­rios enfren­ta­riam problemas.

bugO mundo todo se mobi­li­zou num upgrade pre­ven­tivo que cus­tou milhões de dóla­res e eu ainda me lem­bro da cena mos­trada pela TV, onde logo após a virada do ano de 1999 para 2000, ope­ra­do­res de sis­te­mas come­mo­ra­vam a não mani­fes­ta­ção do bug (pouco se lixando para o fato de ser ano novo).

O Bug do Milê­nio foi der­ro­tado, mas no melhor estilo de um vilão de his­tó­rias em qua­dri­nhos, con­ti­nu­ará a espreita para ata­car numa outra opor­tu­ni­dade. De fato, o pró­ximo pro­blema já tem data e hora mar­ca­dos: 03:14:07, na terça-feira do dia 19 de janeiro de 2038.

Este bug, cha­mado de Bug de 2038 ou Bug do Milê­nio Unix, irá afe­tar todos os sis­te­mas 32 bits que cal­cu­lam suas datas a par­tir da repre­sen­ta­ção POSIX. Na repre­sen­ta­ção de tempo POSIX, todo o tempo é base­ado numa con­ta­gem feita em segun­dos e essa con­ta­gem come­çou no dia 1º de Janeiro de 1970, aumen­tando de segundo em segundo até os dias de hoje.

Se qui­ser des­co­brir a sua “hora UNIX” digite no ter­mi­nal “date +%s”. Essa é a quan­ti­dade de segun­dos que se pas­sa­ram desde 01/01/1970.

O bug de 2038 ocorre por­que a mai­o­ria dos sis­te­mas tipo UNIX de 32 bits é pro­gra­mado em lin­gua­gem C, que trata os valo­res de tempo como núme­ros intei­ros do tipo “sig­ned” (que acei­tam sinais posi­ti­vos e nega­ti­vos). Existe um valor máximo que os núme­ros do tipo “inteiro e com sinal” podem supor­tar e esse valor vai de –2.147.483.648 até +2.147.483.647, ou seja: come­çando de 00:00:00 em 1º de janeiro de 1970, o tempo UNIX suporta “somente” 2.147.483.647 segun­dos antes de zerar a contagem.

Alguns sis­te­mas retor­na­rão ao zero (que é 1970) e outros retor­na­rão ao –2.147.483.648 (que é 1901).

O pri­meiro pro­blema sério ocor­rido por causa do bug de 2038 afe­tou os ser­vi­do­res AOL em 12/05/2006. Para garan­tir que nunca ocor­resse time out numa requi­si­ção de banco de dados, os ser­vi­do­res esta­vam pro­gra­ma­dos para tra­ba­lhar com time­outs um bilhão de segun­dos no futuro. Quando esse adi­anto de 1 bilhão de segun­dos atin­giu a data fatí­dica de 2038, os ser­vi­do­res travaram.

A solu­ção, no caso, é a migra­ção para padrões de 64 bits, o que, espera-se, tenha ocor­rido até 2038.

O pró­ximo bug — que deve atin­gir os calen­dá­rios cal­cu­la­dos atra­vés de méto­dos de 64 bits — não é exa­ta­mente uma pre­o­cu­pa­ção ime­di­ata: num domingo, no dia 4 de dezem­bro de 292.277.026.596 às 15:30:08 (UTC), as máqui­nas UNIX de 64 bits tam­bém enfren­ta­rão o Bug de Data.

ADENDO

Mesmo nos dias de hoje ainda há pro­fis­si­o­nais que pre­ci­sam tra­ba­lhar com quan­ti­da­des limi­ta­dís­si­mas de memó­ria e que ficam con­tando cada byte uti­li­zado. Sis­te­mas embar­ca­dos em memó­rias ROM são o melhor exem­plo: medi­do­res de luz e outros meca­nis­mos sim­ples que rodam longe de nos­sos olhos, gra­va­dos em memó­rias não volá­teis e que, mui­tas vezes, car­re­gam códi­gos anti­gos ou bugs poten­ci­ais, esque­ci­dos pelo tempo mas que espe­ram pela opor­tu­ni­dade de se mani­fes­ta­rem. Ainda há, na ver­dade, muito código com mais de 20 anos rodando por aí e ser­vindo de base para softwa­res do nosso dia a dia. O pró­prio Inter­net Explo­rer (pelo menos até a ver­são 6) e o Fire­fox tra­zem peda­ços de código oriun­dos do velho Mosaic, que foi o pri­meiro nave­ga­dor popu­lar da história.

Até 2038 ainda tere­mos bas­tante tempo, mas nenhum espe­ci­a­lista pode garan­tir que a migra­ção atinja 100% das máqui­nas e que o bug de 2038 não terá nenhuma conseqüência.

SEU SISTEMA LINUX 32 BITS VAI BUGAR EM

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Yahoo! Quais os motivos para comemorar?

logoNão é exa­ta­mente o segredo mais bem guar­dado do mundo que tenho uma que­di­nha pelo Yahoo! e a pulga atrás da ore­lha com o Goo­gle. Sou o pri­meiro a admi­tir que não vivo sem alguns dos ser­vi­ços do Goo­gle (como o bus­ca­dor, por exem­plo) mas que depois de ser saca­ne­ado pelo Gmail 4 vezes era melhor não insis­tir mais em usá-lo a sério. Sabe como é, errar uma vez é humano, duas vezes é com­pre­en­sí­vel, três vezes é bur­rice, mas errar 4 vezes? Vol­tei ao bom e con­fiá­vel Yahoo! Mail — ape­sar das suas telas de erro emo como “Aii­iii! Um erro ocor­reu, bofe!”.
Pra falar sin­ce­ra­mente, nem o Gmail nem o Yahoo! Mail são per­fei­tos… uma boa alter­na­tiva seria usar o Yaho­o­gle Mail, se esse troço exis­tisse. Um email pare­cido com o do Yahoo!, mas com agru­pa­mento por assunto e uso de tags no estilo Gmail.
Em todo caso, esta­mos aqui pra falar do Yahoo!. Não se pode negar que a empresa de Jerry Yang ainda é uma gigante mas que, tal­vez, ape­nas tal­vez, seu maior pro­blema seja o raqui­tismo espi­ri­tual. O Yahoo!, ao longo dos anos, veio tomando deci­sões muito pare­ci­das com as de uma don­doca que não sabe se con­tro­lar no shop­ping, com­prando tudo que vê pela frente e deto­nando o car­tão de cré­dito do marido, com ser­vi­ços super­fi­ci­ais e com os quais nin­guém se importa, como no caso do finado Yahoo! Fotos, que foi des­con­ti­nu­ado em favor do Flickr, que era visi­vel­mente melhor.
Ainda há uma lista e ser­vi­ços bizar­ros man­ti­dos pelo Yahoo! E gos­ta­ria de convidá-los a dar uma olhada:

Yahoo! Porta-arquivos:

Em uma época de gigaby­tes de espaço, web 2.0 e cone­xões de alta velo­ci­dade, o Yahoo! ofe­rece o Yahoo! Porta-arquivos, com incrí­veis 30 MB de espaço e uma inter­face que, cla­ra­mente, veio da década de 90. O ser­viço é tão ruim e tão inú­til que a impres­são que tenho é de que nem o pró­prio Yahoo! se lem­bra de que ele existe. Virou, muito pro­va­vel­mente, uma pasta esque­cida lá nos ser­vi­do­res mais anti­gos, que ficam cheios de teias de ara­nha num canto som­brio do data­cen­ter. Absur­da­mente, o Yahoo! Porta-arquivos ainda apa­rece lá no menu prin­ci­pal do Yahoo!… meio escon­dido, é ver­dade, mas está lá, bas­tando cli­car em “Mais ser­vi­ços” para ter acesso e todos esses 30 MB a mais de espaço. Aproveite!

Yahoo! Favo­ri­tos:

Já ouviu falar? Não!? Nem deve­ria mesmo. O Yahoo! Favo­ri­tos (de uma forma muito pior) faz o que o del.icio.us faz. Trata-se de um book­mark online dos seus sites favo­ri­tos, onde você pode organizá-los em pas­tas, gru­pos e acessá-los de todo lugar. O del.icio.us, ape­nas para refor­çar um ponto, é do Yahoo! tam­bém, então, por­que man­ter um ser­viço redun­dante e impo­pu­lar, como no caso do Yahoo! Favoritos?

Yahoo! 360°:

Você não conhece, certo? O Yahoo! 360° foi uma idéia do Yahoo! para ten­tar se inse­rir no mer­cado das redes soci­ais tipo Orkut, Face­book e MyS­pace. A idéia era fazer um tipo de “tudo em um” do Yahoo!, mas não deu certo, tal­vez pela má divul­ga­ção, pela inter­face ultra­pas­sada ou sim­ples­mente por­que era muito ruim. Embora se trate de um ser­viço beta, o Yahoo! 360° já não é mais supor­tado pelo Yahoo!. Isso sig­ni­fica que ele vai ficar lá, no canto dele, até que as areias do tempo se encar­re­guem de varrê-lo de nos­sas lem­bran­ças… se é que alguém se lem­bra dele hoje em dia.
O governo do Viet­nan ainda tenta, com os des­fi­bri­la­do­res e res­pi­ra­ção arti­fi­cial, tra­zer o Yahoo! 360° de volta à vida com uma ini­ci­a­tiva cha­mada Yahoo! 360°Plus. Eu, como gosto do Yahoo!, fico na tor­cida para que dê certo.

Yahoo! Mash:

Mais uma ten­ta­tiva do Yahoo! para entrar no mara­vi­lhoso mundo dos migu­xos e migu­xas das redes soci­ais. O Yahoo! mash teve uma vida tão curta que sequer che­gou a ser conhe­cido pela mai­o­ria das pes­soas. Per­ma­ne­ceu um tempo como uma comu­ni­dade onde só se podia entrar com con­vite e acabou-se sem nem dei­xar sau­dade. Fica­ram ape­nas meia dúzia de usuá­rios fulos da vida por fica­rem sendo fei­tos de peteca pelo grande Y!.

Não subes­time o roxo:

Nessa cam­pa­nha, que achei uma tre­menda vaci­la­ção do Yahoo! Bra­sil, o por­tal brin­cava dizendo que o Yahoo! move­ria a lua para pro­vo­car um eclipse e inau­gu­ra­ria a sua nova página ini­cial. O eclipse ocor­reu por inter­mé­dio das for­ças da natu­reza, como sem­pre foi e a página do Yahoo! Bra­sil ficou roxi­nha.
A galera do Yahoo! come­mo­rou o sucesso da cam­pa­nha de mar­ke­ting que fez milha­res de otá­rios usuá­rios acre­di­ta­rem que o Yahoo! real­mente pro­du­zi­ria um ecplipse. Basta ver os comen­tá­rios do povo para ver como eles “gos­ta­ram” do eclipse do Yahoo!. Eu até achei legal a nova página, mesmo que não tenha sido nada de mais.

Enfim, enquanto o Yahoo! con­ti­nua se atra­pa­lhando, o Goo­gle coça o cava­nha­que e esfrega as mãos com um riso dia­bó­lico na face. Brr­r­r­r­rrr! Mais alguém sen­tiu um calafrio?

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Fedora 10 — RHGB nunca mais?

Um dos mais inte­res­san­tes pla­nos para o Fedora 10 (até agora) é o pro­jeto Bet­terS­tar­tUp. A inten­ção da equipe de desen­vol­vi­mento é focar em solu­ções que tor­nem o boot do Fedora muito mais rápido e, de pre­fe­rên­cia, tão rápido que che­gue a ser ins­tan­tâ­neo. Como farão isso? Só deus e o Neo sabem, mas estão tentando.

Espe­ci­fi­ca­mente, a intro­du­ção desse recurso vai mudar a forma como o sis­tema dá boot. O bom e velho RHGB que nos mos­trava a barra de pro­gresso do boot será aban­do­nado e, segundo a inten­ção dos desen­vol­ve­do­res, logo depois do GRUB o usuá­rio será jogado dire­ta­mente para a tela de login (GDM ou KDM, embora a inte­gra­ção desse recur­sos com outros geren­ci­a­do­res de lon­gin esteja pare­cendo bem mais com­pli­cada que o espe­rado). Tere­mos pois que, logo após o GRUB vere­mos uma tela de login que, silen­ci­o­sa­mente, exe­cuta todas as tare­fas de boot.

Aqui, sei que mui­tos vão cri­ti­car e eu, inclu­sive, franzi a sobran­ce­lha quando li que o desejo da equipe é tirar das vis­tas do usuá­rio todo e qual­quer tipo de infor­ma­ção em modo texto (a menos que isso seja soli­ci­tado pelo pró­prio usuário).

Um boot tão rápido parece irreal, não? Pois ele está real­mente sendo desen­vol­vido e chama-se Ply­mouth. De acordo com a des­cri­ção, ele será car­re­gado o quanto antes (mesmo antes que / seja mon­tado) e vai dar ao usuá­rio uma expe­ri­ên­cia de boot (quase indo­lor), livrando-o de pos­sí­veis “ruí­dos” durante o boot. Ele é inde­pen­dente de um ser­vi­dor X e já está 52% pronto.

O alvo do pes­soal é que ele esteja no Fedora 10. Eu não duvido… mas tam­bém não acredito…

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Um novo jeito de VER as buscas na web: Viewzi

Enquanto o Goo­gle cresce impi­e­do­sa­mente e engole tudo (e todos) à sua volta, enquanto o bom e velho Yahoo! sente as pri­mei­ras dores da ago­nia e enquanto a Micro­soft acorda gri­tando de medo no meio da noite diante de um cená­rio que lhe parece des­fa­vo­rá­vel, ainda exis­tem os peque­nos e cora­jo­sos des­co­nhe­ci­dos que ousam pla­ne­jar suas pró­prias solu­ções con­tra os três gigan­tes que domi­nam o mer­cado da web.

Estou falando do novo site de bus­cas Viewzi… pois é, a esta altura do cam­pe­o­nato eis que surge mais um site de bus­cas… Para ser sin­cero, não levei fé quando ouvi falar na “novi­dade”; o mer­cado das bus­cas já está meio que con­so­li­dado e sabe­mos muito bem quem leva van­ta­gem. Fiz cadas­tro para ser beta tes­ter do Viewzi — pois o uso ainda é vedado ao público – e nem liguei muito se seria ou não cha­mado. Pois para minha sur­presa, fui cha­mado e me lem­brei então que esse papo de “mer­cado con­so­li­dado” não existe (que o diga o Yahoo!, ex pri­meiro lugar na web) e que é sem­pre bom saber que tem gente ten­tando rein­ven­tar a roda por aí… nunca se sabe quando vão des­co­brir a tur­bina a jato, não é mesmo?

O que tem de legal no Viewzi é jus­ta­mente aquilo que o nome dá a enten­der: o visual. Ele não inova em algo­rit­mos, não busca resul­ta­dos mira­cu­lo­sos e nem se diz melhor que o Goo­gle. Na ver­dade, o Viewzi (sem nenhuma ver­go­nha) ape­nas agrega os resul­ta­dos dos bus­ca­do­res mais famo­sos (Goo­gle, Yahoo, MSN…), mas não é só isso, antes que vossa senho­ria pare de ler e comece a pra­gue­jar aos céus, apresso-me em dizer que vale à pena dar uma olhada. Ele orga­niza o con­teúdo de uma forma total­mente visual, per­mi­tindo que o usuá­rio esco­lha (como mos­trado nessa foto aí em cima) a maneira como (e de onde) deseja visu­a­li­zar os resultados:

  • Web Scre­enshot: Onde os resul­ta­dos são mos­tra­dos como scre­enshots bem legais, des­li­zan­tes no sen­tido hori­zon­tal e muito níti­das, além, é claro, de serem resul­ta­dos muito relevantes.
  • Video 3x View: Com resul­ta­dos do BlinkX, Veoh e You­Tube, todos orga­ni­za­dos na tela em três filei­ras hori­zon­tais des­li­zan­tes. Os vídeos mos­tram flashes de seu pró­prio con­teúdo em thum­bails, alguns em loo­ping antes de serem cli­ca­dos e aber­tos pelo usuário.
  • Basic Photo View: Ima­gens agre­ga­das do Flyckr e do Riya, arru­ma­das como numa matriz am linhas e colunas.
  • Sim­ple Text View: As tra­di­ci­o­nais exi­bi­ções em texto, com um thumb­nail do lado esquerdo, um link prin­ci­pal e um pequeno pre­view do con­teúdo em texto… isso já vimos.
  • 4 Sour­ces View: com resul­ta­dos com­bi­na­dos do Yahoo, Goo­gle, MSN e Ask, todos empi­lha­dos por relevância.
  • Tech Crunch: Resul­ta­dos obti­dos do site Tech Crunch.
  • Reu­ters News View: Notí­cias adqui­ri­das da Reu­ters, com arti­gos como se fos­sem notí­cias de jor­nal. Apa­rece um resumo fun­ci­o­nal e logo abaixo o tra­di­ci­o­nal “Read more”.
  • Every­day Shop­ping View: agre­gando os prin­ci­pais sites de com­pras, Ama­zon, Ebay, Tar­get, Wal-Mart… tudo de maneira visual, como sempre.
  • The Weather View: obvi­a­mente com resul­ta­dos de bus­cas sobre clima atu­al­mente limi­ta­das aos Esta­dos Unidos.
  • Ama­zon Book View: Busca de livros no Ama­zon, muito deta­lhada, com pre­ços, sinop­ses, clas­si­fi­ca­ção e disponibilidade.
  • Mp3 Search View: Esse é um dos meus favo­ri­tos. Mp3 são encon­tra­das, clas­si­fi­ca­das por rele­vân­cia e com um player inte­li­gente embu­tido podem tem exe­cu­ção ins­tan­tâ­nea. Repa­rem que o nome da tri­lha é a pró­pria barra de pro­gresso de exe­cu­ção e que vai mudando de cor con­forme a música toca.
  • Cele­brity Photo View: Um bus­ca­dor de fotos chi­que. Os resul­ta­dos são exi­bi­dos com deco­ra­ções estilo “foto”, joga­dos ale­a­to­ri­a­mente sobre a tela como se fos­sem foto­gra­fias espa­lha­das ao longo de uma mesa. Flu­tu­ando o mouse sobre alguma delas, esta ganha foco e se destaca.

Essa abor­da­gem visual de tra­ba­lhar, todos sen­ti­mos, é uma ten­dên­cia futu­rista, a web, os softwa­res, a TV, tudo cami­nha para uma inte­ra­ti­vi­dade maior, mais visual e menos ver­bal… quem sabe esta­mos vendo nas­cer no Viewzi o Goo­gle de ama­nhã? Bem… nunca se sabe… Embora ele demore um pouco mais para com­pi­lar os resul­ta­dos, vale à pena pelo bom gosto e orga­ni­za­ção. No final das con­tas, expe­ri­men­tar a nova alter­na­tiva é viá­vel, nem que seja por diver­são. Se o Goo­gle tem que se pre­o­cu­par, isso é outra história…

Curi­oso? Veja o vídeo.

<a href="http://youtube.com/watch?v=VROPRHf8Sv8" onclick="pageTracker._trackPageview('/outgoing/youtube.com/watch?v=VROPRHf8Sv8&amp;referer=');">http://youtube.com/watch?v=VROPRHf8Sv8</a>

P.S.: Bus­cando pelo termo “Fedora” o Goo­gle achou 39.200.000 ocor­rên­cias, con­tra 73.600.000 do Yahoo! :-O e 14.300.000 mise­rá­veis ocor­rên­cias pelo MSN Search

P.P.S.: Antes que alguém se insi­nue, sim, estou ten­tando vol­tar a usar KDE… tudo culpa do GNOME-comedor-de-memória-RAM

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