Archive for the 'trivia' Category

Feliz aniversário, Chuck Norris!

Pois é, hoje, quem diria, o homem mais pode­roso do mundo está com­ple­tando 70 anos! (lembre-se de que um ano de Chuck Nor­ris equi­vale a 7 anos em idade de gente)

Como diz o artigo do Yahoo “ele acaba de fazer 70, mas ainda pode te que­brar”. :-)

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Como um pacote RPM chega no YUM?

Desde que inven­ta­ram os geren­ci­a­do­res de paco­tes e apli­ca­ti­vos como YUM e apt-get, ins­ta­lar softwa­res no Linux ficou até mais sim­ples do que ins­ta­lar um soft­ware no Win­dows, basta uma linha de comando tão sim­ples quanto “yum ins­tall pacote” e a mágica acontece.

Como pri­meiro post desse ano, esco­lhi mos­trar como são os bas­ti­do­res de envio de paco­tes para o YUM, ou seja: como um soft­ware chega da fonte ori­gi­nal até o seu Fedora.

A pri­meira coisa a fazer é escla­re­cer que o Pro­jeto Fedora tem deze­nas de empa­co­ta­do­res e que esses empa­co­ta­do­res fazem parte de um grupo cha­mado “pac­ka­gers”, que tem per­mis­sões espe­ci­ais de acesso. Cada empa­co­ta­dor é res­pon­sá­vel por gerar o RPM para um ou mais softwa­res que ele “adota”; ou seja: o empa­co­ta­dor encon­tra um soft­ware inte­res­sante em qual­quer lugar (Sour­ce­forge, Laun­ch­pad etc) e decide criar um RPM ofi­cial para o Fedora.

A sub­mis­são de um pacote é bas­tante rigo­rosa e pode levar meses para que um pacote seja apro­vado. É pre­ciso seguir à risca toda a meto­do­lo­gia de empa­co­ta­mento e que o soft­ware a ser empa­co­tado seja con­si­de­rado “livre” o bas­tante para entrar no Fedora (diver­sos revi­so­res ava­liam o RPM, ana­li­sando o código e a licença). Os deta­lhes desse pro­cesso são irre­le­van­tes para este artigo; o que nos inte­ressa aqui é que, para enviar o pacote aos repo­si­tó­rios, é pre­ciso ser um empacotador.

Diver­sas fer­ra­men­tas foram pre­pa­ra­das de modo a faci­li­tar a vida de quem empa­cota para o Pro­jeto Fedora e basta executar

user@computer:$ su –c “yum ins­tall fedora-packager”

para ins­ta­lar uma cole­ção de scripts e fer­ra­men­tas essen­ci­ais para a cri­a­ção de RPMs e para o envio dos paco­tes pron­tos para os ser­vi­do­res do Pro­jeto (com­pi­la­do­res, cvs, rpmbuild…).

Após ins­ta­lar o “fedora-packager”, é pre­ciso executar

user@computer:$ fedora-packager-setup

na pasta home do usuá­rio. Este comando pre­para o ambi­ente de desen­vol­vi­mento, ajus­tando as macros para o rpm­build, gerando e con­fe­rindo cha­ves que serão usa­das durante a comu­ni­ca­ção com os ser­vi­do­res CVS.

Por moti­vos de orga­ni­za­ção, a mai­o­ria dos empa­co­ta­do­res cria uma pasta de tra­ba­lho durante a remessa de paco­tes; eu crio a pasta “cvs”, mas o nome tanto faz:

user@computer:$ mkdir ~/cvs
$ cd ~/cvs

Como comen­tei no começo, ter o pacote apro­vado é um pro­cesso tra­ba­lhoso e, logo que apro­vado, ele (o pacote) ganha uma pasta (e per­mis­sões) no CVS. O empa­co­ta­dor deve, antes de mais nada, sin­cro­ni­zar sua pasta local com a pasta vir­tual nos ser­vi­do­res do Pro­jeto Fedora:

user@computer:$ fedora-cvs pacote

No meu exem­plo, vou mos­trar o pacote BKChem, um soft­ware para dese­nho de estru­tu­ras mole­cu­la­res em 2D:

user@computer:$ fedora-cvs bkchem

Esse script vai bai­xar meu “dire­tó­rio de tra­ba­lho” direto do CVS para o meu disco rígido. Eis o con­teúdo dele:

user@computer:$ ls /home/lonely/cvs/bkchem/
com­mon CVS devel F-10 F-11 F-12 F-9 Makefile

Observe que há dire­tó­rios para algu­mas ver­sões do Fedora (F-12, F-11, F-10…) e para a ver­são de desen­vol­vi­mento, que cha­ma­mos de Rawhide.

Nova­mente, con­vém lem­brar que o meu RPM já está pronto e eu ape­nas vou remetê-lo para os ser­vi­do­res do Pro­jeto Fedora de modo a deixá-lo dis­po­ní­vel para todos os usuários.

O meu RPM, de fato, não será usado para nada. Cada um dos RPMs dis­po­ni­bi­li­za­dos pelo pro­jeto Fedora é com­pi­lado e assi­nado lá, por isso, em vez de enviar o RPM, eu envio o SRPM (Source RPM), um para cada ver­são ativa do Fedora (atu­al­mente, as ver­sões ati­vas são Fedora 11, 12 e Rawhide).

Nova­mente, a vida fica menos com­pli­cada por­que um script checa e envia o SRPM:

user@computer:$ ./common/cvs-import.sh –b F-11 ~/rpmbuild/SRPMS/bkchem-0.14.0–1.pre1.fc12.src.rpm

Veja o termo em negrito, ele define para qual “branch” (ver­são do Fedora) esse SRPM irá. No caso, man­dei três vezes: F-11, F-12 e devel.

Veja aqui o upload sendo feito e as men­sa­gens exi­bi­das durante a verificação.

Quando esse pro­cesso ter­mina, você é levado a uma tela do VI onde entra um pequeno log sobre o upload. Veja aqui.

Ao sal­var o log, o pro­cesso de “com­mit” do SRPM ter­mina com mais algu­mas che­ca­gens (que você pode ver aqui).

Pacote SRPM envi­ado, log feito, chega a hora de com­pi­lar o pacote lá no ser­vi­dor. Vou come­çar a com­pi­la­ção para o Fedora 11 e, por isso, entro na pasta F-11:

user@computer:$ cd F-11/
ls
bkchem-crash.patch bkchem.desktop bkchem-setup.patch bkchem.spec branch CVS import.log Make­file sources

Sin­cro­nizo nova­mente a pasta, para garan­tir que eu e os ser­vi­do­res esta­mos tra­ba­lhando com as mes­mas ver­sões de arquivos:

user@computer:$ cvs up

e, digito o comando que faz a com­pi­la­ção do meu RPM lá nos ser­vi­do­res do Pro­jeto Fedora:

user@computer:$ make build

Essa com­pi­la­ção gera paco­tes para todas as arqui­te­tu­ras dis­po­ní­veis pelo Pro­jeto (veja). Aliás, o soft­ware que com­pila, checa e assina cada RPM chama-se Koji. Todo o pro­cesso de com­pi­la­ção tem que ser feito para cada uma das ver­sões cor­ren­tes do Fedora, lembre-se. Isso sig­ni­fica que, depois de fazer isso para o Fedora 11, fiz, tam­bém para o Fedora 12 e para o devel.

Enfim, depois de pas­sar pelo Koji, o empa­co­ta­dor vai ao Bodhi, que é a inter­face res­pon­sá­vel por puxar os RPMs pron­tos para os repo­si­tó­rios. Nele você define se o pacote vai para “tes­ting” ou “sta­ble”, define se o pacote é uma atu­a­li­za­ção de segu­rança, um con­serto de bug ou uma melho­ria, além, é claro, de mar­car o pacote como neces­si­tando ou não de um reboot após a atualização.

Pronto! Em breve o pacote estará alcan­çando um repo­si­tó­rio perto de você e com um sim­ples “yum ins­tall” você poderá des­fru­tar de um pacote novinho.

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Ainda há vestígios do Fedora Core

Já se vão quase três anos desde que o Fedora mudou de nome, dei­xando de lado o “Core”, para se cha­mar sim­ples­mente Fedora. Pouca gente, afi­nal de con­tas, se dava ao tra­ba­lho de cha­mar a dis­tro de “Fedora Core” e esse “Core”, aliás, exis­tia por­que, na época, as cola­bo­ra­ções da comu­ni­dade e as da Red Hat eram tra­ta­das sepa­ra­da­mente. Tudo que os enge­nhei­ros da Red Hat pro­du­ziam ficava num repo­si­tó­rio prin­ci­pal, cha­mado Core, e tudo que os volun­tá­rios da comu­ni­dade pro­du­ziam ficava num outro repo­si­tó­rio cha­mado “Extras”.

Entre o FC6 e o F7, diante do cres­ci­mento de con­tri­bui­ções da comu­ni­dade, o Fedora Board deci­diu mes­clar ambos os repo­si­tó­rios, aca­bando com a dife­ren­ci­a­ção entre con­tri­bui­ções da Red Hat e dos voluntários.

Embora já este­ja­mos no Fedora 12 (com o 13 a todo vapor), heran­ças desse tempo de “Core” per­ma­ne­cem e pas­sam quase des­per­ce­bi­das pela mai­o­ria dos usuá­rios, só que, se você pres­tar aten­ção, todos os RPMs ins­ta­la­dos em seu sis­tema (assim como todos os que estão no CD/DVD de ins­ta­la­ção) ainda têm o sufixo “fc”; por exem­plo: rpm-4.7.1–6.fc12.i686. Esse sufixo, que cha­ma­mos “tag”, ainda man­tém o C, de Core.

Para mim, o motivo de per­ma­ne­cer­mos com a tag FC era um mis­té­rio que per­du­rou muito tempo até que decidi per­gun­tar na lista de desen­vol­vi­mento e recebi uma res­posta muito interessante.

A res­posta veio de Rahul Sun­da­ran, na minha opi­nião, um dos mem­bros mais ati­vos do Pro­jeto Fedora desde (quase) o iní­cio do pro­jeto e ele explica que, durante a deci­são de mudar o nome para Fedora, dei­xando o Core de lado, houve mui­tas dis­cus­sões sobre qual seria a melhor maneira de alte­rar a tag, mas, logo mostrou-se um pro­blema muito maior do que a apa­rente sim­pli­ci­dade de fazer sumir uma letra C. Isso que­bra­ria o modo como o RPM veri­fica a atu­a­li­dade dos paco­tes, levando a erros quando um pacote “fc” fosse com­pa­rado com um pacote “f”. Veja o exem­plo de verificação:

$ rpmdev-vercmp foo-1.0.f11 foo-1.0.fc10
0:foo-1.0.fc10 is newer

E observe que o RPM jura que o pacote com tag fc10 é mais novo que o pacote com a tag f11.

Para mudar a tag seria neces­sá­rio hac­kear o RPM, de modo a rever­ter esse engano ou, uma recons­tru­ção em massa de todos os RPMs de Fedo­ras ati­vos (atu­al­mente, isso sig­ni­fi­ca­ria refa­zer todos os RPMs para o F12, F11 e F10).

Em face de todo o tra­ba­lho neces­sá­rio, optou-se pela opção mais sim­ples: imi­tando o GCC, que chama seus paco­tes de “GNU Com­pi­les Col­lec­tion”, os paco­tes para Fedora são parte do “Fedora pac­kage Collec­tion”, o que jus­ti­fica o FC em cada pacote até os dias de hoje.

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Quatro convites para o Novo Orkut. Quem quer?

O título já é bas­tante expli­ca­tivo. =P

Não sou fã de Orkut, ele já me encheu faz anos, mas recen­te­mente recebi de um amigo o con­vite para a nova inter­face. Tes­tei, achei tosco e botei o meu pobre e aban­do­nado Orkut na mesma latên­cia de sem­pre; no entanto,tenho qua­tro con­vi­tes dis­po­ní­veis para distribuir.

Fiquei pasmo quando me fala­ram que tem gente ven­dendo esses con­vi­tes no Mer­cado Livre. Aqui é de graça. Os qua­tro pri­mei­ros levam.

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Essa eu tive que postar! — Linus e Windows 7

Olha quem estava come­mo­rando (iro­ni­zando?) o lan­ça­mento do Win­dows 7! :-)

Que coisa feia, Linus! Sacanenando o produto dos outros?

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Softwares esdrúxulos: CowSay

Começa aqui uma série cha­mada “softwa­res esdrú­xu­los”. Esta é uma ode a todos aque­les pro­gra­ma­do­res que, como qual­quer ser humano, des­per­di­ça­ram algum tempo livre para nos for­ne­cer um soft­ware com­ple­ta­mente inú­til e sem nenhum obje­tivo prá­tico. Divirtam-se!

Não have­ria maneira melhor de come­çar esta série se não fosse pelo clás­sico Cow­Say. Cow­Say é um soft­ware escrito em perl que exibe uma vaqui­nha (em ASCII) no ter­mi­nal. A “graça” é que a vaqui­nha repete aquilo que lhe for escrito.

Por exem­plo:

cow1

Não, caro lei­tor, o soft­ware não faz mais nada e você ainda tem a van­ta­gem de enviar “pipes” para a sim­pá­tica vaquinha:

cow2
Ou, usando argu­men­tos, fazer com que o caris­má­tico bovino tenha outras expres­sões:
cow3
Enfim, as vacas são um per­so­na­gem cult no mundo hac­ker e se você faz o tipo diver­tido, com muito tempo para per­der e alguma ten­dên­cia a pia­das de estilo duvi­doso, Cow­Say é seu soft­ware esdrú­xulo ideal. São 25 Kb ins­ta­lá­veis via YUM e que irão lhe pro­por­ci­o­nar diashoras… minu­tos de “diversão”.

Ins­tale

$ su -c 'yum install cowsay'

P.S.:
Esse artigo é em home­na­gem ao meu amigo Igor Soa­res, rei das tra­du­ções e fã do cowsay.

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Sete boas práticas para ser um “computeiro” civilizado

Dia des­ses me peguei pen­sando sobre como as coi­sas mudam rápido. Até pouco tempo, não faz dez anos sequer, a vida na inter­net era vista etiquettecomo coisa de maluco e de nerds sem namo­rada, iso­la­dos da soci­e­dade, mas agora a inter­net virou a maior pra­ci­nha do mundo (moro em cidade pequena, aqui ainda temos pra­ci­nhas). Meus pro­fes­so­res pas­sam e-mails, meu pai tem Orkut, e mesmo aque­les dota­dos de menor QI usam o com­pu­ta­dor como parte de sua vida social. Anti­ga­mente um com­pu­ta­dor ins­pi­rava medo e res­peito naque­les que tinham o pri­vi­lé­gio de ver uma máquina des­sas de perto, hoje em dia a sua irmã­zi­nha te manda rapar fora do PC por­que ela está cheia de reca­dos não res­pon­di­dos no Orkut.

Não, caro lei­tor, isso que você está lendo não são as refle­xões de um homem velho fazendo o balanço do fim da vida (tenho 30 anos). As mudan­ças todas acon­te­ce­ram muito rápido: em menos de 20 anos sal­ta­mos de pri­ma­tas assis­ti­do­res de TV e lei­to­res de jor­nal impresso para inter­nau­tas com celu­la­res que enviam fotos, tocam música e pos­si­bi­li­tam que você seja encon­trado onde quer que esteja a qual­quer hora do dia (nem tudo é per­feito). Agora, nessa fase em que os com­pu­ta­do­res já foram incor­po­ra­dos ao nosso meio de vida resta-me per­gun­tar: você sabe par­ti­ci­par desse novo mundo sem ser um egoísta, mal edu­cado ou um chato? Pois apro­vei­tei essa pequena folga para escre­ver uma lista de 7 coi­sas que con­si­dero impor­tan­tes na rela­ção digi­tal de hoje em dia.

1 — Passe adiante

O tor­rent nos pos­si­bi­li­tou uma maneira muito inte­li­gente de com­par­ti­lhar arqui­vos: quanto mais pes­soas fazendo down­lo­ads, mais rápido o down­load fica, mas é uma prá­tica comum que as pes­soas des­li­guem o tor­rent logo depois de con­se­gui­rem o que que­rem. A melhor prá­tica nesse caso é ficar de olho na sua “pro­por­ção de com­par­ti­lha­mento”. Seja legal e passe o arquivo adi­ante, espere para des­li­gar o tor­rent só depois de ter pas­sado para outras pes­soas um valor igual ou maior que 100% daquele que você baixou.

2 — Não ignore o adsense (não é nenhuma indireta)

Se você gosta daquele site e está sem­pre lá, por­que não cli­car no adsense? Não se esqueça de que algum bom sama­ri­tano fez o site que você tanto gosta sem pedir nada (ou quase nada) em troca. Cli­car num adsense demora ape­nas 2 segun­dos e vai con­tri­buir com ape­nas 0,00001% para aquela sua ten­di­nite. O dono do site vai ficar con­tente de rece­ber aquele tro­qui­nho do Goo­gle, você vai ficar con­tente por­que um blo­gueiro com grana é um blo­gueiro que escreve mais e o Goo­gle vai ficar mais feliz enquanto dá uma risada dia­bó­lica e esfrega as mãos…

3 — Escreva em português

Se vai botar as mãos no teclado faça um favor a si mesmo: escreva direito. Se não é bom em por­tu­guês, escreva antes no seu edi­tor de texto e passe o cor­re­tor orto­grá­fico. Quem manda um texto cheio de erros gros­sei­ros fica com ima­gem de **burro**, igno­rante e essas duas qua­li­da­des, con­se­quen­te­mente, são logo asso­ci­a­das à incompetência.

Nin­guém vai que­rer que você seja um Machado de Assis na hora de escre­ver seu texto, mas pes­so­al­mente, quando vejo um texto assim, escrito com uma gra­má­tica de doer os olhos, sem espa­ços entre a pon­tu­a­ção ou naquele migu­xês mal­dito pro­curo logo dele­tar e ir tomar um café. Se qui­ser ser levado a sério escreva direito.

4 — Seja educado

Ainda exis­tem algu­mas pes­soas que têm difi­cul­dade de enten­der que a inter­net tornou-se um meio de con­ví­vio social como outro qual­quer e que a pala­vra escrita tam­bém tem o poder de ofen­der e magoar. A dica é: aja como agi­ria se a pes­soa esti­vesse perto de você. Se vai sair, avise; se não quer ser inco­mo­dado mude o sta­tus do MSN; se vai res­pon­der alguém num fórum não faça bai­xa­ria. Aqui eu sou adepto do BAN. Encheu o saco, rodou.

5 — Agradeça

OK, você ganhou algo. Como é que se diz?

Pode pare­cer bes­teira, mas um “obri­gado” faz a dife­rença entre você ter von­tade de con­ti­nuar um tra­ba­lho ou que­rer terminá-lo man­dando todos para aquele lugar. Veja, por exem­plo, o pes­soal que faz legen­das de séries na inter­net. Sejam lá quem forem, eles fazem a legenda, sin­cro­ni­zam, revi­sam e enco­dam tudo em menos de 24 horas. Depois, alguém se encar­rega de fazer o upload de 140 ~ 200 MB e então dis­para por aí o aviso de que a série XY está disponível.

Pra ter ideia, a série House M.D está com delay de ape­nas um dia em rela­ção aos EUA.

Você já agra­de­ceu alguma vez enquanto bai­xava a sua série favorita?

6 — NADA DE ESCREVER EM CAIXA ALTA

Escre­ver em caixa alta é quando VOCÊ ESCREVE EM MAIÚSCULAS e, fran­ca­mente, isso causa uma tre­menda má impres­são. No tra­ba­lho já recu­sei pedi­dos envi­a­dos ao meu e-mail por causa da caixa alta. A maior parte das vezes, o tipo de gente que escreve em caixa alta é de gente sem noção, que gosta de apa­re­cer mas que acaba sofrendo o efeito inverso, jus­ta­mente por ser “sem noção”. Você fica pen­sando “que tipo de pro­fis­si­o­nal manda um e-mail desses?”.

7 — Volun­ta­ri­ado tam­bém é compromisso

O povo ouve muito falar em soft­ware livre, em par­ti­ci­par, em con­tri­buir, mas quando a porca torce o rabo a mai­o­ria das pes­soas pula fora. Isso acon­tece em todos os seto­res e ver­ten­tes “free” do mundo open source. Ocorre nas equi­pes de tra­du­ção, ocorre entre os embai­xa­do­res do Fedora, ocorre na Revista Fedora Bra­sil e, com cer­teza, tam­bém nos outros luga­res que acei­tem con­tri­bui­do­res. As pes­soas con­fun­dem volun­ta­ri­ado com des­com­pro­misso, mas é jus­ta­mente o con­trá­rio. Se você se com­pro­me­teu a aju­dar um pro­jeto “open” as pes­soas esta­rão con­tando com você e no caso de um “desa­pa­re­ci­mento” ou de come­çar a inven­tar des­cul­pas sem fim para rea­li­zar a sua tarefa a ima­gem que fica ante o grupo é de que você é uma fraude. Se acon­te­cer um impre­visto e não puder arcar com sua par­ti­ci­pa­ção nos pro­je­tos, deixe um aviso. Isso vai per­mi­tir que o pro­jeto se rees­tru­ture, pre­serva a sua ima­gem e lhe dei­xará as por­tas sem­pre aber­tas no futuro.

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Um mascote para o Fedora

A des­peito da fama que o Fedora tem de ser Linux para geeks que gos­tam de ter tra­ba­lho ao usar Linux, o pro­jeto Fedora vem fazendo esfor­ços sin­ce­ros para tor­nar a dis­tro mais sim­pá­tica, boni­ti­nha e convidativa.

Faz mui­tos anos que nos­sas equi­pes de mar­ke­ting e arte dis­cu­tem sobre a neces­si­dade de um mas­cote para o Fedora, algo menos frio, que possa ser­vir de medi­a­dor entre um novo usuá­rio e as novi­da­des que a dis­tro pode tra­zer, mas isso tudo aca­bou ficando sem­pre na espe­cu­la­ção — tal­vez pela quan­ti­dade de ideias bes­tas.

Um fenô­meno que atiça nossa curi­o­si­dade é que a mai­o­ria de nos­sos usuá­rios não dão muita impor­tân­cia aos codi­no­mes das nos­sas rele­a­ses… Leô­ni­das, Cam­bridge, Sulphur, Werewolf… quem (além de nós) se importa? Mas, ao con­trá­rio, os codi­no­mes das rele­a­ses do Ubuntu são famo­sos e até eu, que não sou nem nunca fui usuá­rio Ubuntu, sei pelo menos 3 codi­no­mes e gosto deles.

Pois bem, esses dias a dis­cus­são sobre ter um mas­cote res­sur­giu e foi Max Spe­vack quem suge­riu que nosso mas­cote deve­ria ser ener­gé­tico, inte­li­gente, rápido e caris­má­tico como um fer­ret (furão). A ideia de um Fedora Fer­ret (Furão Fedora), auto­ma­ti­ca­mente agra­dou e parece que, agora sim, um mas­cote é uma ideia mais real e pala­tá­vel, dife­rente das bizar­ri­ces suge­ri­das até agora.

Em vez dos frios tuto­ri­ais com texto sem fim,quem sabe, num futuro pró­ximo, tere­mos um sim­pá­tico furão expli­cando numa his­tó­ria em qua­dri­nhos como atu­a­li­zar o sis­tema ou ins­ta­lar os codecs de vídeo.

Gosto da ideia, gosto muito mesmo.

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Deixando a equipe de tradução

Ontem de madru­gada, às 2:27 enviei um email infor­mando que estou dei­xando o time de tra­du­ção do Fedora, do qual fiz parte durante mui­tos anos e onde aprendi muito.

A equipe é ótima, cor­dial e muito bem orga­ni­zada. Reco­mendo a todos que quei­ram par­ti­ci­par que o façam.

Segue abaixo a carta de des­pe­dida e deixo meu abraço ao time.


Pre­za­dos amigos,

Vejo com grande orgu­lho o pata­mar alcan­çado pela equipe de tra­du­ção do Pro­jeto Fedora. Atu­al­mente, o time de tra­du­ção para pt_BR figura entre os melho­res e mais dedi­ca­dos den­tro das esta­tís­ti­cas do pro­jeto, sem­pre com índi­ces de tra­du­ção acima de 95% e com padrões cada vez mais profissionais.

A equipe tam­bém cres­ceu e se esme­rou. Hoje em dia, o time capi­ta­ne­ado pelo Igor conta com nomes bas­tante conhe­ci­dos entre os tra­du­to­res e tam­bém com “san­gue novo” que vê na tra­du­ção uma forma de con­tri­buir para o cres­ci­mento do Linux e do Fedora de alguma forma.

Com a equipe tão soli­di­fi­cada sinto-me seguro em assu­mir outros rumos den­tro do pro­jeto, pois sei que fica tudo em boas mãos e minha ausên­cia não cau­sará nenhuma grade perda.

Pre­tendo me dedi­car mais ao empa­co­ta­mento, no qual fui recen­te­mente aceito e, quem sabe, tra­ba­lhando mais perto de onde tudo acon­tece, con­se­guir ser mais útil de alguma forma para o Fedora aqui no Bra­sil. Além disso, con­ti­nu­a­rei tocando a Revista e os novos rumos que pre­ten­de­mos dar à publi­ca­ção devem tomar um pouco mais de tempo. Fora isso tudo, espero viver, não o mundo aqui dos bits e bytes, mas o mundo de ver­dade, ser capaz de tirar férias e de via­jar mais, de ler mais (fora da tela do com­pu­ta­dor) e fazer coi­sas que as pes­soas deve­riam fazer, como empi­nar pipas em noi­tes de tem­pes­tade e pular de bun­gee jum­ping sem elástico.

Fica para ado­ção o meu módulo do Revi­sor, que está 100% traduzido.

Um grande abraço a todos, logo esta­rei man­dando módu­los novos para vocês. ;)

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Projeto Fedora cria nova marca para os Fedoras customizados da comunidade

Hoje em dia já não é mais pre­ciso ser um expert para ter a sua pró­pria disr­tri­bui­ção Linux e qual­quer um pro­vido de capa­ci­dade para cli­car “next, next, finish” pode ter o pra­zer de se gabar para os ami­gos dizendo que está ombro a ombro com Linus Tor­valds ou Klaus Knoppix.

Nos bons tem­pos, a melhor forma de fazer um Linux era tomar cora­gem e aces­sar o Linux from Scratch (Linux a par­tir do Ras­cu­nho, em tra­du­ção livre). No LFS, os machos de ver­dade encon­tram ins­tru­ções para criar uma dis­tro a par­tir do código fonte, com expli­ca­ções sobre como fun­ci­ona a inte­ra­ção kernel/módulos/periféricos, sis­te­mas de arqui­vos, boot e estru­tu­ras de diretórios.

Bons tem­pos…

Mas as fer­ra­men­tas sur­gem e tor­nam tudo mais fácil. Com o Revi­sor, fer­ra­menta desen­vol­vida pelo Pro­jeto Fedora, você monta um Fedora ou um Cen­tOS de acordo com as suas neces­si­da­des: esco­lhe idi­o­mas, apli­ca­ti­vos, con­fi­gu­ra­ções de firewall e de rede e decide se quer mon­tar isso em um DVD, em Live CDs ou em CDs de instalação.

Os deta­lhes de como mon­tar seu Fedora (ou Cen­tOS) deixo para o exce­lente artigo do Igor Soa­res (chefe de tra­du­ção do Fedora e cri­a­dor da spin BrOf­fice), que vai sair na 4ª edi­ção da Revista Fedora Bra­sil, a ser lan­çada na semana que vem, mas o fato é que há uma grande quan­ti­dade de Fedo­ras rodando por aí e que podem agra­dar a mai­o­ria dos gos­tos. E se nenhum des­ses Fedo­ras for aquilo que você pro­cura, faça o seu!

O “porém” nessa his­tó­ria toda é que o Pro­jeto Fedora teve que lidar com o dilema de uso de sua marca regis­trada: se todas essas dis­tros são fei­tas a par­tir do Fedora, usando uma fer­ra­menta do Fedora e ins­ta­lando paco­tes do Fedora, seria cor­reto dizer que elas tam­bém são o Fedora?

Na visão do Pro­jeto, a res­posta é “não”. O Fedora fica sendo o que cha­ma­mos de “ups­tream”, ou seja, ele está num ponto ante­rior à cus­to­mi­za­ção. O uso que você faz do pro­duto fica sendo por sua conta. Entre­tanto, para que os usuá­rios tenham a pos­si­bi­li­dade de man­ter, ainda, algum vín­culo, mesmo que indi­reto com o Fedora, pensou-se no uso de uma marca alter­na­tiva e mais fle­xí­vel que a marca e o logo oficiais.

Par­tindo do con­ceito de cri­a­ção de uma marca que pudesse ser usada de modo “hono­rí­fico” ao pro­jeto, criou-se o con­ceito de “Fedora Remix”, que é um soft­ware não man­tido e nem patro­ci­nado pela Red Hat mas que deriva do Fedora. Você pode dar o nome que qui­ser à sua nova dis­tro e, quem sabe, adi­ci­o­nar o “Fedora Remix”, que acaba sendo uma publi­ci­dade positiva.

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Con­vém lem­brar que não estou nesse post incen­ti­vando você a fazer a sua pró­pria dis­tri­bui­ção para “domi­nar o mundo”. Faço parte do movi­mento “NÃO CRIE A SUA DISTRIBUIÇÃO LINUX” por­que, fran­ca­mente, tudo o que o mundo não pre­cisa é de mais uma dis­tro “ino­va­dora”, “para usuá­rios ini­ci­an­tes” e que não faz nada de dife­rente em com­pa­ra­ção a outras milha­res de “dis­tros ino­va­do­ras” de fundo de quintal.

Fazer um Linux é uma fer­ra­menta muito pode­rosa se você pre­cisa de um Linux que se enqua­dre à rea­li­dade de um cli­ente, ou da sua empresa ou do seu tra­ba­lho. Você pode pegar o Revi­sor e fazer, assim como eu faço, um Fedora super leve, com Flux­box, Abiword, Gnu­me­ric e Dillo pra dei­xar aque­les ter­mi­nais P266 fun­ci­o­nando. Acre­dite, um dia você pode precisar.

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