Como um pacote RPM chega no YUM?

Desde que inven­ta­ram os geren­ci­a­do­res de paco­tes e apli­ca­ti­vos como YUM e apt-get, ins­ta­lar softwa­res no Linux ficou até mais sim­ples do que ins­ta­lar um soft­ware no Win­dows, basta uma linha de comando tão sim­ples quanto “yum ins­tall pacote” e a mágica acontece.

Como pri­meiro post desse ano, esco­lhi mos­trar como são os bas­ti­do­res de envio de paco­tes para o YUM, ou seja: como um soft­ware chega da fonte ori­gi­nal até o seu Fedora.

A pri­meira coisa a fazer é escla­re­cer que o Pro­jeto Fedora tem deze­nas de empa­co­ta­do­res e que esses empa­co­ta­do­res fazem parte de um grupo cha­mado “pac­ka­gers”, que tem per­mis­sões espe­ci­ais de acesso. Cada empa­co­ta­dor é res­pon­sá­vel por gerar o RPM para um ou mais softwa­res que ele “adota”; ou seja: o empa­co­ta­dor encon­tra um soft­ware inte­res­sante em qual­quer lugar (Sour­ce­forge, Laun­ch­pad etc) e decide criar um RPM ofi­cial para o Fedora.

A sub­mis­são de um pacote é bas­tante rigo­rosa e pode levar meses para que um pacote seja apro­vado. É pre­ciso seguir à risca toda a meto­do­lo­gia de empa­co­ta­mento e que o soft­ware a ser empa­co­tado seja con­si­de­rado “livre” o bas­tante para entrar no Fedora (diver­sos revi­so­res ava­liam o RPM, ana­li­sando o código e a licença). Os deta­lhes desse pro­cesso são irre­le­van­tes para este artigo; o que nos inte­ressa aqui é que, para enviar o pacote aos repo­si­tó­rios, é pre­ciso ser um empacotador.

Diver­sas fer­ra­men­tas foram pre­pa­ra­das de modo a faci­li­tar a vida de quem empa­cota para o Pro­jeto Fedora e basta executar

user@computer:$ su –c “yum ins­tall fedora-packager”

para ins­ta­lar uma cole­ção de scripts e fer­ra­men­tas essen­ci­ais para a cri­a­ção de RPMs e para o envio dos paco­tes pron­tos para os ser­vi­do­res do Pro­jeto (com­pi­la­do­res, cvs, rpmbuild…).

Após ins­ta­lar o “fedora-packager”, é pre­ciso executar

user@computer:$ fedora-packager-setup

na pasta home do usuá­rio. Este comando pre­para o ambi­ente de desen­vol­vi­mento, ajus­tando as macros para o rpm­build, gerando e con­fe­rindo cha­ves que serão usa­das durante a comu­ni­ca­ção com os ser­vi­do­res CVS.

Por moti­vos de orga­ni­za­ção, a mai­o­ria dos empa­co­ta­do­res cria uma pasta de tra­ba­lho durante a remessa de paco­tes; eu crio a pasta “cvs”, mas o nome tanto faz:

user@computer:$ mkdir ~/cvs
$ cd ~/cvs

Como comen­tei no começo, ter o pacote apro­vado é um pro­cesso tra­ba­lhoso e, logo que apro­vado, ele (o pacote) ganha uma pasta (e per­mis­sões) no CVS. O empa­co­ta­dor deve, antes de mais nada, sin­cro­ni­zar sua pasta local com a pasta vir­tual nos ser­vi­do­res do Pro­jeto Fedora:

user@computer:$ fedora-cvs pacote

No meu exem­plo, vou mos­trar o pacote BKChem, um soft­ware para dese­nho de estru­tu­ras mole­cu­la­res em 2D:

user@computer:$ fedora-cvs bkchem

Esse script vai bai­xar meu “dire­tó­rio de tra­ba­lho” direto do CVS para o meu disco rígido. Eis o con­teúdo dele:

user@computer:$ ls /home/lonely/cvs/bkchem/
com­mon CVS devel F-10 F-11 F-12 F-9 Makefile

Observe que há dire­tó­rios para algu­mas ver­sões do Fedora (F-12, F-11, F-10…) e para a ver­são de desen­vol­vi­mento, que cha­ma­mos de Rawhide.

Nova­mente, con­vém lem­brar que o meu RPM já está pronto e eu ape­nas vou remetê-lo para os ser­vi­do­res do Pro­jeto Fedora de modo a deixá-lo dis­po­ní­vel para todos os usuários.

O meu RPM, de fato, não será usado para nada. Cada um dos RPMs dis­po­ni­bi­li­za­dos pelo pro­jeto Fedora é com­pi­lado e assi­nado lá, por isso, em vez de enviar o RPM, eu envio o SRPM (Source RPM), um para cada ver­são ativa do Fedora (atu­al­mente, as ver­sões ati­vas são Fedora 11, 12 e Rawhide).

Nova­mente, a vida fica menos com­pli­cada por­que um script checa e envia o SRPM:

user@computer:$ ./common/cvs-import.sh –b F-11 ~/rpmbuild/SRPMS/bkchem-0.14.0–1.pre1.fc12.src.rpm

Veja o termo em negrito, ele define para qual “branch” (ver­são do Fedora) esse SRPM irá. No caso, man­dei três vezes: F-11, F-12 e devel.

Veja aqui o upload sendo feito e as men­sa­gens exi­bi­das durante a verificação.

Quando esse pro­cesso ter­mina, você é levado a uma tela do VI onde entra um pequeno log sobre o upload. Veja aqui.

Ao sal­var o log, o pro­cesso de “com­mit” do SRPM ter­mina com mais algu­mas che­ca­gens (que você pode ver aqui).

Pacote SRPM envi­ado, log feito, chega a hora de com­pi­lar o pacote lá no ser­vi­dor. Vou come­çar a com­pi­la­ção para o Fedora 11 e, por isso, entro na pasta F-11:

user@computer:$ cd F-11/
ls
bkchem-crash.patch bkchem.desktop bkchem-setup.patch bkchem.spec branch CVS import.log Make­file sources

Sin­cro­nizo nova­mente a pasta, para garan­tir que eu e os ser­vi­do­res esta­mos tra­ba­lhando com as mes­mas ver­sões de arquivos:

user@computer:$ cvs up

e, digito o comando que faz a com­pi­la­ção do meu RPM lá nos ser­vi­do­res do Pro­jeto Fedora:

user@computer:$ make build

Essa com­pi­la­ção gera paco­tes para todas as arqui­te­tu­ras dis­po­ní­veis pelo Pro­jeto (veja). Aliás, o soft­ware que com­pila, checa e assina cada RPM chama-se Koji. Todo o pro­cesso de com­pi­la­ção tem que ser feito para cada uma das ver­sões cor­ren­tes do Fedora, lembre-se. Isso sig­ni­fica que, depois de fazer isso para o Fedora 11, fiz, tam­bém para o Fedora 12 e para o devel.

Enfim, depois de pas­sar pelo Koji, o empa­co­ta­dor vai ao Bodhi, que é a inter­face res­pon­sá­vel por puxar os RPMs pron­tos para os repo­si­tó­rios. Nele você define se o pacote vai para “tes­ting” ou “sta­ble”, define se o pacote é uma atu­a­li­za­ção de segu­rança, um con­serto de bug ou uma melho­ria, além, é claro, de mar­car o pacote como neces­si­tando ou não de um reboot após a atualização.

Pronto! Em breve o pacote estará alcan­çando um repo­si­tó­rio perto de você e com um sim­ples “yum ins­tall” você poderá des­fru­tar de um pacote novinho.

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Ajude a Salvar o MySQL

A atual situ­a­ção do MySQL vem me pre­o­cu­pando pro­fun­da­mente. Com a aqui­si­ção pela Ora­cle enga­ti­lhada para acon­te­cer, o futuro do MySQL parece incerto e, vamos admi­tir, algo de muito ruim pode acon­te­cer com milha­res de apli­ca­ções pelo mundo inteiro que usam o banco de dados da Sun.

Venho acom­pa­nhando fre­quen­te­mente o desen­vol­vi­mento do Mari­aDB, preparando-me para pos­sí­veis alter­na­ti­vas ao MySQL e, por esse motivo, estou sem­pre de olho no blog do Michael “Monty” Widenius,que criou o MySQL. Ele, agora, pede ajuda, num texto inti­tu­lado “Ajude a sal­var o MySQL” e eu tam­bém peço que o máximo pos­sí­vel de pes­soas dê uma força.

Publico aqui, na ínte­gra, o texto. Peço que me des­cul­pem por não traduzi-lo, mas trata-se de um post bas­tante extenso. Aque­les que não tive­rem muita fami­li­a­ri­dade com o inglês, não desa­ni­mem, leia a ver­são tra­du­zida pelo goo­gle (sei que não é uma boa tra­du­ção, mas é melhor do que nada).

Não dá pra ficar parado, não é? Mande seu e-mail, repro­duza esse texto, encha o saco da sua lista de contatos.


I, Michael “Monty” Wide­nius, the cre­a­tor of MySQL, is asking you urgen­tly to help save MySQL from Oracle’s clut­ches. Without your imme­di­ate help Ora­cle might get to own MySQL any day now. By wri­ting to the Euro­pean Com­mis­sion (EC) you can sup­port this cause and help secure the future deve­lop­ment of the pro­duct MySQL as an Open Source project.

What this text is about:
– Sum­mary of what is hap­pe­ning
– What Ora­cle has not pro­mi­sed
– Ora­cles past beha­vior with Open Source
– Help spread this infor­ma­tion (Jump to ‘What I want to ask you to do’)
– Exam­ple of email to send to the com­mis­sion (Jump to ‘send this to:’)

I have spent the last 27 years cre­a­ting and wor­king on MySQL and I hope, together with my team of MySQL core deve­lo­pers, to work on it for many more years.

Ora­cle is trying to buy Sun, and since Sun bought MySQL last year, Ora­cle would then own MySQL. With your sup­port, there is a good chance that the EC (from which Ora­cle needs appro­val) could pre­vent this from hap­pe­ning or demand Ora­cle to change the terms for MySQL or give other gua­ran­tees to the users. Without your sup­port, it might not. The EC is our last big hope now because the US govern­ment appro­ved the deal while Europe is still wor­ried about the effects.

Ins­tead of just wor­king out this with the EC and agree on appro­pri­ate reme­dies to cor­rect the situ­a­tion, Ora­cle has ins­tead con­tac­ted hun­dreds of their big cus­to­mers and asked them to write to the EC and require uncon­di­ti­o­nal accep­tance of the deal. Accor­ding to what I been told, Ora­cle has pro­mi­sed to the cus­to­mers, among other things, that “they will put more money into MySQL deve­lop­ment than what Sun did” and that “if they would ever aban­don MYSQL, a fork will appear and take care of things”.

Howe­ver just put­ting money into deve­lop­ment is not proof that anything use­ful will ever be deli­ve­red or that MySQL will con­ti­nue to be a com­pe­ti­tive force in the mar­ket as it’s now.

As I alre­ady blog­ged before, a fork is not enough to keep MySQL alive for all future, if Ora­cle, as the copy­right hol­der of MySQL, would at any point decide that they should kill MySQL or make parts of MySQL clo­sed source.

Ora­cle claims that it would take good care of MySQL but let’s face the facts: Unlike ten years ago, when MySQL was mos­tly just used for the web, it has become very func­ti­o­nal, sca­la­ble and cre­di­ble. Now it’s used in many of the world’s lar­gest com­pa­nies and they use it for an incre­a­sing num­ber of pur­po­ses. This not only sca­res but actu­ally hurts Ora­cle every day. Ora­cle have to lower pri­ces all the time to com­pete with MySQL when com­pa­nies start new pro­jects. Some com­pa­nies even migrate exis­ting pro­jects from Ora­cle to MySQL to save money. Of course Ora­cle has a lot more fea­tu­res, but MySQL can alre­ady do a lot of things for which Ora­cle is often used and helps peo­ple save a lot of money. Over time MySQL can do to Ora­cle what the ori­gi­nally belit­tled Linux did to com­mer­cial Unix (roughly speaking).

So I just don’t buy it that Ora­cle will be a good home for MySQL. A weak MySQL is worth about one bil­lion dol­lars per year to Ora­cle, maybe more. A strong MySQL could never gene­rate enough income for Ora­cle that they would want to can­ni­ba­lize their real cash cow. I don’t think any com­pany has ever done anything like that. That’s why the EC is skep­tic and for­ma­li­zed its objec­ti­ons about a month ago.

Richard Stall­man agrees that it’s very impor­tant which com­pany owns MySQL, that Ora­cle should not be allowed to buy it under pre­sent terms and that it can’t just be taken care of by a com­mu­nity of volun­te­ers. http://keionline.org/ec-mysql

Ora­cle has NOT pro­mi­sed (as far as I know and cer­tainly not in a legally bin­ding manner):

- To keep (all of) MySQL under an open source license
– Not to add clo­sed source parts, modu­les or requi­red tools.
– To not raise MySQL license or MySQL sup­port pri­ces
– To rele­ase new MySQL ver­si­ons in a regu­lar and timely man­ner.
– To con­ti­nue with dual licen­sing and always pro­vide affor­da­ble com­mer­cial licen­ses to MySQL to those who needs them (to sto­rage ven­dors and appli­ca­tion ven­dors) or pro­vide MySQL under a more per­mis­sive license
– To deve­lop MySQL as an Open Source pro­ject
– To acti­vely work with the com­mu­nity
– Apply sub­mit­ted pat­ches in a timely man­ner
– To not dis­cri­mi­nate pat­ches that make MySQL com­pete more with Ora­cles other pro­ducts
– To ensure that MySQL is impro­ved also in man­ners that make it com­pete even more with Ora­cles’ main offering.

From loo­king at how Ora­cle han­dled the InnoDB acqui­si­tion, I don’t have high hopes that Ora­cle will do the above right if not requi­red to do so:

For InnoDB:
– Bug fixes where done (but this was done under a con­trac­tual obli­ga­tion)
– New fea­tu­res, like com­pres­sion that was announ­ced before acqui­si­tion, took 3 years to imple­ment
– No time tables or insight into deve­lop­ment
– The com­mu­nity where not allowed to par­ti­ci­pate in deve­lop­ment
– Pat­ches from users (like Goo­gle) that would have incre­a­sed per­for­mance was not implemented/released until after Ora­cle announ­ced it was acqui­ring Sun.
– Ora­cle star­ted wor­king on InnoDB+, a bet­ter ‘clo­sed source’ ver­sion of InnoDB
– In the end Sun had to fork InnoDB, just to be able to improve performance.

It’s true that deve­lop­ment did con­ti­nue, but this was more to be able to con­ti­nue using InnoDB as a pres­sure on MySQL Ab.

Note that Oracle’s deve­lop­ment on the Linux ker­nel is not com­pa­ra­ble with MySQL, because:
– Ora­cle is using Linux as the main plat­form for their pri­mary data­base pro­duct (and thus a bet­ter Linux makes Ora­cles plat­form bet­ter)
– The GPL code in the ker­nel is not affec­ting what is run­ning on top on it (because of an excep­tion in Linux).

Because we don’t have access to a data­base of MySQL cus­to­mers and users the only way we can get the word out is to use the MySQL and Open Source com­mu­nity. I would never have resor­ted to this if Ora­cle would not have bro­ken the esta­blished rules in anti­com­pe­ti­tive mer­ger cases and try to influ­ence the EC by acti­vely mobi­li­sing the customers.

This is very cri­ti­cal to this AS SOON AS POSSIBLE as EC, depen­ding on what Ora­cle is doing, needs to make a deci­sion either on Mon­day (2009–12-14) or within two weeks. Beca­sue of the strict dea­dline, every email counts!

What I want to ask you to do (until 2009-12-19):

- Forward this email to everyone that you know is using MySQL or Open Source/free soft­ware and to all email list where you know there are peo­ple pre­sent that use or care about MySQL and open source (ple­ase check first that this email hasn’t been sent there before)
– Alter­na­ti­vely send emails with infor­ma­tion about this and tell them to read http://monty-says.blogspot.com/2009/12/help-saving-mysql.html
– Add links on your web site to http://monty-says.blogspot.com/2009/12/help-saving-mysql.html with the text “We are using MySQL, help save it”, for the dura­tion of the next two week.
– Blog about this (feel free to include this text or just link to my blog)
– Call by phone (don’t con­tact by email, this is urgent) your boss or VP and ask him to read this email and send a let­ter to the EC com­mis­sion ASAP!
– If you don’t have anyone to con­tact above, send an email to the EC!

As we want the EC to get a cor­rect pic­ture of the situ­a­tion, we want you to first fill in the upper part and then cho­ose one of the pro­po­sed texts belowe that best mat­ches your view of the situ­a­tion. Feel free to sup­ply your own text and addi­ti­o­nal infor­ma­tion if you think this will help the EC to reach a bet­ter unders­tan­ding of how MySQL is used.

Send this to: comp-merger-registry@ec.europa.eu

If you have extra time to help, fill in the fol­lowing, if not, just skip to the main text.

Name:
Title:
Com­pany:
Size of com­pany:
How many MySQL ins­tal­la­ti­ons:
Total data sto­red in MySQL (megabyte):
For what type of appli­ca­ti­ons is MySQL used:
Should this email be kept con­fi­den­tial by EC: Yes/No

Copy or use one of the below texts as a base for your answer:

a)
I don’t trust that Ora­cle will take good care of MySQL and MySQL should be dives­ted to another com­pany or foun­da­tion that have everything to gain by deve­lo­ping and pro­mo­ting MySQL. One should also in the future be able to com­bine MySQL with clo­sed source appli­ca­tion (either by excep­ti­ons, a more per­mis­sive license or be able to dual license MySQL under favou­ra­ble terms)

b)

I think that Ora­cle could be a good steward of MySQL, but I would need EC to have legally bin­ding gua­ran­tees from Ora­cle that:
– All of MySQL will con­ti­nue to be fully Open Source/free soft­ware in the future (no clo­sed source modu­les)
– That deve­lop­ment will be done in com­mu­nity fri­en­dly way.
– The manual should be rele­a­sed under a per­mis­sive license (so that one can fork it, the same way one can fork the ser­ver)
– That MySQL should be rele­a­sed under a more per­mis­sive license to ensure that forks can truly com­pete with Ora­cle if Ora­cle is not a good steward after all.
Alter­na­ti­vely:
– One should be able to always buy low pri­ced com­mer­cial licen­ses for MySQL.

There should also be mecha­nism so that if Ora­cle is not doing what is expec­ted of it, forks should be able to com­pete with Oracle

c)
I trust Ora­cle and I sug­gest that EC will approve the deal unconditionally.

——————–

Let us prove to Ora­cle and EC that the Open Source com­mu­nity is a true force and we take good care of our citi­zens and we pre­fer to work with com­pa­nies that does the same!

The future of MySQL is in your hands!

Thanks for the help!
Michael Wide­nius
Cre­a­tor of MySQL

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Ainda há vestígios do Fedora Core

Já se vão quase três anos desde que o Fedora mudou de nome, dei­xando de lado o “Core”, para se cha­mar sim­ples­mente Fedora. Pouca gente, afi­nal de con­tas, se dava ao tra­ba­lho de cha­mar a dis­tro de “Fedora Core” e esse “Core”, aliás, exis­tia por­que, na época, as cola­bo­ra­ções da comu­ni­dade e as da Red Hat eram tra­ta­das sepa­ra­da­mente. Tudo que os enge­nhei­ros da Red Hat pro­du­ziam ficava num repo­si­tó­rio prin­ci­pal, cha­mado Core, e tudo que os volun­tá­rios da comu­ni­dade pro­du­ziam ficava num outro repo­si­tó­rio cha­mado “Extras”.

Entre o FC6 e o F7, diante do cres­ci­mento de con­tri­bui­ções da comu­ni­dade, o Fedora Board deci­diu mes­clar ambos os repo­si­tó­rios, aca­bando com a dife­ren­ci­a­ção entre con­tri­bui­ções da Red Hat e dos voluntários.

Embora já este­ja­mos no Fedora 12 (com o 13 a todo vapor), heran­ças desse tempo de “Core” per­ma­ne­cem e pas­sam quase des­per­ce­bi­das pela mai­o­ria dos usuá­rios, só que, se você pres­tar aten­ção, todos os RPMs ins­ta­la­dos em seu sis­tema (assim como todos os que estão no CD/DVD de ins­ta­la­ção) ainda têm o sufixo “fc”; por exem­plo: rpm-4.7.1–6.fc12.i686. Esse sufixo, que cha­ma­mos “tag”, ainda man­tém o C, de Core.

Para mim, o motivo de per­ma­ne­cer­mos com a tag FC era um mis­té­rio que per­du­rou muito tempo até que decidi per­gun­tar na lista de desen­vol­vi­mento e recebi uma res­posta muito interessante.

A res­posta veio de Rahul Sun­da­ran, na minha opi­nião, um dos mem­bros mais ati­vos do Pro­jeto Fedora desde (quase) o iní­cio do pro­jeto e ele explica que, durante a deci­são de mudar o nome para Fedora, dei­xando o Core de lado, houve mui­tas dis­cus­sões sobre qual seria a melhor maneira de alte­rar a tag, mas, logo mostrou-se um pro­blema muito maior do que a apa­rente sim­pli­ci­dade de fazer sumir uma letra C. Isso que­bra­ria o modo como o RPM veri­fica a atu­a­li­dade dos paco­tes, levando a erros quando um pacote “fc” fosse com­pa­rado com um pacote “f”. Veja o exem­plo de verificação:

$ rpmdev-vercmp foo-1.0.f11 foo-1.0.fc10
0:foo-1.0.fc10 is newer

E observe que o RPM jura que o pacote com tag fc10 é mais novo que o pacote com a tag f11.

Para mudar a tag seria neces­sá­rio hac­kear o RPM, de modo a rever­ter esse engano ou, uma recons­tru­ção em massa de todos os RPMs de Fedo­ras ati­vos (atu­al­mente, isso sig­ni­fi­ca­ria refa­zer todos os RPMs para o F12, F11 e F10).

Em face de todo o tra­ba­lho neces­sá­rio, optou-se pela opção mais sim­ples: imi­tando o GCC, que chama seus paco­tes de “GNU Com­pi­les Col­lec­tion”, os paco­tes para Fedora são parte do “Fedora pac­kage Collec­tion”, o que jus­ti­fica o FC em cada pacote até os dias de hoje.

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Usuários do Fedora 10, tremei!

O Fedora 10 foi uma rele­ase muito bem suce­dida: está­vel, sim­ples e com diver­sas melho­rias impor­tan­tes quando com­pa­rado ao Fedora 9, mas, como já é de praxe, o lan­ça­mento do Fedora 12 sig­ni­fica que o F10 está pegando o trem rumo ao esque­ci­mento e abandono.

Fomos lem­bra­dos por Josh Boyer, do Fedora Board, que o último update para o Fedora 10 será pro­pa­gado ama­nhã e (Josh) pede que todos os man­te­ne­do­res deci­dam o que haverá de impor­tante para este último update, algo como “o último que sair apa­gue a luz e feche a porta”.

Isso tam­bém serve de lem­brete que todos os feli­zes usuá­rios do F10 são for­te­mente enco­ra­ja­dos a migrar para F11 ou F12 a fim de con­ti­nu­a­rem sendo atualizados.

Goodbye, Cam­bridge!

Deixo aqui o anún­cio ofi­cial (em inglês):

Hi All,
Just a fri­en­dly remin­der that Dec 11 00:00:00 UTC is the cutoff for
F10 upda­tes sub­mis­sion. Ide­ally these would just be the final stable
upda­tes, as pushes to updates-testing would basi­cally be stuck there
fore­ver.
Ple­ase take a few moments to review your pen­ding requests, add any
final sta­ble upda­tes you’d like pushed, and clear out any update
requests that don’t make much sense for a soon to be EOL’d distro.
josh
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Anunciado o codinome do Fedora 13

Che­ga­mos de novo naquela época do ano em que esco­lhe­mos o codi­nome do pró­ximo Fedora e, como já foi falado aqui à exaus­tão, o pro­cesso inteiro envolve um quebra-cabeças e uma vota­ção. Qual­quer mem­bro do Pro­jeto Fedora tem direito de suge­rir um codi­nome, desde que obe­deça às seguin­tes regras:

Leo­ni­das → Cons­tan­tine → <novo nome>? Cons­tan­tine é um(a) <link>, assim como <novo nome>.

O link entre Leô­ni­das (F11) e Cons­tan­tine (F12) foi “ambos são muni­ci­pa­li­da­des de St. Joseph County, Michi­gan, USA.” O link entre Cons­tan­tine e o novo nome deve ser dife­rente desse link e dife­rente de qual­quer outro link já usado.

A página com todas as suges­tões fei­tas encontra-se aqui e esteve rece­bendo suges­tões entre 10 e 16 de novem­bro. Depois de penei­rada, a lista de codi­no­mes acei­tá­veis par­tiu para vota­ção entre 28 de novem­bro e 4 de dezem­bro, com o seguinte resultado:

  • God­dard 1177

–[ Cut Off ] –

  • Langs­trom 1009
  • Glo­ri­ana 977
  • Botany 922
  • Loana 707
  • Truro 654
  • Man­fredi 504

Ou seja: o codi­nome do Fedora 13 será God­dard.

Se eu gos­tei? Me per­gunte se gos­tei do tra­ta­mento de canal que fiz semana pas­sada. :-P


P.S.:

A pro­pó­sito, o link entre Cons­tan­tine e God­dard é o seguinte: Kons­tan­tin Tsi­ol­kovsky (Константи́н Эдуа́рдович Циолко́вский) foi um cien­tista de fogue­tes, assim como Robert Goddard.

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Mais 8 convites para o Google Wave

Se você ainda não usou e quer usar, deixe aqui o seu e-mail.

Lembre-se: são ape­nas 8 convites.

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O GNOME cortou alguns ícones. Traga-os de volta!

Logo que come­cei a usar o Fedora 12, uma das coi­sas que mais quis fazer foi tes­tar o GNOME 2.28. É claro, o GNOME vem se desen­vol­vendo len­ta­mente quando com­pa­rado ao seu “rival”, KDE, mas, ainda assim, vem evo­luindo com con­sis­tên­cia e estabilidade.

De um modo geral, as melho­rias foram sen­sí­veis, mais foca­das em lapi­dar a inter­face e pro­por­ci­o­nar mais sim­pli­ci­dade e leveza. Até aí mor­reu o Neves…

Demo­rei a per­ce­ber que fal­ta­vam alguns ícones, por exem­plo, no menu “Sis­tema” e naquela cai­xi­nha de bus­cas do Fire­fox. Um ser humano nor­mal não se inco­mo­da­ria com isso, fiquei intri­gado, mas dei­xei passar.

Tudo fica­ria bem se toda vez que eu cli­casse no menu “Sis­te­mas” não me depa­rasse com aquela coisa vazia. Eu estava tão acos­tu­mado aos ícones no menu que o incô­modo veio cres­cendo, cres­cendo até que eu fui pro­cu­rar o que havia de errado.

Desins­ta­lei o Fire­fox, apa­guei a pasta .mozilla e reins­ta­lei: con­ti­nuou na mesma. Tal­vez um erro no GTK por causa do tema default do Fedora tivesse sido a causa dos ícones fal­to­sos. Mudei de tema, mas não adiantou.

Quem sabe um pro­blema na con­fi­gu­ra­ção do meu gconf? Dele­tei as pas­tas .gconf e .gconfd e nada…

Já ia desins­ta­lar o GNOME inteiro quando per­gun­tei a um amigo se o GTK dele tam­bém estava bugado. Com cara de espanto ele quis saber do que eu estava falando e me ouviu desa­ba­far: “cara, sumi­ram vários ícones do meu tema…”.

Foi aí que ele me disse que tinha lido em algum lugar sobre a deci­são do Pro­jeto GNOME de desa­ti­var vários ícones para lim­par a interface.

Como sou bra­si­leiro e não desisto nunca, fui pro­cu­rar a tal deci­são do pes­soal do GNOME e, mais impor­tante ainda, como des­fa­zer isso.

O segredo está no gconf. Se você for como eu, vai ter pre­guiça de edi­tar na mão, por isso, ins­tale o gconf-editor:

yum install gconf-editor

Abra-o (Apli­ca­ti­vos » Sis­tema » Edi­tor de con­fi­gu­ra­ções) e faça um ctrl+F para abrir a caixa de bus­cas. Antes de bus­car, mar­que “Pes­qui­sar tam­bém em nomes de cha­ves” e pro­cure pela entrada “menus_have_icons”.

O que você pro­cura está em /desktop/gnome/interface/menus_have_icons. Mar­que buttons_have_icons e menus_have_icons. Pronto!

Depois de ado­ta­rem o Empathy como padrão em vez do Pid­gin ainda tenho que atu­rar mais essa…

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Quatro convites para o Novo Orkut. Quem quer?

O título já é bas­tante expli­ca­tivo. =P

Não sou fã de Orkut, ele já me encheu faz anos, mas recen­te­mente recebi de um amigo o con­vite para a nova inter­face. Tes­tei, achei tosco e botei o meu pobre e aban­do­nado Orkut na mesma latên­cia de sem­pre; no entanto,tenho qua­tro con­vi­tes dis­po­ní­veis para distribuir.

Fiquei pasmo quando me fala­ram que tem gente ven­dendo esses con­vi­tes no Mer­cado Livre. Aqui é de graça. Os qua­tro pri­mei­ros levam.

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Fedora 12: primeiras impressões, multimídia e drivers nvidia

Final­mente ins­ta­lei o Fedora 12 final aqui na minha máquina e, para minha feli­ci­dade, quase tudo trans­cor­reu sem gran­des mala­ba­ris­mos (espe­ci­al­mente no que diz res­peito à ins­ta­la­ção de codecs de vídeo e áudio).

O pri­meiro passo, se você ins­ta­lou o F12, agora é fazer um update (apro­veite enquanto está em ape­nas 101 MB em média :-P ), como o yum-presto vem ati­vado por default, não se pre­o­cupe, a eco­no­mia no tama­nho dos down­lo­ads chega a mais de 80%.

Depois, não perca tempo, ins­tale os repo­si­tó­rios para softwa­res de ter­cei­ros (copie as três linhas):

su -c 'rpm -ivh \
http://download1.rpmfusion.org/free/fedora/rpmfusion-free-release-stable.noarch.rpm \

http://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-stable.noarch.rpm’

Meu amigo, Igor Soa­res, (o rei das tra­du­ções do Fedora) me avi­sou que o suporte a codecs estava exce­lente e, como todo incré­dulo, fui tes­tar a dica: dei dois cli­ques num vídeo AVI e o Pac­ka­ge­Kit foi atrás dos codecs, ins­ta­lando sem pro­ble­mas. Depois, mais dois cli­ques nos meus vídeos RMVB e lá foi o Pac­ka­ge­Kit de novo bus­car os codecs. Resul­tado: codecs de vídeo (inclu­sive RMVB e FLV) ins­ta­la­dos e fun­ci­o­nando com dois pares de cli­ques (vai faci­li­tar muito a pró­xima ver­são do 1step-install que, gra­ças a Deus, já é quase desnecessário).

Con­tudo, como nem tudo são flo­res, um recente bug nos dri­vers dis­po­ni­bi­li­za­dos pela NVIDIA for­çou o repo­si­tó­rio RPM­Fu­sion a retirá-lo dos paco­tes tem­po­ra­ri­a­mente já que, para fun­ci­o­nar direito, eles neces­si­ta­riam de ajus­tes manuais.

Uma ver­são, man­tida no repo­si­tó­rio de teste, pode ser ins­ta­lada, mas vai reque­rer con­fi­gu­ra­ções adi­ci­nais. Como o dri­ver nou­veau tornou-se um padrão no Fedora desde o Fedora 11, um cho­que entre este e o dri­ver for­ne­cido pela NVIDIA impe­dia o cor­reto fun­ci­o­na­mento de ambos. Como o nou­veau ainda é bas­tante gené­rico, a mai­o­ria dos usuá­rios pre­fere ins­ta­lar os dri­vers for­ne­ci­dos pelo fabri­cante e isso gerou o problema.

Antes de ten­tar ins­ta­lar seu dri­ver, desa­tive o nou­veau a fim de impe­dir o conflito:

Fedora 12

su -
mv /boot/initramfs-$(uname -r).img /boot/initramfs-$(uname -r)-nouveau.img
dracut /boot/initramfs-$(uname -r).img $(uname -r)

Depois, dimi­nua o nível de pro­te­ção do SELi­nux para que ele não impeça o dri­ver de car­re­gar:
setsebool -P allow_execstack on
E ins­tale o dri­ver:
yum --enablerepo=rpmfusion-nonfree-updates-testing install kmod-nvidia
ou
yum --enablerepo=rpmfusion-nonfree-updates-testing install kmod-nvidia-PAE

se você usar um ker­nel PAE.

Fedora 11

su -
mv /boot/initrd-$(uname -r).img /boot/initrd-$(uname -r)-nouveau.img
mkinitrd /boot/initrd-$(uname -r).img $(uname -r)
reboot

E ins­tale o drt­ver
yum --enablerepo=rpmfusion-nonfree-updates-testing install kmod-nvidia
ou
yum --enablerepo=rpmfusion-nonfree-updates-testing install kmod-nvidia-PAE
se você usar um ker­nel PAE.

Logo uma solu­ção defi­ni­tiva será apre­sen­tada. Qual­quer novi­dade (e tendo tempo e paci­ên­cia) eu posto aqui. ;)

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Usuários não-root instalando pacotes no Fedora 12

O lan­ça­mento do Fedora 12 gerou grande dis­cus­são na lista de desen­vol­vi­mento devido a uma “fea­ture” do Pac­ka­ge­Kit que per­mi­tia a usuá­rios “não-root” ins­ta­la­rem paco­tes (desde que os paco­tes fos­sem devi­da­mente assi­na­dos e vin­dos de repo­si­tó­rios confiáveis).

A dis­cus­são ini­ci­ada por nodata, da lista de desen­vol­vi­mento, gerou imenso debate (uma das thre­ads com a maior taxa emails/hora que já vi) e mos­trou o des­con­forto de mui­tos desen­vol­ve­do­res com esse grau de liber­dade for­ne­cido ao usuário.

Dois dias depois da ques­tão ser levan­tada, o líder do Pro­jeto Fedora, Paul Fri­elds, anun­ciou que um update do Pac­ka­ge­Kit já foi lan­çado para tra­zer de volta a neces­si­dade de senha de root durante a ins­ta­la­ção de qual­quer tipo de pacote, con­fiá­vel ou não.

The Fedora 12 rele­ase con­tai­ned chan­ges in the default Pac­ka­ge­Kit beha­vior that allow ins­tal­la­tion of pac­ka­ges by users in cases where:

* the user is log­ged in on the local con­sole, and

* is ins­tal­ling pac­ka­ges sig­ned with a pre­vi­ously trus­ted key, and

* is using a pre­vi­ously con­fi­gu­red and trus­ted repository

After more dis­cus­sion and thought, though, the pac­kage main­tai­ners have pos­ted to the fedora-devel-list mai­ling list agre­eing to pro­vide an update to Fedora 12’s Pac­ka­ge­Kit. The update will require local con­sole users to enter the root pas­sword to ins­tall new soft­ware pac­ka­ges. Details on the chan­ges are found here:

https://www.redhat.com/archives/fedora-devel-list/2009-November/msg01445.html

Paul W. Frields

Par­ti­cu­lar­mente não vi isso como um grande pro­blema, já que a mai­o­ria das pes­soas usa o Fedora ape­nas no desk­top e aque­les que se arris­cam usá-lo como ser­vi­dor são esper­tos o bas­tante para saber o que estão fazendo para não ins­ta­lar o PackageKit.

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