/home em partição separada no Fedora 13

O Bug 150670 no Bug­zilla do Pro­jeto Fedora, aberto por Stu­art Ellis em 2005 aca­bou rever­be­rando agora, no final de 2009 e pro­vo­cando mudan­ças inte­res­san­tes para o Fedora 13 (inte­res­san­tes, pelo menos, para os usuá­rios que se pre­o­cu­pam com seus esque­mas de particionamento).

Já é notí­cia velha para todos aque­les um pouco mais pre­o­cu­pa­dos com a segu­rança dos dados que sal­var dire­tó­rios impor­tan­tes em par­ti­ções dife­ren­tes é uma ati­tude sábia: man­ter /boot e /home com par­ti­ções pró­prias sig­ni­fica que as chan­ces do sis­tema con­ti­nuar car­re­gando são mai­o­res no caso de uma cor­rup­ção do disco e que, caso for­mate o HD não pre­ciso res­tau­rar meu dire­tó­rio pes­soal por­que ele con­ti­nua lá, numa par­ti­ção só dele.

Entre­tanto, se você gosta disso nos seus esque­mas de par­ti­ci­o­na­mento, pre­ci­sava exe­cu­tar o ana­conta e gerar “no braço” a par­ti­ção sepa­rada para o /home. Um usuá­rio nor­mal des­ses que só “usa” passa por isso sem jamais se tocar de que a pasta /home está nessa ou naquela par­ti­ção e, por isso, o default para o pró­ximo Fedora vai ser home sepa­rada. Boa notí­cia para quem sem­pre modi­fica as par­ti­ções e para quem não entende nada disso não fede nem cheira, o resul­tado: ponto para o Fedora nessa decisão.

A novi­dade vai estar dis­po­ní­vel logo nas pri­mei­ras ver­sões do Rawhide (nosso proto-Fedora 13).

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Chegou o Fedora 12

Sim, depois de pouc mais de seis meses de desen­vol­vi­mento, o Pro­jeto Fedora acaba de tor­nar público o Fedora 12 (Constantine).

Esta rele­ase é par­ti­cu­lar­mente impor­tante para a Red Hat, pois será a base para o Red Hat Enter­prise Linux 6 e, claro, isso sig­ni­fica que os esfor­ços na pre­pa­ra­ção de uma dis­tro “redonda” foram superados.

O que o aguarda nesta release?

  • Per­for­mance oti­mi­zada: agora todos os paco­tes de 32 bits são i686.
  • Upda­tes meno­res e mais rápi­dos: Com o Delta RPM como padrão, seus upda­tes serão muito mais rápi­dos que antes; o novo método de com­pres­são XY per­mite um tama­nho mais com­pacto e o uso de menos recur­sos para a des­com­pac­ta­ção, como con­sequên­cia, seu DVD do Fedora vem com muito mais pacotes.
  • Network­Ma­na­ger mais inte­li­gente: Redes com fio, wire­less, 3G… não importa; vai ser muito melhor.
  • Next-generation (Ogg) The­ora video: Os aman­tes de áudio e vídeo já podem come­mo­rar; com a ver­são 1.1 do for­mato mul­ti­mí­dia Ogg The­ora os vídeos de alta qua­li­dade e grande taxa de com­pres­são final­mente alcan­çara os padrões dese­ja­dos pelos usuá­rios mais exigentes.
  • Melho­rias na parte grá­fica: Não ape­nas o visual foi polido, mas tam­bém o suporte a pla­cas de vídeo e web­cans foi expandido.
  • Vir­tu­a­li­za­ção: De todas as melho­rias, estas foram as mai­o­res. Usuá­rios que gos­tam ou pre­ci­sam de máqui­nas vir­tu­ais irão se depa­rar com avan­ços incrí­veis que foram desen­vol­vi­dos pelos enge­nhei­ros da RH.
  • Envio auto­má­tico de bugs e crashes: o Abrt vai fazer tudo e enviar o pro­blema direto ao bugzilla.
  • Plug-ins do Pac­ka­ge­Kit: Se você digi­tar o nome do pacote errado ele enten­derá pode suge­rir o cor­reto, tam­bém apren­deu a ins­ta­lar paco­tes dire­ta­mente pelo navegador.
  • Blu­e­to­oth inte­li­gente: Os softwa­res para uso de blu­e­to­oth só serão car­re­ga­dos quando pre­ciso, libe­rando recur­sos do PC.
  • Inter­face grá­fica Moblin: Para os usuá­rios de netbooks.
  • Melho­rias no Pul­se­Au­dio: Refi­na­men­tos tor­na­ram o Pul­se­Au­dio mais inte­li­gente e con­fiá­vel. Já pode com­par­ti­lhar áudio dire­ta­mente com cli­en­tes UPnP / DLNA (como o Plays­ta­tion 3).
  • Ima­gens Live híbri­das: As ima­gens ISO”Live” do F12 podem ser ins­ta­la­das dire­ta­mente em pen­dri­ves ou dis­cos USB removíveis.
  • GNOME Shell pre­view: Já ouviu falar do GNOME Shell? É a ten­ta­tiva do Pro­jeto GNOME para levar o GNOME a um nível supe­rior de fun­ci­o­na­li­dade. No Fedora 12 já é pos­sí­vel testá-lo.

Enfim, é muita coisa…

Se qui­ser saber mais leia as notas da ver­são ou baixe logo a sua cópia.

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Antes mesmo do lançamento do Fedora 12, os planos para o Fedora 13

Enquanto escrevo este pequeno artigo, o Fedora 12 (Cons­tan­tine) está se pro­pa­gando para os diver­sos espe­lhos ao redor do mundo, posicionando-se para o lan­ça­mento ofi­cial nesta terça-feira, dia 17, mas, não foi isso que me moveu a escrever.

Como já é tra­di­ção no Pro­jeto Fedora, come­ça­ram os pre­pa­ra­ti­vos para o Fedora 13 e algu­mas metas – muito inte­res­san­tes por sinal – estão defi­ni­das e em anda­mento. O FESCo (Fedora Engi­ne­e­ring Ste­e­ring Com­mit­tee) se reu­niu, ava­li­ando as pos­si­bi­li­da­des para a pró­xima rele­ase e dis­cu­tiu sobre os novos recur­sos a serem adi­ci­o­na­dos no F13. Den­tre alguns recur­sos mais vol­ta­dos aos téc­ni­cos (e que não irei lis­tar aqui), os que mais me cha­ma­ram a aten­ção foram esses:

Auto­ma­tic prin­ter dri­ver installation:

Você pluga a sua impres­sora USB e, caso o dri­ver já não esteja pre­sente na ins­ta­la­ção o Pac­ka­ge­Kit se encar­re­gará de baixá-lo e instalá-lo para você. Esta fea­ture é mais um grande passo rumo à sim­pli­ci­dade e sei que mui­tas pes­soas vão gostar.

PreUp­grade:

O PreUp­grade irá se tor­nar um padrão. O pro­pó­sito é aca­bar com a neces­si­dade de bai­xar outros Fedo­ras na hora de mudar para ver­sões mais novas. Em vez disso, você con­tará com o PreUp­grade e, depois de um comando, seu Fedora X irá se trans­for­mar no Fedora X+1.

Embora o PreUp­grade já exista (e você pode exe­cu­tar o comando agora mesmo), os pla­nos são para rea­li­zar refi­na­men­tos e mini­mi­zar os pro­ble­mas durante um upgrade. Os pro­ble­mas são bas­tante conhe­ci­dos e, para ser um padrão torna-se neces­sá­rio aumen­tar a con­fi­a­bi­li­dade no processo.

Python 3:

Essa não inte­ressa muito para quem está fora do mundo da pro­gra­ma­ção, mas, o F13 vai tra­zer o Python 3 como opção para­lela ao Python 2. Isso vai garan­tir que os pro­gra­mas depen­den­tes do Python 2 con­ti­nuem a fun­ci­o­nar enquanto os python­ma­nía­cos mais afoi­tos usem a ver­são 3.

Além disso, já come­çou o pro­cesso de esco­lha do nome para o Fedora 13 e a brin­ca­deira toda está se desen­ro­lando aqui.

Vale res­sal­tar, tam­bém, que o F12 lan­çado nesta terça-feira é de grande impor­tân­cia para a Red Hat, pois será ele a base usada no Red Hat Enter­prise Linux 6, pre­visto para 2010 e, ape­sar de diver­sas melho­rias no con­ceito de desk­top, o ponto máximo do Cons­tan­tine é a vir­tu­a­li­za­ção. Vamos aguardar.

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15 convites para o Google Wave

Um post­zi­nho rápido: tenho 15 con­vi­tes para o Goo­gle Wave dis­po­ní­veis. Os inte­res­sa­dos devem ape­nas dei­xar aqui seus gmails.

Não estou achando grande coisa, mas se qui­se­rem testar…

Custo zero, pes­soal! ;-)

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Essa eu tive que postar! — Linus e Windows 7

Olha quem estava come­mo­rando (iro­ni­zando?) o lan­ça­mento do Win­dows 7! :-)

Que coisa feia, Linus! Sacanenando o produto dos outros?

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Revista Fedora Brasil: no fio da navalha

Uma das ini­ci­a­ti­vas mais bem suce­di­das do Pro­jeto Fedora Bra­sil é, sem dúvida, a Revista Fedora Brasil.

A revista foi ide­a­li­zada para levar infor­ma­ção de qua­li­dade para a Comu­ni­dade de usuá­rios Fedora no Bra­sil, mas, aca­bou tra­tando tam­bém de assun­tos rele­van­tes para usuá­rios de outras distribuições.

Ape­sar da grande popu­la­ri­dade, a Revista Fedora Bra­sil tem uma exis­tên­cia que pode­mos cha­mar de “con­tur­bada”, pela escas­sez de con­tri­bui­ções e assi­dui­dade de par­ti­ci­pan­tes. Torna-se quase uma iro­nia, mas o fato é que mui­tos pro­je­tos bem suce­di­dos, na ver­dade, sofrem momen­tos dra­má­ti­cos pela carên­cia de con­tri­bui­ções e isso, quase sem­pre, fica invi­sí­vel aos olhos dos usuários/leitores.

Nós, que esta­mos à frente da RFB desde o começo, acre­di­ta­mos que uma pos­tura honesta diante des­sas difi­cul­da­des ajuda a escla­re­cer todos os que per­ma­ne­cem espe­rando ansi­o­sa­mente pelo lan­ça­mento da pró­xima edi­ção, além de, quem sabe, con­se­guir a ajuda neces­sá­ria para que os pro­ble­mas sejam mini­mi­za­dos ou resolvidos.

Para que a revista exista é neces­sá­rio que pes­soas escre­vam arti­gos e este é um poto com­pli­cado por­que cada um que con­tri­bui está fazendo uma doa­ção em tempo e em conhe­ci­mento; isso, na comu­ni­dade Open Source, tam­bém pode sig­ni­fi­car certo des­com­pro­misso, que acaba levando ao mais bra­si­leiro dos “dei­xar na mão”.

É óbvio que sem­pre con­ta­mos com auto­res que nunca dei­xa­ram de cola­bo­rar reli­gi­o­sa­mente, mos­trando tex­tos que sem­pre me dei­xa­ram orgu­lhoso em publi­car. (Obri­gado a todos!)

Além de ter arti­gos tam­bém é pre­ciso revi­sar, para que o resul­tado final seja cor­reto e bonito, den­tro de um padrão de cor­re­ção. Nisso, modés­tia à parte, temos os melho­res, sem­pre rápi­dos e pre­ci­sos (até ávidos por mais trabalho).

Pági­nas boni­tas pre­ci­sam de arte e dia­gra­ma­ção; esse sem­pre foi nosso Cal­ca­nhar de Aqui­les. Quem nos sal­vava aqui era o Hélio Fer­reira. Pro­va­vel­mente Hélio é o único mor­tal capaz de fazer mil coi­sas ao mesmo tempo e sobres­sair em todas. Seu layout é sem­pre elo­gi­ado pelos mem­bros do Pro­jeto Fedora inter­na­ci­o­nal, mas a sobre­carga à qual Hélio vinha sendo sub­me­tido estava evi­dente desde o começo.

Neste ponto já temos as maté­rias pron­tas e revi­sa­das, falta arte e dia­gra­ma­ção, mas este pro­cesso está estag­nado há meses.

Se você tem alguma expe­ri­ên­cia com os softwa­res de dese­nho veto­rial (como Inks­cape), edi­ção de ima­gens (GIMP) ou se sabe dia­gra­mar usando o Scri­bus e gos­ta­ria de dar uma força para que a 6ª edi­ção da Revista Fedora Bra­sil tenha con­di­ções de final­mente ser lan­çada, cadastre-se no nosso grupo de desen­vol­vi­mento em http://revista.projetofedora.org . Espe­ra­mos com isso entre­gar, ao menos, esta última edi­ção aos nos­sos lei­to­res e ami­gos, além de fazer valer o tra­ba­lho duro de todos aque­les que con­tri­buí­ram e ainda estão aguar­dando o resul­tado de seus tra­ba­lhos na revista.

Um grande abraço

Hen­ri­que Junior – Túlio Macedo

Edi­to­res

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Minha primeira experiência com o Haiku (OpenBeOS)

Alguns devem ter per­ce­bido que estou “revi­si­tando” alguns tex­tos anti­gos aqui no blog. Bem, isso faz parte de algu­mas mudan­ças que pre­tendo fazer para tor­nar o blog mais atra­tivo e variado.

Minha pri­meira ati­tude foi revi­sar e atu­a­li­zar uma série que come­cei mas nunca che­guei a ter­mi­nar sobre sis­te­mas ope­ra­ci­o­nais em dez par­tes. Ontem repos­tei o texto sobre o BeOS, desde o começo do desen­vol­vi­mento até a sua morte e o sur­gi­mento do Haiku, que é uma ver­são atual e open­source do finado SO.

Bai­xei o Haiku e ins­ta­lei aqui na minha máquina vir­tual, mas não espe­rava que a expe­ri­ên­cia fosse tão mar­cante. Por isso, decidi com­par­ti­lhar com vocês minhas impres­sões. Vamos lá?

A ima­gem ISO vem com­pac­tada no for­mato ZIP, são ape­nas 164,4 MB para bai­xar e, des­com­pac­tado, vai a 379,9 MB. Mesmo com a minha cone­xão de 300 K levou pouco mais de uma hora e meia baixando.

Meio rece­oso, dei o boot na ima­gem pela máquina vir­tual, mas tudo cor­reu bem. A pri­meira tela é bas­tante sim­pá­tica e pouco depois leva para uma caixa ofe­re­cendo a pos­si­bi­li­dade de ins­ta­lar ou rodar live. Instalei.

Ao con­trá­rio do que esta­mos acos­tu­ma­dos, o Haiku não par­ti­ci­ona auto­ma­ti­ca­mente durante a ins­ta­la­ção; ele detecta não haver par­ti­ção, mas não toma nenhuma pro­vi­dên­cia. Cabe a você ir no par­ti­ci­o­na­dor (que não é muito intui­tivo), sele­ci­o­nar os espa­ços e os for­ma­tos, apli­car e depois vol­tar para a instalação.

Feito isso, o resto é tran­quilo e rápido. Ape­nas dez minu­tos depois o Haiku está rodando e o boot leva ape­nas 15 segundos.

A parte “mar­cante” que men­ci­o­nei foi sen­tir o mesmo que sen­tia no começo da minha vida linu­xer. A emo­ção de ins­ta­lar um outro SO e explorá-lo, ir tate­ando no escuro e vendo novi­da­des. Ses­são nostalgia…

Na VM o dis­po­si­tivo de rede não foi reco­nhe­cido, por isso não pude tes­tar a inter­net e nem expe­ri­men­tar o BeZilla Brow­ser (um remake do Fire­fox), mas rodei pelo sis­tema inteiro admi­rando simi­la­ri­da­des e dife­ren­ças entre Linux, Win­dows e Haiku. O BeOS é uma parte da his­tó­ria e quando você se dá conta de que está ali, aces­sando um SO total­mente dife­rente, é impos­sí­vel não pen­sar em como nos­sos hori­zon­tes ficam res­tri­tos com o pas­sar do tempo.

Não pre­tendo fazer do Haiku o meu sis­tema ope­ra­ci­o­nal, mas gra­ças e ele eu pude sen­tir, nova­mente, a empol­ga­ção da des­co­berta que já não tinha mais nos GNO­MEs e KDEs da vida. Pra fechar, seixo algu­mas scre­enshots que tirei e vídeos mos­trando um pouco da Sili­con Graphics dos Pobres, como era chamado.

Visão geral

Abrindo 26 apli­ca­ti­vos ao mesmo tempo

Colo­cando o Haiku sob Stress

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Novidade: Repositório do Google Chromium para Fedora

Adoro o Fire­fox (e quem não adora?), mas sem­pre que posso testo o Goo­gle Chrome.

Infe­liz­mente, para quem usa Linux, usar o Goo­gle Chrome implica em mace­tes para que ele fun­ci­one via WINE ou pegar o código fonte do Chro­mium e compilar.

Tal­vez alguns de vocês se lem­brem de que dis­po­ni­bi­li­zei aqui uma vez os RPMs do Chro­mium para Fedora e hoje, na hora do almoço, fui ver se havia alguma atu­a­li­za­ção dis­po­ní­vel (é claro que havia).

Então, pes­soal, ficam aí as atu­a­li­za­ções do Chro­mium para Fedora 10, 11 e rawhide (com ver­sões 32 e 64 bits) ins­ta­lá­veis via YUM.

Quer mais moleza do que isso? ;-)

Faça assim:

  • Adi­ci­one o repo­si­tó­rio do Chromium:

su -c 'gedit /etc/yum.repos.d/chromium.repo'

  • E colo­que o seguinte con­teúdo no arquivo:

[chromium]
name=Chromium Test Packages
baseurl=http://spot.fedorapeople.org/chromium/F$releasever/
enabled=1
gpgcheck=0

  • Depois:

$ su -c 'yum install chromium'

Cor­te­sia do super fera Spot, um dos mai­o­res empa­co­ta­do­res do Pro­jeto Fedora.

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Sistemas Operacionais (parte 3 de 10) AtheOS

AtheOS (de Athena Ope­ra­ti­o­nal Sis­tem) era um sis­tema ope­ra­ci­o­nal ini­ci­al­menteatheoslogo dese­nhado para comportar-se de forma seme­lhante ao Ami­gaOS. Seu desen­vol­vi­mento come­çou no iní­cio de 1994 pelo pro­gra­ma­dor noru­e­guês Kurt Skauen. Inte­res­san­te­mente, o AtheOS foi desen­vol­vido para que Kurt tes­tasse o sis­tema de arqui­vos cri­ado por ele, o ATheFS (ou AFS). O AtheOS tor­nouse notó­rio quando seu anún­cio ao público foi feito de uma maneira um tanto inu­si­tada. Kurt jogou no Use­net uma men­sa­gem onde anun­ci­ava estar rodando um ser­vi­dor com seu pró­prio sis­tema ope­ra­ci­o­nal (licen­se­ado pela GPL) e que dese­java que as pes­soas o aju­das­sem ten­tando invadi-lo. O resul­tado foi uma chuva de ata­ques ao ser­vi­dor de Kurt e, por con­se­quen­cia, cen­te­nas de olhos de pes­soas dis­pos­tas a aju­dar no desen­vol­vi­mento.
shotKurt desen­vol­veu o sis­tema sozi­nho e quase que arte­sa­nal­mente durante o tempo todo e, embora dis­po­ni­bi­li­zasse o código fonte pela GPL, relu­tava ter­mi­nan­te­mente em acei­tar con­tri­bui­ções de ter­cei­ros ao seu sis­tema. A comu­ni­dade, por fim, ini­ciou seu fork, dei­xando que Kurt per­ma­ne­cesse sozi­nho com seu AtheOS e ini­ciou o Syl­la­ble.
O Sis­tema ope­ra­ci­o­nal de Kurt come­çara com um sis­tema de arqui­vos de 64 bits e com suporte a jour­na­ling. AtheOS foi com­ple­ta­mente escrito do zero, sem apro­vei­tar código de nenhum outro local. Atu­al­mente, roda em pro­ces­sa­do­res intel, AMD e com­pa­tí­veis e tem uma con­si­de­rá­vel quan­ti­dade de softwa­res por­ta­dos para roda­rem sobre o sis­tema, como o Apa­che e o PHP 3. Em vez de usar o X11 como seu ser­vi­dor de vídeo, o AtheOS usa seu pró­prio ser­vi­dor de vídeo, o que, segundo o desen­vol­ve­dor, tem mui­tos prós e con­tras. Os con­tras (alguns), são o lento desen­vol­vi­mento do ser­vi­dor grá­fico, o fato de que mui­tos softwa­res são escri­tos para rodar sobre o X11 e não pode­rão ser por­ta­dos para o AtheOS. Como prós temos o fato de que o ser­vi­dor grá­fico do AtheOS é muito mais lece que o X11 e de que mui­tos pro­ces­sos, com áreade trans­fe­rên­cia, por exem­plo, são geren­ci­a­dos pelo So em vez de pelo ser­vi­dor grá­fico, o que causa uma maior con­sis­tên­cia no fun­ci­o­na­mento e faci­lita o apren­di­zado do usuá­rio.
atheshotA GUI do AtheOS é com­posta por dois ele­men­tos prin­ci­pais: um ser­vi­dor de apli­ca­ções e uma dll que pro­vi­den­cia uma inter­face em C++ entre o ser­vi­dor e as apli­ca­ções. A GUI é pro­gra­mada usando uma API em C++ que per­mite a cri­a­ção de diver­sos wid­gets que pos­suem, cada um, seu pró­prio ambi­ente grá­fico.
O ker­nel, total­mente escrito do zero, tem suporte a SMP (Sym­me­tric Multi Pro­ces­sing) e pos­sui um cli­ente TCP/IP embu­tido. O suporte a módu­los per­mite que ele­men­tos sejam car­re­ga­dos ou des­car­re­ga­dos da ini­ci­a­li­za­ção do ker­nel e tam­bém tem supo­trte a diver­sos sis­te­mas de arqui­vos.
Como era de se espe­rar, o AtheOS (a cru­zada de um homem só) teve um desen­vol­vi­mento lento e me lem­bro bem de que em 2004, quando ouvi falar nele pela pri­meira vez, não dava suporte a mui­tas fun­ções bási­cas de teclado. O Syl­la­ble rapi­da­mente suplan­tou o AtheOS, e, por fim, Kurt aban­do­nou o pro­jeto AtheOS, pas­sando a dedicar-se a outros empre­en­di­men­tos. O Syl­la­ble con­ti­nua a ser desen­vol­vido pela comu­ni­dade e seguiu rumos dife­ren­tes dos pre­ten­di­dos por Kurt Skauen.
O site ofi­cial do AtheOS está em um ser­vi­dor que, é claro, roda AtheOS. As espe­ci­fi­ca­ções téc­ni­cas são: Dual Cele­ron 466 com 768MB RAM e 85Gb de espaço nos dis­cos. esta máquina está exe­cu­tando os seguin­tes ser­vi­ços: HTTP, FTP, CVS, SSH, DNS e Mail (SMTP/POP3).
HTTP: Apa­che V1.3.9
FTP: wu-ftpd 2.6.0
CVS: CVS V1.10.
DNS: Bind
Mail: QMail

UPDATE:

O desen­vol­vi­mento do AtheOS veio ficando cada vez mais e mais lento enquanto cres­cia o inte­resse de Kurt em apren­der a pilo­tar seu avião. Depois da ver­são 0.3.7 alguns pro­gra­ma­do­res envol­vi­dos com o pro­jeto deci­di­ram levar adi­ante um fork cha­mado Syl­la­ble. Este fork foi lan­çado logo na ver­são 0.4.0 em julho de 2002 e, enquanto escrevo este update, encontra-se na 0.6.2.

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Mais sobre o AtheOS

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Uma TI mais verde (e equivocada)

Está na moda a cons­ci­ên­cia eco­ló­gica e, seguindo essa ten­dên­cia, as pala­vras “boas” da vez são (anote aí): verde, eco­no­mia, pla­neta, árvore e doa­ção. Se você usar qual­quer uma des­sas pala­vras nos seus pro­je­tos – não importa quão imbe­cil ele seja – as pes­soas serão obri­ga­das a aplaudi-lo, afi­nal, o que vale é a inten­ção! Ou será que não vale?

Embora eu seja a favor das ati­tu­des eco­ló­gi­cas, o mais cho­cante na nova gera­ção de abra­ça­do­res de árvo­res e natu­re­bas é a quan­ti­dade de desin­for­ma­ção que essa gente tem. Árvo­res são boas, mas a babo­seira ambi­en­ta­lista de agora trata cada árvore como uma limpa e efi­ci­ente fábrica de ar puro… é como se cada semente fosse um tan­que de oxi­gê­nio em poten­cial, espe­rando para cres­cer e jogar na atmos­fera o pre­ci­oso O2.

Será que nin­guém se lem­bra das aulas de bio­lo­gia no ensino médio? Árvo­res são cri­a­tu­ras vivas como qual­quer ani­mal e res­pi­ram, assim como você e eu, oxi­gê­nio, exa­lando CO2. Acon­tece que no pro­cesso de fotos­sín­tese as plan­tas usam a luz como cata­li­sa­dor num pro­cesso fotoquí­mico que envolve CO2. Logo, de noite, quando não há luz do sol para fotos­sin­te­ti­zar a gli­cose, as plan­tas com­pe­tem conosco pelo mesmo O2. Para resu­mir, a planta faz duas coi­sas: res­pira como nós e faz fotos­sín­tese (observe bem que o ponto chave aqui é o pre­fixo FOTO), por­tanto, sem luz, sem pro­du­ção de oxi­gê­nio e a planta con­ti­nua, assim como nós, res­pi­rando O2.

Há tam­bém alguns estu­dos “geni­ais” que suge­rem replan­tar flo­res­tas com euca­lipto por­que cres­cem rápido e são gran­des. Ima­gine replan­tar a flo­resta amazô­nica com euca­lip­tos? Melhor seria adi­ci­o­nar mais uma pala­vra ao dici­o­ná­rio des­sas pes­soas: bio­di­ver­si­dade.

Entre­tanto, estou diva­gando. Se por um lado não acre­dito nessa ladai­nha de plante um “tan­que de oxi­gê­nio”, acre­dito que árvo­res aju­dam na regu­la­ção da tem­pe­ra­tura, na manu­ten­ção da fer­ti­li­dade do solo, no embe­le­za­mento das cida­des e na sus­ten­ta­ção de um bioma vari­ado, por isso achei legal falar sobre o pro­jeto eco4planet.

O eco4planet é um bus­ca­dor (que, na ver­dade usa o Goo­gle cus­to­mi­zado), mas que pro­mete plan­tar uma árvore a cada 50.000 bus­cas rea­li­za­das pelo seu sis­tema. A tela, como não pode­ria dei­xar de ser é preta, para “eco­no­mi­zar ener­gia”. Sim! O eco4planet é feito por bra­si­lei­ros e, a prin­cí­pio, vai plan­tar as árvo­res em Ribei­rão Preto (SP). Se os caras forem inte­li­gen­tes, tem tudo para dar certo (só espero que não saiam plan­tando euca­lip­tos a torto e a direito).

Se for fazer uma busca pela net, dê uma chance aos caras. Cada árvore plan­tada faz pose para uma foto que você pode ver aqui.

eco

P. S.:

Ape­nas mais duas obser­va­ções (já que estou com a mão na massa):

  1. Se você usa moni­to­res LCD pode usar uma tela mais negra que a alma do Steve Bal­mer e não vai fazer eco­no­mia nenhuma. Isso de telas escu­ras eco­no­mi­za­rem ener­gia só fun­ci­ona nos velhos CRT1.
  2. Quer ver me dei­xar puto e vir falar das “emis­sões de car­bono”, “car­bono zero”… Car­bono é um ele­mento quí­mico da tabela perió­dica que é SÓLIDO à tem­pe­ra­tura ambi­ente (gra­fite, dia­mante…). Car­bono e dió­xido de car­bono são duas coi­sas muito diferentes.
  1. http://googleblog.blogspot.com/2007/08/is-black-new-green.html
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