Tag Archive for 'software'

Aleluia! Skype novo para Linux

Por mais que eu adore o Linux, às vezes é pre­ciso ter a hom­bri­dade para admi­tir que cer­tas coi­sas em estar à mar­gem são meio irri­tan­tes, como, por exem­plo, a demora em rece­ber atu­a­li­za­ções (ou mesmo ver­sões) decen­tes de softwa­res legais que todo mundo usa ou que algum dia podem ser necessários.

O Skype é um des­ses exem­plos. Sem­pre fiquei P*** da vida quando pre­ci­sava baixá-lo e, ano após ano, con­ti­nu­ava lá o empo­ei­rado RPM com­pi­lado para o Fedora Core 5 que já até virou petró­leo de tão velho e ultra­pas­sado… trata-se, na mai­o­ria das vezes, de uma ques­tão de se con­for­mar e con­ti­nuar usando o soft­ware velho ou ins­ta­lar o Win para tes­tar o que há de novo.

O tempo pas­sou e, final­mente, alguma alma cari­dosa do eBay (dona do Skype) se lem­brou de nós, lan­çando a ver­são 2.1.0.47 Beta para ado­çar nos­sas bocas.

Ape­sar de ainda ser bas­tante infe­rior à ver­são 4.1 dis­po­ní­vel para Win­dows a atu­a­li­za­ção para Linux me causa certo alí­vio espe­ci­al­mente pelos biná­rios gera­dos em com­pi­la­do­res novos (já que os RPMs para Fedora Core 5 tinham sido fei­tos por com­pi­la­do­res mais velhos que a minha avó). As melho­rias no soft­ware, em si, não são nada revo­lu­ci­o­ná­rio em com­pa­ra­ção com a ver­são antiga, mas, melho­rias são sem­pre bem-vindas.

Resta-me, agora, tor­cer pra que lan­cem atu­a­li­za­ções para o Skype Linux em perío­dos de menos que 20 anos.

Gos­tou? Cli­que na figura e baixe a ver­são para sua dis­tro favorita!

  • Share/Bookmark

Cinco simples passos para fazer seu RPM

Mui­tas pes­soas (pelo menos assim acre­dito), gos­ta­riam de apren­der a receita para gerar um RPM de seu soft­ware favo­rito; a regra de ouro se você usa uma dis­tri­bui­ção que geren­cia paco­tes é “evite, sem­pre que pos­sí­vel, ins­ta­lar softwa­res que não sejam empa­co­ta­dos para o seu linux”, mas, se você usa Fedora ou alguma des­sas outras dis­tros “linha dura” pode aca­bar ficando sem aquele pro­gra­mi­nha que você tanto gosta.

Para evi­tar essa tra­gé­dia, vou apro­vei­tar o post de hoje para ensi­nar em pas­sos sim­ples como empa­co­tar um soft­ware qual­quer em RPM.

Bus­quei ao acaso um soft­ware qual­quer que ainda não exista nos repo­si­tó­rios do Fedora, um exem­plo bem sim­ples é o FMIT (Free Music Ins­tru­ment Tuner for Linux). O soft­ware é pequeno e pode ser ins­ta­lado da maneira clás­sica (./configure, make, make ins­tall), por isso é per­feito para o nosso exemplo.

Pri­meiro passo: con­se­guindo o código fonte

Vá ao site do FMIT bai­xar o código fonte:

Com o código fonte em mãos, descompacte-o e vá dar uma olhada no que ele pede para com­pi­lar sem pro­ble­mas. Se você está acos­tu­mado a ins­ta­lar softwa­res direto pelo código fonte vai se lem­brar de que o ./configure checa e avisa quais os com­po­nen­tes neces­sá­rios para uma com­pi­la­ção (e ins­ta­la­ção) correta.

Já adi­anto que o FMIT neces­sita alsa-lib-devel, freeglut-devel, fftw3-devel, jack-audio-connection-kit-devel, portaudio-devel e qt3-devel para com­pi­lar direito e tam­bém alsa-lib, fftw3, fre­e­glut, jack-audio-connection-kit para rodar com todas as funcionalidades.

Ins­ta­lar um soft­ware a par­tir do código fonte con­siste mesmo em jun­tar todas as peças neces­sá­rias para poder com­pi­lar e isso exige paci­ên­cia ali­ada a algu­mas habi­li­da­des detetivescas.

Segundo passo: cri­ando o ambi­ente certo

Já bai­xa­mos o código fonte e fica­mos fami­li­a­ri­za­dos com o que nosso soft­ware vai depen­der para ser com­pi­lado. O pró­ximo passo é pre­pa­rar seu sis­tema para gerar RPMs. Ins­ta­lar o ambi­ente de desen­vol­vi­mento é muito simples:

$ su -c 'yum install rpmdevtools'

Isso ins­tala os softwa­res neces­sá­rios e

$ rpmdev-setuptree

Que vai gerar as pas­tas e as macros usa­das no desenvolvimento.

O local de desen­vol­vi­mento, você vai repa­rar, fica den­tro de uma pasta cha­mada rpm­build (~/rpmbuild). Nunca, nunca mesmo, em hipó­tese alguma, faça RPMs como root por­que isso pode dar “per­mis­sões demais” aos seus paco­tes e não que­re­mos isso, certo?

Den­tro de ~/rpmbuild há 5 pas­tas: SRPMS, RPMS, SPECS, BUILD, SOURCES;

  • A pasta SOURCES é onde você deve jogar o código fonte do pro­grama que vai empa­co­tar. Não se pre­o­cupe em descompactá-lo;
  • Na pasta SPECS você vai criar um script que é pró­prio para fazer RPMs cha­mado “arquivo de espe­ci­fi­ca­ção”. Nele escre­ve­re­mos todos os dados do RPM como nome, ver­são, des­cri­ção etc. Geral­mente ele recebe o nome do pro­grama a ser empa­co­tado com a exten­são .spec, por­tanto, como vamos empa­co­tar o FMIT, ele deve se cha­mar fmit.spec;
  • Na pasta BUILD ocorre o pro­cesso de com­pi­la­ção. Aqui é onde é feito o tra­ba­lho sujo pelo com­pi­la­dor. O seu código fonte é auto­ma­ti­ca­mente des­com­pac­tado aqui, che­cado, com­pi­lado e empa­co­tado. Pense nessa pasta como a “linha de pro­du­ção” dos seus pacotes.
  • Em RPMS são joga­dos os paco­tes pron­tos. Basta vir aqui e ins­ta­lar as crianças. =)
  • SRPMS tam­bém con­tém RPMs, mas não do tipo que vem com um exe­cu­tá­vel. O SRPM é ape­nas o código fonte do seu RPM. Com um SRPM, qual­quer um é capaz de repro­du­zir o seu RPM sem nenhum esforço. Den­tro dele temos o código fonte do soft­ware, o seu arquivo .spec ou qual­quer outra coisa que você tenha colo­cado em seu pacote.

Ter­ceiro passo: Cri­ando o seu arquivo .spec

A parte mais chata é essa. Um arquivo .spec tem par­tes muito bem defi­ni­das que pre­ci­sam ser leva­das à risca para gerar um bom pacote, mas não se assuste, hoje em dia há muita coisa já pronta ou auto­ma­ti­zada para nos aju­dar. Por exem­plo, você pode usar o VI/VIM para gerar um arquivo .spec gené­rico e “oco” para você:

Entre na pasta dos arqui­vos .spec

$ cd ~/rpmbuild/SPECS

Mande o VI/VIM criar o arquivo .spec vazio:

$ vim fmit.spec

Repa­rou que “auto­ma­gi­ca­mente” o nosso arquivo de espe­ci­fi­ca­ção já veio com os cam­pos a pre­en­cher? Alguns cam­pos são óbvios (outros nem tanto). Senão, vejamos:

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
Name:		# O nome do programa
Version:       # A versão do programa
Release:        1%{?dist}	# A release do pacote. Aqui vem aquela parte -1.fc11, -2.fc11...
Summary:       # Curta descrição do software
 
Group:		# A qual grupo pertence o software? Por exemplo: Applications/Multimedia
License:	# Qual a licensa vigente sobre o software? Por exemplo, GPL, MIT...
URL:		# Site do desenvolvimento upstream
Source0:	# O link do código fonte.
BuildRoot:      %(mktemp -ud %{_tmppath}/%{name}-%{version}-%{release}-XXXXXX)  # Troque esta parte por %{_tmppath}/%{name}-%{version}-%{release}-root-%(%{__id_u} -n)
BuildRequires: 	# Todos os pacotes necessários para a compilação.
Requires: 		# Todos os pacotes que são “dependências” para o seu software rodar bem.
 
%description 	# Uma descrição mais completa do seu software
 
%prep 		# Nesta seção o seu código fonte é “tratado”. Descompacta-se, aplica-se patches...
%setup -q
 
%build 		# Aqui vem, automática a parte do ./configure e do make
%configure
make %{?_smp_mflags}
 
%install 	# Instalação do software
rm -rf $RPM_BUILD_ROOT
make install DESTDIR=$RPM_BUILD_ROOT
 
%clean 		# Limpeza do seu “espaço de trabalho” para garantir que esteja limpo se precisar usar de novo.
rm -rf $RPM_BUILD_ROOT
 
%files 	# Diga nesta seção quais os arquivos presentes no seu RPM, assim, ao desinstalá-lo, não sobrará nenhum “lixo”.
%defattr(-,root,root,-)
%doc
 
%changelog		# Para manter um histórico do seu trabalho

Quarto passo: pre­en­cendo seu arquivo .spec

Vamos pre­en­cher o nosso spec passo a passo. A pri­meira seção é bem sim­ples, são ape­nas infor­ma­ções gerais:

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
Name:		fmit
Version:	0.97.7
Release:	1%{?dist}
Summary:	Free Music Instrument Tuner for Linux
 
Group:		Applications/Multimedia
License:	GPLv2
URL:		http://home.gna.org/fmit/index.html
Source0:	http://download.gna.org/fmit/fmit-0.97.7.tar.gz
BuildRoot:	%{_tmppath}/%{name}-%{version}-%{release}-root-%(%{__id_u} -n)

Na segunda seção, colo­ca­mos as depen­dên­cias para com­pi­lar e para funcionar:

BuildRequires:	alsa-lib-devel >= 0.9
BuildRequires:	freeglut-devel
BuildRequires:	fftw3-devel
BuildRequires:	jack-audio-connection-kit-devel >= 0.103
BuildRequires:	portaudio-devel
BuildRequires:	qt3-devel
Requires:	alsa-lib >= 0.9
Requires:	fftw3
Requires:	freeglut
Requires:	jack-audio-connection-kit >= 0.103

Na ter­ceira seção, uma expli­ca­ção mais deta­lhada sobre o software:

1
2
%description
Free Music Instrument Tuner for Linux, bla, bla bla...

Agora, na quarta seção, um deta­lhe impor­tante: o FMIT é um soft­ware muito sim­ples que pode ser com­pi­lado com ./configure, make e make ins­tall sem pre­ci­sar de mais nenhum parâ­me­tro adi­ci­o­nal, por isso, não pre­cisa mexer em nada nes­sas par­tes aqui:

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
%prep
%setup -q
 
%build
%configure
make %{?_smp_mflags}
 
%install
rm -rf $RPM_BUILD_ROOT
make install DESTDIR=$RPM_BUILD_ROOT
 
%clean
rm -rf $RPM_BUILD_ROOT

É claro que se nosso com­pi­la­dor pre­ci­sasse de alguma ins­tru­ção extra have­ria mais coi­sas a fazer na quarta seção, mas isso não vem ao caso agora; quem sabe num pró­ximo artigo?

A quinta seção vai cata­lo­gar tudo que há no seu RPM para instalação/desinstalação:

1
2
%files
%defattr(-,root,root,-)
1
%doc AUTHORS COPYING ChangeLog TODO

Liste tudo que pode ser con­si­de­rado docu­men­ta­ção no seu pacote
Você se lem­bra dessa parte? “%{_tmppath}/%{name}-%{version}-%{release}-root-%(%{__id_u} –n)” Isso gerou, do lado da pasta BUILD uma nova pasta cha­mada BUILDROOT. Essa novas pasta é uma pasta “fake” onde o soft­ware vai se ins­ta­lar pen­sando que está sendo ins­ta­lado no sis­tema. Ela tem capa­ci­dade de imi­tar todas as pas­tas da pasta / de modo a garan­tir que o soft­ware con­siga encon­trar os luga­res devi­dos à sua “aco­mo­da­ção”. Você deve olhar nessa pasta para des­co­brir quais arqui­vos pre­ci­sam ser “declarados”

1
2
3
4
%{_bindir}/fmit 	# %{_bindir} significa /usr/bin
%{_datadir}/fmit	# %{_datadir} significa /usr/share
%{_datadir}/applications/fmit.desktop
%{_libdir}/*.a	# %{_libdir} significa /usr/lib

Na sexta seção, man­te­nha um his­tó­rico do seu trabalho:

1
2
3
%changelog
* Sun May 10 2009 Henrique "LonelySpooky" Junior  - 0.97.7-1
- Initial package

Quinto passo: gerando o RPM

A etapa mais fácil. Mande o rpm­build gerar seu rpm:

$ rpmbuild -ba ~/rpmbuil/SPECS/fmit.spec

Se tudo cor­rer bem você vai ver as men­sa­gens de com­pi­la­ção e, ao fim, as seguin­tes linhas:

Gravou: /home/lonely/rpmbuild/SRPMS/fmit-0.97.7-1.fc11.src.rpm
Gravou: /home/lonely/rpmbuild/RPMS/i586/fmit-0.97.7-1.fc11.i586.rpm
Gravou: /home/lonely/rpmbuild/RPMS/i586/fmit-debuginfo-0.97.7-1.fc11.i586.rpm

Como pro­me­tido, na pasta RPMS estará seu rpm do fmit e um paco­ti­nho com infor­ma­ções de debug que você não precisa.

Este é um exem­plo tão gené­rico quanto pos­sí­vel e ten­tei apre­sen­tar de forma sim­ples como pro­ce­der, mas, con­vém avi­sar, gerar RPMs varia muito depen­dendo da lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção e mesmo um pacote sim­ples como esse pode ser feito de forma mais “ele­gante”. Em todo caso, espero que tenha matado a curi­o­si­dade de alguns ou dado um “empur­rão­zi­nho” em quem deseja come­çar no empacotamento.

Lei­tu­ras recomendadas

  • Share/Bookmark

Pré-Upgrade: Fedora novo sem nenhum esforço

Já sei disso há algum tempo, mas relu­tei em pos­tar aqui por­que não havia nada certo. Agora é ofi­cial: nos­sas pre­ces foram aten­di­das e o Fedora 9 vai inau­gu­rar um recurso cha­mado Pré-Upgrade.
O Pré-Upgrade vem aten­der a uma das mai­o­res recla­ma­ções que um usuá­rio Fedora pode­ria ter… o mar­tí­rio de for­ma­tar a máquina a cada nova ver­são ou espe­rar 700 horas pela atu­a­li­za­ção dos paco­tes pelo DVD.
A idéia é bem sim­ples: de agora em diante, rodando uma ver­são mais antiga do Fedora (7 ou 8), basta ins­ta­lar o Pré-Upgrade e deci­dir para qual ver­são deseja atu­a­li­zar seu Fedora. O recurso não é nenhum fenô­meno de exclu­si­vi­dade. Que eu saiba as dis­tri­bui­ções Debian like já con­tam com o dist-upgrade há anos, mas dessa vez o dife­ren­cial está mesmo na faci­li­dade em se fazer isso: a inter­face grá­fica é sim­ples e per­mite que você con­ti­nue usando seu PC enquanto a atu­a­li­za­ção acon­tece e, no fim de tudo, ape­nas um reboot é neces­sá­rio para que todo o pro­cesso seja con­cluído.
O soft­ware, pes­soal, encontra-se 90% ter­mi­nado e vem em boa hora, pois o Fedora está cla­ra­mente ama­du­re­cendo. Con­fi­ram algu­mas ima­gens do fun­ci­o­na­mento logo abaixo:

Bem-vindoVersãoBaixandoAdquirindo imagensTerminado.

As minhas outras gran­des recla­ma­ções não depen­dem dire­ta­mente do Pro­jeto Fedora, mas vêm me inco­mo­dando faz tempo. O Fire­fox 2 junto com o Ope­nOf­fice con­some tanta memó­ria quanto um sis­tema ope­ra­ci­o­nal inteiro e até o GNOME, que tinha fama de ser leve, :’( já con­some mais memó­ria que o KDE.
Embora eu ame o Linux, alguns softwa­res nele são capa­zes de deto­nar sua memó­ria e mui­tas vezes meu com­pu­ta­dor “senta” com a lín­gua para fora por causa de seus míse­ros 512 MB de RAM DDR2. O GNOME, que eu bra­dava aos qua­tro ven­tos ser muito mais leve e rápido que o KDE já não é assim faz tempo e com a che­gada do KDE 4 isso ainda deve se tor­nar mais visí­vel, já que o KDE 4 con­some 39% menos memó­ria que seu ante­pas­sado 3.5.
O GNOME tem um desen­vol­vi­mento lento, por isso nem posso sonhar com uma ver­são mais rápida para breve… não sou um faná­tico por nenhum desk­top; uso GNOME por­que vejo nele mais orga­ni­za­ção e cla­reza, acho ideal para usuá­rios inex­pe­ri­en­tes já que ele não sobre­car­rega você com infor­ma­ções e ícones minús­cu­los. O KDE é boni­tão, tam­bém faz tudo e tem recur­sos inte­gra­dos que sem­pre me dei­xou com uma pon­ti­nha de inveja (pois usei KDE a vida toda e há uns três anos pas­sei para o GNOME) e agora, desi­lu­dido, vejo que o GNOME sem­pre fez exa­ta­mente aquilo que eu cri­ti­cava no KDE: comer memó­ria demais.
Para resu­mir, o Linux como um todo pre­cisa evo­luir ainda, espe­ci­al­mente no que diz res­peito aos softwa­res come­do­res de memó­ria RAM.

  • Share/Bookmark

Amarok para Windows: “só” 200 MB

Quem gosta de ouvir uma musi­qui­nha no PC e usa Linux, pro­va­vel­mente conhece o Ama­rok e quem conhece o Ama­rok, logo de cara nota que trata-se de um pro­duto supe­rior e, sem som­bra de dúvida, um dos melho­res players do mundo (não, não estou exagerando).

Já que Linux sig­ni­fica liber­dade, por que não por­tar o Ama­rok para Win­dows? A idéia, a prin­cí­pio por­reta, dei­xou muita gente ani­mada: ter o melhor player do mundo rodando sobre o Win­dows é algo como boi­co­tar a Micro­soft e seu impe­rio do mal de den­tro! Mas… (sem­pre tem um “mas”) o que nin­guém, nem os desen­vol­ve­do­res, tinham pen­sado é que por­tar o ama­rok para Win­dows não é tão sim­ples como recom­pi­lar o código fonte no Dev C++ e pronto. O Ama­rok usa as bibli­o­te­cas da famí­lia K, ou seja: é muito depen­dente do KDE e de suas bibli­o­te­cas e isso sig­ni­fica que se o povo do Win­dows qui­ser ter o Ama­rok rodando em seu sis­tema há duas pos­si­veis soluções:

  • Os pro­gra­ma­do­res reco­me­çam o Ama­rok “from scratch” e rees­cre­vem tudo só para fun­ci­o­nar no Win­dows (ouvi risa­das na platéia?).
  • Por­tar, junto com o Ama­rok, todas as bibli­o­te­cas e scripts neces­sá­rios para seu fun­ci­o­na­mento… coi­sas leves como KDE Base, Qt e Ruby que fazem doA­ma­rok tudo que ele é (ouvi cho­ros na platéia?).

Pois então, toda essa brin­ca­deira, com­pac­tada com o 7Zip, ficou em apro­xi­ma­da­mente 200 MB (antes de uns refi­na­men­tos era 270 MB, por isso não reclame) e eu fico pen­sando: vale à pena bai­xar 200 MB para ter um player de áudio funcionando?

Mais um pro­blema inte­res­sante é que o KDE 4 tam­bém vai ser por­tado para Win­dows (mas isso ainda demora, quer apos­tar?) e as equi­pes do Ama­rok e do KDE estão usando IDEs dife­ren­tes para com­pi­lar seus pro­je­tos, o KDE usa Visual Stu­dio 2005 e o Ama­rok usa Visual Stu­dio 2008 (são incom­pa­tí­veis). O pes­soal do Ama­rok está pen­sando em empa­co­tar inde­pen­den­te­mente as suas par­tes do KDE para garan­tir a com­pa­ti­bi­li­dade com o Ama­rok e isso vai sig­ni­fi­car que o Ama­rok vai sem­pre estar atra­sado em rela­ção aos lan­ça­men­tos do KDE, pois reem­pa­co­tar tudo não é moleza como parece.

Chega de más notí­cias? Ok, ok… a boa notí­cia é que des­ses 200 MB, só 2,36 MB são do Ama­rok; o resto são depen­dên­cias. :-)

Por fim, o pes­soal está lutando para redu­zir os 200 MB para 120 MB e tor­nar o tama­nho da ins­ta­la­ção mais razoá­vel (uns 35 MB de down­load com­pac­tado), mas adverte que cor­tar bibli­o­te­cas do KDE e dei­xar só o essen­cial para o Ama­rok pode sig­ni­fi­car que outras aolu­ca­ções da famí­lia K não irão fun­ci­o­nar. Ainda bem que uso Linux… ;-)

Ah, antes que me esqueça, o Ama­rok para Win­dows ainda está em fase alfa.

200 MB do seu disco vão embora:

  • 12488 kb — amarok
  • 75559 kb — kdebase
  • 33109 kb — kdelibs
  • 5155 kb — kdepimlibs
  • 134 kb — kdewin32
  • 158 kb — qimageblitz
  • 42188 kb — qt
  • 16984 kb — ruby
  • 1354 kb — soprano
  • 1336 kb — strigi
  • 352 kb — taglib
  • 21283 kb — win32libs

Fonte: Blog do Ama­rok

  • Share/Bookmark

Nós amamos o XMMS

É ver­dade que eu ando relapso com meu blog, mas tenho boas des­cul­pas para jus­ti­fi­car a ausên­cia prolongada:

  • Tra­ba­lho: muito, inter­mi­ná­vel, esta­fante, chato e inter­mi­ná­vel (sim, inter­mi­ná­vel duas vezes). Come­cei os estu­dos para o meu RHCE e estou ten­tando con­ci­cliar a minha facul­dade de Enge­nha­ria Quí­mica com meu livro de con­tos, as ati­vi­da­des de tra­du­ção do Fedora e os encar­gos de embai­xa­dor enquanto sou téc­nico de infor­má­tica na Pre­fei­tura Muni­ci­pal de Paracambi.
  • Falta de tempo: entre um lugar e outro, pen­sando na vida e só depois lem­brando do blog. :P
  • Pre­guiça: bem… melhor não falar nada aqui, pois qui­eto me defendo mais…

E já que o assunto é pre­guiça, que melhor tópico a abor­dar senão a volta do XMMS às para­das de sucesso, depois de 1211 dias sem ter nenhuma nova rele­ase? É isso mesmo! depois de 1211 dias na gela­deira, saiu a ver­são 1.2.11 do bom e velho XMMS.
Por que isso é tão impor­tante? O XMMS não é o player mais dinâ­mico, não vem com bil­bi­o­te­cas onde vc orga­niza seus arqui­vos, não tem inte­gra­ção com milha­res de recur­sos úteis (e inú­teis) da inter­net, ainda é feito em GTK 1 mas faz bem o que se pro­põe fazer: ele toca (e muito bem) vir­tu­al­mente qual­quer arquivo de áudio, numa inter­face que lem­bra o Winamp, sem fres­cu­ras, sem rodeio, sim­ples e direto.
Basi­ca­mente, quando todos os outros players falha­rem, o XMMS vai estar lá, fun­ci­o­nando e a impor­tân­cia dele é tão grande que a maior parte de sua his­tó­ria se con­funde com a his­tó­ria do pró­prio Linux.
Ele ainda é o favo­rito do pes­soal da velha guarda, da época em que para ins­ta­lar o Linux era pre­ciso dar boot atra­vés de um dis­quete, cone­xão à inter­net era con­se­guida via dis­ca­gem pela linha telefô­nica e assis­tir vídeo era feito atra­vés do XINE qua­dra­dão. O XMMS ainda se man­tém jovem e impres­si­o­nante, sem­pre leve, com a pos­si­bi­li­dade de usar skins das mais sim­ples às mais ela­bo­ra­das e uma tone­lada de plu­gins de melho­ra­mento de som.
Não sou da velha guarda, sou de 2002, quando o linux já não era mais tããããããão com­pli­cado (média guarda existe?), mas tam­bém sou fã desse player que con­ti­nua sendo o que­ri­di­nho de muita gente.

  • Share/Bookmark